...relembro aqui a essência do meme de internet, termo cibernético desconhecido para a maioria, que significa uma frase que ganha apelo coletivo. Sua intenção é vocalizar um protesto qualquer abafado no dia-a-dia, mas também visa a glorificação da banalidade. Há memeativistas aos milhares na web, dispostos a amplificar a bobagem. Ou melhor, a amplificar qualquer bobagem, com a finalidade de que a mesma gere audiência. No caso de Luíza a Globo agradece, porque o cheiro de queimado com o estupro acobertado em rede nacional estava forte. Mesmo que o crime propriamente dito não tenha sido confirmado, o tiro saiu pela culatra.
E o que isso tem a ver conosco? Ora, direi: tudo! Nosso mundo evangélico vive de memes. Polêmicas cuja essência é real, mas que não dão em nada. Nosso povo, acostumado a deixar pra lá, ouve, discute, debate, requenta e depois assenta! Quem aqui não lembra da história do apoio de Dilma ao aborto, quando candidata? (T)Rol(l)ou o mundo, foi discutido à exaustão nos blogs evangélicos, com direito a vídeos de repúdio que alcançaram milhares de visualizações. Depois, Dilma foi eleita com os votos dos evangélicos. Milhões ao menos.
Os memes de nossos dias devem desagradar a Deus. A razão é simples: mascaram a mentira, relativizam a verdade. Criam grande comoção, não deixam nada prático. Nuvens sem água, levadas pelos ventos de uma para outra parte... São como zumbis do crack virtual, vasculhando a grande rede em busca de repercussão. Momentânea repercussão.
Clique nos links para ler sobre o que é meme e meme de Internet.
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