Ouço o cair de inúmeros cacos
Vasos quebrados por mãos invisíveis
Sobejam as ribaltas vazias risíveis
Não há quem ajunte os cacos
Humildade era o que os punha de pé
Mas cansaram preferindo impostura
Perderam-se nas ruas da amargura
Agora naufragam e menosprezam a fé
Nem o teu Natal foi poupado
O culto simples esquecido, ignorado
Viceja o banco vazio, adornado
Quase nenhum vaso poupado
Arfante lembro-me da simplicidade
Jesus no coração, paz na alma
Sem pressa, sem agonia, com calma
Louvor sincero, tranquilidade
Ah! Esse pretérito e teimoso tempo
Que inquieta e inquire a alma
Vidas à beira do caos, do trauma
Ensimesmadas guirlandas ao vento
Somos como uma sombra, diz a Palavra
Passamos, voamos e o resto é história
Reduzidos à insignificância da vã glória
A dor do que na cova a pedra lavra
Oh! Cristo, minh'alma não esqueça que
Tua bendita noite não foi apenas uma Ceia
Um brado de lamúrias qual densa teia
Mas foi vida, humildade e poder
Que não me desapegue dos teus e meus irmãos
Que ao vir sempre à tua casa, o maior prazer
O mundo não me engane, e me ponha a dizer
Que doentes não precisam de médico, mas os sãos
Igarassu, 26 de dezembro de 2011
1 comentários:
Caro Daladier,
O blog irmaoricardo.blogspot foi e excluido, fique a vontade para retirar o link.
Obrigado!
Ricardo.
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