sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Subsídio para a 8ª Lição - 23/11/2014 - Os impérios mundiais e o reino do Messias

Prezados, gostaria de propor algumas atividades para a lição do próximo domingo.

Comecemos pelos mapas. Acredite estudantes de teologia e teólogos formados são, muitas vezes, analfabetos em geografia bíblica. Com um mapa na mão muitos falhariam em identificar onde ocorreu a história bíblica.

Inicie pelo Mapa Mundi, mostre onde está o Brasil e, a seguir, onde fica Israel. Enfatize a partir de onde se deu a origem da história humana.

Mostre a importância da Mesopotâmia, dos rios mencionados em Gênesis 2:14... Enriqueça falando dos primeiros impérios como os hititas e egípcios.


Fale do Império Assírio...


Mostre a área de influência dos impérios seguintes, na ordem: Babilônia, Grécia, Pérsia...


E, por fim, o Império Romano...


Clicando aqui você acessa um breve resumo histórico da duração dos seis grandes impérios mundiais e sua relação com o livro de Daniel.

Que tal enriquecer com esta imagem?


E não esqueça do link entre a estátua e a visão dos animais.



Note que em termos de alcance territorial o Império Persa e Grego se assemelham, com o detalhe de que Alexandre, o Grande, rei grego conseguiu em muito menos tempo alcançar até mesmo a Índia.

Enriqueça sua aula, só não tente bancar o esperto. É preciso dominar o assunto para que a aula tenha sucesso. Pegue mapas emprestados se não os tiver ou partilhe a lição a partir de seu notebook ou datashow. Não deixe a aula soçobrar por falta de conteúdo, nem deixe de prender a atenção do seu aluno.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Subsídio para a 7ª lição - 16/11/2014 - Integridade em tempos de crise


De todas as provas que Daniel enfrentou em Babilônia com seus amigos, uma das mais duras foi sobreviver à atmosfera infestada de corrupção do palácio. Ali se respirava conspiração, tramoia, desvio, ódio, bajulação, jogos de poder e toda sorte de coisas reprováveis. A Bíblia é econômica no assunto, mas podemos imaginar que na metrópole maior do seu tempo a cidade era um antro fedorento.

Curiosamente, é um caso citado entre tantos na Bíblia de políticos que honraram a Deus. Especialmente quando alguém quer defender uma candidatura evangélica. A própria CPAD seguiu o raciocínio do homem incorruptível. Infelizmente, até agora todos têm falhado. Ora na corrupção ativa, ora na passiva. Quantos políticos evangélicos não estão sendo processados por crimes eleitorais? Quando menos se encontra falhas, elas estão na esperteza em ludibriar os membros incautos com promessas mentirosas ou na imposição de nomes para eleições seculares.

Hoje, pastores sucumbem diante da política secular, fazendo salamaleques para representantes de todos os naipes. Não só isso, fazendo acordos que em nada diferem dos grandes escândalos. Vendem a igreja, a alma e a dignidade por um prato de lentilhas. Interessante que nenhum desses acordos seria confessável diante da grande membresia. Se de partida é assim, desconfiemos dos seus propósitos.

Mas pior que isto é a própria política eclesiástica ter infectado a Igreja e sua liderança. Escaramuças e jogadas dignas das grandes séries da TV mancham escolhas, trabalhos e projetos. Sugiro a leitura de Irmãos, nós não somos profissionais, do grande John Piper, que trata justamente da maneira como a política profissional invadiu nossas hostes. Mensagens soft para não desagradar a determinados públicos. Preguiça com o estudo da Palavra. Prioridade para os acordos eclesiásticos. Olho grande nos dízimos e ofertas. Ostentação e riqueza. Enfatuamento com as coisas de Deus.

Conheço diversas pessoas cansadas do jogo. Preferem viver na obscuridade e fora dos holofotes para não correrem o risco. Pode estar aí o segredo da longevidade pessoal e espiritual de Daniel, aliada ao caráter deste grande homem de Deus.

Já diz o adágio popular: Honestidade é fazer a coisa certa, mesmo quando não tem ninguém olhando.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

O “PEIXE-LAGARTO”, AS INTERPRETAÇÕES TENDENCIOSAS E A “PROVA INCONTESTÁVEL” DA EVOLUÇÃO

O “PEIXE-LAGARTO”, AS INTERPRETAÇÕES TENDENCIOSAS E A “PROVA INCONTESTÁVEL” DA EVOLUÇÃO
Por Ricardo B. Marques

O artigo apresenta a descoberta, na China, de um ictiossauro cujas características anatômicas seriam “prova incontestável” de que os répteis aquáticos teriam antepassados terrestres, o que “comprovaria” a Teoria da Evolução (TE). Vide o artigo em http://jconline.ne10.uol.com.br/…/peixe-lagarto-foi-da-terr…
Contudo, observe-se um hábito que tipifica a maioria dos evolucionistas, revelado na frase da reportagem: “Essas nadadeiras, aliadas a punhos flexíveis, PROVAVELMENTE [grifo meu] permitiam que eles se movimentassem em terra firme, rastejando de uma maneira semelhante à das focas”. Mais adiante, os autores da descoberta mencionam: “Agora temos essa prova INCONTESTÁVEL”. Penso que “provavelmente” e “incontestável” não combinam. Alguém discorda?
É curioso o fato de que quando evolucionistas revelam seus achados, começam falando em "talvez", "possivelmente", "provavelmente", "acredita-se"... Ou seja, não há nada certo sobre aquilo, apenas especulação, um modo de interpretar o achado, a conclusão é só uma proposição, no campo das possibilidades, nada mais. Porém, em seguida, distorcem a abordagem e sorrateiramente apresentam a conclusão como “incontestável”, inquestionável, fato consumado, fazendo o público crer que aconteceu exatamente como eles interpretam e propõem – é isso que ocorre com essa reportagem.
A história da TE encontra-se repleta disso: acham um fóssil e aplicam sobre ele uma INTERPRETAÇÃO que sirva para fortalecer a teoria que defendem a priori, e apresentam a interpretação tendenciosa como "evidência" ou mesmo "prova" de sua teoria. Os poucos mais honestos e precisos que ousam considerar a chance de haver outras interpretações possíveis são imediatamente censurados – mas existem.
Poderíamos citar inúmeros casos na história da TE semelhantes ao dessa notícia do "ictiossauro anfíbio", mas vamos nos ater a um exemplo clássico: o dos celacantos. O celacanto é um peixe outrora conhecido somente em sua forma fóssil, considerado extinto desde o Cretáceo Superior (entre 99 e 65 milhões de anos atrás). Ou seja, teria desaparecido mais ou menos junto com os dinossauros e muitas outras espécies.
Os celacantos tinham barbatanas peitorais e pélvicas cujas bases eram pedúnculos musculados bastante semelhantes aos membros dos vertebrados terrestres e que se aparentavam mover-se da mesma maneira. Que descoberta! Um peixe com nadadeiras semelhantes a patas, o que indica que aquele peixe se locomovia de modo semelhante aos vertebrados terrestres!
Pronto, bastou isso para os evolucionistas apresentarem aquele magnífico animal como um “fóssil de transição” entre os peixes e o novo grupo de vertebrados conhecidos como tetrápodes terrestres, ao qual pertencem todos os anfíbios, répteis, aves e mamíferos. Ou seja, os celacantos teriam dado origem a alguns dos primeiros anfíbios, e destes teriam surgido todos os demais vertebrados terrestres.
Isso foi mantido como “verdade” nos livros, aulas e palestras de evolucionistas em todo o mundo, por muitos anos. Até que, em 1938, pescaram celacantos no litoral da África do Sul. Depois disso, foram encontrados vários celacantos vivos (o primeiro em 1998). E agora?
Primeiro problema: os “fósseis-vivos” são um desafio complicadíssimo à confiabilidade da datação da coluna geológica. Até então os celacantos eram usados como “fósseis-indicadores” (muitos outros fósseis ainda são usados assim), isto é, por se “saber” que eram de determinado período geológico, sempre que um fóssil de celacanto era encontrado numa camada de rocha, aquela rocha era automaticamente data como sendo daquele período. No entanto, agora se sabe que os celacantos existem até hoje, de modo que a datação de rochas feita com base em fósseis de celacanto não é mais confiável (contudo, nenhum livro, nenhuma disciplina de geologia ou de paleontologia nas universidades, e nenhum evolucionista jamais revisou tais datações – elas continuam como estavam antes). Pergunta-se: quantas datações mais da coluna geológica estariam seriamente equivocadas, por serem feitas com base em fósseis e sem que se tenha certeza de que aqueles fósseis realmente teriam a idade que se supunha?
Segundo problema: os celacantos vivos – hoje criados até em aquários – não se locomovem como imaginavam os evolucionistas. Suas nadadeiras, anatomicamente semelhantes a membros de vertebrados que se arrastam, não eram nem são usadas para esse fim. Tratava-se apenas de uma coincidência anatômica, nada mais. Não havia absolutamente nenhuma relação evolutiva entre os celacantos e os tetrápodes terrestres. Anteriormente considerados de maneira tão afirmativa como “formas transitórias” entre peixes e vertebrados terrestres – uma “prova” da evolução – , os celacantos eram simplesmente peixes, cujas nadadeiras semelhantes a “patas” eram apenas nadadeiras e usadas somente para nadar. E assim permanecem até os dias de hoje.
Portanto, um cientista cientificamente honesto e coerente não temerá dizer que a descoberta do “ictiossauro anfíbio” nada representa em termos de “evidência” de evolução. A TE continua uma teoria em crise, conforme dito pelo famoso bioquímico britânico-australiano Michael Denton, PhD, em seu livro “Evolução: uma teoria em crise”. Detalhe: Denton é evolucionista, e mesmo assim admite que a TE está em sérias dificuldades de se sustentar diante das reais descobertas científicas nas últimas décadas.
Uma de minhas palestras sobre a polêmica "Criação X Evolução tem por título: "Evolução - a interpretação que virou dogma". Não resta dúvida de que a teoria evolutiva (TE) é criativa. Genial até. Darwin e seus sucessores merecem reconhecimento por terem desenvolvido um modelo interpretativo tão original e criativo daquilo que se observa na natureza. Contudo, digo que essa inteligente, instigante e elegante teoria é apenas isso: um modelo interpretativo. Nada mais. Assim como são modelos interpretativos o Criacionismo Científico (CC) e o Design Inteligente (TDI). A questão é que os criacionistas científicos e os adeptos da TDI admitem que suas teorias são interpretações, mas os evolucionistas não admitem isso. Evolucionistas – salvo notáveis exceções – insistem em que a TE é um fato, uma verdade comprovada, a única, suficiente e definitiva resposta da ciência para a diversidade da vida. Só que não é.
Praticamente todos os pressupostos da TE são falseáveis e não se sustentam quando submetidos a um verdadeiro e honesto escrutínio científico. E ainda bem que não sou eu quem diz isso, mas cientistas de renome e altamente respeitados – alguns deles evolucionistas, vale salientar. E eu, que fui evolucionista radical (mais ou menos na linha de Richard Dawkins) por tantos anos, não sabia de nada disso, pois, como a maioria dos meus colegas, fui mantido convenientemente "afastado" da percepção de que a inteligente TE seria, em realidade, uma genial falácia.
A única razão de a TE sustentar-se tão fortemente e por tanto tempo no meio acadêmico como suposta expressão única da verdade, em sua defesa da macroevolução (porque a microevolução é, sim, um fato), é porque seus principais defensores assumiram uma condição de "poder" dogmático e déspota. Eles adotaram a TE como uma ideologia, senão quase como uma fé, uma religião, e não como ciência propriamente dita; ao mesmo tempo, adotaram toda uma terminologia científica para validar sua ideologia como verdade absoluta. A relação entre evolucionistas e a TE assemelha-se muito àquilo que vemos acontecer entre certos tipos de pessoas religiosas acusadas de “fundamentalistas” e a cartilha de dogmas que seguem sem questionar. Instalaram-se na cúpula do poder acadêmico e formaram um "establishment", uma espécie de "clero" distante e intocável, instalando seu paradigma e adotando táticas extremamente dogmáticas de controle ideológico, beirando uma nova Inquisição, a exemplo de:
- censuras (divergentes da TE são impedidos de ensinar, de palestrar, de publicar, de ter acesso a verbas, etc.);
- ameaças e medo (divergentes da TE são ameaçados de demissão, de cortes de verbas, de terem seus nomes atirados na sarjeta, são ridicularizados em público, atacados pessoalmente, etc.);
- controle da informação e propaganda desonesta (a ideologia evolucionista controla o mercado editorial, a mídia, os periódicos científicos, etc.), e assim por diante.
Com essas estratégias, que encontram paralelo em táticas da Inquisição Católica e de regimes déspotas como nazismo, fascismo, stalinismo e maoísmo, por exemplo, a turma da TE reduz ao mínimo a manifestação das divergências.
Para se ter uma ideia, em se falando de Brasil, alguns cientistas de renome – dentre eles PhDs respeitados em seus campos (inclusive grandes especialistas em áreas como proteômica, genética, biologia molecular, etc.), que integravam o comitê científico do I Congresso Brasileiro do Design Inteligente, tiveram que retirar seus nomes do comitê por terem sido gravemente ameaçados por colegas intolerantes, cujas ações envergonham a ciência, a ética e até os direitos humanos. Mas ainda bem que foram poucos os que foram obrigados a ceder para, compreensivelmente, preservar seus empregos, suas pesquisas e sua liberdade.
É assim que muitos evolucionistas agem. Não todos, felizmente; há muitos que conseguem separar as coisas e terem uma postura verdadeiramente ética, democrática e científica, admitindo que a TE é um modelo interpretativo dos fatos observados e que pode – e deve – conviver com abertura para ouvir e considerar outros modelos, independente de enxergarem nestes algum viés “religioso”, como alguns preconceituosos insistem em fazer.
Que o respeito mútuo, a educação, a ética e o diálogo aberto, científico e respeitoso encontrem seu espaço nesse contexto específico das hipóteses e teorias a respeito das nossas origens. Esse é meu anseio, essa é uma de minhas missões.

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

A missão precisa de mais do que entusiasmo, diz Chris Wright

O teólogo irlandês Christopher Wright é considerado por muitos como o “sucessor” de John Stott. De fato, ele foi seu “braço direito” e atualmente é quem lidera a “Langham Partnership”, organização fundada por Stott. Chris, como é conhecido, esteve no Brasil em outubro e foi o preletor principal do 7º Congresso Brasileiro de Missões, em Águas de Lindoia (SP). Ele aproveitou para lançar o livro “A Missão de Deus: desvendando a grande narrativa da Bíblia” (Edições Vida Nova). Wright também é autor de O Deus Que Eu Não Entendo (Editora Ultimato) e Povo, Terra e Deus(ABU Editora), entre outros.
O estudioso, que é um dos responsáveis pelo mais recente documento do Movimento Lausanne (O Compromisso da Cidade do Cabo) caminhada bem tanto na Teologia quanto na Missiologia. Leia a seguir a entrevista que fizemos, por e-mail, com ele.
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Ultimatoonline – Como você gostaria de ser apresentado aos cristãos brasileiros?
Chris Wright - Simplesmente como companheiro e irmão na fé. Antes da Segunda Guerra Mundial, meus pais foram missionários no Brasil por vinte anos na região amazônica. Por isso, ouço falar do Brasil há muitos anos. Eu coleciono selos e tenho alguns selos maravilhosos do Brasil!
Ultimatoonline Você foi um dos líderes da redação de “O Compromisso da Cidade do Cabo” (CCC) em Lausanne 3 (2010). O documento é mais completo que o Pacto de Lausanne? O CCC teve o impacto que se esperava?
Chris Wright - O Compromisso da Cidade do Cabo é bem mais extenso do que o Pacto de Lausanne, porém mantém o mesmo objetivo: articular as convicções bíblicas e cristãs fundamentais que sustentam nossa missão cristã no mundo. A Parte 1 une mentes (“o que cremos”), corações (“nossos compromissos”) e mãos (“nossa resposta prática”), na linguagem de um compromisso de amor. A Parte 2 surgiu durante o próprio Congresso e relaciona trinta questões sob um vigoroso “Chamado à Ação”. O CCC oferece um “roteiro” para o Movimento Lausanne para as próximas décadas. Ele foi traduzido para mais de 25 idiomas. Além disso, há redes temáticas que estão se engajando efetivamente em discussões sobre a maioria das questões relacionadas na Parte 2.
Ultimatoonline – O Primeiro Congresso de Lausanne ficou marcado como um espaço magnífico para a compreensão mais integral da missão da Igreja. No entanto, 40 anos se passaram e ainda hoje se discute em vários ramos da igreja a natureza da missão. Como você definiria a missão da Igreja?
Chris Wright - A igreja é chamada por Deus para participar no que Deus está fazendo no mundo em cumprimento da redenção realizada por Cristo na cruz e ressurreição – em favor dos indivíduos, da sociedade e da criação. Somos enviados ao mundo para tornar Cristo conhecido e amar e servir no nome de Cristo. Procurei expor isso mais detalhadamente nos meus livros “A Missão de Deus” e “A Missão do Povo de Deus”.
Ultimatoonline – Muito se fala sobre a “igreja perseguida”. Em Lausanne 3, esta questão também ficou bem evidente, principalmente, nos testemunhos. Recentemente, surgiu o chamado Estado Islâmico atacando minorias religiosas no Oriente Médio. O mundo está mais intolerante contra as religiões e, particularmente, contra o Cristianismo?
Chris Wright - Sim. Isso é hoje reconhecido por comentaristas seculares, não somente cristãos.
Ultimatoonline – Como você está envolvido com o Movimento Lausanne, deve experimentar então a necessidade de dialogar com diversas denominações cristãs, e talvez com não-cristãs. Há um caminho sábio para desenvolver este diálogo, sem perder a identidade cristã?
Chris Wright - John Stott acreditava na importância do diálogo. É possível conversar com qualquer pessoa, com respeito, mas ao mesmo tempo manter suas convicções.
Ultimatoonline – Se fosse possível fazer um retrato da igreja cristã global hoje, seria uma fotografia bonita?
Chris Wright - Depende de onde você olha e quem está olhando. Há muitos cristãos maravilhosos na igreja de Deus – muitos dos quais são completamente desconhecidos da igreja como um todo, mas são conhecidos de Deus. Também há diversas igrejas, líderes etc, muito impressionantes e famosos, os quais se comportam de maneira não tão atraente. Em última instância, é Deus quem decide o que é belo aos seus olhos, e assim também farão os que se parecem mais com Cristo. Jesus mesmo disse que, infelizmente, muitos fariam todo tipo de coisas espetaculares em seu nome, porém, no último dia, não pertenceriam a ele. Nós olhamos o exterior, mas Deus olha o coração.
Ultimatoonline – O Brasil é um país muito grande e com uma igreja evangélica em crescimento numérico, mas multifacetada. Em sua opinião, que desafios globais a igreja brasileira ainda não enfrenta?
Chris Wright - Penso que é difícil, vindo de fora, eu responder isso. Eu ouço que a igreja evangélica brasileira envia muitos missionários para outras partes do mundo, mas, lamentavelmente, muitos não são devidamente mantidos ou preparados; por isso voltam desiludidos. Se este é o caso, é lamentável. Toda missão transcultural requer muito mais do que mero entusiasmo. As pessoas precisam ser muito bem ensinadas, preparadas, e precisam saber como entender outras culturas com humildade e autocrítica.
Ultimatoonline – Você está envolvido diretamente com Teologia e Missiologia. Há grandes tensões entre teólogos e missiólogos? Se sim, quais?
Chris Wright - Não vejo que há sérias “tensões”, mas falta profunda integração e interação. Muita teologia é feita de modo puramente acadêmico, de acordo com as categorias clássicas que surgiram na Europa medieval; desse modo, a “missão” é acrescentada como aspecto adicional – quando o é de fato. Precisamos reconhecer que a teologia, e a educação teológica, são intrinsecamente missionais uma vez que servem à igreja, e a igreja existe no mundo em função da missão de Deus. Mas, de igual forma, aqueles que se envolvem na missão não devem desprezar a teologia. Há muito “zelo missionário sem conhecimento” – ação sem reflexão. Precisamos de uma teologia missional e uma missão orientada teologicamente.
Ultimatoonline – Como você avalia o papel dos jovens no movimento missionário global?
Chris Wright - Eles são tão importantes na missão quanto na igreja como um todo.
Ultimatoonline – Sem rogar papel de profetismo, mas considerando a realidade atual dos cristãos e do mundo, como você acha que a igreja de Cristo caminhará nos próximos 10 anos?
Chris Wright - Certamente a perseguição aumentará. A influência da igreja ocidental diminuirá. Cristãos evangélicos precisarão se tornar mais plenamente bíblicos. A China e a Índia serão países com enorme população cristã, competindo com a África e a América Latina.
Ultimatoonline – Você foi um amigo próximo de John Stott e ainda hoje lidera alguns dos ministérios iniciados por ele. Você poderia descrever um pouco o seu amigo Stott? Em que aspectos você sente falta dele?
Chris Wright - Ele foi como Moisés – um dos grandes líderes do povo de Deus, contudo uma das pessoas mais humildes da Terra. Sua humildade era genuína. Ele foi a pessoa mais semelhante a Cristo que já conheci. Ele também tinha um fascinante senso de humor. Ele vivia de modo muito simples e rejeitava toda tentação de riqueza e “glamour”. Eu sinto falta de sua calma sabedoria e capacidade de tornar todas as coisas muito claras e simples. Ele era generoso e tinha incrível capacidade de fazer amigos. Como Jesus, ele amava crianças e se lembrava de seus nomes.
Ultimatoonline – Você é “apresentado” como sucessor de John Stott. Você concorda com este título?
Chris Wright - Não exatamente. Eu assumi a liderança da “Langham Partnership”, fundada por ele. Por isso, sou o sucessor dele neste ministério. Mas, em muitos sentidos, ele não precisava de um único sucessor. Ele tem milhares de sucessores em todo o mundo – pessoas a quem ajudou, aconselhou, guiou e inspirou.
Ultimatoonline – Quais os planos do ministério Langham para manter vivo o legado de John Stott no mundo?
Chris Wright - Langham Partnership tem o objetivo de ajudar igrejas de países em desenvolvimento a crescer em profundidade – não só em números – por meio do ministério de pastores e líderes que creem, ensinam e praticam a Palavra de Deus. Queremos fortalecer o ministério da Palavra de Deus, estabelecendo movimentos para treinamento bíblico de pregadores e professores (atualmente está presente em sessenta países), oferecendo e ajudando desenvolver literatura evangélica para pastores, estudantes de teologia e bibliotecas, e patrocinando aqueles que desejam fazer doutorado em teologia para depois lecionar em seminários, nutrindo assim a próxima geração de pastores.
Tradução: Billy Lane.

Fonte: Ultimato

Subsídio para a 6ª lição - 09/11/2014 - A queda de Babilônia


Menê, menê, teqêl uparsin

O estudante médio da EBD não consegue conceber a representatividade da cidade de Babilônia, especialmente no equilíbrio de forças da Mesopotâmia e Oriente Médio. Sugiro aos professores se desdobrarem para ajudar neste quesito. Babilônia assumiu a liderança do Oriente Médio ao esmagar o poderio assírio.

Rapidamente impuseram seu domínio, conquistando as terras para além do Crescente Fértil. Jerusalém foi invadida em três ocasiões, o livro de Daniel relata a primeira delas em 606 a.C. Os utensílios do templo foram levados para a terra de Sinar.

Babilônia era uma joia da arquitetura, mas sofria de uma fragilidade. A cidade era atravessada por canais. 

Foi justamente explorando esta brecha que Dario entrou na cidade, desviando o curso de um deles. Pouco tempo antes desta façanha, Belsazar havia brindado seus nobres utilizando como recipientes os vasos sagrados de Jerusalém. Ocasião em que dedos sobrenaturais escreveram sua sentença numa parede.

A explicação mais comum para a frase é menê - contou, numerou, tequêl, pesou, ufarsin, e dividiu. O U desta última palavra é a conjunção em hebraico.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Por que a esquerda está com raiva da Igreja?

Prezados, dez leitores, este é um texto longo. Se estás sem tempo, sugiro que...

Sinceramente, não ia escrever nada sobre este assunto. Mas ocorrências alheias à minha vontade me premem a fazê-lo. Ontem, um jornalista recifense decidiu tornar pública uma carta que enviou a Dilma, clamando, entre outras coisas, pelo enquadramento das igrejas. Em suas palavras não pagamos impostos, remamos contra a maré do progressismo e ainda queremos ditar como a sociedade deve se comportar. Que sejamos calados! Ele fez isso de maneira direta em seu blog [que não vou dar publicidade] e também num grupo mantido pela UFRPE, para alunos das mais diversas tendências, usando, inclusive palavras de baixo calão tais como:
E por falar em Feliciânus, chegou a hora de fechar o cerco contra as igrejas evangélicas, faculdade de charlatões, verdadeiras organizações criminosas, lavanderias financeiras, trampolins para o poder. Há de se punir quem desrespeita o Estado Laico, quem ataca as minorias e é contra as liberdades. Há de se extinguir a profissão de fiscal de c.., sobretudo.
No dia 26, Antonio Prata, colunista da Folha de São Paulo, já nos tinha equiparado, a nós evangélicos, à direita raivosa que, segundo suas palavras, mata gays, ofende negros, é machista e racista, condena o aborto, entre outros adjetivos mais auspiciosos. Jogou todo mundo no mesmo saco e lavou as mãos. O Sakamoto já tem sua cadeira cativa neste quesito. Fora comentários os mais diversos aqui e ali nas redes sociais.

No início da campanha Marina já havia sido espinafrada. Nem mesmo a publicação de seu programa de Governo, com itens que agradavam às esquerdas, amainou o debate. O jornalista de Recife estava arrepiado, com medo de um retrocesso nas conquistas como veremos adiante. É brincadeira?

Paralelamente, irmãos aqui e acolá se prestam a ser ventríloquos dos petistas e seu séquito. Uns inocentes úteis acham que a pauta de tais pessoas é apenas a eleição. E não é. De fato, a grande esquerda hoje tem quatro reivindicações fundamentais:
  1. Aborto
  2. Homofobia
  3. Fim do capitalismo
  4. Descriminalização das drogas
E nenhum delas combina com a Igreja, ao menos com o verdadeiro Corpo de Cristo aqui na Terra. Ou perdi alguma lição?

É verdade que Dilma foi reeleita. Isso deveria bastar às hostes, mas eles não se contentam com algumas coisas importantes que aconteceram nesta eleição:

1) Esquerdista de verdade não quer nada menos que a gratidão. Se Dilma dá o Bolsa Família, porque há de haver alguém no Brasil que não quer votar nela? Os inocentes úteis de que falei não entendem que estão defendendo o benefício, para que o projeto como um todo se firme. Ou seja, enquanto irmãos nossos entram na mesquinharia da defesa do Bolsa Família, dos nordestinos, do pobres do Nordeste e outras conversas fiadas desta natureza, que são cortinas de fumaça dos grandes problemas, os chefões sorriem manobrando a massa, para fazer vingar seu projeto de poder. Jogando uns contra os outros acuam aqueles que entendem, acertadamente, que minorar a fome e a pobreza não é generosidade de Lula ou Dilma é obrigação dos políticos que elegemos e pagamos muito bem para gerir nosso dinheiro. E, por razões óbvias, os necessitados não podem ficar eternamente dependentes do Governo. Essa dependência já foi alvo, inclusive, de crítica do próprio Lula[1];

2) A manifestação de algumas pautas conservadoras. Para um esquerdista nato a manifestação de Silas Malafaia não tem legitimidade, porque ele não é um beneficiado direto do Poder e porque acredita em coisas diferentes. Trocando em miúdos, Silas deveria ficar calado, pois do contrário fere o quanto Dilma em seu projeto progressista é magnânima! Falar de Lula, por outro lado, equivale a falar do povo. A esquerda é donatária do povo e sabe o que é bom para ele, do outro lado fica a elite [se bem que vi, e ainda vejo, tantos carros de luxo com os adesivos da petista]. De dia eles fazem o comício, se embrenham entre as pessoas e, de noite, dormem em caros apartamentos à beira mar. São intocáveis! Lula pode, por exemplo, falar que Pelotas é uma cidade exportadora de gays[2], e ninguém vai criticá-lo. É como os gays que quando querem desancar Feliciano o chamam de bicha!?

3) Igreja não tem voz. Ou não deveria ter. Entendem? Igreja não é gente, pastor não é cidadão. Fala de Bíblia, de anjos, de querubins, coisas espirituais, etc. Quantos não me lembraram disso enquanto publicava itens sobre os candidatos no meu Facebook? Fui obrigado a lembrar que pago imposto como qualquer outra pessoa, sofrerei os efeitos dos votos dos demais, vivo no mesmo País, sofro em suas estradas esburacadas, percebo a inflação em minhas compras, sou vítima dos juros altos, pressinto a manipulação da pobreza. Por essas e outras não apenas devo opinar, como me resguardo o direito de fazê-lo. Com as redes sociais a penetração é maciça. E isso não incomoda apenas aos candidatos, mas a seus defensores;

4) O renascimento do contraditório. O PT e seus associados passaram muito tempo na militância. E imaginavam que os discordantes jamais se uniriam. O resultado é que uma grande onda apoiou Aécio não porque seu programa discordasse radicalmente do petismo [a não ser no plano econômico], mas porque encarnava a mudança que esperamos há tantos anos, algo diferente. Eu votei em Lula, confesso tristemente, em seu primeiro mandato, justamente porque esperava que ele transformasse o Brasil. E ele até fez algumas coisas neste sentido, mas elevando a corrupção a um nível nunca antes alcançado na história deste País. Aí não dá! As pessoas não entendem que investir no Nordeste, por exemplo, não credencia ninguém a meter a mão na Petrobrás! Não há nenhuma relação de causa e efeito. Pelo contrário... Leiamos como o jornalista de que falei encarou o surgimento de uma militância do contra PT (grifos meus):
Durante o período que antecedeu o segundo turno eleitoral, vi como se bipolarizaram as opiniões sobre política, entre os alienados raivosos que nunca haviam militado politicamente por nada, eleitores de Aécio, e nós, os petralhas, os supostos defensores da corrupção.
Me assustei com  o ódio dessas pessoas, com os argumentos desconexos, ignorantes, preconceituosos, além do desconhecimento da história e descomprometimento com a vida política do país. Fiquei apavorado com a possibilidade dos ideais dessa gente encontrarem um representante fiel.
Ele não se assustou com o desvio de estimados 10 bilhões da Petrobrás. Mas com os argumentos contra a bondade de Dilma e cia ou porque surgiram pessoas que acreditavam em outro candidato e manifestavam sua opção, isso, sim, é muito grave! Em suas palavras, só pode fazer isso quem já tem uma longa trajetória de militância política. Mas, detalhe: se essa militância não for em partidos de esquerda, nem militância é! O simples ato de votar não basta. Ocorre que é esse o motor da democracia, qualquer pessoa pode ter opinião própria. Democracia a favor ou com opinião única é ditadura! Simples como 2 + 2 = 4.

Para não me alongar muito, muitos de nós colaborou com a seguinte situação: Dilma está eleita, a esquerda daquela pauta acima e tantas outras ameaçadoras vai colocar suas teses em ação e só poderemos reagir daqui há quatro anos. Eles poderão, inclusive, implementar determinadas ações contra a Igreja, destilando seu ódio outrora contido sob a ânsia de ganhar nossos votos. Ouvi de pastores pedindo votos para ela de púlpito. Olha para os pobres, ajuda o Nordeste, fez isso ou aquilo, e esquecendo o essencial: a esquerda está solapando nossa democracia! Conheço pastores que não sabem até hoje o teor do Projeto de Lei 122/2006 e do agora famoso Decreto 8.243, são presas fáceis do messianismo petista.

Então, não é porque o Bolsa Família acabaria [afinal Aécio se comprometeu em dar continuidade ao programa, do qual poderia também se beneficiar eleitoralmente mais adiante], porque o Nordeste é isso ou aquilo. Abram os olhos, eles estão fazendo a festa, enquanto muitos de nós bancam o idiota e nos digladiamos. Dilma agora diz que vai apurar as falcatruas da Petrobrás, amanhã deveríamos estar no Palácio ou em nossos Faces com frase do tipo: Ganhou? Agora vamos trabalhar! Se elegeu? Então nos preste conta!

No Brasil nós pagamos bem e damos as melhores mordomias para alguém que será nosso gerente. Ele/ela permite que sejamos roubados, omitem informações importantes [como ela fez com Cuba, que muitos inocentes babavam: FHC também emprestou, como se o sigilo da operação de agora, até para o Senado, fosse algo irrelevante]. Depois beijamos seus pés e permitimos que batam em nossa cara?

Finalizo relembrando que diversos outros jornalistas como aquele supracitado fariam o mesmo, é um método, não uma coincidência! E vamos parar com essa discussão boba, a verdade é que roubaram nossa bolsa, depois viraram para o outro lado da rua e gritaram: Pega ladrão! E ainda estamos olhando para o lugar errado...

Ps: Leio agora no UOL que Dilma vai se empenhar pela criminalização da homofobia. E o novo mandato nem começou...

[1]https://www.youtube.com/watch?v=83WUqpvddq8
[2]https://www.youtube.com/watch?v=hubUjBVo1VQ

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Sete razões pelas quais não voto em Dilma


1) Porque ela representa a esquerda. Esse pessoal tem se revelado contrário aos ensinamentos da Palavra de Deus. O apoio ao aborto, ao casamento de pessoas do mesmo sexo, sentimento negativo em relação às igrejas em geral, espaço fértil para o ateísmo. Muitos não entendem, mas a lógica petista e esquerdista é que não pode haver concorrentes com o modo de pensar do grupo. Assim se um militante tiver de optar entre a Bíblia e as ideias de Marx, ele não piscará duas vezes. Outro aspecto importante da esquerda é seu menosprezo pela democracia. Na verdade eles pensam que as pessoas em geral não sabem decidir seu futuro, então o partido encarnaria o papel de tutor da vontade popular. O próprio site do partido, há pouco mais de uma semana, abriga um artigo do petista Nilmário Miranda, no qual lamenta a eleição dos deputados evangélicos. Compreendo que alguns dos valores esquerdistas são também compartilhados por Aécio, mas todos aqueles que os encarnam verdadeiramente estão do lado de Dilma, nesta eleição.

O que dizer do flerte do Governo Federal com os black blocks? Com o MST? É assustador saber que um ministro de Dilma fez/faz reuniões com ditos movimentos sociais, que nada mais são que sumidouros de dinheiro público para promover a baderna e a humilhação da população e com isso apresentar as propostas do partido;

2) Porque ela foi omissa com nossas fronteiras. A Bolívia produz coca, segundo Evo Morales, para o povo boliviano mascar, como costume ancestral. Mas a produção é intensa e sobra muitas vezes o dobro do que daria para todo o povo daquele País. Resultado: é exportada para a fabricação da cocaína e do crack, que tantos males causam aos nossos jovens. O Exército foi desarticulado (até mesmo por medo de um levante nos quartéis), a Polícia Federal sofre diminuição do investimento e nossas fronteiras estão desprotegidas. Dos 14 VANTs (Veículo Aéreo Não Tripulado) prometidos em 2010, na campanha de Dilma à eleição, somente quatro foram entregues e não há informações atualizadas sobre sua utilização. Leiamos a reportagem da Veja, em 29/05/2010, grifos meus:
Com o auxílio do dinheiro dos contribuintes brasileiros, ficará ainda mais fácil para os traficantes colocar cocaína e crack nas ruas das nossas cidades. Em agosto do ano passado, na Bolívia, o presidente Lula, enfeitado com um colar de folhas de coca, prometeu um empréstimo de 332 milhões de dólares do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para a rodovia Villa Tunari-San Ignacio de Moxos. Na ocasião, a segurança de Lula não foi feita por policiais, mas por centenas de cocaleiros armados com bastões envoltos em esparadrapo. Com 60 000 habitantes, a cidade de Villa Tunari é o principal centro urbano de Chapare. A rodovia, apelidada pelos bolivianos de “estrada da coca”, cruzará as áreas de cultivo da planta e, teoricamente, deveria fazer parte de um corredor bioceânico ligando o porto chileno de Iquique, no Pacífico, ao Atlântico. Como só garantiu financiamento para o trecho cocaleiro, a curto prazo a estrada vai favorecer principalmente o transporte de cocaína para o Brasil. O próprio BNDES não aponta um objetivo estratégico para a obra, apenas a intenção de “financiar as exportações de bens e serviços brasileiros que serão utilizados na construção da rodovia, tendo como principal benefício a geração de empregos e renda no Brasil”. Traduzindo: emprestar dinheiro para a obra vai fazer com que insumos como máquinas ou asfalto sejam comprados no Brasil. O mesmo efeito econômico, contudo, seria atingido se o financiamento fosse para uma obra em território nacional[1]. 
Eis a razão para ouvirmos tanto falar de drogas, cada vez mais perto de nós;

3) Porque sua política de combate às drogas foi fraca e vacilante. Na campanha passada Dilma prometeu um programa contra o crack. Previa um atendimento digno para os viciados e o encaminhamento para clínicas de desintoxicação. Passados quatro anos, nada saiu do papel. Alguns desbravadores da área foram até ameaçados de ter suas portas fechadas, por não poder fazer frente às exigências do Governo Federal e por usarem a religião como elemento de ajuda para a saída do vício. Especialistas esquerdistas torcem o nariz para a utilização da Bíblia, orações e cânticos em comunidades religiosas que tratam os viciados. O exemplo mais acabado da atuação governamental petista ganhou um projeto piloto na Prefeitura de São Paulo, quando o prefeito, Fernando Haddad, passou a premiar com dinheiro os viciados. As cracolândias se espalharam pela cidade e agora a população se vê ameaçada pelos viciados por todo lado;

4) Porque houve um aumento da criminalidade. As estatísticas falam em 50.000 pessoas mortas por ano com a violência no País. Apenas oito por cento dos crimes são investigados! Claro que uma parte do problema é dos Estados e municípios, mas nunca houve uma preocupação efetiva do Governo Federal nestes últimos doze anos com políticas de contenção. Os presídios federais prometidos ficaram no papel e os que temos estão superlotados. O próprio ministro da Justiça afirmou que preferia morrer a ficar preso num deles[5].

Pior é a violência palpável, sub-notificada nos registros policiais. A sensação de insegurança é total para a maioria dos cidadãos. Por falar em drogas, neste momento calmas cidades interioranas estão sendo invadidas por zumbis, viciados em crack e cocaína. Enquanto a violência se alastra a preocupação federal se restringiu a grupos influentes como o LGBT, índios, quilombolas e outros. Um presidente que pense o Brasil, deve pensar em todos. Este, aliás, é outro ranço da esquerda, segmentar para poder opor uns contra os outros e apresentar-se como o salvador da Pátria, exatamente como faz Lula.

Parte do problema do aumento da criminalidade é reflexo da parca qualidade de nossa educação. Estamos na rabeira de todos os índices confiáveis. Na América Latina diversos vizinhos nos ultrapassaram. Agora a proposta de Dilma é reduzir as matérias (são 12), enquanto isso o mundo todo corre atrás do ensino integral. Eu falei ensino, não encheção de linguiça. Pasmem, uma das razões pelas quais o Brasil tem poucos trabalhos científicos publicados internacionalmente é porque não há investimento adequado no ensino de inglês em nossas faculdades públicas! Tente fazer um mestrado à noite, numa faculdade pública brasileira!

5) Porque a corrupção se generalizou. E a sensação de impunidade também. Nos governos do PMDB e do PSDB ouvíamos falar de milhões de reais desviados aqui e acolá. Não duvido de tais números. Mas no PT ouvimos falar em bilhões. Somente no último escândalo que é a Operação Lava Jato, o Ministério Público estima os desvios em R$ 10 bilhões! Dúvidas[2]:


Embora alguns dos líderes petistas tenham sido presos, o partido evoca para eles a condição de mártires, de perseguidos políticos. E o maior beneficiário, Lula, nunca foi processado. Outras reportagens dão conta que o fluxo de dinheiro desviado vai e vem também para fora do País, via acordos inescrupulosos com governos aliados. Quem não lembra a reportagem abaixo[3]:


Donde concluímos que a julgar pelas reportagens a sensação é de corrupção generalizada. A marca registrada deste Governo é o superfaturamento e o atraso das obras. Atrasam para poder faturar mais através de aditivos sem fim e sem justificativa.

Mas ainda cabe outro raciocínio aqui. Imagine todo esse dinheiro desviado investido no Brasil, em obras públicas de qualidade? Certamente teríamos outro país. De modo que a corrupção atrapalha a vida de todos nós;

6) Porque ela nada fez contra a burocracia governamental. Ora este é um dos maiores problemas brasileiros. Muitos mortais não sabem, mas as empresas não gastam apenas muito dinheiro em tributos sem retorno, elas gastam mais dinheiro ainda com as obrigações acessórios, registros contábeis, etc. Apenas para que o Governo exerça seu papel discricionário, no qual ele impõe o que quiser. Nem Lula, nem Dilma, nunca se preocuparam com algo como o Imposto Único. O Simples, por exemplo, só rebaixou a alíquota, mas há uma infinidade de papéis a serem enviados todo mês para o Fisco. O tributarista Alfredo Augusto Becker definiu o sistema tributário brasileiro como manicômio tributário! Leiam mais[4]:
Uma empresa brasileira gasta 2600 horas por ano com os trâmites burocráticos para pagar seus impostos, segundo o Banco Mundial. É o pior resultado entre 189 países analisados. A comparação com a média da OCDE – de 175 horas - pode parecer covardia, mas mesmo países famosos por sua ineficiência burocrática fazem o Brasil comer poeira nesse quesito. Na Bolívia, por exemplo, as empresas gastam 1025 horas com o pagamento de impostos. Na Nigéria, 956 horas, na Líbia, 889 horas e, na Venezuela, 792 horas, três vezes menos que no Brasil. O sistema brasileiro também é marcado pela cumulatividade – os famosos "impostos em cascata" – e pela volatilidade. Segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT), desde a Constituição de 88, união, estados e municípios editaram 320 mil normas modificando matéria tributária no Brasil – uma média de 33 por dia.
Uma das grandes obras de Dilma no quesito foi a criação de 39 ministérios! Há ministros que este ano ainda não se reuniu com a presidente, para apresentar questões de sua pasta.

Não há, por outro lado, estímulo à criação e ao empreendedorismo. No Brasil quem empreende o faz por conta própria. Tente abrir uma conta para sua microempresa nos bancos oficiais, a burocracia é imensa. No BNB, até dias atrás, se pedia R$ 2.000,00 para abrir uma conta de pessoa jurídica para microempresa. Como alguém que está começando do zero pode dispor desse dinheiro de imediato?

7) Privatização da pobreza. Uma característica distintiva da esquerda é se querer dona dos pobres, pois igualitária. É uma atitude charmosa e com forte apelo midiático. Nada contra os pobres, eles precisam de ajuda mesmo. Uma pessoa não pode é ficar eternamente dependente do Estado, a menos que inválido ou idoso. Dilma alega ter tirado 36 milhões da pobreza e levado 42 milhões para a classe média, mas como ainda existem 50 milhões de beneficiários do Bolsa Família? O IBGE estima que hajam 79 milhões de pessoas economicamente ativas no Brasil. Quantos sobraram? Ninguém? E as crianças e adolescentes filhas da população economicamente ativa e que não se encaixam no programa? E dos que saíram da pobreza? Algo está errado nestas contas.

Mas não podemos esquecer da porta de saída. Sim, é preciso que as pessoas saiam da dependência para a independência, construindo um futuro digno e suado. Não podemos esquecer, também, que o dinheiro tem uma fonte de financiamento: os impostos. O que mantém a jogada funcionando é a fartura de impostos, que acabam onerando os mais pobres também [Viu por que eles não simplificam a tributação?]. Certamente com menos impostos teríamos mais investimento e menos desemprego. Consequentemente menos pobreza. Mas essa não parece ser a preocupação. Eles querem manter os pobres em eterna dependência, para poder capitalizar em cima de suas necessidades. Aterrorizando com a retirada das bolsas que só escravizam nossa população. E este é o pensamento do próprio Lula antes de chegar ao poder, senão vejamos:



Tenho certeza absoluta que Aécio não é o elixir da vida, mas espero que com a alternância de poder algumas das questões abordadas neste post sejam encaradas. Com Dilma, a certeza que tenho é que tudo vai ficar como está!

A lista pode crescer a qualquer momento...

[1] http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/o-dever-do-jornalismo-bndes-financia-estrada-na-bolivia-que-facilita-o-trafico-de-cocaina-para-o-brasil/
[2] http://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2014/10/acusados-de-lavar-dinheiro-desviado-da-petrobras-sao-interrogados.html
[3] http://veja.abril.com.br/021105/p_046.html
[4] http://economia.uol.com.br/noticias/bbc/2014/10/08/por-que-e-tao-dificil-acabar-com-o-manicomio-tributario-brasileiro.htm
[5] http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2012/11/ministro-da-justica-diz-que-preferia-morrer-ficar-preso-por-anos-no-pais.html

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Deveríamos votar em Dilma por gratidão?


Prezados dez leitores, estamos às vésperas de uma eleição. Uma coisa me incomoda nos argumentos que dizem os presidenciáveis, especialmente os petistas: deveríamos votar neles por gratidão. Ora, votar é um dever, determinado pela Constituição Federal e ampliado pela legislação pertinente. Claro, claro, que numa democracia ideal votaria quem quisesse. Mas ainda estamos aprendendo... Mas, votar por gratidão!?

A gratidão é um dos sentimentos humanos mais nobres. Não creio que se aplique aqui o raciocínio. Primeiro, os governos existem para, entre outras coisas, administrar nossos impostos, revertendo em investimento para o bem de todos. E devem fazê-lo por obrigação e com a máxima transparência, afinal o dinheiro não é deles. E são as pessoas que elegemos que se oferecem para fazer isso. Ninguém se candidata por obrigação!

Os senhores de engenho mantinham seus escravos, lhes davam roupas, alimento, dormida. E achavam que eles lhe deveriam ser gratos pois estariam numa situação muito pior sem seu amparo. Quando um escravo era comprado, deveria, segundo o raciocínio, agradecer por não ter de ficar mais tempo naquela vitrine horripilante. É uma sensação que não conseguimos superar.

Em segundo lugar, as notícias dão conta de inúmeros desvios. Bilhões e bilhões de reais foram desviados para o bolso de larápios e espertalhões. Em que deveríamos ser gratos a Dilma? Por ela ter permitido a roubalheira? Ora, vamos! Este apelo parece muito mais sentimentalismo piegas do que compreensão do que é uma eleição. Parece aquele prefeito que emprega parentes para que ninguém diga que deixou os seus na mão.

Terceiro, os cargos de presidente, deputado e senador são mantidos com as maiores regalias e prerrogativas. Esse pessoal flana acima de toda miséria, não raro acima de todas as leis. E ainda temos de ser gratos por fazerem alguma coisa pelo povo em geral no tempo livre? Eles é que deveriam nos agradecer de joelhos a boquinha que lhes damos.

É inegável o trabalho de Dilma e os progressos do País. Assim como é inegável que muito mais deveria ser feito. Imaginem se aquele dinheiro desviado dos diversos escândalos noticiados fosse aplicado nas necessidades do Brasil!? Como não estaríamos mais adiante. Daí a votar por obrigação de sermos gratos, paciência!

Dia desses um pastor amigo, uma pessoa mais ou menos esclarecida, me disse que se não votamos em determinado prefeito, não podemos cobrar depois de eleito melhorias para nosso bairro, por exemplo. Que é que é isso? Uma vez eleito é o prefeito de TODOS os munícipes, tenham votado nele ou não! Mas é justamente essa a percepção de muitas outras pessoas e dos próprios políticos. Reinaldo Azevedo informou em seu blog que Haddad, em São Paulo, aumentou o IPTU com percentual maior nos bairros aonde foi menos votado. É um absurdo!

Talvez nunca superemos a barreira que nos separa dos países verdadeiramente desenvolvidos. Leia aqui como vivem os políticos suecos, por exemplo, e a percepção que o povo em geral tem dos seus representantes naquele subdesenvolvido País.

sábado, 11 de outubro de 2014

O ocaso das igrejas que não se reciclam



Por mais que não queiramos uma igreja é uma organização social. Enquanto nas empresas se busca o lucro, nas igrejas o saldo entre entradas e saídas é carreado para o crescimento da própria organização. As crises variam em função desse crescimento. O gráfico abaixo chama-se Ciclo de Greiner. Demonstra em quais fases as crises são mais agudas, mas também como superá-las.


Nota-se que os empreendimentos começam sempre pequenos a partir da visão de seus fundadores. No primeiro estágio de crescimento ocorre a crise de liderança. Já não é mais possível liderar sozinho e o líder convive com a dificuldade de delegar tarefas. Algumas organizações não conseguem ultrapassar esse patamar, porque a centralização asfixia o progresso das operações. Noutras o líder compreende tal necessidade e de maneira organizada e gradual faz a transição.

No segundo estágio a crise é de autonomia. Com a delegação, líderes de áreas e departamentos tendem a tomar decisões sozinhos, afetando a dinâmica da organização. Algumas dessas influências são benéficas e até mesmo essenciais para o futuro dela. Nesta fase a igreja se reinventa, buscando atender através de seus ministérios internos as demandas dos membros.

Superado corretamente este estágio chegamos à crise de controle. Os processos saem do padrão, descaracterizando totalmente a administração. O crescimento delegado traz a necessidade de controlar o fluxo de informações, evitar os gargalos que atrapalham as ideias e, sobretudo, não perder o foco da organização.

Na quarta fase das crises o funcionamento da organização enfrenta a crise burocrática. Se a tentativa de padronizar os processos for mal conduzida, acaba por engessar os passos da organização. Decisões são mal tomadas ou não tramitam. As pendências se sobrepõem ao foco da organização. Tornam-se frequentes as críticas e as fadigas estruturais são expostas.

A última crise é reflexo do próprio crescimento da organização. Acaba por tornar tão monolíticas as decisões que o ambiente organizacional se torna insuportável. Se a estrutura não aguentar as demandas, a organização desmorona.

Infelizmente, as igrejas não estão imunes a tais crises. Apesar de estarem sob o controle divino, exercido através de suas lideranças, estão condenadas ao fracasso todas aquelas que não tendo consciência das mesmas nada fizerem para resolvê-las. A Igreja Católica já atravessou esta jornada muitas vezes, mas ela tem um diferencial a seu favor. É quase uma igreja única.

O contrário acontece com as igrejas evangélicas que se multiplicam em nosso País. Muitas já morreram porque não perceberam as mudanças necessárias a realizar, outras por não terem a mínima estrutura, ainda outras se fragmentaram. Este parece ser um caminho sem volta. Explodem as pequenas congregações, ministérios, comunidades e cultos isolados em casas aqui e acolá. Não é um movimento novo, mas deveríamos prestar um pouco mais de atenção.

Outras igrejas morrem em vida. É o famoso tens nome de que vives, mas está morto. Esse raciocínio de aplica tantos às igrejas de tijolo quanto às de carne. Todo cuidado é pouco... Se levarmos em conta que o problema nem sempre é dinheiro, aí ganha ares de alarme.

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

As profecias sobre eleições

Olha aí como se materializou o que falei numa outra postagem. Naquela ocasião afirmei de modo genérico:
4) Percebo um efeito psicológico na elevação de políticos na Igreja. Mal chegam e as palavras de vitória, decretos e profetadas se sucedem. Dia desses fui procurado por um candidato crente e outro não evangélico que receberam uma profetada e não se elegeram. Estavam decepcionados. Lhes disse: 1) Que não foi Deus que lhes prometeu; 2) Ou eles entenderam errado a profecia; 3) Ou era para outra pessoa. É uma lástima que a Igreja se preste a esse expediente de balcão profético, sob a benção de muitos líderes.
Infelizmente, muitas lideranças nacionais se prestaram a tais jogadas espirituais. Vejamos Valnice:

Valadão (infelizmente o vídeo foi bloqueado):

E, por último, a profetada do pastor americano, Bob Hazlett:

O que resta é a premissa inicial do post. Gente, esse expediente já esgotou. Neste último caso, como bem mencionou o Júlio Severo, o pastor diz que Deus estava removendo o espírito de Mordecai das mulheres líderes brasileiras. Ora, Mordecai só fez o bem a Ester, como seu tio e mentor...?

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Evolução x Deus

Não é um documentário novo, mas sempre impactante!

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Voto de cabresto!

Um passarinho me disse que está sendo realizada hoje uma reunião num determinado Estado do Brasil, aonde o filho do pastor não se elegeu deputado. Faltou empenho dos pastores e líderes. Cabeças vão rolar!

Assembleia de Deus elege 23 deputados estaduais e federais

A Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB) conseguiu eleger nas eleições deste ano 23 deputados federais, um a mais do que no pleito de 2010, e 23 deputados estaduais. O resultado poderia ser maior, porém alguns candidatos bem votados não conseguiram se reeleger por causa da regra do coeficiente eleitoral, o que fez com que outros menos votados entrassem em seus lugares. Houve o caso também de atuais deputados que, por questões pessoais, desistiram de se candidatar neste ano. Abaixo, seguem os dados dos eleitos fornecidos pelo Conselho Político da CGADB:

Acre – Nenhum eleito.

Alagoas – Nenhum eleito.

Amapá – Mesmo sendo a quinta mais votada no Estado, com 17.542 votos, a deputada federal assembleiana Fátima Pelaes (PMDB) não ficou entre os oitos eleitos devido à regra do coeficiente eleitoral. Candidatos com 1,5 mil a 7,5 mil votos a menos que ela entraram em seu lugar.

Amazonas – Deputado federal: Silas Câmara (PSD), com 166.218 votos, o segundo mais votado no Estado. Mesmo com 69.708 votos, o assembleiano Sabino Castelo Branco (PTB) não entrou. Eram oito vagas e ele ficou em nono. Deputado estadual: reeleito Wanderley Dallas (PMDB), com 28.297 votos.

Bahia – Erivelton Santana (PSC) foi reeleito deputado federal com 74.836 votos. O pastor Sargento Isidório (PSC) foi reeleito deputado estadual com 123.234 votos, o segundo mais votado em todo o estado. Foram eleitos também deputados estaduais os assembleianos Carlos Ubaldino (PSD), com 45.548 votos, e Ângela Souza (PSD), com 41.013 votos.

Ceará – Ronaldo Martins (PRB) foi reeleito deputado federal com 117.930 votos. Dra. Silvana (PMDB) foi reeleita deputada estadual com 41.449 votos.

Distrito Federal – Pastor Ronaldo Fonseca (PROS) foi reeleito deputado federal com 84.583 votos, o quarto mais votado no DF.

Espírito Santo – Foi eleito deputado estadual Euclério Sampaio (PDT) com 23.033 votos.

Goiás – Foram reeleitos os deputados federais João Campos (PSDB), com 107.344 votos, o nono mais votado no Estado; e Fábio Souza (PSDB), com 82.204 votos. Lincoln Tejota (PSD) foi reeleito deputado estadual com 45.091 votos.

Maranhão – Eliziane Gama (PPS) foi a deputada federal mais votada em seu estado, com 133.575 votos. Cleber Verde (PSDB), com 105.243, foi o quarto mais votado.

Mato Grosso – Foi eleito deputado federal o professor Victório Galli (DEM), com 64.691 votos. Como deputado estadual, Sebastião Rezende (PR) foi reeleito com 45.016, o terceiro mais votado.

Mato Grosso do Sul – Lídio Lopes (PEN) foi reeleito deputado estadual com 23.643 votos.

Minas Gerais – Foram reeleitos deputados estaduais Rosangela Reis (PROS), com 58.725 votos, e Ivair Nogueira (PMDB), com 53.708 votos.

Pará – Júlia Marinho (PSC) foi eleita deputada federal com 86.949 votos. Raimundo Santos (PEN) foi reeleito deputado estadual com 44.452  votos.

Paraíba – Nenhum eleito a deputado federal.

Paraná – Foram reeleitos deputados federais o pastor Hidekazu Takayama (PSC), com 162.952 votos, o quinto mais votado no Estado; e o delegado Fernando Francischini (SD), com 159.569 votos, o sexto mais votado. Para deputados estaduais, a assembleiana Mara Lima (PSDB) foi reeleita com 43.549 votos e Felipe Francischini foi eleito com 35.842 votos.

Pernambuco – Foram reeleitos deputados federais o pastor Francisco Eurico (PSB), com 233.762 votos, o segundo mais votado do Estado; e Anderson Ferreira (PR), com 150.565. Para deputado estadual, destaque para o presbítero Adalto Santos (PSB), o segundo mais votado no Estado, eleito com 158.874 votos. André Ferreira (PMDB) também foi eleito deputado estadual com 74.448 votos.

Piauí – Nenhum eleito.

Rio de Janeiro – Foi reeleito deputado federal Washington Reis (PMDB), com 103.190 votos. Também foi eleito à Câmara Federal Sóstenes Cavalcante (PSD), com 104.697 votos. Para deputados estaduais, foram eleitos Samuel Malafaia (PSD), com 140.148 votos, quarto mais votado no estado; e Edson Albertassi (PMDB), com 61.549 votos.

Rio Grande do Norte – Foi eleito deputado federal o pastor Antônio Jácome (PMN), com 71.555 votos. Seu filho Jacó Jácome (PMN) foi eleito deputado estadual com 28.620 votos. Também foi eleito deputado estadual Albert Dickson (PROS), com 37.461 votos.

Rio Grande do Sul – Ronaldo Nogueira (PTB) foi reeleito deputado federal com 77.017 votos.

Rondônia – Foram reeleitos deputados federais Marcos Rogério (PDT), com 60.780 votos, o segundo mais votado no Estado; e Nilton Capixaba (PTB), com 42.353 votos. Devido à regra do coeficiente eleitoral, mesmo com 25.204 votos, Agnaldo Muniz não pode se eleger.

Roraima – Carlos Andrade (PHS) foi eleito deputado federal com 6.733 votos.

Santa Catarina – Foram reeleitos deputados estaduais Ismael dos Santos (PSD), o terceiro mais votado no Estado, com 66.818 votos; e Kennedy Nunes (PSD), com 44.019 votos.

São Paulo – Foram reeleitos deputados federais o pastor Paulo Freire (PR), com 111.300 votos; o pastor Marco Feliciano (PSC), com 398.087 votos, o terceiro mais votado no Estado; e Gilberto Nascimento (PSC), com 120.044 votos. Para deputados estaduais, foram eleitos Marta Costa (PSD), com 101.544 votos, e pastor Adilson Rossi (PSB), com 47.428 votos.

Sergipe – Foi eleito deputado estadual o pastor Antonio dos Santos (PR), com 31.219 votos.

Tocantins – Ninguém eleito.

Fonte: CPADNews

E as eleições? Vamos a umas notas? Nada é o que parece...

A suposta força do Bolsa Família

Nada é o que parece. Dilma teria 30 milhões de votos de partida. Beneficiados diretos e indiretos do Bolsa Família, programa de distribuição de renda que, na prática, é a maior compra de votos do mundo. Isso nas palavras do próprio Lula...



Depois dos supostos 30 milhões somente 13.267.438 acreditaram no PT. Das duas uma, ou os analistas superestimam o poder do programa ou os beneficiados querem mudança e não acreditam que o partido tenha o poder de fazê-las. Seria um bom mote para a campanha de Aécio, se ele souber aproveitar. Como os tucanos sempre esquecem as teclas certas...

A desconstrução dos tucanos

Não funcionou. Na reta final os votos de Marina claramente migraram para Aécio. A política de demonização do legado tucano posta em prática nos últimos doze anos pelo PT só funciona entre os jovens (e alguns adultos mal intencionados), que não conheceram a hiperinflação, nem a venda de um telefone pelo preço de um carro. Por incrível que pareça é entre eles que estão disseminados os gadgets da hora, cuja utilização seria impossível em tempos de compra de uma linha com reserva para dois ou três anos e da ausência ou quase de internet. E só não melhorou pela incompetência petista em pressionar a ANATEL para melhorar a qualidade.

A suposta privatização da Petrobrás, que seria perpetrada pelo partido opositor, já foi realizada pelo PT. Isso é um fato com o superfaturamento e a corrupção correndo solta nos corredores da estatal. Não pegou. Não custa lembrar que a empresa, ao contrário das privatizadas por FHC, só perdeu valor de mercado. Apenas no governo Dilma, houve um recuo de 144 bilhões de reais em valor de mercado, ou 41%. Para fins de comparação, é como se a estatal tivesse perdido um Bradesco em menos de quatro anos! E se Youssef falar antes das eleições e suas declarações forem divulgadas...

Nota à margem: ainda persiste a ideia de que teles e outras empresas privatizadas multiplicaram seus ganhos e patrimônio desde então, que sua venda foi um grande prejuízo para o Erário, etc. Mas muitos não sabem que o bolo acionário que movimenta tais empresas é composto dos fundos de pensão dos funcionários públicos federais! Outro dado importante: a Oi, maior empresa de telefonia do Brasil, está com uma dívida de R$ 40 bilhões. Ou seja, não é o que parece. O caso da Companhia do Vale do Rio Doce é que é interessante. Garantiu os grandes superávits da balança comercial brasileira e ainda assim é criticada pelo petismo. A constituição acionária da Valepar é a seguinte: Litel/Litela (fundos de investimentos administrados pela Previ) com 49% das ações, Bradespar com 17,4%, Mitsui com 15%, BNDESpar com 9,5%, Elétron (Opportunity) com 0,03%. Ou seja, o dinheiro público detém 58,5% da empresa!

Voto conservador

Apesar das pautas influentes encontrarem eco entre diversos setores da sociedade o brasileiro é conservador. É o que dizem as pesquisas. Infelizmente, monotemas como o aborto de Eduardo Jorge e a homofobia de Luciana Genro parecem mais importantes que o controle do Estado pelo PT e a corrupção desenfreada levada a níveis estratosféricos. No último debate, Luciana Genro afirmou que a corrupção na Petrobrás, pasmem!, era fruto da associação com a direita! É brincadeira? A corrupção com as mais diversas siglas de esquerda e o problema é a direita?


O maior expoente do voto conservador, o deputado Jair Bolsonaro, ostentou o 1º lugar no RJ, com 464.572 votos. Já Jean Willys, o queridinho do progressismo, obteve 144.770 votos ficando como 7º colocado no ranking dos mais votados. Não custa lembrar, porém, que os gays dizem que 10% da população é do grupo. Num total de 7.615.669 de votos válidos para deputado federal no RJ, estado do mesmo, apenas 20% do suposto universo gay carioca acredita nele?

Luciana Genro teve 554.189 votos em São Paulo, 2,4% dos votos válidos. Eduardo Jorge, 206.704, 1% dos votos válidos. Definitivamente, é só caricatura. Imensos 22.958.510 de votos válidos e apenas 3,44% dos eleitores acreditam nos progressistas no Estado tido como mais desenvolvido do País.

Aliás, o mesmo raciocínio prevalece se levarmos em conta os utópicos 10% para a eleição presidencial. Luciana Genro obteve 1.612.186 votos, 1,55% dos 104.023.543 de votos válidos. Dois em cada dez gays não acreditam no discurso dela. Olhando os dez primeiros colocados em SP para deputado federal confirmamos esta observação...



Voto evangélico

Foi o que mais cresceu. O demonizado Marcos Feliciano obteve 398.087 votos, alçando a 3ª colocação em São Paulo. Quase três votos para cada um de Jean Willys, guardadas as proporções do tamanho do eleitorado entre o RJ e SP. Lembremos que havia obtido 211.855 em 2010. Mesmo com a mídia em cima dele na questão da Comissão de Direitos Humanos, não adiantou. Quase dobrou os votos.

Aqui em Pernambuco o Pastor Eurico obteve 233.762 votos ficando na segunda colocação, perdendo apenas para Eduardo da Fonte, um candidato com forte penetração entre os evangélicos. Não custa lembrar que ele havia obtido 185.870 votos em 2010. E corria o risco, na imprensa influente ao menos, de perder votos por conta do episódio Xuxa, mas aconteceu exatamente o contrário. E ainda tem o Anderson Ferreira com 150.565, quinta colocação entre os mais votados.

Para deputado estadual, aí os evangélicos deram de lavada. Pastor Cleiton Collins, 216.874 votos em primeiro lugar. Presbítero Adalto Santos, 158.874 votos em segundo lugar. André Ferreira, 74.448 votos em 4º e o Bispo Osséssio, 49.993 votos em 21º lugar dentre os mais votados. O primeiro tinha obtido 137.157 votos em 2010.

Por falar em votação evangélica em Pernambuco, duas notas dissonantes. A primeira a diferença entre as votações do Pastor Eurico e do Presbítero Adauto. Ambos são apresentados como candidatos da Assembleia de Deus, Convenção IEADPE. O primeiro, para deputado federal, obteve 233.762 votos, já o segundo, para estadual, obteve 158.874, mesmo ostentando o segundo lugar como mais votado no Estado. Não é uma diferença pequena. São quase 75.000 votos. A outra nota é que extra oficialmente a igreja possui um milhão de membros. Descontados os adolescentes não votantes (20% em média) sobrariam 800.000 prováveis votos.

O mesmo princípio se aplica aos irmãos Anderson e André Ferreira. Um obteve 150.565 e o outro 74.448. Quase metade dos votos. A conta não fecha. Nada é o que parece.

Segundo turno

Vamos ver como fica o segundo turno. Pernambuco é tido como um Estado inovador em política. Como morador não vejo nada senão mais do mesmo. Torço o nariz para essa nova política que cresceu a partir do falecido Eduardo Campos. Não vejo nada de inovador nas ações implementadas pelo PSB, fica para outro post. Porém, com o oportunismo da esquerda a tendência é apoiar Dilma. Creio que os deputados evangélicos já eleitos no Estado não terão dificuldade em apoiá-la, já que o fizeram em 2010. Nada é o que parece.

Pesquisas

Nada é o que parece! Incrível como erraram até o fim.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Prezado professor de EBD...

...se esta imagem te parece hieróglifo, desculpe, você não está apto a falar sobre a próxima lição da EBD. Ainda tem jeito, dê uma pesquisada e se atualize com calma e determinação. Só não vale reclamar... Ok?


Infelizmente é um produto descontinuado na CPAD.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Os GMHU voltam ao blog

Um amigo,o professor Mário Sérgio Santana, do Blog Memórias das Assembleias de Deus, me envia uma página que contém diversas fotos da nova sede da AD em Camboriú/SC, a mesma que sedia os GMHU. Coisa chique, não fora pela imediata associação para quem vê (ao menos para mim) com o templo de Salomão da IURD. Confiram vocês mesmos... Volto em seguida.


Embora nutra grande respeito pelo trabalho missionário em geral é inevitável concluir que Edir Macedo está fazendo escola, especialmente pela Arca do Concerto. Vamos aguardar os próximos lances Brasil afora.

Mais fotos aqui.