domingo, 21 de abril de 2013

O que precisamos fazer daqui pra frente?


A eleição tem o poder de nos hipnotizar. José Neumanne, em excelente artigo para o Estadão*, afirmou que os políticos (Dilma, Lula, Eduardo Campos, Serra & Cia) já estão em campanha para não ter que trabalhar. O que é verdade, ao menos em termos gerais. Os postulantes lançam seus balões de ensaio, os simpatizantes digladiam entre si, mas, enfim, a campanha chega ao final. Infelizmente, não houve nem um mês após as eleições da CGADB e já tem gente dizendo que não quer ser candidato. Quando se bota muito defeito no cavalo... Entenderam?

Passadas as eleições, digo, as nossas eleições assembleianas, é hora de arregaçar as mangas e fazer o que está previsto. Eu não vi em lugar algum as propostas da chapa Amigos do Presidente, mas supondo que há algo a fazer, que tenha havido algum compromisso, ao menos, informal, sugiro (quem sou eu, não é?) algumas ações. Uns tomarão por petulância, outros darão de ombros. É assim que as coisas funcionam hoje. Quando alguém sugere, é metido, quando não, é fleumático. Quando faz, exibido, quando não, omisso. Acontece...

Parto do pressuposto de que a CGADB é o CNJ das Assembleias de Deus no Brasil, inclusive as representa em eventos internacionais. Além disso está no topo da estratégia eclesiástica. Temos, então, alguns desafios. Creio que o nobre presidente terá a autoridade dada pela maioria dos votos em sua eleição, a garra e a disposição, pois postulou o posto e o apoio dos vários presidentes de Convenção Estadual que, em quase unanimidade, o apoiaram e à sua chapa. Notem, porém, que os desafios não estão postos para me agradar, ao contrário, são todos urgentes e necessários. Aliás, alguns deles são tão urgentes que já passaram do ponto!

1) Estruturar uma rede nacional de informações. A Convenção Geral não tem informações
confiáveis da quantidade de membros em nossas igrejas. Aliás, as Convenções também não, espelhadas, talvez, numa indolência generalizada. É a hora de se fazer um levantamento nacional e coletar estas informações junto às igrejas, fazendo a cobrança adequada por dados com qualidade e eficiência. Como desdobramento desta ação podemos delinear aonde investiremos tempo e recursos na evangelização e em outros esforços de cunho estratégico. Há alguns anos li, na Ultimato, que no sertão nordestino há 182 cidades com menos de 1% de evangélicos. Desconfio que os percentuais não sejam muito animadores em algumas cidades do Agreste também. Claro, claro, há o problema da desconfiança de compartilhar tais informações, mas a CGADB, amparada por seu estatuto, poderia superar tal obstáculo;

2) Estruturar um plano nacional de evangelismo. O último foi a Década da Colheita, há mais de vinte anos, em 1990. Há uma comissão da CGADB que utiliza dados ultrapassados de 1993. É preciso atualizar os dados, por isso o item anterior, mas também criar os eventos de forma a cobrir todo o Brasil. Porém, não basta dar relevo apenas a cantores e pregadores apadrinhados. É preciso algo maior. Que tal se espelhar no antigo Ministério Bernard Jonhson? Preparação dos envolvidos, evangelização, cruzadas com prioridade no louvor local e tempo de pregação, depois discipulado de qualidade. Imagino que os remanescentes daquele ministério não hesitariam em ajudar uma iniciativa nacional. O planejamento logístico e financeiro, que é fundamental, seria compartilhado entre a CGADB e as Convenções. Pra que tantas comissões, se não se pode fazer algo desse porte?

3) Atuar na qualidade teológica de nossas igrejas. Que tal um ENEM para os teólogos assembleianos? Um exame de proficiência teológica? Que tal estabelecer um nível mínimo de aprendizado nacional? Teriam os teólogos formados nos seminários assembleianos condições intelectuais de serem aprovados num exame sobre a teologia corriqueira dos seminários? Via de regra, há seminários cuja grade curricular é fraca e as aulas, propriamente ditas, uma negação. Mas são aprovados pelos conselhos educativos, sem que haja uma avaliação adequada de instalações, currículos e conteúdos.

De quebra, inibiríamos eventos ditos pentecostais cuja efusão conhecida é de arrogância e meninice espiritual. Investiríamos na qualidade teológica dos eventos promovidos pela CPAD, que, por vezes, deixam a desejar. Preletores preparados no currículo, mas fracos na exposição e no conteúdo. Eu já tive a oportunidade de me decepcionar com a expectativa em torno desses eventos. Mais de uma vez. O problema é que, via de regra, os preletores são escolhidos pela proximidade com o centro de poder, alijando os críticos mais competentes. Temos que acabar com esse ranço ultrapassado.

Eu estava, por exemplo, em Itapissuma/PE há alguns anos, quando um preletor assomou o púlpito. Este homem pregou por 45 minutos sobre a unção de Davi. Citou dezenas de versículos, a ponto de eu conferi-los pela minha incredulidade. Foram minutos de Bíblia e profundidade teológica. Detalhe: há inúmeros homens assim pelo Brasil que não tem oportunidade, nem apadrinhamento. Se formos incluir algumas mulheres bem preparadas que temos, alguém se eriça logo com a questão do ministério feminino, mas nenhum seminário, nenhuma EBD, abre mão de suas mulheres professoras!? Por mediocridade escolhemos o pior! O mais incrível é, por exemplo, disseminar via lições bíblicas palavras em grego e hebraico, quando nossos seminários, por vezes, não se aprofundam em tais matérias. Já há seminários que possuem uma grade curricular com exegese, sem ensinar as duas línguas padrão!

4) Despertamento de talentos no louvor e na produção literária. A CPAD, salvo raríssimas exceções, tem servido aos que gravitam em torno dela. Via de regra, para integrar o cast da editora é preciso um longo e heterodoxo caminho, quando a prioridade deveria ser a qualidade e o rigor teológico. No louvor se dá o mesmo. Por anos a Patmos Music lançou cantores convenientes para o eixo Sudeste, sendo que há inúmeros talentos Brasil afora! Não estou duvidando da qualidade de cantores e escritores que integram o quadro da editora, estou afirmando que há um Brasil de possibilidades. Tomemos, por exemplo, as lições bíblicas. São os mesmos comentaristas em 90% delas! Quantos Marcelos Santos ou Lídias existem Brasil afora? Dezenas, centenas, milhares? Lhes falta oportunidade!

O que fizeram com os concursos literários? Aonde estão os fomentos de talentos escritores? Por que os gêneros agraciados não mudam? Harry Porter vende milhões de exemplares no mundo e uma editora não percebe o filão? Tenham paciência!

5) Fazer as cobranças relativas ao uso do nome. Vou continuar batendo nessa tecla por quanto tempo for necessário. O corriqueiro hoje é uma pessoa qualquer abrir um ponto de pregação em casa e por um dístico: Assembleia de Deus dos Pés de Fogo. Faz só um adendozinho. Não pode ser assim. O nome Assembleia de Deus foi construído a ferro e fogo por nossos pioneiros. Não podemos, por omissão, deixar que qualquer um o aplique em qualquer lugar. Se o usuário não se dá por achado, esgotadas as gestões no campo pessoal, partamos para o acionamento jurídico. Conheço igrejas desse tipo que não tem sequer um CNPJ!

Outra atitude bem vinda seria a divulgação das Convenções filiadas à CGADB, através dos periódicos assembleianos ou com uma chamada para a página eletrônica da mesma, dando o máximo de destaque possível. Aqui, em Pernambuco, tem uma palhaçada promovida por determinadas pessoas dizendo que nossa Convenção COMADALPE não é filiada ao Belém, como se não fosse uma Convenção genuinamente assembleiana. Já tive a oportunidade de presenciar alguns irmãos incautos e inocentes mencionarem que seu líder outrora havia disseminado esta mentira. Por falar nesse assunto, seria muito bom que o presidente eleito instaurasse a prática de um obreiro da CGADB ser recebido, sem reservas, em qualquer Convenção filiada. No modus operandi atual o entendimento é que ou a carteira da CGADB está sendo dada a qualquer um (a juízo de uma pessoa ou outra) ou ela não vale nada, pois ao chegar em determinados lugares com sua carteira de ministro alguém corre o risco de ser menos bem recebido do que um não crente! Onde se viu isso? Ou então não precisamos da carteira? Se ela só vale em minha Convenção, quando eu viajar irei com uma carta!

6) Preparar a descentralização das eleições. É urgente, já passou da hora, dessas eleições serem feitas nas Convenções filiadas, num final de semana, por exemplo. O que acontece hoje é que quem pode ir à AGO vota e os demais são ministros de segunda categoria. Por conta do trabalho, da saúde, da extensão do deslocamento, os que não podem ir estão alijados das decisões. Das duas uma, ou se confia na seriedade das Convenções para realizar, com lisura, um processo desta natureza, ou desligamos aquelas nas quais não confiamos. O que não pode perdurar é esse alijamento!

A consequência disso é o total desinteresse dos que não podem ir à AGO, com o efeito adjacente da sub-representação. Agora mesmo 17.000 pessoas votaram por 50.000, decidindo o destino de 12 milhões!? Há alguma conveniência nisso ou já teria mudado. Pura sensatez concluir assim. Não pode passar despercebido que a maioria dos obreiros não é assalariada pela Igreja. Não podendo, portanto, ficar à disposição para esse tipo de deslocamento;

7) Administração financeira. Aqui é outros dos nós górdios, aliás, nem tão assim. Diz a lenda que o nó consistia de resolver um problema difícil com uma solução fácil. No caso em questão não há facilidade, mas falta boa vontade. De um lado temos a questão da administração propriamente dita, depois vem a prioridade, a transparência e a fiscalização. Conheço ministros de diversas Convenções Brasil afora. E a gritaria surda é a mesma. É uma fileira enorme de termos dos mais críticos aos mais leves, malversação e desvio dos recursos, utilização em proveito próprio, desperdício, falta de planejamento, ausência de orçamento, ostentação.

Se uma igreja foca grandes construções, mas não sustenta condignamente seus obreiros, ao menos aqueles responsáveis por igrejas, algo está errado. Afinal é aquele obreiro que mobiliza o carreamento de dízimos e ofertas para a tesouraria central. Que estas palavras não sejam tomadas apenas pelo lado racional, mas a realidade é que não é preciso muito para oferecer de maneira organizada e sensata tal sustento uma vez que nossas igrejas registram crescente arrecadação. Não é possível compreender que uma igreja possa financiar grandes eventos, sabendo que obreiros trabalhadores estão atravessando dificuldades e nada se faz por eles. Ou quando se sabe das dificuldades, mas se fique alheio à questão!

Algumas Convenções resolvem o problema da seguinte forma: quase não consagram ministros. Há um pequeno núcleo favorecido e os outros ficam a ver navios. Aliás, a figura do núcleo apanagiado financeiramente é predominante. Há obreiros que recebem um determinado valor e outros no mesmo patamar de responsabilidade e envolvimento que auferem a metade ou um terço. Porque não abanam o chapéu ou porque não têm um sobrenome famoso.

Eu não sei como é funcionamento da Convenção sob responsabilidade de nosso prezado presidente, neste quesito. Há 2.300 congregações lá, com frisou em entrevista ao Estadão, portanto, dinheiro não é problema. Espero que seja o modelo financeiro a ser seguido pelas demais Convenções.

Oportunamente, abordaremos outras questões. Estas são só para não termos que falar sobre a próxima eleição. Há problemas muitos maiores e mais importantes do que saber quem será indicado para o próximo pleito.

Artigo do Estadão: Eleição já, para não ter de trabalhar,

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Ovelhas comendo feno...


Pesquei esta pérola do Blog do Judson Canto:
O pregador competente reconhece que, se não expuser seu argumento em trinta minutos, é melhor mandar o povo para casa. Quem está habituado a falar em público nunca abusa do privilégio de uma audiência cativada.
Um problema é que, por vezes, nem 30 minutos resta ao pregador. Espreme daqui e dali, sobra 15! Louvor, louvor, louvor e louvor! À pregação sobra quase nada.

O outro é que há poucos pregadores preparados. Geralmente, é mais frase de efeito e chavão. Abençoam todo mundo e exposição bíblica de verdade quase nada. Falta leitura, meditação, esquematização, pesquisa e graça para expor. Depois que os itinerantes se espalharam pelo Brasil é que o negócio pegou fogo. Só querem vender DVD, apostila e livro. Há boas exceções? Com certeza. Mas a maioria é o CTRL + C, CTRL + V. Não seriam capazes de preencher uma redação sobre um tema relevante da Bíblia.

Eu aprendi que as ovelhas até comem feno, na ausência de um capim de boa qualidade. Mas crescem raquíticas pois o feno é somente para períodos em que não há comida abundante no campo ou nos quais é perigoso estar ao ar livre.

A Bíblia está aí, à disposição. Mas o que tem de pregador oferecendo auto-ajuda pro rebanho... Resultado: constipação, raquitismo, falta de firmeza, desesperança, analfabetismo bíblico. Depois eu sou crítico...

Blog do Judson, aqui.

domingo, 14 de abril de 2013

Desossando uma entrevista...

Já desossei aqui algumas entrevistas. Parto da premissa que todos são criticáveis, inclusive eu. Há leitores que empancam com este comportamento. O problema é que eu sei o peso que as palavras têm. E os gestos também, todo processo comunicativo, enfim. Por exemplo, um dos que criticam minha atitude de escarafunchar no que dizem e escrevem certas pessoas, certo dia ia passando numa área do estacionamento da igreja à qual pertence. Havia umas poças d'água, numas das quais escorregou e caiu. Percebendo que seu pastor sorriu diante do ocorrido, voltou e caiu de novo. Ele chama isso lealdade... Eu chamo as coisas pelo nome. Fazer o quê?

O Pr. José Wellington, recém reeleito, deu uma entrevista à Folha de São Paulo, seção Poder. Há colocações pertinentes, mas algumas fogem totalmente da racionalidade. Contando que não tenha sido editada... Ressalvo que nada tenho contra o pastor citado, justo o contrário, pareceu-me uma pessoa amável nas poucas oportunidades que esteve aqui em Abreu e Lima. Nosso objetivo aqui é a reflexão sobre as ideias dele, que são em grande medida as mesmas de alguns cardeais. Que se faça a leitura nos links. Vamos lá. Pesquei do Blog O Assembleiano porque o site da Folha está bloqueando meu acesso (só libera dez acessos às notícias por mês, não sei quem foi que criou essa asneira). Vou comentando em azul, pinçando frases importantes para nossa análise. Colocar a entrevista toda ia cansar meus parcos leitores.

Folha - Há um levante preconceituoso contra o Feliciano?

José Wellington - O Feliciano é novo, jovem, inteligente e eu creio que vocês são inteligentes, vocês estão vendo que ele está querendo tirar proveito. Ele é político, está querendo tirar proveito desse troço. Ele está dando corda na coisa. O Marco Feliciano, bobo ele não é. Agora, eu acredito que há uma exploração, há uma exploração muito grande do pessoal do lado de lá [críticos de Feliciano]. A verdade é essa: nós estamos juntos da Igreja Católica. Porque a Igreja Católica não aceita. O que nós não aceitamos a Igreja Católica não aceita.

Não aceitamos porque não é bíblico ou por que a Igreja Católica não aceita? Ou é apenas um aproveitamento para criar um gancho? O ideal seria termos posições próprias. E defendê-las sem se escorar nos que pensam os outros.

Um bispo de São Paulo me telefonou e disse: "Pastor, vamos fazer uma dobradinha, temos de marchar juntos porque não aceitamos". Eles não aceitam aborto, casamento de pessoas do mesmo sexo. Eu vi ontem na imprensa no Amazonas um juiz deu uma liminar para que o camarada lá casasse com duas mulheres. Negócio de doido, né? Só no Amazonas dá um troço desse.

Não vejo porque essa dobradinha seria interessante... Geralmente, os católicos praticantes são poucos, ficaríamos à deriva no meio do caminho. Outra coisa: a CGADB não tem tradição de marchar por nada relevante politicamente. Esse Só no Amazonas é descabido para um líder do porte dele. Aliás, no blog do Pr. Geremias do Couto este registra que o mesmo pastor se referindo ao fato na AGO, concluíra que do Amazonas não podia vir coisa boa mesmo!?

Nós, da Assembleia de Deus, não participávamos da vida política do país. Só depois, quando eu assumi a presidência... 

Aqui começam os verdadeiros problemas da entrevista. Nós participamos da vida política brasileira, mas nossos membros não são politizados. Por exemplo, achamos a coisa mais normal possível o nepotismo, a falta de alternância de poder, a propaganda nos templos, claramente favorável a um ou outro nome, ao arrepio da Lei, inclusive. Alguém já me disse que votaria num deputado porque ele tem um projeto de assistência social! Outro irmão que votaria noutro candidato pois traz muitos cantores famosos ao Estado. Se isso é politização...

Porque eu em janeiro agora completei 25 anos na presidência da Convenção Geral, fui reeleito nove vezes. Quando eu cheguei, com o crescimento da Assembleia de Deus, eu entendi que precisávamos colocar alguém para nos representar. E isso foi feito. Hoje temos 28 deputados federais 'assembleianos'. No total, são 80 os parlamentares evangélicos em Brasília [de diferentes denominações].

Essa representação não tem legado na política, tem legado para alguns políticos. Uma coisa anda a léguas da outra. O fato de ele ser reeleito nove vezes revela nossa miséria intelectual. E olha que quem o apóia é a chamada nata pensante da AD, os não pensantes então... Não foi o crescimento da denominação que determinou esta decisão de colocar representantes nas várias esferas políticas, mas as vantagens auferidas por tais cargos. Qual lei importante para o conjunto da sociedade foi proposta por deputados evangélicos? Desconheço, por favor me ajudem. Via de regra, seguimos à reboque das propostas apresentadas pelos demais parlamentares. Este comportamento está bem claro no livro Os votos de Deus, da Editora Massangana. Embora façamos a defesa de temas como o aborto, nossa igreja se alheou do debate no STF, por exemplo. Nenhum parlamentar se apresentou, nem a CGADB, quem representou a Igreja foi Edir Macedo!? Em termos éticos a maioria dos representantes são enquadrados dia após dia. Corrupção, malversação de recursos públicos, favorecimento, crimes eleitorais e uma penca de outros ilícitos foram e são praticados pelos evangélicos assembleianos ou não, nem sal, nem luz, poucos escapam. Pior, na chamada Lei do Som, o projeto já estava nas mãos de FHC para sanção quando nossos representantes descobriram os riscos. O que estavam fazendo até esse ponto?  Quem não lembra das concessões de rádio que nossos representantes ganharam para estender mandatos? Posso detalhar, se necessário.

Qual a importância do Feliciano dentro da Assembleia de Deus?
Ele é um pastor tão igual como os demais. Eu tenho um filho deputado federal [Paulo Freire (PR-SP)], estava aí. O meu filho eu vejo melhor [risos]. Mas, como pastor da Igreja, ele não tem qualquer destaque, qualquer direito a mais, nenhuma proteção a mais, ele é um pastor igual aos demais.

Como assim meu filho eu vejo melhor? Por que ele é deputado ou por que filho? Feliciano é uma pura cria assembleiana, gestada em eventos pentecostais de gosto duvidoso, que fundou uma Convenção e depois foi aceito pela CGADB. E esta nunca puniu os tais eventos, nem o pastor por seus excessos. Muito menos o uso indevido da marca.

Nas sessões da Comissão, parece existir uma unanimidade contra Feliciano. Mas os valores que eles defendem são valores comuns aos 12,3 milhões de fiéis da Assembleia de Deus, certo?
Valores comuns a uma sociedade sensata, uma sociedade sadia. Quando escreveram o PL 122 [que criminaliza a homofobia], nós [evangélicos] reunimos e tomamos algumas posições em relação àquilo ali. Chamamos os deputados federais e pedimos para que eles segurassem a coisa. Eu mesmo fui lá falar com o presidente da Câmara, fui falar com gente do Senado, até o senador José Sarney [PMDB-AP, ex-presidente da Casa] me mandou uma cartinha muito bonita. 

Não tenho conhecimento (por favor refresquem a minha memória) de até o ano de 2010 ter ouvido falar no assunto nos periódicos da CPAD, nem a CGADB se posicionou sobre o PL 122/2006. O projeto de Lei ficou tramitando e ninguém fez nada. A mesma coisa aconteceu com o PNDH3, quase três anos depois foi que o Mensageiro da Paz se ocupou do assunto. Em termos efetivos o Reinaldo Azevedo nos defendeu mais que todos nossos parlamentares juntos! Os blogs evangélicos fizeram muito mais que todos os políticos evangélicos do Brasil! Aqui foi noticiado, em primeira mão (pescado do referido blog), o PNDH3 no findar de 2009 e seus riscos. Alguns dos quais o Reinaldo não havia enxergado, pois que não evangélico. O decreto 7.037 que o estabelece é de 21 de dezembro daquele ano.

Qual a posição da Convenção sobre a alegação de Feliciano de que Noé amaldiçoou os africanos?
Essa é uma interpretação teológica. A Bíblia, quando conta a histórica de Cã, a tradução chama de Cão, né?, é que aquele filho de Noé (eram três) quando o pai tomou uns gorós e, bêbado, se despiu, ficou caído bêbado, veio um dos filho, viu os dois, e saiu criticando, né?, outro veio, de costas, e cobriu a nudez do pai, então esse o pai abençoou e outro ele amaldiçoou. Cada um interpreta como queira. Qual foi a mudança que houve, se foi de cor, eu não sei.

Na página 105 do livro A Bíblia através dos séculos, de autoria do pastor Antonio Gilberto, CPAD, edição de 1986, há o esboço e o endosso desta interpretação. O que Feliciano fez foi florear. Embora na resposta seguinte o pastor esclareça que não há esse preconceito no dia a dia das igrejas, como, aliás, fizemos questão de registrar aqui.

O assédio dos políticos a vocês é muito grande?
É sim, somos bastante assediados. Só que a minha orientação como presidente foi sempre procurar ajudar os de casa. Por que, se eu elejo uma pessoa do nosso convívio eclesiástico, [é] alguém que eu tenho uma certa ascendência [sobre], que ele possa ser um legítimo representante da igreja. Temos que trabalhar os de casa. Eles merecem a atenção, a ajuda e a confiança.

Já demonstramos que não é bem assim. O que dizer, por exemplo, dos irmãos que querem ser candidatos como a Lei permite, mas não são apoiados por não ter o QI (Quem indique)? Das concentrações disfarçadas de comício?

Como vocês escolhem as pessoas que apoiam?
Chegou a ser de senador para cima, que precisa de mais votos, aí nós procuramos alguém que seja, no mínimo, amigo da igreja.

É um critério ou o outro? Os apoios na história política recente tem deixado na mão quem é evangélico, em prol de outros não evangélicos. Que o diga Marina Silva. Atenção! Não estou discutindo se ela seria a melhor opção, mas se vamos usar o critério de ajudar os nossos...

O que é ser amigo da igreja?
Normalmente, o senador da República já foi prefeito, já tem uma história na vida política. E nós então vamos buscar. Nós tivemos algumas dificuldades com o PT em São Paulo. Hoje não temos mais, graças à Deus por isso. Hoje tenho boa amizade com o prefeito de São Paulo [Haddad], sempre tive muita amizade com o Kassab, que saiu, tenho muito respeito e muita amizade também pelo governador, agora, eu não posso fazer divergência de partidos, eu trabalho com o povo. Na Igreja eu tenho PT, eu tenho PR, tenho PSDB, cada um acha que sua filiação está correta, Deus te abençoe. No contexto geral, somos crentes.

Por isso mesmo alguns irmãos do Partido Socialista, do Comunista, do Fascista são bem-vindos... O que dizer de um irmão de um partido cujo estatuto apóia o aborto? Esses políticos aparam as arestas com a Igreja, dissimulando suas verdadeiras intenções, somente pelo nosso peso numérico. Pelas costas torcem os narizes, quando tem oportunidade mostram as garras.

Qual a sua opinião sobre a Dilma?
Eu vejo com muito bons olhos. Confesso a você que não votei na Dilma. Eu tinha certos resquícios do PT lá em São Paulo. Mas esta senhora tem superado [as expectativas]. Ela pegou uma caixa de marimbondo na mão, mas tem sido muito honesta com seu governo e com o povo. 

A economia naufraga, não há plano estratégico, obras importantes estão atrasadas, a carga tributária é escorchante, a corrupção se alastrou e é sempre acobertada. Mas, ela vem superando as expectativas!? Não é nem uma questão de gosto pessoal mais, nossa presidente tem sido incompetente até para fazer um discurso.

Hoje, na minha concepção, a candidatura dela é uma nomeação, não precisa nem ir para a eleição, ela é eleita tranquilamente.

Aqui é que é absurdo. Pra quem já se reelegeu nove vezes... Nem precisa de eleição. 

Vocês apoiam ela em 2014?
Eu até teria muito motivo para dizer não, mas esqueço tudo isso aí a bem do povo, ela tem sido muito correta na administração do nosso país.

Dizer mais o quê?

Com "PT de São Paulo" o senhor quer dizer Marta Suplicy?
[Risos] Deixa isso pra lá. O meu concorrente [na eleição desta semana], pelas informações que eu tenho ele recebeu todo o beneplácito do Planalto. Eu não recebi, e não recebi porque também não pedi. Na nossa igreja em São Paulo nunca entrou um centavo nem da prefeitura, nem do Estado nem da nação. Nunca pedi, de maneira nenhuma. A presidenta, num ano desses, eu estava aniversariando e ela foi lá me ver, me dar os parabéns. Foi lá com quatro ministros, o Padilha e outros mais. Recebi com muito carinho, muito amor, perfeitamente. Mas não peço. Agora, entendo que, se algum dia precisar pedir, sou um brasileiro que paga imposto, tenho tanto direito quanto os demais.

Puseram-na sentada no púlpito, nas cadeiras do meio. Que história é essa de beneplácito para um candidato a um cargo eclesiástico?

E o senhor tem um poder muito forte.
Vou dizer uma coisa para você. Eu não sou político, sou de uma família de políticos. Meu irmão foi deputado estadual durante três legislaturas. Minha filha é vereadora em São Paulo, a Marta, foi reeleita agora pela terceira vez. O Paulo foi eleito deputado com 162 mil votos, uma votação relativamente boa para São Paulo. E acredito que, pelo trabalho que ele está fazendo, talvez supere os 200 mil votos agora [em 2014]. Na eleição passada, ainda o [Orestes] Quércia [ex-governador de São Paulo, morto em 2010] era vivo, ele foi lá na nossa Igreja, ele, [o ex-prefeito Gilberto] Kassab e o [ex-governador José] Serra. 

Se mede o poder de um pastor pelos políticos que o visitam? Qual a lição que eu perdi? Todo tempo ele falou de política, nunca de carisma, oração, exposição bíblica, visa consagrada. Talvez estes termos não interessem muito. O mais contraditório tem sido a imprensa mostrar o papa em momentos de oração ou exposição da Palavra.

Eles me convidaram para que eu fosse suplente. E eu então agradeci a gentileza deles e pedi dois dias [para pensar]. Eu até brinquei: "Deixa eu consultar minhas bases por dois dias". Na verdade, eu não ia aceitar. 

Humm! A base balançou. Se a posição era firme deveria ser rechaçada de pronto. Há às pencas pastores que não querem saber de política, mas indicam um parente para concorrer. Contradição total. Outra coisa, têm tempo para os acertos, para a propaganda nos templos.

Eles voltaram, eu agradeci, educadamente. Então o Quércia disse: "Pastor, eu estou doente, você vai ser o senador". Eu disse: "É por isso que eu não quero". Eu não tenho tempo para mexer com a política. Não quero. A minha vocação é a igreja. Em São Paulo, nós temos 2.300 e poucas congregações [filiais] ligadas ao nosso ministério. É um batalhão de gente.

No total, a Convenção tem quantas Congregações?
O número de evangélicos da Assembleia de Deus é um ponto de interrogação. Em 1994, eu já era presidente, eu fiz um censo entre nós e na época nós contamos 12,4 milhões de crentes na Assembleia de Deus. O crescimento da Assembleia de Deus, é o levantamento que eu tenho, é de 5,14% ao ano. Quando estou falando de membro estou falando daquele que foi batizado e tem responsabilidade na Igreja. Quando o Fernando Collor era presidente eu falei: "Presidente, se nós fôssemos políticos, a Assembleia de Deus teria muito mais condição de contar com o povo do que o seu partido, porque vocês não têm uma filial em todos os municípios do Brasil." A Assembleia de Deus temos em quase todas as vilas de todos os municípios do Brasil nós temos um templo. São mais de 100 mil templos que tem a Assembleia de Deus no Brasil.

Um templo médio assembleiano abriga 300 pessoas. Seriam 30.000.000 de assembleianos? Acho difícil a conta bater. Sobra gente e falta membro. Sem contar que para cada membro, há, ao menos, dois congregados. O que falta à CGADB é uma estrutura que permita centralizar tais dados.

Qual a receita anual de todas as Assembleias juntas?
Não sei. Não estou lhe negando, porque esses valores [não são] da Convenção Geral. E a Convenção Geral tem o caixa mais pobre do mundo. Estou há 25 anos e desafio qual é o tesoureiro que possa dizer: "O José Wellington usou R$ 0,05 do caixa".

Esta é uma questão delicada. Conheço pastores que não ganham um centavo, mas TODAS as despesas são pagas pela igreja. Ou seja, dinheiro vivo não, mas faturas de cartão,  passagens, hospedagens, despesas com comida, gasolina, carro novo, casa de praia. Sem contar que ele é presidente de uma Convenção com 2.300 igrejas que, certamente, supre todas suas necessidades.

E da Convenção?
São R$ 7 [milhões] ou R$ 8 milhões. É muito pouco. A nossa contribuição mensal é R$ 5 por mês [por obreiro], vou aumentar isso aí. Cada igreja tem a sua autonomia administrativa. Lá em São Paulo, essas 2 mil e poucas igrejas, essas todo o dinheiro vem para o Belém [central da congreção de Wellington em São Paulo]. E ali a gente administra e repassa para as construções e compromissos da igreja.

Acho que é 7 ou 8 milhões por ano.

A maior parte que vocês juntam é gasto com o trabalho social? Tem muita gente que acha que as igrejas evangélicas servem para enriquecer os pastores.
Fui comerciante em São Paulo, e quando saí, não saí rico, mas com uma vida econômica estável. E o que eu tinha eu conservei até agora. Eu tenho algumas propriedades, eu já tinha uma boa casa onde morar, carro novo, caminhão. Não joguei fora, conservei. Mas digo por experiência: se alguém pensa em ser pastor para ganhar dinheiro, pode procurar outra profissão. Estou falando pastor, não estou dizendo essa turma que vive explorando, arrancando dinheiro do povo. A Assembleia de Deus não faz isso.

Exceto os casos pontuais...

Com esse crescimento da igreja, e à luz do que ocorre com o Feliciano, o senhor sente um aumento do preconceito contra os evangélicos no Brasil?
Não, ao contrário. A minha geração, quando eu era criança, eu me recordo muito disso aí, quantas vezes os irmãos iam dirigir cultos ao ar livre, e terminava debaixo de pedradas, jogavam pedras, jogavam batatas, ovos, cebolas, era um negócio tremendo. Nós sofremos isso aí. Na época, nas cidades do interior do Ceará, se somavam um chefe religioso, um delegado de polícia e um juiz de direito e os três... Templos nossos foram destruídos, entravam nas casas do crentes, arrancavam as bíblias, faziam fogueira de bíblias nas praças, isso aí nós chegamos a conhecer no meu tempo. De lá para cá melhorou muito. Por que? 

Infelizmente nosso amado presidente não percebe que agora há a operação da mídia junto com alguns movimentos sociais para solapar nossa liberdade religiosa. Estamos voltando aos velhos tempos.

Ontem, nossa penetração social era classe D para baixo. Hoje, pela graça de Deus, conseguimos alcançar uma classe social mais alta. A nossa igreja tem juiz de direito, tenho 14 netos e todos eles formados, quatro médicos. Então essa penetração social, ela mudou a visão da Assembleia de Deus. Esse problemazinho do Marco Feliciano é muito mais de enfeite da mídia e um pouco de proveito dele.

Por que não enquadrá-lo [Feliciano]? Afinal está usando o nome assembleiano neste aproveitamento!

Às vezes, parece que ele está sozinho.
Nós temos por ele muita amizade e queremos o melhor para ele. Agora, não fomos nós que o indicamos para presidente da Comissão. Agora, já que ele está lá, vamos procurar dar um respaldo. Desde que também ele tenha um comportamento que não venha a comprometer a igreja.

Há algum tempo ele já faz isto.

Essa campanha [para a Convenção] é parecida com a de uma campanha política?
Infelizmente, é. Não era assim. Eu me recordo de quantas vezes eu me reunia com as lideranças da nossa igreja numa convenção, não tão grande quanto essa, e os candidatos ali e nós votávamos por aclamação e OK.

Tempos bons aqueles, não precisava de confronto... Por aclamação as coisas se resolviam. Depois que a representatividade aumentou... Vamos focar, então, a próxima eleição. Se só Samuel Câmara se apresentar, nós aclamamos!? Um dos amigos do presidente já disse que não há ninguém na AD com capacidade (vejam que indigência!) para confrontar o paraense. Como o Pr. José Wellington não poderá, regimentalmente, se candidatar, faremos a aclamação?

Uma palhinha de hebraico, por falar em casamento bíblico...

A lição da EBD hoje é sobre o casamento bíblico. No texto de Gênesis 2:22 lemos, em hebraico:

Traduzido, basicamente, de duas formas:


E da costela que o SENHOR Deus tomou do homem, formou uma mulher, e trouxe-a a Adão (Almeida Revista e Corrigida Fiel)

Com a costela que havia tirado do homem, o Senhor Deus fez uma mulher e a trouxe a ele (Nova Versão Internacional) 

Aquela palavra destacada é, portanto, o verbo banah, traduzido no sentido de Deus criar algo. Há, pelo menos, duas outras palavras para criar. Uma é bara:


o verbo da criação original a partir unicamente da Palavra divina, como em Gênesis 1:1. Outro é asah:


utilizado para criações a partir do que já existe, no sentido de transformar, como em Gênesis 3:21.

Ora, banah é o verbo usado para construir, especialmente, uma casa. Das 39 ocorrências, somente uma não se aplica diretamente a uma casa, edifício, templo ou palácio. Assim, naqueles tempos primevos, o alvo de Deus já era o lar. Contrariando toda expectativa progressista dos nossos tempos.

BACON, Betty. Estudos na Bíblia Hebraica. Edições Vida Nova, 1ª Edição, 1991.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Não tinha pensando nisso ainda...

Pesquei num blog amigo, de relance, uma faceta da perseguição à Feliciano por parte dos evangélicos, Rede FALE, etc. Seria por que ele é pentecostal (apesar de estar mais para neopentecostal)? Interessante a questão. E isto justificaria uma zanga de um grande luminar reformado quando argumentei com ele. Foi gentil com todo mundo, mas comigo baixou o sarrafo. Ah! Bom...

Resultado final da CGADB

Pescado do Facebook do Pr. Jairo Elin. Destaque para meu Pr. Roberto José, quase tantos votos quanto Pr. Samuel Câmara, para a 5a Secretaria (Ainda veio um coitado de uma certa Convenção dizer que ele compraria votos, referindo-se à eleição passada... É brincadeira?). Não deixe de ler a análise no próximo post.

Resultado final Eleições CGADB

Presidente:
1) JOSÉ WELLINGTON BEZERRA DA COSTA (SP) – 9.003

2) SAMUEL CÂMARA (PA) – 7.407

1º Vice-presidente (Região Sul)
1) UBIRATAN BATISTA JOB (RS) – 8077
2) IVAL TEODORO DA SILVA (PR) – 7558

2º Vice-presidente (Região Centro-Oeste)
1) SEBASTIÃO RODRIGUES DE SOUZA (MT) – 7916
2) SÓSTENES APOLOS DA SILVA (DF) – 7505

3º Vice-Presidente (Região Norte)
1) GILBERTO MARQUES DE SOUZA (PA) – 9.995
3) JONATAS CÂMARA (AM) – 6.860

4º Vice-presidente (Região Nordeste)
1) JOSÉ ANTONIO DOS SANTOS (AL) – 7.385
2) PEDRO ALDI DAMASCENO (MA) – 6086

5º Vice-presidente (Região Sudeste)
1) TEMOTEO RAMOS DE OLIVEIRA (RJ) – 5993
2) ELYEO PEREIRA (RJ) – 6.897

1º Secretário (Região Sul):
1) PERCI FONTOURA – 7.624
2) NILTON DOS SANTOS – 7.459

2º Secretário (Região Centro-Oeste)
1) ANTONIO DIONIZIO DA SILVA – 8.122
2) LUCAS ARAÚJO DE SOUZA – 6.999

3º Secretário (Região Norte)
1) PEDRO ABREU DE LIMA – 7.523
2) OTON MIRANDA DE ALENCAR – 7.222

4º Secretário (Região Nordeste)
1) ROBERTO JOSÉ DOS SANTOS – 7.405
2) MANOEL MONTEIRO – 7.224

5º Secretário (Região Sudeste)
1) JONAS FRANCISCO DE PAULA – 6.932
2) ISAIAS LEMOS COIMBRA – 6.141

1º Tesoureiro (Região Sudeste):
1) IVAN PEREIRA BASTOS – 7236
2) JOSIAS DE ALMEIDA SILVA – 1608
3) REGINALDO CARDOSO DOS SANTOS – 399

2º Tesoureiro (Região Sudeste):
1) ALVARO ALEN SANCHES – 7.868
2) NEHEMIAS GASPAR DE ARAÚJO – 7.674

Conselho Fiscal:
1ª Região (Região Sul):
1) JERÔNIMO DOS SANTOS – 8.202
2) JOSÉ POLINI – 7.243

2ª Região (Centro-Oeste):
1) GEOVANI NERES LEANDRO DA CRUZ – 7.977
2) RINALDO ALVES DOS SANTOS – 7.265

3ª Região (Norte):
1) JOEL HOLDER – 4.994
2) JEDIEL LIMA – 7.161
3) ISAMAR PESSOA RAMALHO – 2.595

4ª Região (Região Nordeste):
1) ISRAEL ALVES FERREIRA – 7.232
2) ANTONIO JOSÉ DIAS RIBEIRO – 7.935

5ª Região (Região Sudeste):
1) EDSON EUGÊNIO VICENTE – 6.163
2) LUIZ CEZAR MARIANO SILVA – 6.278
3) SAMUEL RODRIGUES – 1.986

Prós e contras e outras coisas


Como previmos aqui o Pr. José Wellington foi reeleito. Com 1.596 votos de diferença venceu, pela terceira vez, o Pr. Samuel Câmara. O primeiro obteve 9.003 votos e o segundo 7.407. Os dez leitores do blog sabem que não torcia nem por uma nem outra alternativa. Gostaria de uma Terceira Via. Não, apenas, mas a quarta, a quinta, a sexta... Quanto mais candidaturas tivéssemos, mais poderíamos arejar o árido ambiente assembleiano. Afinal, nossa igreja é maior do que duas candidaturas apenas.

A eleição do Pr. José Wellington traz algumas vantagens e desvantagens. Não vou enumerá-las por gosto, algumas soam descabidas, mas...:

1) Ele não é falastrão como o Pr. Samuel Câmara. Para uma denominação cheia de contrastes é uma virtude não falar muito. Quem sabe se o Pr. Samuel gritasse menos... Nossa AD não convive bem com as críticas;

2) Ele não é inovador. As inovações são boas, mas trazem o custo da mudança. Numa denominação comprimida entre a missão e a mudança, e que não desempenha a contento nem uma coisa nem outra, visto que simplesmente não há plano de evangelismo nacional, é melhor correr atrás da missão. Os ventos das novidades podem esperar!?

3) Ele não interfere. A reeleição é uma excelente notícia para a balbúrdia das Convenções Estaduais. Poderão continuar os litígios e desavenças, que ele não irá intervir. Por outro lado, uma provável intervenção em algum dos feudos estaduais resultaria em mais Convenções Gerais. Já nos fragmentamos demais. Nepotismo, personalismo, desvios doutrinários, (des)governança corporativa, desunião são temas aos quais ele foge ou dá de ombros. Noventa e nove por cento de chance de continuar do mesmo jeito. As Assembleias de fundo de quintal podem ficar tranquilas também;

4) Ele não pode se candidatar novamente, não, ao menos com as regras de hoje. Mas, também, não estará preocupado em suscitar novas lideranças para sucedê-lo. O mais provável será a indicação de um dos filhos, como soy acontecer Brasil afora. Aliás, a CPAD também ficou em família...

Outras coisas

1) Cada ministro decidiu o destino de cerca de 731 pessoas, levando em conta o número mais pessimista de 12 milhões de membros. Somando os votos válidos temos 16.410 votantes. Basta dividir. Isso é muito ruim, porque não reflete a realidade média de nossas igrejas, de cerca de 300 pessoas. Precisávamos de 40 ou 50 mil homens. O problema é que as eleições não são descentralizadas, aí quem trabalha como eu e outros milhares não pode participar. Por desconfiança das Convenções Estaduais para centralizar as votações, por pura miopia ou diletantismo, não há a possibilidade de mudança a médio prazo.

2) Esperava-se 24.000 presentes, temos, então, um déficit de 7.590 votantes!?

3) Foi ventilado o valor de 12 milhões somente para um dos candidatos fazer sua campanha. Quem poderia, dadas as regras atuais, lançar-se ao mar? O certo seria estabelecer novas regras de campanha que evitasse a polarização e, quem sabe, um financiamento razoável. Mas quem vai se preocupar em criar cobras, não é?

4) Algumas convenções levaram poucos participantes, não obstante seu tamanho alardeado. Desinteresse? Certeza de que o jogo já estava ganho? Novamente, o problema da centralização das votações;

Espero que os postulantes não pensem tão cedo na próxima eleição. É hora de trabalhar e há muito o que fazer! Vamos aguardar o restante dos números. Por falar neles, uma negação os sites afeitos (http://41agocgadb.blogspot.com.br e www.cpadnews.com.br)

terça-feira, 9 de abril de 2013

Oração unusual numa terça-feira


Pai, te adoro nesta manhã. Não tenho maestria nas palavras - de que adiantaria isso diante de ti que reges as línguas de todo o mundo? - mas te rogo por algo que me inquieta. Precisamente hoje, meu pastor estará ministrando na AGO, em Brasília, capital do meu amado País. Sabes a que evento me refiro. Sabes também quantas motivações diferentes, algumas destoantes de tua vontade, se acercam de lá. O que peço, porém, de agora em diante pode ser fruto de minha cosmovisão falha e distorcida, perdoa-me e faz com que teu Espírito transtorne para meu bem aquilo que sem sabedoria falar. 

Oro, em primeiro lugar, para que tu uses o teu servo. Que sua prédica seja não apenas homilética, polida, medida segundo seu humano pensamento. Que ele seja porta-voz nesta manhã de uma mensagem direta de tua parte. Que ele não tema, nem se espante consigo, quando tua Palavra for ministrada e ele observar que palavras e assertivas não previstas começarem a brotar de sua boca, como flechas agudas cheias do Espírito Santo. 

Sei como os interesses podem ser divergentes, mas, por um milagre que só tu, Senhor, sabes fazer, todos os ministros sejam inquietados para ouvir a palavra. Não porque é este teu servo, mas porque queres falar, Senhor! Que as compras sejam frustradas, os passeios interditados, a acomodação incomodada, o sono interrompido. Leva-os, como levaste o teu povo à tua Lei, e a Lei ao teu povo, na passagem de Esdras, em Neemias 8. Que o souvenir seja uma ministração tal que deixe marcas profundas na alma dos participantes. Não hesites, Senhor, em deixar marcas físicas, curando e operando poderosamente.

Que todos os líderes chorem e se quebrantem diante da tua Palavra, ante a constatação do que tem sido feito à tua Igreja, através da utilização indiscriminada da denominação assembleiana. Os inúmeros rachas sejam levados à consciência. Que inimigos se abracem e chorem sua desgraça e seu vão apego ao poder. Que aqueles empolados em seus cargos e anseios sejam alquebrados, nem que tenhais de escrever em paredes! Que um verdadeiro avivamento se abata sobre o teu povo e dê causa a uma guinada em nosso País. Se Brasília é o coração é ali, Senhor, que te peço, começa tua obra em nossa amada denominação!

Posso ser idealista diante de Ti, mas não custa sonhar. E sonhando abraçar as promessas. Assim, ó Deus, concluo pedindo que haja paz no seio assembleiano. No mundo já há tantas guerras e ameaças. Nós não precisamos de mais animosidade e distensão. Haja paz na eleição. Haja paz na AGO. Que o teu sangue, Senhor, repreenda o inimigo para bem longe de tuas hostes. Que todo interesse humano seja reputado como lixo. E assim o teu nome seja glorificado. Amém!

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Ih!!! Parece que o pessoal não entendeu...

Hoje, houve uma sessão solene em prol da AD na Câmara dos Deputados, aproveitando que AGO está em funcionamento em Brasília. O que seria uma sessão para homenagear a maior denominação brasileira descambou para a defesa solene de Marco Feliciano. Isso é muito ruim. Porque, entre outras coisas, encampa a polêmica e somatiza os problemas que já enfrentamos. Seria muito bom que nossos líderes compreendessem isso. Mas tem gente que gosta de brincar com pólvora. Fazer o quê?

Outra nota triste vai para Nilton Capixaba, que apesar do nome é do PTB de Roraima. Ele afirmou o seguinte: ...se não fosse a bancada evangélica e seus mais de 70 integrantes, várias "coisas desagradáveis" já teriam acontecido para as famílias e os evangélicos. É aquela velha história contada aqui no blog. Eu lembro até de um momento da história do Brasil, a famigerada Lei do Som, cujos pontos contrários às igrejas foram vetados pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso. Não sem antes apoiá-lo em mais cinco anos. A matéria passou pela Câmara, pelo Senado, e prestes a ser promulgada, nossos representantes descobriram o risco.

Se eles não nos defendessem... Ou se não fora o Senhor (Salmos 124)?

sábado, 6 de abril de 2013

20.000 léguas submarinas

Imagine que você, um dos meus dez leitores, está na praia. A água é caribenha, de um azul magnífico. Você molha os pés, se sente à vontade, mergulha, nada, se delicia. Mas é apenas um nível do imenso mar que circunda o lugar aonde você está. Ou seja, aquilo que você vê um pequeno relance do que realmente é. A vinte mil léguas submarinas um verdadeiro jogo de sobrevivência envolve desde os mais minúsculos seres até os grandes tubarões e baleias. A cada légua os atores mudam, o cenário se diversifica ou escasseia, as brigas são mais sutis ou mais incríveis. A alimentação é apenas o detalhe mais significativo do cenário. Certo, certo, tem sempre alguém maior querendo engolir o menor, mas não é só isso. É preciso demarcar território, guardar proles, respirar, observar se o coral está morrendo, se a temperatura está subindo, o humor da maré e uma série de outros eventos em função dos quais as dificuldades aumentam ou diminuem. O mundo que nos cerca é assim. A igreja é assim. A vida cristã é assim. Enquanto uns brincam na praia, as batalhas mais ferozes ocorrem em cantos escuros e insólitos do imenso oceano.

Na praia chamada Brasil - porque cada praia do mundo evangélico tem sua própria filmagem spielbergiana - dois eventos se desenrolam. Um é o conhecido caso do pastor que está deputado, que catalisa todas as atenções. Já falamos aqui sobre inúmeras lições do episódio, mas a cada dia novos lances são acrescentados. Uma vertente pouco desbravada é a da relação da mídia com a igreja. Não custa, de partida, lembrar que havia e há uma simbiose. As igrejas e os pregadores querem seus quinze minutos de fama, não somente para angariar dízimos e ofertas, mas também para satisfazer ao ego. Só esqueceram de acertar quanto seria a fatura. Não existe almoço grátis! Muitos interlocutores venderiam a mãe para serem entrevistados num programa das grandes emissoras ou para ter um programa nelas. Não importa se a entrevista fosse editada ou desse relevo aos piores aspectos. Numa tentativa de enquadramento do foco já houve até pastor cobrando da Globo espaço. Já que a Vênus platinada tem seus tentáculos no Brasil todo... só que tudo isto custa caro. E não apenas dinheiro, mas valores que não podem ser medidos em reais.

Há vários posts aqui sobre o amor que a imprensa nutre pela Igreja. É utilitarista e pragmático, caricatural e estereotipado. Retorno financeiro é sempre o fiel da balança. Se não há retorno... nada feito. Por vezes, e esta é síntese que poderia fazer do momento, é a má notícia que conta. Não há dia, inclusive, quando a comissão não funciona (salvo engano, se reúne somente às terças, ao menos agora sabemos que dia o faz!?) que não saia notícia ruim na imprensa. Não estou defendendo o pastor. Suas declarações são atrativamente negativas, apesar de concordar com boa parte delas. O problema é que na praia, meus dez amados leitores, tem espécimes que se alimentam exclusivamente de lixo! E algumas dessas espécies parecem tão apetitosas à mesa. É o caso do camarão.

Ontem, o deputado ostentara um diploma de defensor de direitos humanos destas entidades que só existem para a idiossincrasia representativa. Aquela falsa sensação de importância, tão momentânea quanto a paisagem vista agora da janela. Mas há quem veja nisso alguma vantagem. Sabem aqueles casos dos amados irmãos que colocam um adesivo Autoridade Eclesiástica? Como se lhes conferisse alguma autoridade sobre a terra**? Hoje, pressionado pelas notícias de que a pessoa que lhe conferira o diploma é um conhecido criminoso, retirou a prebenda. Eu já vi esse filme com outros títulos, até mais pomposos e conceituados... mas deixa pra lá. Sigamos com o raciocínio.

Não há a mínima possibilidade desse jogo ser ganho do lado de cá. Na dinâmica do processo não está prevista esta possibilidade. Quem não lembra do Pr. Marcos Pereira? Entrevistas em horário nobre para expor seus, digamos, métodos de cura, tratamento de drogados e o dia a dia das congregações. Depois, denúncias atrás de denúncias. O jogo não é para amadores. Pra piorar, o mais contraditório: enquanto xingamos a Globo, por exemplo, dezenas de empresas evangélicas firmam parcerias com empresas que pertencem ao mesmo grupo para eventos e apresentações. Enquanto fazemos biquinho para a cobertura televisiva do caso Feliciano, artistas consagrados se entregam aos quitutes dos grupos midiáticos. Enquanto certos pastores falam cobras e lagartos em seus programas, para consumo de membros ingênuos, almejam aparecer nas vitrines de tais operadores.

Outra área da praia que precisa ser analisada é a da relação entre política e igrejas. Já falamos bastante do assunto aqui, procurem na busca do blog. O pastor Feliciano, tenha uma teologia capenga ou não, é mais útil à igreja como deputado ou como pregador? Ele prefere a primeira opção, mais de duzentas mil pessoas concordam com ele, entre estes pastores e líderes. Outro tanto elegeu outros representantes. Sendo que o saldo é que muitos outros ou se apagaram, como Hidekazu Takayama, ou se corromperam. Quando nada acontece do lado de lá, no de cá há os desgastes das indicações apadrinhadas, das benesses recebidas de forma oculta e dissimulada, que arranham reputações e trazem divisão e desunião. Um carro para um filho, um emprego para uma esposa, um cargo comissionado para o líder (que nem aparece para bater ponto, só vê o crédito na conta), um milheiro de telhas para uma congregação, um terreno, uma sala, uma contribuição mensal. Há quem cresça os olhos, tanto que as peças do tabuleiro de indicações já se movem (Feliciano está em franca campanha!). Não penso assim. Sem querer dar ideia, se a imprensa, nestes tempos de radicalização da ojeriza nutrida contra os evangélicos, fosse investigar o relacionamento político das igrejas com os governantes de turno, não sobraria pedra sobre pedra.

Alguns brincalhões inocentes, entre uma onda e outra, afirmam que o problema é a infantilidade de Feliciano. Mas quem não lembra do experiente e experimentado Caio Fábio? Aliás, o pastor é um exemplo acabado do trinômio igreja, mídia e política. Jogaram o dossiê Cayman em suas mãos, ele surfou com a possibilidade, depois quebrou a cara na areia. Nem vida pessoal, nem Igreja, nem política. Assim tem sido, via de regra. Outra colocação recorrente nos meios de comunicação é que a indicação do parlamentar obedeceu à sórdidas negociatas políticas. Não duvido, mas além destas, há a negociata da fé. Da praia não vemos nada disso...

Portanto, esta balbúrdia toda pode ser uma mensagem de Deus com dois conteúdos distintos:

Não quero minha igreja na mídia - A Assembleia de Deus, por exemplo, se expandiu por todo País, contando somente com a ajuda de Deus e dos seus aguerridos pregadores. Friso, somente, porque já há quem ache de pequeno tamanho tais recursos. Aproveitar oportunidades, de maneira sábia e sensata, difere radicalmente de promiscuidade e negociação de valores éticos. A busca de resultados que agrade aos homens fatalmente vai resultar em desagradar a Deus.

Não quero minha igreja nesse jogo político. Aqui me lembro de uma liderança que, ao apresentar suas indicações políticas, fazia um jogo de palavras dizendo que a Igreja não precisa de quem a defenda, mas de quem a represente. Pelo sim, pelo não, os apresentados se perderam no caminho e muitas das trapalhadas feitas por eles anos atrás repercutem até hoje. Nem representaram, nem defenderam, a não ser o próprio quinhão.

Para não cansar os que chegaram até aqui, todas estas ponderações deveriam reverberar num outro evento, a AGO da CGADB em Brasília, na próxima semana. Mas, infelizmente, a 20.000 léguas as brigas mais inconfessáveis estão se travando entre os dois postulantes e seus simpatizantes. O ajuizamento de ações na Justiça por este ou aquele mal procedimento tornou-se corriqueiro. Os ânimos se exaltam, os interesses afloram. Assim como 40 anos não bastaram a Israel no deserto, 100 anos não nos ensinaram a superar desafios. Dizem os exploradores que a partir de determinada profundidade no mar, o que mais se vê são esqueletos de baleia e outros grandes animais. Grandes, mas mortos, miseravelmente insepultos. Enquanto o camarão, o siri, o caranguejo se alimentam. Depois os comemos tão gostosamente. Quase nenhum dos grandes aparece na praia. Na profundidade, morrem em silêncio. No silêncio aonde são lançados todos aqueles que se esquecem de Deus.

No mar desta vida, também já pesquei
Do lado errado, em vão minhas redes lancei...

* Existem até carteiras. Já pensou pastor dando carteirada? Sem contar que qualquer um pode comprar, não há órgãos que controlem a emissão das tais!!!
** A parte mais engraçada do adesivo é que tal portador exerceria algum poder divino, mas quer ter autoridades sobre o mundo dos homens!!!?

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Curso rápido dos nossos tempos


Neste fim de semana deem uma lida neste excelente artigo do Reinaldo Azevedo. Ele ajuda a entender boa parte das coisas que afetam nosso País no momento. Não percam!

terça-feira, 2 de abril de 2013

Outro lado da questão...


Quem sabe com uma pressãozinha alguns líderes não esfriam os ânimos? Quase todos empolados, com sede de poder, só pensando em eleição, no que vão fazer se eleitos, quem pisar, quem punir, quem engrandecer... Aí Deus permite que uma bronca dessa caia no nosso colo... Não que deseje o mal, longe de mim. Não desejo para quem não simpatiza comigo, quanto mais para minha denominação. Mas é aquela história: se o juízo deve começar, que seja pela casa de Deus.

Apertados podemos voltar nossos olhos para Deus e colocar os joelhos no chão. Quem sabe somente com os urros do lado de fora, nos poremos a orar!?

Também sei que para muitos nem isso será suficiente... Deus endurece a quem quer. Ai de quem Ele endurece. Por via das dúvidas, já comecei a orar...

Ai, ai, ai, ai, ai...


Além de toda pressão da eleição em Brasília, na próxima semana, tem um probleminha que eu não tinha percebido até uma entrevista de Feliciano dada ontem à Folha. Ele aguarda o apoio maciço de 24.000 pastores à sua causa. Perguntado de que forma os evangélicos estariam se mobilizando para apoiá-lo, foi enfático:
- Daqui a duas semanas, 24.000 pastores estarão aqui em Brasília...
- Eles estarão lhe apoiando? - pergunta o repórter
- Sim, eles estão me apoiando.
Se a CGADB quiser fugir vai ser fustigada por deixá-lo ao sol. Se apoiar engolfa a polêmica. Os holofotes, por óbvio, não interessam à CGADB por conta dos percalços da eleição. A imprensa, agora, estará de olho para saber se nas reuniões e plenárias alguém irá declarar apoio a Feliciano. Vai que um radical xiita dá uma entrevista bombástica. Não estou dando ideia, mas qualquer suspiro será levado em conta.

Colateralmente, todos os passos da eleição estarão sendo acompanhados com lupa, tudo que muitas pessoas não queriam. E ainda tem as passeatas dos simpatizantes do movimento gay. O correto seria mudar o local da eleição, pois não há momento mais crítico. Porém, a esta altura é simplesmente impossível.

A coisa tem potencial explosivo.

Se já não haviam problemas...

A entrevista está aqui.

domingo, 31 de março de 2013

sábado, 30 de março de 2013

Desafios do nosso tempo!

Para fazer o download clique em Desafios do nosso tempo no rodapé da apresentação. Quando aparecer a próxima tela, clique em Save.

terça-feira, 26 de março de 2013

Tic-tac!


Tudo que Inocêncio quer é cultuar tranquilo. Mas, há sempre algo que dá errado. Ele encasquetou com um comportamento meio estranho. É o seguinte: o dirigente do culto dá oportunidade a um grupo, sendo beeem específico na hora de falar. Por exemplo: Vamos ouvir os jovens! Ora, desde sempre jovens é um grupo de moças e rapazes, pequeno ou grande a depender do tamanho da Igreja, mas sempre um grupo. Inocêncio fica furioso porque, embora os hinos sejam conhecidos e todos possam ser ouvidos em coro, há sempre um engraçadinho ou engraçadinha que corre pro microfone e canta por todo mundo.

Porque tenha uma boa voz, porque o maestro é incauto, por aproveitamento, enfim, Inocêncio não consegue adorar com o hino cantado, porque fica ali engasgado com esse negócio. Ele até tentou visitar outras igrejas e é a mesma coisa. Até chegou ao cúmulo de alguns dos cantores e cantoras de microfone dentro do grupo cantarem feio à beça. Desentoados, errando a música. Mas ninguém desiste da prática.

Será que Inocêncio está errado?

domingo, 24 de março de 2013

A EBD é uma escola de profetas, hoje?

Meus dez leitores hoje a lição é sobre as escolas de profetas. Se estiverem afim de ler um texto longo, vamos lá. Há indicações de que tenham funcionado em Gibeá, Gilgal, Ramá, Betel e Jericó. Eram instituições de mentoria, treinamento, despertamento e identificação de talentos. A nata dos professores geria e ensinava em tais lugares. Com razoável probabilidade gravitavam ao redor de escribas e especialistas da Lei. Sobretudo, porém, eram lugares de demonstração prática. Não, não, eram nenhuma Hogwarts, aonde os Harry Potters de Israel aprendiam mágica. Aprendiam a servir a Deus! Ser profeta não era essa vida de oba oba que ouvimos e lemos hoje em dia. Esse negócio de profetizar para os irmãos nos bancos não casa com a vida diária dos tempos bíblicos.

Aí, perguntamos: A EBD é uma escola de profetas, hoje?

A pergunta é pertinente porque é a assertiva que o comentarista quer nos fazer crer. Eu poderia aderir a ela sem percalços, se não conhecesse um pouco o funcionamento estrutural de nossas EBDs. Depois, ele estende sua abordagem a seminários teológicos e afins. A premissa, apesar de interessante, rui facilmente.

Pra começar há o fator Brown x Smith x EBD. É uma conhecida história, espalhada hoje em muitos blogs sobre a lição. Resume-se ao seguinte: Sendo Mr. Brown um executivo ele não selecionaria alguém para um cargo em sua empresa, senão com um currículo exemplar. Mas o mesmo senhor sendo um dirigente de EBD selecionaria qualquer pessoa como professor, baseado apenas na necessidade e na disponibilidade. Tal padrão acarreta termos, por vezes, pessoas despreparadas à frente das classes.

Algumas considerações precisam ser feitas antes de prosseguir:
a) Para a empresa, Mr. Brown está pagando. Na EBD o trabalho é voluntário. Não há como exigir sequer que os alunos venham;

b) O quadro que temos hoje é que pessoas preparadas simplesmente não querem ser professores de Escola Dominical. Por conveniência, pois já passam a semana à frente de classes seculares. Por falta de compromisso, por preguiça e por várias outras razões, profissionais preparados pedagogicamente não estão disponíveis na maioria das igrejas;

c) Poderíamos, neste quesito, nos socorrer dos seminaristas. Boa parte deles, porém, acha raso o assunto da lição, não quer o compromisso de assumir uma classe e prover alimento espiritual semanalmente ou, simplesmente, não quer. Deveria ser obrigatório que seminaristas assumissem cargos em geral nas igrejas, ainda que de menor monta, mas, especialmente, no ensino. Normalmente, as igrejas os deixam à deriva. Uma entrevista básica de admissão num seminário deveria ser algo assim:

- Prezado, o senhor desempenha algum cargo em sua igreja?
- Não, nem quero, sou muito humilde...
- Então, o senhor não pode estudar conosco.
- Mas, eu gostaria...
- Se o senhor quer, a condição é estar envolvido com algum trabalho em sua igreja. Comece pela EBD. Vamos contactar seu pastor para saber como vai seu envolvimento lá...

Muitas aulas inaugurais de turmas em seminários são desanimadoras. O mantra é: - Vocês não estão aqui para serem pastores... O que se quer não é despertar profetas, mas desnortear ânimos. O resultado desta omissão é que os seminaristas se formam, e se tornam meros corretores das pregações e do que se diz nas igrejas a partir do banco. Não se engajam com os trabalhos mais difíceis, não se envolvem nos trabalhos em geral. Atraindo, apropriadamente, a ojeriza dos demais membros para os teólogos e para a teologia.

É o caso das irmãs. As admitimos em nossos seminários teológicos, passam por, absolutamente, todas as matérias (que ninguém é burro de fazer um currículo seletivo), muitas delas se destacam nas notas, etc. No fim das contas pra que servirá este aprendizado? Aprimorar o crochê!? Mal tem oportunidade ao púlpito. Pra quê aprenderam homilética, se não iam pregar? A esquizofrenia é tal que podemos ter professoras de seminário, mas não dirigentes de EBD! Por que então ensiná-las Administração Eclesiástica? Para administrarem seus lares?

Em seguida, propomos uma questão crucial: Onde estão os líderes no domingo pela manhã? Pastores, evangelistas, presbíteros, diáconos, dirigentes via de regra estão descansando. Enquanto se pede que a igreja vá à EBD. Notem que não estou generalizando, mas, observem a frequência de tais pessoas e chegaremos a conclusões alarmantes. Como iniciativa prática, nas igrejas que auxiliamos temos uma caderneta especial com o nome de todos líderes, mais dirigentes de evangelismo e auxiliares locais. Se eles não podem vir à EBD, os demais não virão! Depois não reclamemos de quão ocas são as prédicas.

Por fim, para não me estender que o tempo é curto, temos a questão intestina da estrutura da EBD. Acha-se dinheiro para fazer um aniversário de um orgão, mas não para comprar quadros. Tomemos um pequeno convite de R$ 2,50, multipliquemos por 50 e temos: R$ 125,00. Algo que poderia ser feito num pequeno ofício e copiado a R$ 0,10! E olhem que esse convite será jogado no lixo em poucos dias. Gasta-se R$ 1.000,00 facilmente num evento, mas não se vê como investimento a doação de lições para os menos favorecidos. A compra de material pedagógico é um fardo para muitos líderes, mas se gasta muito dinheiro em festas e comemorações. Algo que passa e precisa ser repetido todos os anos. Já o ensino tem repercussão eterna.

E eu nem falei da ausência de salas adequadas em muitas igrejas...

Abaixo o link de um e-book nosso sobre Jonas, que aborda alguma das funções das escolas de profetas.


quinta-feira, 21 de março de 2013

Mais lições do caso Marco Feliciano...

Outra óbvia lição do caso Feliciano é que nossos colegas pastores, sem generalização, mas em sua grande maioria, não são capazes de nos defender, nem mesmo separando a pessoa do intento ou do posicionamento. A vergonhosa atuação da Rede FALE no caso prova que a omissão e o adesismo é o melhor que podem fazer. Que condenem as atitudes de Marco Feliciano é plausível, mas deixá-lo queimando em fogo brando sem assumir uma posição é absurdo. Isso ocorre por algumas razões.

Em primeiro lugar, o povo evangélico não é politizado. É um povo político, mas não foi ensinado a votar em propostas, apoiar posicionamentos. As candidaturas evangélicas são postas e, quase ninguém, questiona. Não se separa o que é democracia do que é teocracia dentro das igrejas. Uma coisa é a autoridade pastoral, teocrática por natureza, outra coisa é o pastor no exercício desta autoridade impor o nome de um apaniguado, exigindo que se vote neste ou naquele nome, sem maiores justificativas. É como se o pastor decidisse gastar o dinheiro (um vão item humano) da congregação como bem entendesse, só porque ele seria um enviado divino.

No livro Os votos de Deus: evangélicos, política e eleições no Brasil, Editora Massangana, esta temática é discutida com riqueza de detalhes. No exercício democrático algumas pessoas podem divergir da escolha. Mormente pastores e líderes deitam um olhar teocrático sobre o assunto e os descontentes são tratados como rebeldes. Não são raras as histórias de pastores retirados de campos, de pessoas suspensas de atividades e até preteridas posteriormente, por não apoiarem candidaturas oficiais. Outrora, havia até disciplinas quando os ânimos se exaltavam!

Esta ausência de politização também afeta o ministério. Em conversa com determinado pastor, que auxilia várias congregações de nossa Convenção, ouvi o seguinte comentário: Quem não apoiar o candidato X, após sua eleição não vai poder cobrar nada. Retruquei: Mas o candidato X, se eleito, não vai governar para os que o elegeram apenas, mas para todos os eleitores da cidade. Este mesmo raciocínio se segue às várias esferas da polis. O que dizer de candidatos que são eleitos por seus projetos assistencialistas? Por vezes, para ocupar um cargo legislativo. E o candidato vereador que promete calçar ruas e resolver problemas que só competem ao prefeito? E ele ainda encontra espaço no púlpito para defender a ideia!?

Aliás, por falar em púlpito é clara a transgressão da Lei, da ética e da lógica. O que se entende por democracia é a garantia da igualdade de opiniões. Se abro o púlpito a um candidato e não a outro, em igualdade de condições, jogo os princípios democráticos no lixo! Isso quando não se parte para a crítica aberta e abjeta aos demais candidatos.


Não se enganem, se Marco Feliciano fosse um operador de milagres e fizesse prodígios e maravilhas em nome de Deus, as Assembleias de Deus teriam orgulho de dizer que ele era um pastor da denominação, mesmo em sua condição marginal, pois que emancipado e independente das Convenções formais. Não me orgulho de ter dito isto, mas se a censura fosse implantada no Brasil, alguns dos primeiros a apóia-la seriam alguns pastores que não compreendem o valor da liberdade de expressão.


Muitos membros ficariam surpresos ao saberem que seus pastores não estão informados sobre o PL 122/2006, boa parte sabe vagamente o que pretende e ainda outros não seriam capazes de redigir 30 linhas coerentes sobre o assunto. A maioria da liderança, por exemplo, está indiferente à orquestração política com apoios dos ditos movimentos sociais, querendo usurpar nosso direito de decidir o que é bom ou desejável para nós. Talvez, por isso, seja tão fácil vir a nossos púlpitos, despejar promessas e salamaleques e só voltar na próxima eleição. Aos candidatos interessa uma igreja ignorante e apática a tais temas. E a alguns pastores também!

Para ler sobre a Rede FALE contra Feliciano, clique aqui.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Quando a burra de Balaão fala, parece ser mais virtuosa que certos crentes!

Espetacular o artigo de Reinaldo Azevedo sobre Feliciano e seus perseguidores. Seria muito bom que certos pastores (aqueles da Rede Fale!?) lessem. Trecho:
Eu insisto num aspecto, que fazem questão de ignorar em nome da defesa da “justiça”: há uma grande, uma gigantesca!, diferença entre combater o que pensa Feliciano e submetê-lo a verdadeiras milícias. O assédio não se limita ao Congresso. Estão fazendo manifestações em frente aos templos de sua denominação religiosa. Impedem ou perturbam o culto, mas asseguram: “Não é preconceito!” Não é? Em um dos vídeos, um grupo grita “saravá, saravá…” Pergunta óbvia: se um grupo de evangélicos interromper um culto num  terreiro de umbanda ou candomblé, será ou não acusado de intolerância religiosa?
Artigo todo aqui.

Você que se sente cansado para ir à EBD no domingo...

...veja este vídeo de recebimento de Bíblias na China. Muitos, nesta reunião, a vêem pela primeira vez na vida, uma vez que o livro não pode ser vendido nas livrarias. Observe, também, o que parece ser o prédio da igreja de lá. E tenha vergonha das muitas vezes em que deixou de ir à igreja por puro comodismo e indiferença. Tudo isto sem falar da perseguição promovida pelo Governo chinês.

Meus olhos se encheram de lágrimas...

Fonte: GospelPrime

terça-feira, 19 de março de 2013

Quanto dinheiro pelo ralo!?

Volto ao tema das TVs e rádios. Leio no UOL:
Pelo sexto ano consecutivo, a Band usa a mesma estratégia para tirar mais dinheiro do pastor R.R.Soares, para renovar o contrato de venda de horário de programação. O líder da Igreja Internacional da Graça já paga hoje cerca de R$ 8 milhões para ter 60 minutos em horário nobre diariamente. Segundo Ooops! apurou, a emissora quer subir esse valor agora para pelo menos R$ 10 milhões.
É... atirar com a pólvora dos outros é tão fácil. Só para efeito de comparação, construindo uma igreja a cada R$ 60.000,00, teríamos novas 133 igrejas em números redondos, a cada ano. Sem contar que Valdomiro paga R$ 20.000.000,00! Somássemos os dois...

Enquanto tiver gente para financiar o giro... Mais aqui.

segunda-feira, 18 de março de 2013

Burrice global ou estratégia?

Almoço, ontem, com família comemorando aprovação no vestibular de uma das filhas. Na TV, Regina Casé. Nosso programa é multireligioso, as grandes guerras, no fundo, foram causadas pela religião. Aqui somos da paz, etc, etc. Está aqui o Talles (aquele rapaz que não está interessado em cantar para evangélicos, diz que nem mesmo sua música é evangélica), o rabino David Weltman, Carlinhos Brown, Clareou, etc. Numa clara demonstração de ecumenismo religioso, de confluência. MAS, não se anime. Saracoteia pra lá e pra cá. Resultado: enquanto estávamos almoçando, coisa de 30-40 minutos, 80% da programação ligada ao candomblé.

O rabino se limitou a dizer que foi visitado por Regina Casé. Assim, ele se sente incluído. Thalles, no caminho de sua descaracterização total (eu já vi esse filme com o Catedral), já é da turma desde criancinha. Cantou aquilo que nas igrejas se chama corinho, de tão pouco tempo que gastou. Os demais dispensam apresentações.

Os bobinhos esquecem que a Globo SÓ pensa em faturamento. Aliás, todas as emissoras. Se a emissora global puder contar com alguns inocentes (não tão) úteis, melhor pra ela. Este espaço que eles dão é como uma concessão. Nós não merecemos, eles é que demonstram grandiosidade. Entenderam? A Globo passa um Carnaval todo transmitindo enredos consagrados aos orixás e aprovados por eles. Os apresentadores abrem programas falando axé. As missas católicas possuem horário fixo na programação dominical. Para nós sobram migalhas! Quando é que vocês ouviram no JN que monges budistas perseguem cristãos em Mianmar, Sri Lanka ou Birmânia? É sempre aquela imagem de paz e harmonia propagada pelos artistas budistas da emissora.

Por fim, está rolando na web um filme que deveria ser visto por todos. Vejam a tolerância da emissora com as opiniões contrárias. Essa entrevista passou na grade? Respeito à divergência nos olhos dos outros é refresco:

sábado, 16 de março de 2013

A esperteza evangélica


Leio no UOL que alguns chineses criaram uma camisa que simula um cinto de segurança. A argumentação é que os guardas estariam mais atentos aos que abusam da bondade da fiscalização. Tal aumento da atenção se daria em função da grande quantidade de acidentes, nos quais os ocupantes do veículo são arremessados para fora numa colisão.

O recurso é uma burrice. Não protege, efetivamente. É um cinto falso e enseja maior punição face à tentativa de enganar o agente. Por óbvio, é muito melhor estar com o cinto numa colisão do que sem ele. O cinto em questão nem resolve um problema, nem outro. É só uma distração.

Não é diferente com alguns crentes hoje. Estão em pecado? Fogem da igreja e do pastor. Houve um problema espiritual? Nada de buscar ajuda. Em quantas situações na Igreja tal analogia não se aplicaria? Do obreiro que não lê a Bíblia e chega embromando. Do cantor que não tem boa voz, fica empostando e insistindo com a plateia. Dos grandes problemas ministeriais. As pessoas põem camisas com cintos virtuais e seguem em frente. E o problema persiste.

Cada um esteja inteiramente seguro em seu próprio ânimo (Romanos 14:5b)

sexta-feira, 15 de março de 2013

Quem entende?

Eu sou muito burro mesmo pra entender essa dialética evangélica. A Globo promove um festival paralelo, critica os evangélicos e a turma ainda adere? Agora só falta colocar o Jean Willys pra cantar... A ausência de críticas à Xuxa [por seu comentário preconceituoso contra Feliciano] pelos cantores evangélicos começa a fazer sentido. Os artistas gospel não se envolvem em defesas de preceitos caros à fé. Pairam em auras. Vez ou outra cobram cachês para aparecer em um festival...


quinta-feira, 14 de março de 2013

Alertas do Papa

Não servem para nós, somos muito melhores... grifos meus:

Na sua primeira homilia, ele alertou para o risco de a Igreja se converter em uma "ONG piedosa", se não seguir os preceitos de Cristo. "Se nós não professarmos Jesus Cristo, nos converteremos em uma ONG piedosa, não em uma esposa do Senhor", disse Francisco ao comentar as leituras feitas na missa. 
"Quando caminhamos sem a cruz, edificamos sem a cruz e confessamos com Cristo sem cruz, não somos discípulos do Senhor. Somos mundanos, bispos, padres, cardeais, papas, mas não discípulos do Senhor." 
A primeira leitura foi um trecho do do livro do Profeta Isaias, em que destaca a importância de caminhar na luz do Senhor. A segunda leitura da missa foi extraída da Primeira Carta de São Pedro Apóstolo, que aborda o exercício do sacerdócio. 
Também foi lida uma passagem do Evangelho que cita Jesus Cristo dizendo a Pedro "Tu és pedra e renovareis a minha Igreja".
Mantive esta última frase por puro diletantismo. A imprensa entende tudo de Bíblia ou não? Nem na Bíblia Católica a tradução é renovareis....

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