domingo, 27 de outubro de 2013

Olha aí...

Sem querer tripudiar em cima da desgraça alheia, olha aí o que digo desde sempre sobre mídia evangélica, gestão administrativa errada e etc. Ainda volto a este assunto. Deixa arrumar tempo.
Quadrilhas de pastores ladrões, dívidas milionárias com as tevês, administração amadora e investimentos equivocados na construção de grandiosos templos. O que está por trás da crise financeira da Mundial, uma das mais poderosas igrejas evangélicas do PaísRodrigo Cardoso
Notícia completa em: http://www.noticiascristas.com/2013/10/a-espera-de-um-milagre.html#ixzz2ixV2FI4E 

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Pregadores mal humorados!?


Converso aqui e ali com muita gente sobre muita coisa. Algumas dessas conversas dão conta de pregadores mal humorados em EBOs, congressos, conferências. As igrejas os recebem de braços abertos, a audiência presta atenção à prédica, seus livros e DVDs são vendidos, mas não tente contato pessoal, um aperto de mão ou um sorriso. O interlocutor é tratado de maneira ríspida e esquiva.

É complicado entender, até porque muitos deles falam 70% da palestra em motivação e relações humanas. Sem contar que estamos num culto...

Outro problema é a pretensa superioridade. O sabe com quem está falando às avessas... Quantos livros você já escreveu? É formado em teologia? Tem pós? Mestrado? Fez Divindade? Dia desses uma pessoa me relatava certos ares de um palestrante (até fraco como confirmei depois numa palestra vazia e estupefaciente) que somente porque dá palestras de uma grande editora pelo Brasil acha que o público nordestino é pobre e burro.

Mistério profundo... É stand up ou pregação?

Por fim e para coroar a babaquice, não tente uma entrevista. A sub-celebridade é ciosa de sua imagem. E nem pense em tirar uma foto ao seu lado. Você será repelido inexplicavelmente.

De uma vez por todas, prezados, aprendam com Jesus!

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Pais aos quais não interessa a salvação dos filhos


Ontem, tivemos a abertura das festividades
do DEJEADALPE. É um órgão que congrega todos os adolescentes de nossa Convenção. Ali eles cantam, testemunham e se desenvolvem. Estavam empolgados, pouquíssimos faltaram, cantaram novos hinos, etc. A comemoração se estenderá pela semana. Conheço quase todos pelo nome e também conheço quase todos os pais, mesmo daqueles que não são evangélicos. No que diz respeito aos pais evangélicos vários não vieram à Igreja. Parecem não se importar...

Longe de ser uma crítica localizada, tomo a oportunidade para expor um problema que assola as igrejas: pais e mães aos quais não interessa a salvação dos filhos, se vão bem na Igreja, se estão caminhando para o Céu. Não é um problema novo, mas tem se agravado nos últimos dias. É um eco da ausência moderna. A muitos pais evangélicos hoje não recorre a responsabilidade espiritual pela vida de seus filhos. Para eles basta dar comida e roupa ou um celular.

Somos quatro irmãos que foram assistidos por uma mãe competente e ciosa. A hora do culto era sagrada. A presença marcante. Até quando adulto fui tomar conta do primeiro trabalho com jovens ao qual dediquei alguns anos, minha mãe era uma das componentes mais assíduas. Não, eu não sou um menino paparicado e mimado. Mas minha mãe compreendia que eu necessitava de sua oração e apoio. E mesmo não sendo jovem fazia questão de chegar bem cedo ao culto que eu dirigia, semanalmente.
Tento seguir o mesmo caminho. Exatamente há um ano fui à Natal, distante da minha casa 400km. No retorno fui direito para a Igreja, era uma apresentação do grupo no qual minhas filhas cantam. Cheguei cansado e atrasado, mas fiz questão de estar presente.

Alguns pais querem filhos bem-sucedidos profissionalmente. Se esforçam pela melhor escola, pela melhor faculdade. Isso é importante. Mas, como pais crentes, devemos nos preocupar em ter filhos salvos. Não apenas crentes nominais. Em dar exemplo para eles na Igreja. Lembro de várias lições da minha mãe, entre as quais chegar cedo, só sair depois do final e não atrapalhar o culto me movimentando pra lá e pra cá. Participar e se envolver em algum órgão afeito à minha idade era de suma importância.

Converso com pastores, até mesmo de outras denominações, e a preocupação é recorrente. Enquanto os filhos veem à Igreja, os pais estão em casa, fazendo sabe-se lá o que! Não se interessam pelo que os filhos fazem na Igreja, até mesmo se estão realmente frequentando os cultos. Quando algo dá errado ainda pontuam: Criei meus filhos na Igreja. Como? De que forma? Com que exemplo? Presente? Participando?

Mais do que ver nossos filhos indo bem na vida, devemos nospreocupar se estão indo bem na Igreja.

sábado, 19 de outubro de 2013

Como é que é?

Trecho de Alto Preço, música da cantora Damares:

Eu to pagando, eu to pagando,
O preço pra morar no céu eu to pagando.
Eu vou lutando, eu vou chorando,
Cada detalhe o Senhor está somando.
Eu to pagando, eu to pagando,
O preço pra morar no céu eu to pagando.
Eu vou lutando, eu vou chorando,
A santidade tem um preço, eu to pagando. 




Eu que pensava que o preço já estava pago...

Música completa aqui

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Editorial da Ultimato resume minha homenagem aos professores

Ensinar e aprender (e vice-versa) 
Ensinar e aprender talvez sejam os verbos que mais dão concretude à fascinante história da vida. Se amar é a essência, o que aprendemos e ensinamos com este mandamento torna real a essência, lapida a matéria-prima. 
Nada é feito ou experimentado no vácuo. Tudo gera lições. E é por meio delas que a humanidade caminha, de geração em geração. Todos somos professores, todos somos alunos. 
Aos professores de formação, agradecemos pelo esforço de nos lembrar de tudo isso.

sábado, 12 de outubro de 2013

Outro daqueles temas chatos...

Há alguns anos venho ecoando uma preocupação com a mídia evangélica. Impressa, radiofônica, televisiva. Alguns dos meus dez leitores entendem esta preocupação, outros tratam como bairrismo. Não sou jornalista, editor, radialista. Não tenho jornal, nem editora. O que há errado? Vamos por partes.

Leio, hoje, no Blog do Clóvis Rossi, jornalista da Folha de São Paulo, um post interessante dando conta que o Financial Times decidiu apressar seus passos em direção à edição digital. Tempos atrás o jornal apostou suas fichas na versão on-line agora anuncia a demissão de 35 funcionários da editora convencional, enquanto contrata 10 para a edição digital. Os processos de produção jornalística estão sendo revistos. Não apenas a mídia como meio de levar a mensagem está mudando, como a capacidade de produzir informação relevante e de qualidade.

Os jornais costumam catalizar grandes mudanças. São precursores delas na TV, no rádio, na internet e nas editoras. Ou alguém tem dúvidas que o modo mais, digamos, atualizado de ler na web se assemelha ao papel, copiando um formato, um modo de encarar a notícia? Colunas? Fotos com legendas? A própria foto colorida como chamariz para uma matéria à moda CNN teve seu início no jornal. Uma fonte, a Times New Roman, que corre o mundo nasceu no prelo. Portanto, é bom ficar atento. Configura-se uma tendência!

Por outro lado, leio que o, auto-proclamado, apóstolo Valdomiro Santiago está choramingando por 21 milhões para pagar seu aluguel no Canal 21, da Bandeirantes. Ora, ora. O Clóvis Rossi deu um detalhe importante para compreender a mudança nas editorias. É uma fórmula, mais ou menos assim:

Assinantes + Propaganda = Faturamento

A mesma que sustenta toda a mídia! Então, não há milagre. Ou se tem audiência ou não há como a engrenagem se sustentar. Infelizmente, não há audiência evangélica que sustente uma emissora denominacional. O que sustenta a mídia evangélica hoje são dízimos e ofertas. É um modelo crítico a longo prazo. Tem funcionado até hoje - e Valdomiro pode estar blefando - mas, pensando economicamente, não terá vida longa. Não se enganem com os escândalos de desvios de verbas para compra de patrimônio, já vi esse filme muitas vezes no mundo empresarial. Olhando para as aquisições até se pensa que está tudo bem. Aliás, até com igrejas funciona assim. Quantas não estão superdimensionadas para sua, digamos, clientela? Parece um modo pragmático de enxergar as coisas e é. Mas não existe almoço grátis!

Programas de TV são caros, em rádios, idem. Ter uma editora para dar aos leitores um cheirinho saudosista de páginas amareladas não é barato. Especialmente, se a prioridade for para o modelo convencional. De onde sai o dinheiro para bancar o investimento? É justo contrário de ter uma igreja que cresça e cujos membros contribuam. Quem não lembra do paradigma Renascer? Nasceu, cresceu, ganhou a mídia, depois murchou e se tornou irrelevante.

Outro aspecto crítico, que já repisei várias vezes, é que o público está migrando em massa para a web. Aliás, já migrou. Agora trata-se de arrumar meios de atrair a audiência. Um mecânico decidiu publicar os vídeos do conserto dos carros de seus clientes. Resultado: dois milhões de acessos mensais, 112 mil assinantes, incremento no faturamento e no número de clientes e o Google, controlador do Youtube, ainda lhe paga US$ 2.800 pela divulgação!

As igrejas nunca foram muito boas em captar anúncios em seus programas. Anunciantes até existem, mas parecem preferir investir numa mídia que dê mais retorno. Nenhum programa televisivo se paga com anúncios, nem mesmo o de Silas Malafaia, é preciso sempre recorrer à velha tática das ofertas. Parece oportunismo mas a saída seriam os portais, mas poucas igrejas possuem um à altura do nome. É um investimento pequeno, mas precisa de conteúdo e atualização constante para atrair audiência. Com tantas igrejas na web , produzindo vídeos, por exemplo, o Google não quer pagar a nenhuma por sua audiência!?

Por último, a coisa se complica num quesito essencial: velocidade da informação x preço. Esta semana um call center da IstoÉ me liga oferecendo a assinatura da revista. Retruquei que não queria. Primeiro, era mais caro do que manter a banda larga. Segundo, a informação que chega na revista estava atrasada em cinco dias. A não ser pelas colunas assinadas e uma ou outra reportagem, a notícia já estava velha. Se levarmos em conta a portabilidade e a acessibilidade de um livro digital ou da edição impressa de uma revista...

A velocidade da informação traz também um adensamento de opiniões e o espaço para elas. Tomemos o exemplo de nossa amada EBD. Amanhã, quando o aluno chegar em sala, ele já deve ter visitado uns dez sites sobre a lição. Pessoas que não teriam nenhum espaço numa editora denominacional dão sua opinião num blog ou home page. Pior (ou melhor!), com muito mais qualidade e profundidade que alguns comentaristas. Quase a custo zero! O engessado mundo das editoras evangélicas com seu já institucionalizado QI (quem indica?) está perdendo espaço para a criatividade e a dinâmica que, feliz ou infelizmente, o papel não pode reproduzir. E quando o faz o custo se impõe!

Blog do Clóvis Rossi aqui. Notícia sobre o apóstolo Valdomiro, aqui. Leia a notícia do mecânico aqui.

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Decálogo do teólogo moderno


1) Dê ênfase à filosofia. Esqueça os chatos livros de teologia sistemática. Afinal, você já sabe tudo aquilo, não é? Por exemplo: O homem é eterno? Quais são os atributos incomunicáveis de Deus? Opte por leituras descoladas. Ao invés de Agostinho, Sócrates. Prefira Platão a Karl Bart.

2) Integre-se aos círculos progressistas engajados de sua cidade. Filie-se a um partido de esquerda. Funde uma ONG. Preocupe-se com as grandes demandas sociais. Torça o nariz para as instituições pró-vida. Alie-se ao ecumenismo. Desenvolva posições liberais. Liberte sua mente!

3) Ignore a homilética e a hermenêutica. Cole nas provas de línguas bíblicas. Pra que exegese?

4) Especialize-se no estudo das proposições calvinistas x arminianas. Leia as obras de Calvino, Jacobus Arminius, Karl Bart, Sproul, Tillich, C. S. Lewis, Louis Berkhof, Kierkegaard, Hodge, Finey, Jonathan Edwards, WhiteField, Stanley Jones, Spurgeon. Seja capaz de recitar pensamentos inteiros dos grandes mestres da teologia.

5) Ignore a ação do Espírito Santo. Mude de calçada ao encontrar alguém que creia no batismo no Espírito Santo. Igrejas pentecostais? Nem em sonho.

6) Não participe de grupos leigos em sua Igreja. Tenha ojeriza à evangelização. Não cultive uma vida de oração, muito menos jejue. Não se preocupe com plantação de igrejas ou projetos missionários. Passe ao largo de pregadores idealistas e visionários.

7) Suspenda o dízimo. Você sabe, era algo para o Velho Testamento. Ofertas, somente quando sobrar. Não contribua com missões mundiais.

8) Fuja dos cultos. Estão todos fora do padrão litúrgico do Novo Testamento. Cultue em casa ou forme seu próprio grupo. Se a coisa der certo, funde sua própria Igreja. Aí você vai poder implementar tudo aquilo no que sempre acreditou.

9) Não perca tempo com devocionais. Biografias? Arghh!

10) Não leia a Bíblia! Somente uns versículos aqui e ali. Dá um tédio...

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Não era por nada!?


As manifestações estão aí. Por R$ 0,20, R$ 0,30, R$ 0,50, os números diferem. Fato é que as pessoas comuns não aguentam mais a política e os políticos. Todos eles. Se por um lado isso é bom porque traz a reflexão e a contestação de modelos ultrapassados de Governo, por outro lado, traduz nossa crônica dificuldade de crescer como Nação, olhando e resolvendo nossos problemas, superando nossas deficiências estruturais. Convivemos com este modelo desde 1500. O Brasil, na verdade, não foi o destino de pessoas como Nação, chegaram aqui por acaso, de olho nas riquezas que os espanhóis já haviam descoberto no restante do continente. Há inúmeras teorias a respeito... Dia desses li ou ouvi que Datena foi visitar Portugal e a funcionária na alfândega foi muito ríspida, dizendo algo como: Bando de pobres, vem visitar nosso País... Ele retrucou: Devolvam-nos o ouro que trouxeram para cá e seremos tão ricos como vocês. Mal sabiam, ele e a atendente, as voltas que o mundo dá, com uma União Européia afundada em dívidas, Portugal está a depender do turismo dos pobres que surrupiou.

Como este blog costuma fazer ganchos entre a realidade mundana e a Igreja, seria o caso de perguntar: Aonde estão os planos da CGADB para a denominação que ela representa? As eleições passaram, eu esperei um bom tempo para fazer esta pergunta, mas, e daí? Nada aconteceu desde então. Cento e cinquenta dias se passaram e não ouvi (posso estar enganado) de nenhum projeto para a evangelização, para ação social, para preparo de obreiros, nada. Tudo na mesma. As cidades clamando por socorro e pouco a Igreja pode fazer a respeito. A Copa das Confederações passou e não ouvi de nenhum projeto de envergadura para atingir os inúmeros estrangeiros que nos visitaram. A Copa vem aí. Quantos jovens estão sendo capacitados na língua inglesa para fazer frente ao desafio?

Diversos fatos me trazem a este assunto. Sou um observador perspicaz. Encontrei, por exemplo, Nina*, cujo Deus é a academia de ginástica. Gasta seu suado salário em suplementos, busca saúde e superação. O que temos de dizer a ela? Digam, vocês, meus dez leitores. Já Jonas* está preocupado em engajar-se numa organização social que lhe permita ajudar a quem precisa. No momento, está reunindo doações para implementar algo sustentável no Sertão nordestino. Sertão este, diga-se, esquecido pela UMADENE e pela CGADB. Algumas pessoas não gostam quando faço esse tipo de questionamento e eu gostaria de dizer que miro a organização, não as pessoas que fazem parte dela. A questão é que há inúmeras pessoas neste exato momento que precisam de uma direção!

É hora de esquecer as eleições, os cargos já estão definidos, agora só no próximo pleito. Mas as ruas, que estão protestando contra a inação política (não a partidária) de nossa Nação, de um modo oblíquo, estão apontando suas baterias para nós. Como Igreja não podemos nos omitir ao clamor de nosso povo. Se não podemos - nem devemos! - governar, temos um evangelho para anunciar a todo homem em todo o tempo. Aonde estão as reuniões com presidentes estaduais para uma nova Década da Colheita? Deem o nome que quiser, a questão não é a sigla, mas a ação! O que tem sido feito, de prático, para colar os pedaços de nossas Convenções em todo o País? De que maneira nossa Convenção Geral tem procurado unir nossas igrejas? Aonde estão os mutirões de oração e jejum? Que passos tem sido dados em direção à uma governança corporativa exemplar? Quando a gestão financeira será transparente, para que não fiquemos ao sabor de rumores aqui e acolá, que nivelam todos por baixo? São perguntas para as quais não temos respostas.

As poucas iniciativas são oriundas do empreendimento particular. Se alguns visionários fossem depender de planejamento estratégico estariam dando voltas ao redor de sua cadeira, prostrados diante da ação maligna do Diabo, ceifando vidas e tirando a paz das famílias. Este é um mês excelente para pensarmos no assunto, pois comemoramos a Reforma Protestante. Comemoramos? Não! Um ou outro mais açodado cria um evento alusivo ao assunto. No mais das vezes passa em branco. A pretensão de ser a Igreja da história atrapalha nossa própria visão do que é histórico.

E aí? Vamos esperar por protestos entre nossos membros, para fazer algo a respeito? Respondam-me vocês!

*nomes fictícios

domingo, 6 de outubro de 2013

Não é que eu acertei sem querer...


Dia desses o governador Eduardo Campos afirmou que não pensava nas eleições, somente em 2014. Era uma síntese da esperteza característica dos grandes caciques. Como Lula, ele só pensa nas disputas. A afirmação é um despiste.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Incríveis semelhanças

A evangélica Marina Silva teve o registro de seu partido Rede indeferido pelo TSE. Longe de ser uma conspirata contra a candidata, o problema se restringiu à dificuldade de conseguir apoiadores. Um partido, para ser registrado, precisa de pelo menos 492.000, que correspondem a 0,5% do eleitorado, o de Marina tinha só 442.524 apoios certificados. Em outras palavras, não basta ser influente ou importante, tem que demonstrar, na prática, se tem cacife para ser partido ou é apenas uma rede de pessoas com boas intenções. Entendem...

Além da briga política há outra faceta importante para nossa análise. Em suas palavras, depois da derrota disse Marina (grifos meus):
Já somos partido político sim. Se agora não temos o registro legal, temos o registro moral perante a sociedade brasileira. Eu não posso estar decepcionada se o que há de mais importante nós obtivemos nesta corte, a declaração de todos os ministros desse tribunal de que temos os requisitos mais importantes para sermos um partido político.Disseram que temos um programa, representação social e ética (…)
A graça é que ela queria burlar a Lei, dando o famoso jeitinho brasileiro, e ainda por cima não se contentou com o resultado. Não é demais lembrar que o lema do partido a ser fundado é romper com a política tradicional. Hoje o mote de 11 em cada 10 deles. Nenhum até agora conseguiu fazer nada novo. É sempre mais do mesmo. Coincidentemente, ontem, o PSB levou ao ar em seu horário político a mesma promessa: fazer diferente, para mais pessoas, com melhor gestão, para os mais pobres, com isso e aquilo. Quem mora em Pernambuco e pensa criticamente sabe que é uma meia verdade.

Do ponto de vista evangélico, as desculpas de Marina tratam de culpar os outros. Um recurso bem presente na vida dos pecadores da Bíblia e da história. Não colou! Reinaldo Azevedo já tinha cantando a seguinte bola: De resto, vamos convir: não era para Marina estar a depender da validação de 52 mil assinaturas*. Se a Rede é mesmo essa potência, haveria lá um milhão delas. Se metade fosse desqualificada, a outra metade ainda daria ao partido uma folga. Mas cadê?

* Não sei de onde ele tirou o número. A diferença entre 492.000 e 442.524 não é esta.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Qualquer semelhança...

...não é mera coincidência. O que dizer da turma gospel (e não tão gospel assim) de querer se parecer cada vez mais com o mundo? Somente para ser mais do mesmo? Grifos meus

3/10/2013
 às 5:14

Papa Francisco precisa tomar cuidado para não ser o Gorbachev da Igreja e para não competir com a imaginação de Dan Brown

O nome é Jorge Mario Bergoglio, conhecido como papa Francisco desde 13 de março de 2013, mas podem começar a chamá-lo de Mikhail Gorbachev… É uma ironia? Claro que é. Alguns entenderam de primeira. Outros terão de refletir um pouco. Um liderava uma construção humana, de vocação maligna. O outro comanda o que os crentes consideram uma construção divina, de vocação benigna. O meu gracejo, por óbvio, não nasce da diferença, mas do risco da semelhança.
Repararam, leitores? Há muito tempo um papa não chamava tanto a atenção da imprensa mundial e não recebia tantos elogios, muito especialmente daqueles, vejam que curioso!, que odeiam a Igreja Católica — e, de maneira mais genérica, o cristianismo. “Se até o papa está dizendo que a Igreja é essa porcaria, então deve ser mesmo verdade; eu sempre soube!”
Ai daquele que alimentar a vaidade de despertar a simpatia de quem o detesta!
Não gosto, e já deixei isso claro aqui, dos primeiros passos de Francisco. Fazer o quê? Chega a hora em que é preciso discordar até do papa. Então que seja. Considerei, e não mudei de ideia, um tanto atrapalhada a sua entrevista à revista jesuíta La Civiltà Cattolica. Ainda que não tenha dito a barbaridade que lhe atribuíram sobre o aborto (escrevi um post sobre a mentira), a fala não foi clara o bastante. Do pastor máximo da Igreja Católica, espera-se, como queria Paulo, que flauta soe como flauta, e cítara, como cítara.
Ao jornal “La Repubblica”, chamou a Igreja de “introspectiva e vaticanocêntrica”, além de classificar a Cúria romana de “lepra do papado”. Nesta quarta, em audiência da Praça São Pedro, lembrou o óbvio, mas num contexto, a esta altura, já contaminado pela tentação do falastrão: “Somos uma igreja de pecadores, e nós, pecadores, somos chamados para nos renovar, santificar por Deus”. E criticou: “Existiu na história a tentação daqueles que afirmavam que a Igreja é apenas dos puros, daqueles que são totalmente crentes, e os outros são afastados. [A Igreja] não é a casa de poucos, mas de todos”.
Por certo é a “casa de todos”, mas de todos que estejam dispostos a aceitar os fundamentos que fazem da Igreja a Igreja. Afinal, o que é realmente de todo mundo é a República, não é isso? É o Estado democrático. E, ainda assim, que cabe notar: é de todos até mesmo para punir aqueles que violam as suas regras.
Continua aqui.

sábado, 28 de setembro de 2013

As editoras evangélicas que se cuidem...

14:34 \ Cultura

O livro digital avança


Cultura: vendas de e-books sobem
Ainda é pouco, mas aumentam consideravelmente mês a mês as vendas de livros digitais no Brasil. No fim de 2012, as vendas de e-books na Livraria Cultura, uma das maiores redes do país, representavam 0,5% do total de vendas. Agora, o percentual já está na casa de 3,7%.
Nos EUA, as vendas de e-books correspondem de 20% a 30% do mercado.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Você anda pregando a Bíblia para sua Igreja?


O que me motiva escrever estas linhas são fatos que ocorrem aqui e ali, uns chegam diretamente ao meu conhecimento, outros são dedutíveis. Os assuntos aqui são os mais diversos. Todos visam o bom andamento da Igreja e refletem meu compromisso com a verdade. Se bem que hoje em dia está complicado ser sincero. Vamos falar de um assunto sensível, para dizer o mínimo: a exposição da Palavra de Deus nas igrejas.

Eu não sou pregador, nem preletor. Talvez não seja a melhor pessoa a traçar estas linhas. Mas na ausência dos que deveriam fazê-lo assumo o risco de ao menos alertar. Também não sou pedreiro, mas reconheço uma parede torta só de olhar. É que algumas coisas se cristalizaram em nosso imaginário e não se sustentam a luz da Bíblia e da lógica.

O primeiro problema diz respeito ao objetivo de cada culto. Círculo de oração difere radicalmente de doutrina. Na ausência de estudo bíblico, muitos expositores apelam para o movimento, muitas vezes com pouco de divino. Creio que Deus trabalha como quer, mas não se pode tomar a exceção como regra. É obrigação do escalado ao menos pensar no que falar. Rezam as boas práticas de homilética, que o preletor esquematize sua prédica através de pontos conexos e suaves, sem fugir do assunto, fornecendo conhecimento e doutrina para seus ouvintes. Ocasionalmente, faltou tempo ao pregador ou outras circunstâncias ocuparam sua mente. Não podemos, porém, confundir a misericórdia de Deus com leniência. Um dia a justiça divina se manifesta e você pode acabar exposto pelo seu desleixo com a Palavra de Deus, lendo-a somente ao sentar na cadeira do púlpito.

Outro ponto crítico é tomar a extensa citação de versículos como exposição de qualidade. Há bons preletores que se perdem citando um versículo por frase. Pior, há aqueles que sequer os explicam. Tudo de mais passa da conta, diz o ditado popular, que é plenamente aplicável à situação. Ainda há aqueles que citam versículos totalmente desconexos do tema proposto. Ao separar um texto, pince as palavras chave e faça sua pesquisa baseado nelas, é o mínimo que se exige. Selecione poucos versículos, especialmente, quando o tempo disponível for curto e extraia dos mesmos o que for mais relevante. Escolha passagens pequenas, a não ser que sinta dirigido a levar o auditório à leitura da Palavra ou se o culto é de doutrina. Em suma, portanto, o mais importante não é citar versículos, mas deixar uma mensagem.

Se o culto é de pregação, não esqueça que uma boa prática é transcrever os versículos para citá-los rapidamente. Isso evita traduções ininteligíveis e perda de tempo, quando não se lê uma passagem no lugar de outra. Se você tem um computador com impressora, faça uma lista dos versículos e vá citando de acordo com o desenrolar da pregação. Se tem uma memória boa, revise para evitar surpresas.

Eu estava na cidade de Itapissuma/PE, quando o Pr. Elis, que ali trabalhava, deu oportunidade a um pastor de Osasco. Não lembro o nome dele e deduzo que sequer era o pregador da noite. Por 45 minutos aquele homem pregou sobre a unção de Deus na vida de Davi. Não contei, mas acho que tenha citado mais de 50 versículos decorados, alguns dos quais salteados dentro de um mesmo capítulo, seguindo com perfeição as regras da homilética. Confesso que me senti movido a conferir as referências de tão surpreso que fiquei. Foi uma noite singular. Quando ele encerrou a pregação a congregação estava suspensa.

O que dizer da confusão em torno de exposição da Palavra com o exagero sobre usos e costumes? Há quem se preocupe em repassar à Igreja apenas e somente uma lista de costumes ou faz uma ginástica para adequar determinado texto ao que quer realmente dizer, o famoso pretexto. O pregador até pode expressar seu ponto de vista sobre algum assunto, só não pode distorcer a Bíblia para apoiá-lo. A esse comportamento se dá o nome de desonestidade intelectual. Há quem faça pior, canse o auditório com a lenga-lenga! Ouvi um grande mestre das Escrituras, Pr. Eliezer Lira, dizer que por vezes estamos tão ocupados em dizer o que as pessoas não deveriam fazer, que esquecemos de dizer o que deveriam. E assim estariam tão ocupadas em fazer o que deveriam, que faltaria tempo para fazer o que não deveriam. Entenderam?

Longe de mim afirmar que os usos e costumes de determinada Igreja não são importantes. A questão é querer dizer-se Igreja bíblica sem Bíblia, somente com cosmovisão. Quantas vezes seu pastor trouxe uma série sobre as doutrinas bíblicas? Teologia, Soteriologia, Cristologia, Pneumatologia, Angelologia, Família, Bibliologia são assuntos necessários a qualquer Igreja visando seu bom crescimento na graça e no conhecimento. Infelizmente, são matérias menosprezadas em muitas igrejas, em detrimento do tamanho da saia, da barba, do cabelo...

Alguns pregadores fazem questão de expressar sua ojeriza com a teologia. Ridicularizam um irmão que fala corretamente ou outro que é educado ao microfone. Deus usa o linguajar coloquial das pessoas, mas também usa o douto. O homem simples pode ser um excelente vaso nas mãos do Senhor, isso não prescinde da observação, da leitura bíblica e do estudo sistemático das Escrituras. Há tanta pretensão em ser brejeiro para ganhar o público, como em esbanjar conhecimento de maneira gratuita. Tive um pastor que fazia questão de me criticar após minhas pregações. O problema é que eu tenho o hábito de fazer um esboço. Quando eu sentava ele começava: Aqui é pão quente descendo agora, não é comida enlatada. Além de outras coisas é a mesma história de se ouvir um hino várias vezes, com a mesma letra e adorar do mesmo jeito.

Um último problema, que meu tempo não permite me alongar, é a questão da imitação. Quando Napoleão e Hidekazu Takayama ainda pregavam, após suas prédicas todos queriam imitar seus trejeitos. Há quem ouça ou assista às pregações com o único intuito de memorizar expressões e manias de alguns pregadores. É uma prática reprovável. Lembro de uma história, mais ou menos assim. Paul Young Cho pediu a Deus para ser como um dos grandes homens da Bíblia, citando nomes. Deus lhe respondeu: Eu já tive Abraão, Isaque, Daniel, só não tive ainda Paul. Seja você mesmo, eu vou te usar como és!

domingo, 22 de setembro de 2013

Hinê má tôv umaanaim shevet ahim gam yachad! Atualizado!


- Olá, pastor. Tudo na paz?
- Amém.
- Fiquei em dúvida com relação a um assunto...
- O que foi?
- Conheci um rapaz de uma outra Convenção aqui do Estado e convidei-o a vir amanhã à nossa Santa Ceia aqui em Desterro. Ele despistou... disse que talvez não viesse pois não poderia cear. Fiquei preocupada e perguntei o porquê? Ele respondeu que não era pecado, ou algo assim, apenas que sua Convenção até permite que nos visite, mas como os irmãos daqui estão desviados, seu líder nos proíbe de cear conosco. Eu até fiquei em dúvida e perguntei a outra moça que é conhecida de minha família sobre isso. Ela confirmou a história e ainda acrescentou que tal assunto foi tratado em reunião na Igreja.
- Ah! Minha jovem, fique tranquila. Lá no Céu haverão vários compartimentos. Um para a Convenção A, outro para a B, outro para a C. Jesus vai cear em cada um deles, que terão festas particulares e viverão isoladas entre si. Umas Convenções vão chegar lá pela misericórdia, outras por merecimento. Entendes?

Ô se vai....

Ps: Amanhã é Ceia em Desterro, vinde todos irmãos de todas igrejas que estão em comunhão com o Senhor Jesus. Vocês não imaginam o asco que falar nisso dá...

Atualização: Me envia um e-mail uma liderança de outra Convenção (não falei de nenhuma específica, mas a carapuça caiu). Diz que somos bem recebidos lá. Diz que a jovem foi enganada pelas informações que recebeu do rapaz. MAS não comentou a questão da proibição de cear conosco. Propus a ele o seguinte: Das duas uma: Ou os membros e congregados estão entendendo errado as diretrizes da liderança ou é tudo verdade. Não há alternativa...

Refletir sobre o sustento financeiro dos obreiros não faz mal...


Meus dez leitores, estão dispostos a ler algo longo? Então, vamos lá.

A Assembleia de Deus nasceu num porão em Belém, em 1910, aonde 18 crentes compreenderam a mensagem pentecostal. Foram desligados de sua denominação que não aceitava a interpretação do batismo no Espírito Santo. A Missão da Fé Apostólica sofreu de modo resignado tanto à oposição católica, quanto evangélica. Diversas igrejas tradicionais acusaram-na de ser desviada, fanática e até mesmo usada pelo Diabo. Isso só para contar quem expressou seu descontentamento. Ainda hoje há quem esconjure o empreendimento. Malfadados os conjúrios a Igreja cresceu.

Certamente, os crentes batistas estranharam o desenvolvimento administrativo da nova igreja. O governo congregacional (não confundir com a denominação), baseado nas decisões do colegiado, lhes facultava a oportunidade de até mesmo destituir o pastor e por outro em seu lugar. Claro, não é por vontade de um ou outro, mas se a assembleia (não confundir com a denominação) quer, é o povo quem decide. Não pesquisei a respeito, mas dada a origem batista dos pioneiros e seu desapego diante dos descaminhos a partir de 1930, por alguns anos ao menos o modelo seguiu impávido. Ainda hoje as Assembleias de Deus de matriz americana implantadas na América Latina o seguem. Mas, aqui, a guinada não demorou muito.

A assembleia de irmãos em geral foi substituída pelas decisões do ministério, veio a vitaliciedade e o gerenciamento financeiro ficou a cargo do presidente e do tesoureiro. Parte de algumas imposições eclesiásticas se impunham numa nova interpretação do papel da liderança, não raro baseadas em profetadas. Antes de prosseguir é preciso lembrar que, no modelo congregacional, embora o pastor detenha o mando sobre as finanças ele se obriga a prestar contas à congregação periodicamente sobre os gastos, seu montante e qualidade. Rubricas específicas como salário pastoral e gastos administrativos são, se não combinadas com os membros, ao menos transparentes e disponíveis para todos.

Dia desses estava lendo um excerto de uma reunião para exposição financeira de determinada denominação e coisas simples foram enfaticamente discriminadas e disponibilizadas na Internet. O exemplo prático é o seguinte (com a troca de nomes, valores e datas):
Troca de professores. Em virtude da aposentadoria do professor de grego João das Quantas, no Seminário Teologia para Todos, nomeia-se o professor Virgulino Ferreira para seu lugar, com o salário mensal de R$ 2,00 (dois reais), a partir do dia 01/01/1900.
Ajuda de custo a pastor sem congregação. O pastor Daniel Berg pergunta: Está congregando conosco o Pr. Judas Iscariotes, que mudou-se recentemente para nossa cidade. Como proceder o pagamento de seu salário? O colegiado responde: A igreja local deve arcar com os custos e enviar o comprovante para a Secretaria Geral, para que haja o devido ressarcimento.
Se não é o ideal, se aproxima bastante do modelo da Igreja Primitiva aonde todos tinham tudo em comum. É justo o contrário de uma Convenção que conheci numa das andanças pelo Brasil que não utiliza sequer um carnê para registrar as ofertas! Após o ofertório o pastor se ausenta do púlpito e dois diáconos contam o dinheiro. Confirmado o valor, o pastor simplesmente põe no bolso!

Muitos tomarão como acinte algumas das colocações adiante, mas é preciso ler e reler para compreender seu sentido. Não podemos nos furtar a este debate por algumas razões/premissas:
1) A administração financeira de muitas igrejas é uma caixa-preta até para obreiros;
2) Gasta-se perdulariamente numa determinada área, enquanto exige-se contenção em outra, ambas com o mesmo nível de prioridades;
3) Alguns obreiros ganham salário (mesmo que disfarçado de ajuda de custo), outros não. Com o mesmo nível de responsabilidade eclesiástica e envergadura intelectual;
4) Mesmo entre os que ganham, há uns que ganham mais e outros menos a critério única e exclusivamente de quem ordena os pagamentos;
5) Há, de fato, necessidade de sustento pastoral ao obreiro, especialmente, aos que regem congregações, pelos seguintes motivos: a) É ele quem conscientiza na ponta aos membros e congregados sobre dízimos e ofertas; b) Ele precisa disponibilizar tempo para o atendimento das ovelhas, do contrário sua administração é capenga e ocasional;
6) Não é por falta de dinheiro que tal ajuda não chega a alguns, o problema está na correta administração dele. E, claro, há outras questões.

Algumas Assembleias de Deus atrelam a ajuda à arrecadação. Descontados os custos fixos e variáveis é calculado um percentual sobre a sobra. É um modelo razoável, especialmente, para um mundo monetizado. O pastor se esforça um pouco mais e a administração central ganha com o incremento. Infelizmente, distorceram o modelo impondo metas e exigindo patamares de ofertas cada vez maiores. Conheço casos, Brasil afora, de pastores traumatizados. O sistema se tornou uma ordenha. Conheço casos, porém, bem sucedidos. Uma denominação derivada da Assembleia de Deus destina 40% da sobra ao pastor. Funcional há várias décadas.

Outro aspecto crítico do sustento se dá quando ele é usado como arma para apoiar decisões. Eventuais discordâncias são punidas com o ostracismo e a supressão do valor, visto que o mesmo não é tido como salário, podendo ser retirado, não raro aeticamente, a qualquer momento. É um modo selvagem que não difere muito da política tradicional. Também acontece o contrário, em virtude do que um obreiro sabe ou das falcatruas que encobre ganha uma margem para achacar o pastor, exigindo valores cada vez maiores e inadmissíveis.

Voltemos ao item 3 de nossas premissas. O que dizer de pastores que até definem seu salário, porém, todas as outras despesas são bancadas pela Igreja, como um cartão de crédito ilimitado? Conheço outros casos absolutamente desiguais e injustos. Um obreiro de mesma envergadura no que se refere à postura ética e comprometimento eclesiástico ganha salário, aluguel de uma boa casa, combustível, mensalidade escolar, pagamento do carro, outro não ganha nada!

Por fim, resta ainda o problema das relações trabalhistas. Os tribunais têm sido favoráveis às igrejas em geral, não reconhecendo o vínculo. Não se sabe por quanto tempo. A realidade é que a ajuda é salário, de onde provem o sustento essencial, e que o pastor se torna exuperyanamente um servo integral da Igreja, na ausência ou na presença. Ou, então, pastor não é. Sem contar a velhice e o ocaso, tão certos como o sol amanhã de manhã. Algumas igrejas precavidas montam fundos de pensão para amparar seus obreiros idosos. Outros obreiros destinam parte da ajuda ao pagamento do INSS como autônomo. Claro que é muito mais conveniente jogar a questão debaixo do tapete. Com o tempo ela já parece uma montanha. De pólvora!

domingo, 15 de setembro de 2013

Só para ninguém esquecer...


Entre as missões ingratas deste blog há uma que não olvidamos: relembrar. Há posts históricos aqui. Falam de problemas eclesiásticos e mundanos. O blog é sobre quase tudo... Se lidos e colocados em prática, modéstia à parte, muitos problemas seriam evitados. Não sou dono da verdade, mas trabalho com a lógica roda da história. Um dos assuntos tratados nestes erros históricos é a teimosia em implantar dentro das igrejas apoios políticos, os mais pragmáticos possíveis.

Não sou avesso à política, pelo contrário. Entendo que faz parte do jogo democrático a existência de partidos, a militância, as eleições, o voto. Porém, quando há um pendor institucional, por vezes obscuro, em torno de nomes e projetos de caciques políticos aí não dá. Sem esquecer que tal postura fere frontalmente nossas leis. O apoio deslavado a um candidato em detrimento de outro, sob o suposto manto da orientação espiritual é crime! Uma coisa é o pastor ter uma afinidade, outra é impor a opção, muitas vezes sob ameaças aos subordinados.

Outra ideia rechaçada aqui algumas vezes é aquela que almeja tornar o Brasil um país evangélico, pois que governado por um filho de Deus. Como se assim todos os problemas estivessem resolvidos. Está aí a Inglaterra, cuja democracia tem até religião de Estado, a ensinar que tal proposta não atende aos pressupostos. A Grã-Bretanha não é mais, nem menos abençoada por ser anglicana, muito menos evangélica. De resto, outras tentativas já foram feitas ao redor do mundo, sempre com fracassos retumbantes. No Brasil, Estados já foram governados por evangélicos com tristes exemplos de falcatruas, desvios e transgressões da Lei.

Fiz a digressão para avisar aos nobres leitores eleitores, a tantos meses da próxima eleição, que não devemos nos enganar. Os petistas põem em marcha as diversas agressões aos evangélicos. Aborto, apoio às drogas, homossexualismo estatizado e um desdém velado. Mas, quais as alternativas? A Rede de Marina, já no nascedouro com seus problemas éticos? Ou o PSOL, mais radical que o PT? Sobraria o PSB e o PSDB. Só sobraria.... O PSDB implantou a primeira versão do PNDH. Seu cardeal mais vistoso, FHC, é radicalmente a favor da liberação da maconha.

Quanto ao PSB, quem não lembra que o presidente do partido, Eduardo Campos, em 2006, por conta da ameaça de extinção dos partidos nanicos, e a consequente filiação ao PSB afirmou (grifos meus):
“Não podemos crescer de qualquer jeito”, disse Eduardo Campos a outros dirigentes do PSB, em reunião na última quinta-feira. “Gente que quer entrar no partido apenas para fazer parte da base do governo não nos interessa. Daqui a pouco estamos filiando pastores de igreja evangélica.”
Aqui em Pernambuco temos pastores filiados ao PSB e que deram muitos votos ao partido. A questão não é essa. Podemos pensar que o PSB fez a pax com a pauta evangélica, mas não fez. A prova disso, e esta foi a afirmação que motivou o post, foi a declaração esta semana de outro cardeal do partido, Cid Gomes, governador cearense, falando sobre a candidatura à presidência:
“Nosso campo é progressista, e eu me preocupo que uma candidatura nossa possa cumprir o papel apenas de servir ao reacionarismo e ao conservadorismo do Brasil”
Leia-se por conservadorismo as diversas demandas caras a nós. Reacionário aqui é quem não apoia o aborto, o homossexualismo como política de Estado, as descriminalização das drogas e tudo aquilo que parece moderninho, mas só mina a estrutura da sociedade: a família.

Pra finalizar, estas manifestações, com as quais muitos de nós simpatizam, não se tornarão efetivas se nas urnas não dermos nosso recado. Não adianta quebrar tudo e votar do mesmo jeito.

Não digam que não avisei...

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Avisem ao Pr. Eurico e ao Anderson Ferreira!

Essa é do balacobaco, como diz o Reinaldo! O Ministério Público de Pernambuco vai realizar um debate sobre Direitos Humanos e Homofobia, os dados estão abaixo. Um dos convidados é o presidente do grupo Gay da Bahia, Toni Reis:

I Encontro sobre Direitos Homoafetivos
Data: 13.09.13
Horário: 8h30 às 18hM
Local: auditório do Banco do Brasil | Avenida Rio Branco, 240, bairro do Recife

Diligente e influenciado pelo lobby, nosso MPPE não se fez de rogado e mantém um blog para se estender no assunto. Divulga assuntos de interesse do grupo. A tendenciosidade é descarada. Tendo em vista o debate abriu-se a oportunidade para que as pessoas relatem situações homofóbicas numa das páginas do blog, dando quatro estórias (isso mesmo, com es) como exemplo, uma delas é esta aqui (grifos meus):
fechando os olhos…me lembro de minha mãe ao perceber como atendia o telefone . comentando com minha tia . Ele fala muito Delicado…. Lembro que isso me feriu pela primeira vez. pois sempre me achei normal. mas. apartir daquele momento senti que era diferente..e qdo conheci kennedy…num me controlei..tremia como se fosse me desmanchar. aqueles olhos azuis me faziam ficar gago sem palavras…e me apaixonei pela primeira vez.num queria perder qdo ele passava pra namorar minha vizinha. e fiz logo amizade com ele pois meu pai conhecia o pai dele. ele me perguntava porque eu tremia tanto qdo o estava com ele. e eu simplismente olhava pra seus olhos azuis como e ceu sobre mim. queria beija-lo e sentir seus lábios junto aos meus. me perder em um sonho sem fim. mas…tudo desabou. ele comentou com seu pai. que falou com o meu pai. e ai…fui chamado por minha mãe que num pergunta só me fez: vc é viado? eu praticamente e prontamente respondi com meus 12 anos que NÃO..com muito medo pois conhecia sua maneira de Bater..Ela completou dizendo .: se for quero que vc atravesse aquela rua cheia de carros e um lhe mate. pois num crio filho meu pra ser pederasta não. pois vai queimar no fogo do inferno e é pecado mortal….meu Mundo desabou …minha mãe naquele momento desejou que Eu morrese. me concentrei e passei a viver como ela queria. na igreja. cantando. orando e pedindo á Deus que tirasse isso de mim….o tempo passou ..com 16 anos arranjei uma namorada ..todos da minha familia se alegraram. Eu era Homem agora…mas..num aguentei pois ela .minha namorada gostava muito de mim. e qdo ela me beijava só imaginava Kennedy..acabei o namoro..e revoltei de novo minha mãe. estava começando a minha guerra contra minha familia e contra Deus. num suportei tinha que ser eu mesmo. e foi qdo chorando muito encontrei em minha vó uma Amiga. que num deixou mais eu apanhar. e me protegeu até eu perde-la qdo ela morreu. Kennedy descobriu o que eu sentia por Ele. e se afastou de mim. conheci outros amigos gays que me mostraram que eu num era doente. e que era maravilhoso beijar e ser amado. cresci. hoje homem feito. com 43 anos. levanto a Bandeira Gay pra todos que como Eu estão começando agora. E tenho uma palavra: Força….pois uma Dia esta Tempestade vai passar e no Final Deus vai te presentear com um Lindo ARCO-IRIS.
Bem, a panfletagem dispensa comentários. O mais interessante é que nas várias páginas dos blogs do MPPE não há tanta preocupação com outras demandas de interesse dos Direitos Humanos. Prisões em péssimo estado, educação pública de má qualidade, especialmente no ensino básico e médio. Falta de investimento em saneamento básico. E uma infinidade de problemas... O que dizer, por exemplo, de haver uma cota para o registro de demandas nos Juizados Especiais Cíveis, antiga Pequenas Causas? Não sei se mudou, eram 15 pela manhã e 15 à tarde. Quem perdesse só no outro dia. As praias, por exemplo, estão privatizadas pelas casas que invadiram a faixa de areia ou pelos bares oportunistas. Me faltam tempo para enumerar coisas que deveriam ser preocupação do MP.

Para começar um debate desta natureza com seriedade o MPPE teria que esquadrinhar os números da estatística oficial gay feita no site HomofobiaMata. Lá diversos casos de Pernambuco, esclarecidos como passionais ou da violência cotidiana de nossas ruas, estão contados como homofobia. Ano passado, 2012, o lobby cravou 30 homicídios homofóbicos por aqui. A resposta da SDS foi a seguinte:
O secretário de Defesa Social de Pernambuco, Wilson Damázio, fez nesta sexta-feira (7) um balanço sobre os índices atuais da violência em Pernambuco, contrariando a avaliação do movimento LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transsexuais) no que diz respeito aos crimes contra homossexuais. Em nota oficial divulgada à imprensa, a SDS disse que os 30 homicídios de homossexuais registrados em 2012 não ocorreram por homofobia.
Para a Secretaria de Defesa Social, as motivações foram: passionais, discussão, interesse financeiro, roubo (latrocínio), entorpecentes/drogas, embriaguez, dentre outros. Segundo o órgão, a demanda do movimento foi respondida por meio do Ofício nº 3129-GAB/SDS. Do total, 15 foram remetidos à Justiça com autoria.
Por que o Pr. Eurico e o Anderson Ferreira foram chamados? Ora, porque são evangélicos, representam as igrejas e são tidos como combativos. Pano pra manga o assunto tem. Sem falar dos nobres deputados estaduais como Cleiton Collins e Manoel Ferreira. Com a palavra nossos representantes.

sábado, 7 de setembro de 2013

Pensando...


Critica a neta de Manoel Ferreira porque consagrada a evangelista, e não critica o consagrador, nem a estirpe que contribuiu para a pantomima, com medo de não ser mais convidado para os eventos da CONAMAD. Pior, ainda achar que de todos os outros erros de Manuel Ferreira esse é o maior. Haja coador para mosquitos...

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Não é preciso ser profeta...

...para compreender que a tendência é essa. Leio no JC OnLine:
O  mercado de livros digitais cresceu mais de 350% de 2011 para 2012. Mesmo assim, ainda não alcança 1% do faturamento das editoras no Brasil. É o que aponta a pesquisa feita pela Câmara Brasileira do Livro (CBL). A diretora da CBL, Susanna Florissi, garante que o livro digital, ou eBook, já é uma realidade, mas tanto o mercado editorial como os consumidores ainda precisam se adaptar à nova plataforma de leitura.
“Tem vários formatos, uns são mais simples, como o próprio PDF, que muitos profissionais não consideram como livro digital mas eu considero, temos o ePub, e existem também livros digitais muito mais elaborados, que são mais caros de serem produzidos, como os livros interativos, que tem som, movimento, vídeo no livro”.
O PDF é um formato mais "duro”, sem adequação, por exemplo, do tamanho da letra, mas é de fácil acesso e compatível com praticamente todos os computadores, tablets e smartphones. O ePub é a plataforma mais popular para eBooks, é estático e oferece adequação do tamanho da letra. Já os aplicativos são produtos desenvolvidos para ter mais interatividade e possibilidades, como movimento, áudio e vídeo.
Infelizmente, nossos nobres editores não compreenderam ainda a questão. Os seminários engatinham com as aulas em EaD, nossas editoras torcem o nariz para a mídia em formato digital, com iniciativas parcas e pobres, as igrejas querem uma editora convencional para chamar de sua, sendo que o custo da edição e divulgação digital é infinitamente menor. E por aí vamos, gastando perdulariamente dízimos e ofertas. Se dá o mesmo com as rádios e TVs não é?

Este blog já debateu inúmeras vezes o assunto... Se o dinheiro gasto para promover programas nas TVs (e compra de rádios, emissoras e retransmissoras e afins) fosse investido na produção intelectual de livros digitais ou no licenciamento de conteúdos terceirizados de qualidade teríamos uma grande revolução. Mas eu sei como funciona. Ninguém consegue arrecadar com a teologia popularizada.

Continue lendo aqui.

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Dessa vez não conte comigo, Malafaia!

Leio no Notícias Cristãs:
Nós declaramos que vamos tomar posse dos meios de comunicação, das redes de internet, do processo político, nós vamos fazer a diferença, vamos influenciar o Brasil com o evangelho de Jesus
Não conte comigo para essa pantomima. Ninguém diz que quer fazer a diferença sendo mais santo, mais crente, orando mais, evangelizando mais...