Sexta-feira, Janeiro 27, 2012

Por que não elas?

Ora, dez leitores, sabemos que as mulheres não podem ser pastoras na maioria das denominações de nosso solo tupiniquim, em especial nas Assembleias de Deus. Assim como a jabuticaba, temos a seguinte invenção: elas existem às pencas em nossos seminários, ora como reitora, ora como professora, ora como coordenadora pedagógica. São inúmeras mulheres, como Ruth Dorris Lemos, já falecida, trabalhando para o crescimento teológico de nossos irmãos homens. São chamadas para conferências de Escola Dominical, para seminários e palestras de temas delicados como comportamento, sexualidade e traumas. E há as milhares de professoras de EBD em todo o País, em todas as faixas etárias. Além de serem maioria absoluta nas escolas dominicais.

Tenho três dúvidas simples:
1) Por que elas não podem atuar como dirigentes de EBD?
2) Por que não podem superintender EBDs numa Convenção?
3) Por que uma mulher não pode escrever o comentário de uma lição da CPAD*?

Por que será? Vejam como é engraçado. Elas podem publicar livros, pela CPAD, inclusive. Seu preparo é evidente, haja vista que quando a CPAD promove um evento e uma mulher ministra (para mim é ministração, eles dizem que ela é somente palestrante, para se socorrerem daquela honrosa dissimulação) eles fazem questão de informar sua qualificação. Podem ministrar em tais eventos, muitos dos quais ligados à EBD. Podem ter pós, MBAs, mestrados, doutorados e pós-doutorados. Enfim, nenhum nível de graduação nos seminários teológicos ou nas universidades seculares lhes é negado. Não obstante não há explicação para as três questões acima. Deixe-me dizer mais: elas podem dirigir Círculo de Oração Adulto ou Infantil, Campanha Evangelizadora, Grupos de Oração, Grupos de Jovens e Adolescentes, Grupos de Missões, etc.

Por mim, acho que a discussão sobre a ordenação feminina deveria começar pela resposta a estas perguntas. Com a palavra os bibliocêntricos da balança torta.

* Há registros da atuação de Frida Vingren escrevendo lições por volta de 1930

Quarta-feira, Janeiro 25, 2012

Como as mulheres foram liberadas para cantar na Igreja...


Aconteceu assim. Depois do ano 100 d.C., não muito perto, nem muito longe, estavam reunidos todos os líderes, sob a coordenação do pastor J, o presidente do conselho. O assunto fora mencionado pelo irmão D, que era responsável por uma congregação, e sempre trazia estas inquietações polêmicas.
- Irmãos, gostaria de saber o seguinte: as mulheres podem cantar à frente do público em nossas igrejas? - inquiriu ele.

A pergunta caiu como uma bomba. O irmão C, sempre muito bibliocêntrico, pediu a palavra: - Prezados, está escrito na Lei que os levitas seriam eternamente os dirigentes do louvor e do serviço na congregação. Portanto, não vejo com bons olhos tal concessão. Não é bíblica.

O irmão F veio em socorro de D: - Mas, Miriam não cantou do outro lado do mar? Débora não cantou após Jael matar Sísera? Estamos na Graça, isto já não está anulado?

O irmão C retrucou: - Todas as mulheres que cantaram na Bíblia foram exceções. Miriam cantou porque Moisés estava ocupado com a vara e Arão o ajudava. Débora cantou porque Lapidote era frouxo, e veja que o texto diz que ela cantou com Baraque, logo não estava sozinha. Jesus disse que na Graça, nenhum til da Lei cairá porque Ele a veio cumprir. O Concílio de Jerusalém nada fala a respeito. Nem mesmo os concílios posteriores. Portanto, irmãos, paremos de inovar e voltemo-nos para a Palavra que é nossa regra de fé e prática. Aliás, no Novo Testamento nenhuma mulher cantou, exceto aquela multidão que louvou no Apocalipse, onde, provavelmente, estavam muitas mulheres, mas isso será no fim dos tempos, não vamos antecipar as coisas. Além disso estou conjecturando, aquilo seria cantar ou louvar, há controvérsias.

O irmão G gritou do fundo da sala: - Por milênios os levitas cantaram e estava muito bom, que novidade é essa? Não vejo necessidade disso agora. Quem foi que inventou esta história, foi você D? Quem daria notas melhores e mais afinadas do que os levitas?

Os presentes se dividiram e a balbúrdia cresceu. O presidente, irmão J, solenemente bateu seu martelo de nogueira na mesa e pediu silêncio. Em seguida, disse: - Silêncio! Vamos ouvir o irmão A. Ele é um ancião e há muito faz teologia interpretativa para nós. O que o senhor tem a dizer?

- Bem - pigarreou A - o irmão C já bebeu na minha fonte. De fato, não há no Livro Sagrado quaisquer menção a mulheres cantando, salvo raríssimas exceções. Isso é uma inovação. Muitas mulheres ajudaram Paulo, alguns nomes, inclusive, são ambíguos, não há como saber se são de homens ou mulheres, é o caso de Júnias. Então, enxergo como uma inovação desnecessária, importada do Ocidente. Na Bíblia só há exceções para os casos em que faltam homens. É o caso de Débora.

- Ok. Vamos encerrar a reunião e o assunto - disse o presidente - Seja transcrito na ata que tal posição é a adotada por nós.

D ponderou: - Com licença, presidente. O salmo 34, uma cantiga de ninar para as crianças se sentirem nos braços da mãe, foi "cantado" por Jesus na cruz. Não é possível que em todos estes anos nenhuma mulher tenha cantado o mesmo salmo, enquanto embalava seus filhos. Me lembro de ter passado e visto várias mães cantando com e para seus filhos e até mesmo na igreja já observei esta atitude. Algumas até já cantaram no microfone da minha congregação...

A reunião veio abaixo: - O quê?!!!

O irmão C se imiscuiu: - Meu prezado irmão D, temos que decidir se vamos seguir a Palavra de Deus, ou se vamos seguir sua lógica. Que história é essa de dar oportunidade às mulheres para cantar? Ou o senhor segue a Bíblia ou se torna um herege. Que eisegese barata!

Uma voz baixa partiu do lado, era L: - A verdade é que as mulheres já cantam em várias de nossas igrejas. Melhor, ministram louvores para todos nós. Eu diria que ensinam cantar mesmo, e algumas vezes cantam melhor que os homens! Confesso que já pensei em colocar uma delas como maestrina.

C voltou-se contra ele: - Mas Paulo disse que a mulher estivesse calada e não somente isso, não a permitiu ensinar! Se há alguma congregação na qual as mulheres andam ensinando corinhos ou hinos, então as heresias já tomaram conta de nós, especialmente se seus maridos estiverem no meio da congregação! Era só o que faltava, vamos ouvir o canto das sereias!

N gritou do outro lado: - Ainda bem que nessa reunião só tem homem! Podemos dizer o que quisermos ser contestação.

V ainda tentou: - Meu irmão C, e você também N, estou vendo que o problema é freudiano. Os senhores não querem ouvir a voz das mulheres para não se embevecer com elas. Têm medo de ouvir um hino cantando por uma mulher? Ou que elas cantem melhor do que nós?

O irmão P entrou no debate: - Sabe qual é o problema? O senhor, irmão J, nunca estabeleceu uma regra uniforme no assunto. Aí uma mulher canta aqui, outra canta ali, o pessoal acaba gostando, depois para proibir, dá nisso. Temos que ter uma regra uniforme: mulher não canta e ponto final. Vocês sabem como as mulheres são habilidosas, acabariam cantando a qualquer momento.

D jogou lenha na fogueira: - Não sei qual o problema da mulher cantar na igreja. Lembro das prostatis, que tomavam conta das comunidades quando muitos homens de um local morriam. Elas cantavam sim com os que ficavam, ainda recitavam textos da Torá e lideravam reuniões comunitárias, uma coisa que fora proibida no Talmude.

C cortou a argumentação: - Estão vendo? Ele quer tomar a exceção pela regra. A regra é mulher não cantar, nem falar, nem ensinar. Em todo livro de Atos, qual mulher cantou? Não existe em toda a Bíblia o termo cantora! Fiquemos com Paulo e ponto final presidente.

V voltou: - Prezado C, sua mulher canta em casa?

C vociferou: - Claro! Paulo disse que em casa elas podiam cantar, até mesmo tirar dúvidas com seus maridos. Na igreja é que não podem cantar, liderar ou ensinar! Eu não quero mulher nenhuma, afora minha esposa e em casa, cantando no meu ouvido.

V incendiou: - Minha casa é uma extensão da igreja. Lembra que muitas igrejas começaram em lares? Na Bíblia até galo canta, porque minha mulher não cantaria? Sofonias manda as filhas de Sião cantarem, se fizeram isso ou não é outra história!

D disse: - Por falar em ensinar, as mulheres que ensinam às crianças na sinagoga estão erradas?

S ajuntou: - É, estão erradas? Paulo disse que não eram para ensinar!

C, sempre fiel a seu estilo, disse: - A regra é mulher não cantar, nem falar, nem ensinar, é a letra da Lei, não sou eu quem faz as regras. Temos colocado mulheres para ensinar às crianças porque elas são mais jeitosas e a maioria dos homens não quer ensinar crianças, é uma questão pragmática. São muito irriquietas, etc e tal. Você, S, quer ensinar crianças? Outra coisa: quem leva o filho para o Bar Mitsvá? É o pai, D, é o pai. O pai é quem declara a maioridade dos filhos.

D disse: - Não entendo. Agora pode. Mas cantar no púlpito não pode. É uma questão de conveniência. É o caso daquelas mulheres que estão sendo enviadas como missionárias? Quem vai cantar no culto delas enquanto homens não se convertem.

C retrucou: - A regra é só enviar homens ou casais. Em todo o Novo Testamento nenhuma mulher foi enviada, nem há um versículo que apóie tal iniciativa. A única exceção de missões lideradas por uma mulher foi a jovem na casa de Naamã.

S interveio: - Ah, mais ali ela não foi enviada, tinha sido sequestrada. A questão é: mulheres que estão sendo enviadas por algumas de nossas igrejas. Sinceramente, não sei como se faz uma aberração dessas.

L disse: - Acho que poderíamos deixá-las cantar uma vez ou outra. Tem até uns hinos que os homens cantam que foram compostos por mulheres. Ela pode compor, mas não pode cantar? E para compor ela não cantou? Além do mais, não sei nas igrejas de vocês, mas vez por outra na minha as mulheres são usadas em cânticos espirituais. O que fazer? Proibir o próprio Espírito Santo de usá-las?

T ajudou: - Lembremos que elas são maioria.

C interveio novamente: - É assim que nasce uma heresia. Primeiro, uma idéia conveniente, apesar de absurda, depois a maioria, e vão esquecendo o que disseram os santos apóstolos. Quem compôs os salmos? Homens. Quem cantou na prisão? Paulo e Silas. Ora essa!

J sempre político ponderou: - Quem aqui canta?

Todos levantaram os braços.

- Dos que levantaram o braço, quem é filho de Levi?

A ficha caiu. A reunião terminou, as mulheres continuaram cantando, e continuam até hoje.

Pra quem já pegou o bonde andando, ou seja, as mulheres cantando, está aí a história até então não contada.

Publicado aqui, três anos atrás.

Terça-feira, Janeiro 24, 2012

O ministério feminino volta à cena...


Eu assinaria o comentário do Pr. Wilson Barboza, da CEADDIF, no blog do Pr. Altair Germano (de fato fiz tal solicitação em comentário, mas o amigo blogueiro não quis publicar, é direito dele). O comentário do Pr. Wilson é cristalino, direto e coeso. Mas, apesar dos argumentos apresentados, boa parte dos quais válidos, temo que o motivo principal do apoio daquela Convenção à ordenação feminina se perca nas entrelinhas do texto. Enquanto os homens estão e são mais e mais preocupados com o status do cargo, as mulheres buscam dar-lhe sentido prático. Não acho que nisso haja alguma superação, nem que as atuais pastoras que buscam balancear as preferências de gênero serão bem sucedidas. O que precisa ser rediscutido na CGADB é a incoerência de negar-lhes um título, ao mesmo tempo que lhes atribuem todas as funcionalidades. É o que ocorre com as inúmeras dirigentes de orgãos, missionárias, etc., que exercem na PRÁTICA o que lhes é negado na TEORIA. Ou negamos-lhes todas as benesses ou paramos com a dissimulação.


Registro a argúcia do epigrafado pastor ao detalhar as incoerências de debatedores, em especial, os daqui da blogosfera. Alguns dos quais de maneira desonesta omitem e distorcem dados históricos, ao invés de assumirem uma postura pessoal. Não poderia ser diferente sua evidência de que a postura a respeito é um eco da estrutura do tabernáculo e do templo, aonde a mulher era preterida. Caindo o Espírito Santo em Pentecostes o status muda, além de tudo quanto Jesus fez através delas, que jamais alguém ousaria fazer. Fato é que na Igreja Primitiva, não obstante a cosmovisão apostólica, as mulheres ganharam espaço distinto como já debatemos várias vezes aqui. Analisar a influência da cultura judaica na Igreja Primitiva é de suma importância no contexto. Mas eles dizem que é cláusula pétrea a não ordenação, que eu estaria menosprezando Paulo e a Palavra de Deus.  A um deles perguntei, dia desses: O apóstolo Paulo ordena em mais de um versículo e livro o ósculo santo. Beijaríamos, nós os homens, aos outros irmãos? Até hoje espero a resposta. Sei que não virá. Não porque não queira, mas porque não tem! E este é o que prega contra o evangelho da conveniência...


Outro blogueiro cheios de sutilezas me disse: Ora, a consagração de mulheres fere o padrão da Igreja Primitiva. Como se os pastores não cobrassem cachê, os cantores idem, como se ninguém tivesse salário, como se todos estivéssemos preocupados em pregar a Palavra e uma série de disparates que nos distanciam léguas daquela igreja e que me falta tempo para discorrer. Se incluirmos aí as distorções de gestão e a política eclesiástica, seriam quilômetros. Incluída a ganância pelo poder e pelo dinheiro, nos faria estar a anos-luz!


Enquanto discutimos o assunto aqui, numa das congregações que trabalho, a dirigente do Círculo de Oração já orou com cerca de sessenta componentes hoje pela manhã e, à tarde, já visitou inúmeros doentes e detidos. E eu? Bem eu estava trabalhando na vida secular! É assim que o dia-a-dia de nossas congregações funciona. Um dos mais furiosos blogueiros contrários à ordenação de mulheres assumiu o co-pastorado de uma grande igreja recentemente. Sem ofensas pessoais (que é até condenável eticamente), seria ele capaz de na próxima reunião sugerir a proibição do espaço que a mulher tem na sua igreja? Já sei a resposta: lá não tem pastora! Não tem pastora de crachá, mas de fato e de direito, não tenham dúvidas. Então, vamos parar com esse papo pra boi dormir!

Segunda-feira, Janeiro 23, 2012

Desafiados por Deus

Poucas passagens da Bíblia são tão desafiadoras como a de Ezequiel 37. Esta semana tivemos um excelente estudo no tema, proferido pelo Pr. Emerson Gomes, de Igarassu/PE, por ocasião do aniversário de nossa Campanha Evangelizadora. Foi uma ministração poderosa e cheia de unção, abordando o assunto por um ângulo diferente, mas ortodoxo. Gosto de pregações do tipo, é um recurso que eu mesmo uso. Tanto que decidi escrever algo a respeito. Não é um tratado, é uma pequena reflexão.

É regra da homilética responder numa exposição a quatro perguntas sobre um texto: Quem? Quando? Por que? O que fazer? Ora, os protagonistas da história são, literalmente, o profeta, os ossos e Deus. Não esqueçam este último, afinal tudo depende do seu absoluto controle. No contexto remoto, a passagem insere a restauração da nação israelita. São, portanto, quatro os atores do texto.

Indo adiante, precisamos responder aos detalhes geográficos e históricos do texto. Nada melhor do que recorrer a livros sobre a história de Israel. Nas Bíblias mais modernas há uma breve introdução que, por vezes, supre a necessidade de situar historicamente o que lemos. O nome Ezequiel significa Deus fortalece. Provável membro da família sacerdotal dos zadoqueus, ascendentes durante as reformas de Josias (621 a.C.). Foi deportado para a Babilônia (1:1; 33:21; 40:1) em 597 a.C. e estabeleceu-se em Tel–Aviv, próxima ao rio Quebar. Foi contemporâneo de Jeremias.

Como deduz-se, esteve entre os cativos em Babilônia, aonde o povo judeu purgou sua idolatria. Ezequiel é um livro de juízo. Deus mostra porque puniu seu povo. Mas, do capítulo 33 em diante há uma vívida esperança desenhada no coração do Senhor. Ele restaurará seu povo! Já começamos a responder à terceira pergunta. Foi o pecado que tornou o povo escolhido sem vida, ossos sequíssimos e sem alternativa. O resto vocês já sabem. É o pecado que mata hoje nossos concidadãos mundiais.

O ponto aonde quero chegar é o desafio que Deus coloca diante do profeta. Para assim fazer frente à quarta pergunta. Antes, porém, pensemos naquele homem levado pelo Espírito Santo até um vale sem vida. Não, ele não estava numa elevação daquele vale (como dá a entender a imagem acima), mas, segundo o texto, passeava por entre eles, analisando-os tão detidamente que calculava sua quantidade e avaliava sua sequidão. Era desolador e nauseante. Inquirido sobre a possibilidade de que voltassem à vida, respondeu sabiamente; Senhor, tu o sabes!

Deus, porém, que não prescinde da participação humana na história, não ordenou nada aos ossos, mas ao profeta. Chegamos assim, sem querer, à evangelização mundial. Urge em nossos dias lembrarmos que temos um chamado universal, que somos peças-chave no programa salvífico de Deus, levando outros a conhecerem ao Senhor Jesus. Deus sabia e sabe de tudo, mas sem a ousadia do profeta em cumprir imediatamente a ordem divina nada iria acontecer. Deus não quer falar a ossos, por alguma razão desconhecida prefere nos empoderar para fazer isto!

Enquanto eu profetizava... é  a narrativa vívida do profeta. Mal ele havia terminado de falar, Deus já havia iniciado o cumprimento das promessas. A ciência afirma que nenhum de nós tem ossos iguais em tamanho e formato, especialmente, após anos de caminhada e desgaste. Corria-se o risco de uma tíbia ou fêmur não se encaixar em outra pessoa. Assim o milagre está não apenas em ressuscitar o exército, mas que cada osso procurasse o esqueleto correto!

Mas ainda não estava completo o trabalho de Deus. Tinha-se um exército. A ciência diria: temos um clone, criamos um ser vivo! Mas não havia vida. O sistema biológico que sustenta a existência do corpo. Insira-se aí a identidade, o caráter e todos os aspectos psicossomáticos que nos distingue. Novamente era preciso confiar. Ezequiel foi até o fim com galhardia.

Hoje somos desafiados novamente. Ser profeta não é esse oba oba que se ouve nas grandes redes e na mídia. Ao contrário, nas ruas, em casa, na igreja, na web, Deus quer pessoas que ouçam a sua voz, sejam guiados por seu Santo Espírito para dentro dos lugares de morte, afim de profetizar vida. A questão é se nós estaremos em total dependência de Deus, a chave para compreender o sucesso do profeta, ou vamos fugir e colocar nossas conveniências em primeiro plano. E nos tornaremos cada vez mais parecidos com ossos secos, sequíssimos!

Há um grande vale de ossos secos diante de nós, se vai ser um exército Deus já sabe, vamos profetizar vida em seu nome! Cuidado com a tentação antibíblica registrada por Ronaldo Lidório, em um dos seus artigos: querer a terra arada, sem tocar no arado.

Sábado, Janeiro 21, 2012

Foi falar no assunto...

...E já encontrei uma contradição. Agora os pastores convidam membros do Governo para suas Assembléias Gerais. Em breve, cultos dirigidos por V.Excia! Se você não entendeu, leia o segundo parágrafo do post abaixo e, depois, este link aqui. Os evangélicos pensam que os políticos nos amam.

Por falar em Luíza...

...relembro aqui a essência do meme de internet, termo cibernético desconhecido para a maioria, que significa uma frase que ganha apelo coletivo. Sua intenção é vocalizar um protesto qualquer abafado no dia-a-dia, mas também visa a glorificação da banalidade. Há memeativistas aos milhares na web, dispostos a amplificar a bobagem. Ou melhor, a amplificar qualquer bobagem, com a finalidade de que a mesma gere audiência. No caso de Luíza a Globo agradece, porque o cheiro de queimado com o estupro acobertado em rede nacional estava forte. Mesmo que o crime propriamente dito não tenha sido confirmado, o tiro saiu pela culatra.

E o que isso tem a ver conosco? Ora, direi: tudo! Nosso mundo evangélico vive de memes. Polêmicas cuja essência é real, mas que não dão em nada. Nosso povo, acostumado a deixar pra lá, ouve, discute, debate, requenta e depois assenta! Quem aqui não lembra da história do apoio de Dilma ao aborto, quando candidata? (T)Rol(l)ou o mundo, foi discutido à exaustão nos blogs evangélicos, com direito a vídeos de repúdio que alcançaram milhares de visualizações. Depois, Dilma foi eleita com os votos dos evangélicos. Milhões ao menos.

Os memes de nossos dias devem desagradar a Deus. A razão é simples: mascaram a mentira, relativizam a verdade. Criam grande comoção, não deixam nada prático. Nuvens sem água, levadas pelos ventos de uma para outra parte... São como zumbis do crack virtual, vasculhando a grande rede em busca de repercussão. Momentânea repercussão.

Clique nos links para ler sobre o que é meme e meme de Internet.

Sexta-feira, Janeiro 20, 2012

Haja paciência!

Quero ficar calado, mas...
Como disse o Carlos Nascimento: ...nós já fomos mais inteligentes! Um amigo fez uma ponderação interessante: Será que não é a emissora X tentando desviar a atenção do estupro? Vai saber... Manipulação estratégica.

Pior só os bordões neopentecostais.

Sexta-feira, Janeiro 13, 2012

Acredite, há muitos teólogos que não saberiam responder!

Propus aqui na EBD um exercício simples, que queria compartilhar com meus dez leitores. Olhando o mapa acima, você seria capaz de determinar a distância aproximada da caminhada de Israel, se o povo seguisse pelo litoral, o chamado caminho dos filisteus, que passa acima do deserto de Sur? Parece bobagem, mas boa parte dos que portam um mapa não sabem ler a régua colocada no rodapé de boa parte deles.

Por oportuno, vocês sabiam que há teólogos que não saberiam localizar Israel num mapa-mundi!? É que a prioridade é saber quantos quilos de ouro tem no chão do Céu...