sábado, 25 de maio de 2013

Fugindo da auto-suficiência

Li em algum lugar uma certa parábola, que já foi até utilizada aqui em outro contexto. Contava que um homem queria contratar um cocheiro novo para sua carruagem. Vários candidatos apareceram. O teste era simples. O contratador perguntava:
- Quantos metros você se garante antes de desviar uma carruagem de um abismo?
- Dois metros - disse o primeiro.
Ao sair, topou com os outros candidatos e lhes contou como era o teste. Daí em diante cada um começou a se gabar mais.
- Um metro e meio.
- Um metro e vinte.
- Meio metro.
Por último, entrou um candidato que respondeu o seguinte:
- De abismo eu quero é distância.
Foi contratado.

Essa é tônica desses dias desafiadores: Crentes sem medo do pecado, cheios de si, auto-suficientes. E há muitos obreiros entre eles. O Salmo 1:1 é um retrato primoroso do passo a passo para a ruína espiritual. Diz assim: Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Os três verbos hebraicos são de especial importância para o desenvolvimento do tema.


O primeiro verbo, halach, ocorre 1.549 vezes em suas variadas formas. Significa ir, vir, andar. Em várias passagens denota não apenas o aspecto físico do deslocamento, mas a associação nas ideias e comportamentos. O exemplo clássico está em Gênesis 5, aonde está escrito que Enoque andou com Deus.

A segunda palavra é amad, que ocorre 525 vezes. É o verbo que denota a ação de parar, deter-se, estagnar-se, acampar. Por vezes, sua conotação é positiva, como em Gênesis 19:27 e Deuteronômio 4:10.

O terceiro verbo é yashav, significa sentar, habitar, assentar habitação. Ocorre 1082 vezes em suas várias acepções. É o verbo utilizado em Gênesis 13:12: Habitou Abrão na terra de Canaã e Ló habitou nas cidades da campina, e armou as suas tendas até Sodoma.

A questão levantada é a progressão no pecado. Não se cai do dia pra noite, se dá um passo a cada dia. Paulo escrevendo ao Coríntios, alertou: Aquele, pois, que cuida estar em pé, olhe não caia (I Coríntios 10:12). Primeiro, andamos no conselho dos ímpios, depois nos detemos a ouvir suas ofertas e, por fim, nos achamos assentados em seus prazeres.

Conheci um homem que aceitou Jesus muitas vezes e todas fracassou. Seu fraco era a bebida. Após decidir-se, afastava-se dos bares e similares. Mas um amigo ou outro sempre o chamava. Ele, primeiro, tomava um refrigerante a mesma mesa em que bebiam cerveja ou cachaça. Dias depois não aguentava e caía. Fujamos por nossa própria vida!

Clique aqui para ouvir o Salmo todo em hebraico.

As sete certezas da Ceia do Senhor!


1.      Que devemos relembrar a morte de Cristo
Ele disse: Fazei isto em memória de mim (v. 24). Esta lembrança não se dá como alguém que partiu e deixou um vazio, através de sua morte nos doou a redenção eterna e o perdão dos pecados (Hb 9:12). Esta é a razão pela qual não há problema algum se o salvo participar de mais de uma Ceia num mês. Pelo contrário, desde que em todas ocasiões lembrássemos do seu sacrifício na cruz, bom seria que pudéssemos cear todo dia

2.      Que seu sacrifício não se repete
Quando partimos o pão e o vinho não estamos repetindo o sacrifício, mas o gesto. O gesto simbólico abre as portas da imaginação para que possamos nos transportar ao Calvário. Poderíamos falando fazer isto? Certamente. Mas o pão partido e o vinho bebido traduz a mesma realidade para todos de igual modo, sendo um meio eficaz de sintonia física para tal reflexão

3.      Que o ato deve ser essencialmente comunitário
Faria pouco sentido comermos e bebermos juntos se o nosso coração não está unido ao irmão. Gestos menores como a oferta (Mt 5:24; 23:19) não são recebidos por Deus se houver contenda, desunião e discórdia. Assim como Ele sonda e conhece os que estão em pecado, para considera-los indignos do seu corpo e seu sangue, igualmente sonda e rejeita os desunidos. A essência é de tal relevância que Paulo disse que os que quiserem comer por fome, comam em casa! Na Igreja comemos por união!

4.      Que nossa indignidade meritória é patente
Nada pudemos fazer para nos tornar dignos por nossos próprios méritos de participar de tão sublime cerimônia. Não foi nosso bem, nem nenhuma outra característica que nos condicionou a estarmos à sua mesa. Unicamente o sangue de Jesus (Hb 10:19) foi a senha que permitiu nossa chegada (I Pe 1:18,19). Há os que chegam neste culto olhando para o relógio, para as acomodações, para o pregador. Na verdade, nós não tínhamos condição alguma de estar aqui, fomos convidados por misericórdia, deveríamos estar mais que gratos por sermos um dos convivas. A festa é do Senhor!

5.      Que quem ceia indignamente engana a si mesmo
A participação individual deve evocar um elevado sentimento de pecado e de perdão. Pecado pela consciência de que somos pecadores. Perdão pela certeza da eficiência do sacrifício de Cristo para nos perdoar de todos eles. Quem come e bebe indignamente (v. 29) tenta enganar Jesus, que outrora morreu, mas está vivo e sonda os corações (Rm 8:27, I Ts 2:4) é uma atitude absurdamente insensata

6.      Que a Ceia é um momento de paz e renovação espiritual
Assim como grandes tensões assaltavam a mente de Cristo, nos instantes finais de seu ministério, hoje nos achegamos à mesa com nossas lutas e dores. O Jesus que disse aos seus discípulos: Tende bom ânimo (Jo 16:33), repete a mesma frase para nós a cada dia e, em especial, a cada Ceia. Naquela noite uma incrível paz assomou a mente de Jesus. A gloriosa paz que apazigua as tempestades do tempo presente penetra em nossa mente e renova nossas esperanças! Cristo está presente renovando sua Igreja!

7.      Que devemos aguardar o dia que cearemos com o Mestre no Céu
Na última Ceia disse Jesus: Não beberei de novo até aquele dia... (Mt 26:29). As outras duas perspectivas da Ceia: passado, quando relembramos sua morte e sofrimento, presente, quando celebramos a salvação das nossas almas, não se comparam à glória de estarmos com nosso Senhor no Céu. Sendo que a Ceia é um evento novo, reservado para sua Igreja, a noiva imaculada. Você, eu, nós, vamos estar lá!

terça-feira, 21 de maio de 2013

Domingo da Igreja Perseguida. Ore! Divulgue! Participe!


26 de maio de 2013 – Domingo da Igreja Perseguida
Ranking da perseguição mundial*
1º Coréia do Norte
11º Síria
2º Arábia Saudita
12º Sudão
3º Afeganistão
13º Nigéria
4º Iraque
14º Paquistão
5º Somália
15º Etiópia
6º Maldivas
16º Uzbequistão
7º Mali
17º Líbia
8º Irã
18º Laos
9º Iêmen
19º Turcomenistão
10º Eritréia
20º Catar
* Fonte: Portas Abertas

“Em pleno século 21, cerca de 100 milhões de cristãos enfrentam hostilidade e perseguição religiosa pelo simples fato de seguir a Cristo. Essa intolerância acontece de várias maneiras: por meio do governo, da sociedade e, principalmente, da família. E, as represálias consequentes da profissão de fé destes irmãos são muitas vezes: encarceramento, agressões físicas e psicológicas, ameaças, perda de emprego, e morte.

O Domingo da Igreja Perseguida foi criado em 1987, pelo Irmão André (fundador da Missão Portas Abertas) e tem sido realizado no Brasil desde 1988. A data em si varia de ano a ano, pois é marcada no domingo, logo após Pentecostes. Este critério foi adotado, porque no relato bíblico em Atos capítulo 4, o início das perseguições aos cristãos acontece logo após a descida do Espírito Santo, com a prisão de Pedro e João. Simbolicamente, portanto, podemos dizer que esta foi a “fundação” da Igreja Perseguida.”

Prezados, queremos conscientizá-los da importância de interceder por nossos irmãos que em todo o mundo enfrentam dilemas tão terríveis. Para a maioria de nós é uma realidade inconcebível, uma vez que gozamos de liberdade religiosa e podemos, por decisão própria, ir a qualquer igreja a qualquer momento. Esta, porém, não é a realidade de muitos lugares do mundo. Países grandes, como a Arábia Saudita, prendem alguém pelo simples fato de distribuir uma literatura. Na China a igreja tem se submeter ao controle do Estado, sendo punidas severamente comunidades que se unem para adorar ao Senhor Jesus de maneira espontânea. Sem contar que na maioria dos países é impossível se reunir numa igreja para cultuar, não há bíblias ou hinários. Ser crente em lugares como Irã, Somália, Paquistão, Nigéria e Eritréia significa assinar um atestado mortal. Sua família o rejeitará, seu patrão irá demiti-lo, seus filhos serão tomados, você será preso e definhará até morrer. Em muitos desses lugares você seria enforcado e seu corpo seria colocado em praça pública para intimidar os demais.

Aproveitando a oportunidade queremos que você pense sobre nossa igreja, nossos cultos, nossas reuniões. Talvez tenha dado pouco valor a elas porque no Brasil há liberdade de culto. Não custa lembrar que em alguns desses lugares já houve grande atividade cristã, mas outras religiões como o Islamismo se impuseram à força, tomando as rédeas da sociedade e banindo as demais.

Quantos cristãos norte coreanos gostariam de ter uma igreja como a sua para reunir-se? À falta dela reúnem-se em cavernas. Como os cristãos chineses gostariam de ter uma Bíblia como a sua para ler? Como não a tem, memorizam trechos extensos em suas reuniões, para poderem repassar a outros e relembrá-los nas dificuldades. Os afegãos gostariam de cantar em alta voz expressando a alegria da salvação, mas não podem. Por isso, abra a sua boca e glorifique a Deus. Finalmente, como os sauditas gostariam de falar de Jesus para seus conterrâneos? Mas isto lhes custaria a vida. Enquanto isso você pode e se acomoda. Pense nisso!

Ore! Interceda! Divulgue! Cem milhões de pessoas esperam por isso...
Para saber mais: http://www.domingodaigrejaperseguida.org.br/dip/o-que-e

sábado, 11 de maio de 2013

Compartilhando de novo...

Estou compartilhando novamente o slide sobre Interpretação Bíblica. Foi um estudo de quatro semanas que fizemos aqui em Desterro, Abreu e Lima/PE, numa das igrejas na qual trabalhamos. Baixem, editem, alterem, só não esqueçam de mencionar a fonte.
 

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Lições do caso Marcos Pereira


A prisão do Pastor Marcos Pereira surpreendeu a comunidade brasileira, especialmente, a fatia evangélica. Há um ano tinha lido a VEJA, que tanto abordou a atuação espiritual do pastor, quanto as acusações que pesavam contra ele. Eu tenho apenas 43 anos, mas já vi muitos filmes deste naipe. Não descreio da igreja enquanto noiva inefável do Cordeiro, mas a cada dia confirmo tudo aquilo que vocês, meus dez leitores assíduos, estão acostumados a encontrar aqui.

Este é um blog de reflexões. Não vou ecoar notícias do caso. Vocês as teriam às pencas no Google. Minha preocupação é com as lições. Vamos por partes:

1) A mim causava indagações a preocupação beirando à misoginia do ministério chefiado pelo pastor em como vestir as mulheres membros de sua igreja. E se agravavam com a exaltação do modo de vestir das seguidoras do pastor. Sou um defensor do modo comportado de vestir das mulheres, tanto quanto dos homens. Afinal o exterior exprime o interior. Mas quando as boas e sãs medidas no que tange aos costumes são tomadas de maneira exagerada, há algo errado. O exagero, por vezes, embute o deslumbre, aquele sentimento de desejo sublimado pela ordenança. Aqui e acolá ouço ecos dos problemas causados por tal exagero. Por fim, há de se notar os ternos bem cortados do Pr. Marcos Pereira em contraste com a monocromia de suas seguidoras. A julgar pelas notícias, não deu outra.

De fato, há obreiros brincando com esta dicotomia, seja fisicamente, ou na mente, ou na internet, num jardim, numa secretaria. Não importam, porém, os meios ou se o pecado é potencial ou consumado. Mas é pecado. Os casos se sucedem de maneira assustadora. Dias atrás recebi a notícia de um pastor, em outro Estado, que levou uma das irmãs de sua própria igreja ao motel e gravou a cena toda. Sua carnalidade não se contentava apenas em desejar, numa primeira etapa, nem em consumar, numa etapa seguinte, mas em alimentar a rede de exposição. Satisfazendo não apenas o homem sexual, indo ao ponto de pavonear-se diante dos demais. O vídeo foi parar na web (não era isso que ele queira quando gravou?) e ele abandonou a cidade na qual aconteceu a história e aonde exercia o pastorado. A lição é dura, mas é real. Quantos obreiros não jazem caídos nesta vala? E quantos estão analisando a profundidade dela?

2) Apesar de admirar o trabalho feito nas penitenciárias, fato que já foi destacado em posts aqui, causava urticária o método empregado em tal mister. Os gritos, a tendência megalomaníaca midiática depunham contra a simplicidade preconizada nos evangelhos. Passou despercebida para a maioria, talvez, porque os tempos que atravessamos são propensos a tais comportamentos. Hoje, pregador bom não é o que com paciência, temor e espiritualidade expõe a Palavra de Deus. Mas aquele que manipula o público, abusa da eisegese e ainda faz campanhas de arrecadação para a Igreja. Minimizam-se os desvios, tolera-se a gritaria, releva-se os exageros. O resultado... Posts abaixo, falamos sobre o GMUH. Um evento cuja tendência é cada vez mais preocupante, mas também tolerado. Por exemplo, o comportamento de se levantar para pular ante uma ênfase maior num determinado momento da pregação (ou melhor, quando um chavão novo é dito, esta é a verdade) está sendo replicado em muitas de nossas igrejas. Todo tempo se dava glória sentado, agora tem que levantar e pular?

3) Esta é a enésima vez que toco neste ponto. O Pr. Marcos Pereira teria um ministério abençoado, com estilo próprio e um modo particular de resolver os problemas da comunidade aonde funcionava. Mas precisava se amparar num nome denominacional: Assembleia de Deus dos Últimos Dias. A segunda parte é só um aposto para diferenciar, ao mesmo tempo que se enturma. Basta ver como minimiza na fachada dos templos, como este ao lado. A CGADB faz vista grossa para essa praxe. Qualquer um toma o nome e o coloca em qualquer lugar. Cria uma igreja de fundo de quintal e põe: Assembleia de Deus das Carruagens de Fogo. Pronto. Quando a casa cai, e a julgar pelos argumentos da Polícia o caso é explosivo, quem está na berlinda? Quem? A Assembleia de Deus, ora! Não sabemos quanto tempo vai durar a leniência, mas o prejuízo é mais que evidente. Imagina agora alguém justificar que esta não é a Assembleia da qual faz parte, que esta é uma igreja genérica, etc e tal?

Há inúmeras outras lições, mas meu tempo não dá. O conjunto da obra é digno de pena. Dá dó perceber que a ficha do pastor não caiu. A julgar pelo conteúdo do inquérito, ele ficou anos adulterando e conduzindo o rebanho. Anos pecando e pondo tropeço diante dos demais, de forma lisonjeira e dissimulada. Será um prato cheio para a mídia, que já busca vinculá-lo ao Pr. Marcos Feliciano, para poder jogar todos os gatos num saco só. Em tempos de campanha velada contra vestais...

Finalizo dizendo que devemos orar por nossa igreja e por nosso País. Tais fatos ,apesar de não serem novidade, tem o dom de prejudicar a Obra de Deus, bem a contento do tentador. Se for com a colaboração de algum irmão, tanto melhor para ele. Que Deus no guarde no sangue de Jesus e que cada um esteja seguro em seu próprio ânimo.

domingo, 5 de maio de 2013

Divagando numa manhã de domingo, mas voltando ao mesmo assunto...

Tenho admiradores, não por jactância o digo, é que sempre aparece alguém com afinidades de raciocínio. Há pessoas, também, que não toleram minhas colocações. Martin Luther King dizia que para fazer inimigos não é necessário declarar guerra, basta dizer o que pensa. Assim, há os stalkers, que seguem o blog somente para confirmar suas críticas. Há até quem imprima as postagens para buscar apoiadores!? Como eu escrevo por gosto...

Um dos assuntos que mais repercute por aqui, não porque eu seja um apoiador direto dele é o Ministério Feminino. Já repeti várias vezes que o eco dado aqui é muito mais pela dissimulação deslavada em nossas igrejas. Jamais faria um cavalo de batalha em reuniões ministeriais, por exemplo, mas é inegável de Norte a Sul sua existência. Pretendo mostrar mais uma faceta.

Posts abaixo fiz uma crítica ao cachê pago a cantores e pregadores no GMUH. Coisa de dois milhões segundo o post original, no qual me baseei. Um leitor enviou o link da pregação do Pr. Joel Freire, filho do Pr. José Wellington, presidente da CGADB. Fui assistir, ele dizia representar o pai, o anfitrião o apresentou como representante da CGADB, etc. Pregou sobre os Gafanhotos Missionários. Mas vamos por partes, não é a pregação que é o foco aqui.

O Mensageiro da Paz tem, subliminarmente, criticado o evento por seus modismos e exageros, tanto de cantores como pregadores. Mas também por um certo pendor espiritual fora dos parâmetros bíblicos. Apoio tais críticas, são procedentes. Em que pese o objetivo do evento, há muitos anos tais desvios persistem. Aliás, o mesmo é palco das pregações de Marcos Feliciano, aquelas que agora estão dando dores de cabeça ao deputado. O Blog da Rô fez uma postagem crítica sobre o evento e mencionou que o falecido Pr. Valmor, presidente da AD em Santa Catarina, havia proibido ouvir Feliciano em todas igrejas do Estado, mas o coordenador do GMUH decidiu, por conta própria, quebrar a regra.

No início de sua prédica, Joel Freire faz menção a um personagem banido há alguns anos da CGADB: Pr. Ouriel de Jesus! Acendeu o alerta, fui ao Google para confirmar se o homem que reservava lugar para os anjos no púlpito da World Revival Church estava lá. Sim! Ora, ora, ora, o GMUH... Ele já havia pregado lá em 2010, é freguês. O MP se esmerou em denunciar o desvio teológico de Ouriel. A CGADB defenestrou o pastor e seu ministério. E agora ele estava lá, novamente? Sendo mencionado com algum deferência por Pr. Joel Freire, que representava na ocasião o Pr. José Wellington? E, para todos efeitos, num evento da Assembleia de Deus!?

Acessei o site da igreja dele. Pelo pouco que li, não creio que tenha mudado. Denomina-se apóstolo. Recebe o profeta da prosperidade: Benny Hinn. Campanhas de sete sextas, da entrada na Arca (quem sabe foi por isso que tinha uma arca da aliança no GMUH?). Cultos proféticos. Não duvido que o livro O Triunfo Eterno da Igreja, escrito por revelação de Ouriel e equipe, aonde se propagam as heresias da World Revival, esteja sendo vendido pela própria igreja ainda. Então, por que convidá-lo? Por que a CGADB não censura a organização?

Mas, pergunta o leitor impaciente, o que tudo isso tem a ver com o início do post? É o seguinte: a mulher de Ouriel é uma pastora. E já o era, pelo que me consta, antes das aberrações de 2003. Vasculhando os sites da igreja e o Facebook de alguns de seus membros encontramos a menção a várias pastoras em seus cultos e sua estrutura. Não custa relembrar que o referido pastor era um dos queridinhos assembleianos ao ser enviado para os EUA. O que coroa a dissimulação é o seguinte: Nenhum dos grandes críticos do Ministério Feminino abandonaria o lugar ao saber que Ouriel de Jesus iria pregar. Nem por suas heresias, nem pela consagração de mulheres.

Eu sei porque muitos da blogosfera evangélica não criticam tais posturas e nada vêem de contraditória nelas. Uma das razões é querer pregar no GMUH em 2014!

Face da esposa de Ouriel http://www.facebook.com/jussarade.jesus.9\
Enquanto compunha este post encontrei isto no site da AD em Santos...

sábado, 4 de maio de 2013

O que aguarda os brasileiros...


Leiam um excerto da notícia:
O primeiro-ministro da Itália, Enrico Letta, afastou neste sábado a subsecretária do Ministério de Igualdade de Oportunidades, Michaela Biancofiore, por fazer críticas aos homossexuais em entrevista ao jornal italiano "La Repubblica" um dia após ser nomeada.A saída prematura da vice-ministra para se tornou um lembrete de quão delicada é a coalizão do primeiro-ministro Enrico Letta. Durante a semana, integrantes da coalizão do governo criticaram a opção do premiê por uma ministra negra para a pasta da Integração.
O que Michaela falou?
"Não me preocupam suas opiniões, não me aterrorizam. Por pelo menos uma vez, eu gostaria de ver as associações de gays, em vez de se juntarem em panelas, dizerem algo para condenar a recente morte de mulheres [na Itália]. Tudo o que fazem é defender apenas os seus interesses".
Estamos caminhando para uma situação semelhante. Falta-nos apenas tempo... Mas eu juro que tem até pastores que não pensam assim.

Notícia completa aqui.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

O jovem cristão e o perigo das redes sociais

Apresentação sintética sobre alguns dos perigos diretos e indiretos das redes sociais. Palestra promovida em Itapissuma/PE. Para baixar clique aqui.

terça-feira, 30 de abril de 2013

Por falar no GMUH, por que será...?

...que tem tantos com medo de consagrar mulheres? Será por pregações deste quilate? Eventuais gestos ou palavras mais, digamos, ousados, são típicos dos pregadores em geral, hoje. Nada que se ligue particularmente ao fato de ser mulher.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Falo e provo

Aqui está um dos textos em que Reinaldo Azevedo defende os evangélicos mais que todos os políticos assembleianos de Brasília.

O quanto amam Missões?

Faz tempo que bato na tecla (são tantas, não é? Meu piano deve ter uma dez oitavas!) dos congressos e eventos para encher o bolso de conferencistas, pregadores, itinerantes e cantores. Nada contra eventos, que se registre, o problema é sua profusão e o que, de fato, legam para a igreja. Lendo o Blog do Cantor e Pastor Eduardo Silva, me deparei com um post que traz os seguintes valores para os Gideões Missionários da Última Hora. Ao lado do nome do cantor ou preletor há o valor cobrado, as despesas adicionais e os assessores contactados para confirmar os valores. Eu conheço cantores brasileiros mais caros que os valores apresentados, por isso repercuti o assunto aqui:
André e Felipe – Cobram 3 mil por noite, mais as despesas com viagem, cantam com Playback.Ariely Bonatti – Cobra 1500 por noite, me fizeram uma oferta de 800 reais + a venda de 75 cds (cada um no valor de 15 reais), canta com Playback. (Assessoria Joelson)Mara Maravilha – Cobra 5.000 por noite, + despesas de viagens. (Assessoria Delvani Batista)Alex e Alex – 3.000 reais por noite (Playback). Com banda fica em 4.000 mil. Tudo isso fora as despesas de viagem. Pediram um tempo de ministração de 40 minutos ininterruptos, um local para a venda de CDs, e se caso a igreja remarcar a data do “culto”, haverá uma multa de 50 a 100% do valor contratado. O cantor partirá para o evento somente com o valor em conta, disponível para saque. (Assessora Aline Pinheiro)Dan e Daniel – Cobram 5.000 mil reais com Playback, ministração de 1 hora, e 8.000 mil reais com banda, ministração de 1h30min. Isso fora os gastos com as despesas de viagem.Elaine de Jesus – Cobra 4.000 reais + despesas de viagem. (Assessor Paulo)Dedé de Jesus – Cobra 2.500 reais +  despesas de viagem. (Mesmo assessor de Adeildo Costa)Alexandre Bernardino – Cobra 1.500 reais + despesas de viagem. (Mesmo assessor de Adeildo Costa)Gerson Rufino – Cobra 4.500 reais +  despesas de viagem. (Mesmo assessor de Adeildo Costa)Alexandre Baroni – Cobra 2.000 reais +  despesas de viagem. (Mesmo assessor de Adeildo Costa)Daniel e Samuel – Cobram 8.000 reais por noite, + despesas com a viagem. (Assessor Wellington Barbosa)Abílio Santana – Cobra 3.500 + despesas de viagem. (Mesmo assessor de Adeildo Costa)Paulo Marcelo – Cobra 3.000 mil reais por noite + despesas com a viagem.Yossef Akiva – Cobra 3.500 mil reais + despesas de viagem. (Assessora Edleine)Nerildo Accioly – Cobra 2.500 reais + despesas de viagem. (Mesmo assessor de Adeildo Costa)Adeildo Costa – Cobra 3.500 reais + despesas de viagem. Fiz a exigência de que fosse pregado BENÇÃO e VITÓRIA, e isso foi atendido. Ofereci mais 500 reais (fora o valor pedido pelo pregador) para que o pregador profetizasse alguma coisa sobre o pastor da igreja, para aumentar a credibilidade e o respeito com o rebanho. O assessor, por nome Douglas, concordou com isso, e por mais duas ou três vezes ele me garantiu que o Adeildo faria isso. Óbvio que meus pedidos não foram sérios, apenas queria ver até onde eles são capazes de ir.Lorinaldo Miranda – Cobra 1.000 reais por noite.*Cada valor foi consultado conforme a cidade que resido, para outras localidades, estes valores podem sofrer alterações.
É claro que já chegou a hora dessa palhaçada acabar. Os irmãos contribuem com dificuldades para verem as estrelas gospel se apresentar. Tem mais: o post calcula o montante para um evento desse porte. Somente com cachês passa de R$ 2 milhões.

Será que isso é amor por Missões? Será que é lícito gastar dízimos e ofertas para satisfazer tais egos, enquanto almas se perdem? Sem contar o gosto duvidoso (para ser educado) de muitas pregações e louvores...

Link para o blog do Pastor Eduardo Silva aqui.

É por isso que eu sou chato...

...quase sempre acerto nas colocações que faço. Falei sábado aqui sobre o vexame protagonizado pelo Pr. João Campos, vice-líder do PSDB, que em seu parecer como relator da famigerada PEC 33, aprovou a admissão da mesma. Hoje Josias de Souza, repórter da Folha desanca o pastor parlamentar. Por caminhos enviesados agora somos contrários aos Direitos Humanos com Feliciano e ao STF com João Campos. Boa representação parlamentar! Ainda ouço o eco do que falou um pastor sobre a política na igreja...

Link de Josias aqui.

O Livro da Vida (contra calvinistas e arminianos)

Uma boa discussão pescada do Blog Cristianismo Puro, do Gyordano Montenegro:

O livro de Apocalipse é provavelmente o livro bíblico de mais difícil interpretação. Seu texto relata as visões que teve um certo cristão de origem judaica que chama si mesmo simplesmente “João” (1:9), ao qual parte da tradição cristã desde bem cedo identificou como o Apóstolo João. São visões impressionantes sobre a perseguição da Igreja (sendo o vidente, ele mesmo, um dos perseguidos), sobre a destruição das forças (espirituais e políticas) que se opõem a Deus, a punição dos pecadores, sobre a felicidade perpétua dos santos, a renovação da Criação, assim como sobre o triunfo final e absoluto do Reino de Cristo.

O livro mostra eventos que já haviam ocorrido (como a vida de Jesus, 12:5), assim como eventos que estavam para ocorrer em um futuro mais distante (como o Juízo Final, 20:5ss). Dentre os símbolos apresentados no livro do Apocalipse está o Livro da Vida do Cordeiro. Embora nenhuma parte do livro se dedique a descrever em detalhes o livro, a sua imagem geral aparece ao longo de vários textos:

"O que vencer será vestido de vestes brancas,
e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da vida;
e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos."
(Apocalipse 3:5)

"E adoraram-na todos os que habitam sobre a terra,
esses cujo nome não está escrito desde a fundação do mundo
no livro da vida do Cordeiro que foi morto ."
(Apocalipse 13:8)

“A besta que viste foi e já não é,
e há de subir do abismo,
e irá à perdição;
e os que habitam na terra
(cujo nome não está escrito no livro da vida, desde a fundação do mundo)
se admirarão, vendo a besta que era e já não é, mas que virá.”
(Apocalipse 17:8)

12 E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus,
e abriram-se os livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida.
E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros,
segundo as suas obras.
15 E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo.
(Apocalipse 20:12,15)

"E não entrará nela coisa alguma que contamine, e cometa abominação e mentira;
mas só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro."
(Apocalipse 21:27)

Dos textos apresentados, pode-se deduzir que:
1) O Livro da Vida tem o nome de todos os que estão destinados para o Reino (3:5; 20:12,15).
2) Os que estão fora do Livro estão condenados (20:12,15).
3) Os nomes já estão escritos desde o princípio do mundo (13:8; 17:8)
4) O nome pode ser riscado do livro (3:5).

A imagem do Livro da Vida é claramente predestinária (o que não é incomum para a literatura apocalíptica). Nesse sentido, o Livro da Vida simplesmente não se encaixa no esquema arminiano. Em uma interpretação arminiana, o Livro da Vida poderia representar duas coisas. Por um lado, ele poderia representar a presciência de Deus, isto é, o fato de que Deus de antemão já saberia quem iria perseverar quem não iria (propter praevisa merita). Entretanto, essa possibilidade deve ser descartada exatamente pelo fato de que os nomes são riscados do livro, ao passo de que eles não são escritos nele (eles já estão escritos desde o princípio). Assim, dentro da lógica arminiana, os nomes não poderiam ser 'tirados' do livro; só deveria constar os nomes daqueles que Deus soubesse que perseverariam (aquele que vencer).

Por outro lado, o Livro poderia (ainda dentro da lógica arminana) representar o conjunto de todos aqueles que, em um dado momento, são fiéis; mas isso não é totalmente verdadeiro, porque os nomes dos fiéis já estão lá desde o princípio dos tempos, não sendo posteriormente adicionados. Ou seja, o livro não segue sendo “escrito” conforme as conversões ocorrem; pelo contrário, os nomes já estão lá, os nomes de todos os que herdarão o Reino e a vida eterna.

Interessantemente, o livro contradiz a concepção de predestinação reformada/calvinista pelo mesmo motivoque ele contradiz a primeira possibilidade arminana. Isso se dá porque a doutrina calvinista da “Perseverança dos Santos” não admite que um converso possa cair da graça, mas no Apocalipse de João claramente o nome de um dos que um dia não receberão a vida eterna está entre os nomes dos que receberão.

Tanto o arminianismo quanto o calvinismo admitem apenas duas classes de pessoas, com respeito à predestinação:

No arminianismo:
a) Aqueles de quem Deus prevê a perseverança.
b) Aqueles de quem Deus não prevê a perseverança.

No calvinismo:
a) Os predestinados para a vida eterna.
b) Os não predestinados para a vida eterna (réprobos).

Pelo contrário, no esquema predestinário do Apocalipse há três possibilidades, três classes de pessoas:
a) Não riscados: Perseveram.
b) Riscados: Não perseveram.
c) Nunca tiveram o nome no livro: Não predestinados para a vida eterna (réprobos).


A imagem de um livro nos céus com o nome dos salvos não é exclusiva do Apocalipse. Na realidade, ela aparece também nas palavras de Jesus:

Mas, não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos antes por estarem os vossos nomes escritos nos céus. (Lucas 10:20)

Interessantemente, Jesus diz isso mesmo antes de que Pedro se convertesse (Lucas 22:32), o que se encaixa perfeitamente no esquema deduzido do Apocalipse.

domingo, 28 de abril de 2013

Não confunda...


1) A vontade de Deus com a permissão de Deus. A vontade está ligada ao controle que Ele exerce sobre todas as coisas em todo o Universo. Sua permissão ao livre arbítrio que os homens exercem enquanto seres livres e autônomos em suas decisões. Por vezes aquilo que parece ser a vontade de Deus, nem chega perto de sua anuência.

2) A citação de muitos versículos num culto de doutrina ou pregação com uma exposição bíblica de qualidade. Citar muitos versículos pode estar apenas embotando a incapacidade do preletor de ligá-los e prover uma história única, com início, meio e fim. E o mais importante: com aproveitamento para o ouvinte.

3) A apresentação de diplomas com o preparo dialético do preletor. Por vezes, os usuários de tal expediente são apenas preparados intelectualmente, não tem correlação direta com a didática de sua prédica. Há analfabetos que sabem transmitir algo melhor que muitos doutores. A prova disso é a grande quantidade de pessoas no serviço público, que embora aprovadas em concurso são incompetentes e paquidérmicas na execução de suas atribuições.

4) O falar muito em línguas com espiritualidade. Por vezes, quem fala muito em línguas, especialmente ao microfone, está apenas disfarçando sua incompetência bíblica com uma aparência de poder. A farsa pode se manter de pé por anos. Desconfie, especialmente, daqueles que sentados nem glória a Deus dão, mas tão logo assomam o púlpito...

5) Quantidade com qualidade. Se quantidade representasse profundidade espiritual, fecharíamos os cultos e faríamos shows. Pirotecnia, gente aos borbotões, por vezes, é apenas sinal de oba oba, não deixa resíduo positivo. Não raro atrapalha mais do que ajuda.

6) Humildade com aparência. Ao longo destes 43 anos anos de vida conheci ricos humildes e pobres exaltados. Nem sempre é dinheiro que faz as pessoas serem orgulhosas, este comportamento depende da educação familiar e de diversos outros fatores. Lembre sempre do ditado: Quer conhecer alguém? Dê poder! Quer conhecer mais ainda? Tire o poder que tem!

7) Não confunda os amigos virtuais com os reais. Muitos dos amigos virtuais não te conhecem de verdade. Adicionam você somente para aumentar suas estatísticas. Amigo de verdade está ao seu lado, na alegria ou na tristeza. Isto não quer dizer que não hajam amigos virtuais, que seriam excelentes amigos reais.

Nem tudo que balança, cai. Nem tudo que reluz é ouro. Nem tudo que parece é.

sábado, 27 de abril de 2013

Se a moda pega...

Leio na Folha:
Angola proíbe operação de igrejas evangélicas do Brasil 
O governo de Angola baniu a maioria das igrejas evangélicas brasileiras do país. Segundo o governo, elas praticam "propaganda enganosa" e "se aproveitam das fragilidades do povo angolano", além de não terem reconhecimento do Estado. "O que mais existe aqui em Angola são igrejas de origem brasileira, e isso é um problema, elas brincam com as fragilidades do povo angolano e fazem propaganda enganosa", disse à Folha Rui Falcão, secretário do birô político do MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola) e porta-voz do partido, que está no poder desde a independência de Angola, em 1975.
E aí?

Eles só não se unem quando o assunto é família...


Os deputados evangélicos deram um vexame. Representados por João Campos, pastor assembleiano, e um dos mais influentes deputados da bancada evangélica, eles se uniram para aprovar em 1m47s, uma PEC que submeteria as decisões do Supremo Tribunal Federal ao crivo da Câmara dos Deputados. João Campos foi o relator da admissibilidade da PEC. No seu parecer evocou que "o STF vem se tornando um superlegislativo". Nunca ouvi nada dele sobre o exagero de Medidas Provisórias, uma arbitrariedade do Executivo.

Infelizmente, só se unem em torno de questões morais. Quando vocês viram algum deputado evangélico se posicionando contra a corrupção do Governo? Ou sobre os grandes problemas brasileiros?

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Já vi esse filme...

Lembrei! Foi com Kim! É cada uma...

Por conta do post anterior... Atualizado!

...um comentário dividido em dois me foi enviado. É anônimo, mas pede que eu tenha coragem de publicar. É brincadeira? Não perderia tempo com isso, se não soubesse quem o envia e se não representasse uma cosmovisão das mais absurdas possíveis, mas real dentro do inóspito sistema assembleiano.

Seu perfil está hospedado aqui https://plus.google.com/107219315207484950823/posts. Não tem nada, fotos, dados, etc. Até o nome parece fictício, criado sob medida para comentários do tipo.

Começa com aquela conhecida tentativa de diferenciação. Diz que sua Convenção, que, aliás, não foi citada no texto alvo do comentário, tem critérios mais rígidos para reconhecer um ministro que as demais, por isso, nela, a carteira da CGADB não vale nada. A certa altura diz: Carteira da CGADB hoje é fácil adquirir... Seria bom o corajoso anônimo (coisa esquisita!?) se identificar, para que pudesse ser arguido quanto aos caminhos para fazê-lo. É esse desprezo pelo que foi acordado convencionalmente que originou o post.

Diz que sou frouxo, logo eu que tenho abordado as mais críticas questões de nossa denominação e da igreja em geral, com foto, nome e sobrenome? Vejam, ele comenta anonimamente, mas não é frouxo! Vá entender. Fico mesmerizado com esse comportamento tão... corajoso! Diz que sou recalcado e invejoso. Rsrsrs. Só pode ser brincadeira!? Pense numa pessoa de bem com a vida... As pessoas pensam que para fazer uma crítica têm que desrespeitar e se agarrar...

Finaliza dizendo que nunca seria ministro em sua Convenção, ou dela seria desligado por desobediência. Para ele, cair novamente na mesma poça d'água porque o pastor sorriu quando aconteceu a primeira queda é sinal de lealdade. Provavelmente, lá os ministros não possuam omoplata, mas um projeto de asa! De anjo! Ele ainda me chama de irmão, parco sinal de progresso... Vá lá, meu irmão, com sua Convenção de elite! Nem eu, nem o perseguidor Paulo, nem o insurgente Elias, nem o traidor Pedro, seríamos páreo para vocês!

PS1: Um comentário dessa natureza diz muito mais sobre o que se tornou a CGADB do que qualquer tratado de 5.000 páginas.

PS2: Não vou publicar seu comentário. Primeiro cadastre-se, nome, sobrenome, perfil, dados, depois conversamos. E eu vou perder tempo com uma alma penada!? Comentários vindos assim são apagados, sem dó!

PS3: Meu 11º leitor assíduo é um stalker! Tem gente que gosta de ser alienado... Na Coréia do Norte tem muitos assim, programados para o serviço. Prefiro servir. E ainda diz que não pode se identificar... Amanhã é meu aniversário, me presenteie com um jejum, "José João"!

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Ah! Bom...

Pesquisando pelos resultados gerais da eleição da CGADB, fui ao site da instituição. Infelizmente, não havia nenhuma outra informação, a não ser sobre a votação do presidente. Aí, vi a pérola, pescada ipsi literis (grifo meu):
A credencial de Ministro do Evangelho da CGADB é a identificação oficial de pastores e evangelistas das Assembléias de Deus no Brasil e é válida em todo território nacional, bem como nos países onde as Assembléias de Deus estão presenteA credencial da CGADB é sempre acompanhada do Cartão de Filiação que é trocado a cada dois anos e o mesmo serve para comprovar que a Credencial está em dia, ou seja, o ministro está com a sua situação regular na Secretaria Geral. Isto serve para proteger as igrejas contra aqueles obreiros que já foram desligados ou estão com algum processo na CGADB e procuram usar a credencial indevidamente.
Mas eu juro que conheço Assembleias de Deus, no Brasil mesmo, aonde ela não tem valor algum...

Aliás, já existe o seguinte: Um irmão foi consagrado ao presbitério. Por conta de seu trabalho nas Forças Armadas, tempos depois, foi realocado em outro Estado. Mudou-se, saiu recomendado, sem problemas, sempre fora ativo no trabalho eclesiástico, etc e tal. Com o passar dos anos foi consagrado à evangelista e a pastor. Aposentou-se. Pensou consigo, vou voltar pra minha terrinha, para minha igreja, minha Convenção... Ao fazê-lo, apresentou suas credenciais, etc e tal. Foi informado do seguinte: Se quiser ser reconhecido como presbítero, cargo que ocupava quando saíra, tudo bem. Seu pastorado, porém, não seria reconhecido sob hipótese alguma!

A real beleza

Primeiro assistam ao vídeo abaixo:


 É uma campanha da Dove, que se tornou viral na Internet. Está aqui porque é um assunto que interessa. Qual a real beleza de uma pessoa? Precisamos das imposições de padrões do mundo moderno? Até o mundo da moda, pelo visto, anda cansado dessa ditadura da beleza.

terça-feira, 23 de abril de 2013

Clamando por equilíbrio!

Li em algum lugar que quando se colocava água demais no pão da proposição ele ficava duro. Quando óleo demais se esboroava. Assim é que devemos buscar o equilíbrio entre estarmos cheios do Espírito Santo e nos aprofundarmos na Palavra. Do contrário, ou seremos meninos espirituais ou insensíveis racionalistas.

Esta regra de ouro vale para todas os aspectos da vida. Infelizmente, o que mais há são crentes desequilibrados. Pastores desequilibrados, nem se fala mais. Por causa de desequilíbrio muitos crentes perderão o Céu.

Antes crescei na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo. A ele seja dada a glória, assim agora, como no dia da eternidade. Amém. (2 Pedro 3:18)

domingo, 21 de abril de 2013

O que precisamos fazer daqui pra frente?


A eleição tem o poder de nos hipnotizar. José Neumanne, em excelente artigo para o Estadão*, afirmou que os políticos (Dilma, Lula, Eduardo Campos, Serra & Cia) já estão em campanha para não ter que trabalhar. O que é verdade, ao menos em termos gerais. Os postulantes lançam seus balões de ensaio, os simpatizantes digladiam entre si, mas, enfim, a campanha chega ao final. Infelizmente, não houve nem um mês após as eleições da CGADB e já tem gente dizendo que não quer ser candidato. Quando se bota muito defeito no cavalo... Entenderam?

Passadas as eleições, digo, as nossas eleições assembleianas, é hora de arregaçar as mangas e fazer o que está previsto. Eu não vi em lugar algum as propostas da chapa Amigos do Presidente, mas supondo que há algo a fazer, que tenha havido algum compromisso, ao menos, informal, sugiro (quem sou eu, não é?) algumas ações. Uns tomarão por petulância, outros darão de ombros. É assim que as coisas funcionam hoje. Quando alguém sugere, é metido, quando não, é fleumático. Quando faz, exibido, quando não, omisso. Acontece...

Parto do pressuposto de que a CGADB é o CNJ das Assembleias de Deus no Brasil, inclusive as representa em eventos internacionais. Além disso está no topo da estratégia eclesiástica. Temos, então, alguns desafios. Creio que o nobre presidente terá a autoridade dada pela maioria dos votos em sua eleição, a garra e a disposição, pois postulou o posto e o apoio dos vários presidentes de Convenção Estadual que, em quase unanimidade, o apoiaram e à sua chapa. Notem, porém, que os desafios não estão postos para me agradar, ao contrário, são todos urgentes e necessários. Aliás, alguns deles são tão urgentes que já passaram do ponto!

1) Estruturar uma rede nacional de informações. A Convenção Geral não tem informações
confiáveis da quantidade de membros em nossas igrejas. Aliás, as Convenções também não, espelhadas, talvez, numa indolência generalizada. É a hora de se fazer um levantamento nacional e coletar estas informações junto às igrejas, fazendo a cobrança adequada por dados com qualidade e eficiência. Como desdobramento desta ação podemos delinear aonde investiremos tempo e recursos na evangelização e em outros esforços de cunho estratégico. Há alguns anos li, na Ultimato, que no sertão nordestino há 182 cidades com menos de 1% de evangélicos. Desconfio que os percentuais não sejam muito animadores em algumas cidades do Agreste também. Claro, claro, há o problema da desconfiança de compartilhar tais informações, mas a CGADB, amparada por seu estatuto, poderia superar tal obstáculo;

2) Estruturar um plano nacional de evangelismo. O último foi a Década da Colheita, há mais de vinte anos, em 1990. Há uma comissão da CGADB que utiliza dados ultrapassados de 1993. É preciso atualizar os dados, por isso o item anterior, mas também criar os eventos de forma a cobrir todo o Brasil. Porém, não basta dar relevo apenas a cantores e pregadores apadrinhados. É preciso algo maior. Que tal se espelhar no antigo Ministério Bernard Jonhson? Preparação dos envolvidos, evangelização, cruzadas com prioridade no louvor local e tempo de pregação, depois discipulado de qualidade. Imagino que os remanescentes daquele ministério não hesitariam em ajudar uma iniciativa nacional. O planejamento logístico e financeiro, que é fundamental, seria compartilhado entre a CGADB e as Convenções. Pra que tantas comissões, se não se pode fazer algo desse porte?

3) Atuar na qualidade teológica de nossas igrejas. Que tal um ENEM para os teólogos assembleianos? Um exame de proficiência teológica? Que tal estabelecer um nível mínimo de aprendizado nacional? Teriam os teólogos formados nos seminários assembleianos condições intelectuais de serem aprovados num exame sobre a teologia corriqueira dos seminários? Via de regra, há seminários cuja grade curricular é fraca e as aulas, propriamente ditas, uma negação. Mas são aprovados pelos conselhos educativos, sem que haja uma avaliação adequada de instalações, currículos e conteúdos.

De quebra, inibiríamos eventos ditos pentecostais cuja efusão conhecida é de arrogância e meninice espiritual. Investiríamos na qualidade teológica dos eventos promovidos pela CPAD, que, por vezes, deixam a desejar. Preletores preparados no currículo, mas fracos na exposição e no conteúdo. Eu já tive a oportunidade de me decepcionar com a expectativa em torno desses eventos. Mais de uma vez. O problema é que, via de regra, os preletores são escolhidos pela proximidade com o centro de poder, alijando os críticos mais competentes. Temos que acabar com esse ranço ultrapassado.

Eu estava, por exemplo, em Itapissuma/PE há alguns anos, quando um preletor assomou o púlpito. Este homem pregou por 45 minutos sobre a unção de Davi. Citou dezenas de versículos, a ponto de eu conferi-los pela minha incredulidade. Foram minutos de Bíblia e profundidade teológica. Detalhe: há inúmeros homens assim pelo Brasil que não tem oportunidade, nem apadrinhamento. Se formos incluir algumas mulheres bem preparadas que temos, alguém se eriça logo com a questão do ministério feminino, mas nenhum seminário, nenhuma EBD, abre mão de suas mulheres professoras!? Por mediocridade escolhemos o pior! O mais incrível é, por exemplo, disseminar via lições bíblicas palavras em grego e hebraico, quando nossos seminários, por vezes, não se aprofundam em tais matérias. Já há seminários que possuem uma grade curricular com exegese, sem ensinar as duas línguas padrão!

4) Despertamento de talentos no louvor e na produção literária. A CPAD, salvo raríssimas exceções, tem servido aos que gravitam em torno dela. Via de regra, para integrar o cast da editora é preciso um longo e heterodoxo caminho, quando a prioridade deveria ser a qualidade e o rigor teológico. No louvor se dá o mesmo. Por anos a Patmos Music lançou cantores convenientes para o eixo Sudeste, sendo que há inúmeros talentos Brasil afora! Não estou duvidando da qualidade de cantores e escritores que integram o quadro da editora, estou afirmando que há um Brasil de possibilidades. Tomemos, por exemplo, as lições bíblicas. São os mesmos comentaristas em 90% delas! Quantos Marcelos Santos ou Lídias existem Brasil afora? Dezenas, centenas, milhares? Lhes falta oportunidade!

O que fizeram com os concursos literários? Aonde estão os fomentos de talentos escritores? Por que os gêneros agraciados não mudam? Harry Porter vende milhões de exemplares no mundo e uma editora não percebe o filão? Tenham paciência!

5) Fazer as cobranças relativas ao uso do nome. Vou continuar batendo nessa tecla por quanto tempo for necessário. O corriqueiro hoje é uma pessoa qualquer abrir um ponto de pregação em casa e por um dístico: Assembleia de Deus dos Pés de Fogo. Faz só um adendozinho. Não pode ser assim. O nome Assembleia de Deus foi construído a ferro e fogo por nossos pioneiros. Não podemos, por omissão, deixar que qualquer um o aplique em qualquer lugar. Se o usuário não se dá por achado, esgotadas as gestões no campo pessoal, partamos para o acionamento jurídico. Conheço igrejas desse tipo que não tem sequer um CNPJ!

Outra atitude bem vinda seria a divulgação das Convenções filiadas à CGADB, através dos periódicos assembleianos ou com uma chamada para a página eletrônica da mesma, dando o máximo de destaque possível. Aqui, em Pernambuco, tem uma palhaçada promovida por determinadas pessoas dizendo que nossa Convenção COMADALPE não é filiada ao Belém, como se não fosse uma Convenção genuinamente assembleiana. Já tive a oportunidade de presenciar alguns irmãos incautos e inocentes mencionarem que seu líder outrora havia disseminado esta mentira. Por falar nesse assunto, seria muito bom que o presidente eleito instaurasse a prática de um obreiro da CGADB ser recebido, sem reservas, em qualquer Convenção filiada. No modus operandi atual o entendimento é que ou a carteira da CGADB está sendo dada a qualquer um (a juízo de uma pessoa ou outra) ou ela não vale nada, pois ao chegar em determinados lugares com sua carteira de ministro alguém corre o risco de ser menos bem recebido do que um não crente! Onde se viu isso? Ou então não precisamos da carteira? Se ela só vale em minha Convenção, quando eu viajar irei com uma carta!

6) Preparar a descentralização das eleições. É urgente, já passou da hora, dessas eleições serem feitas nas Convenções filiadas, num final de semana, por exemplo. O que acontece hoje é que quem pode ir à AGO vota e os demais são ministros de segunda categoria. Por conta do trabalho, da saúde, da extensão do deslocamento, os que não podem ir estão alijados das decisões. Das duas uma, ou se confia na seriedade das Convenções para realizar, com lisura, um processo desta natureza, ou desligamos aquelas nas quais não confiamos. O que não pode perdurar é esse alijamento!

A consequência disso é o total desinteresse dos que não podem ir à AGO, com o efeito adjacente da sub-representação. Agora mesmo 17.000 pessoas votaram por 50.000, decidindo o destino de 12 milhões!? Há alguma conveniência nisso ou já teria mudado. Pura sensatez concluir assim. Não pode passar despercebido que a maioria dos obreiros não é assalariada pela Igreja. Não podendo, portanto, ficar à disposição para esse tipo de deslocamento;

7) Administração financeira. Aqui é outros dos nós górdios, aliás, nem tão assim. Diz a lenda que o consistia de resolver um problema difícil com uma solução fácil. No caso em questão não há facilidade, mas falta boa vontade. De um lado temos a questão da administração propriamente dita, depois vem a prioridade, a transparência e a fiscalização. Conheço ministros de diversas Convenções Brasil afora. E a gritaria surda é a mesma. É uma fileira enorme de termos dos mais críticos aos mais leves, malversação e desvio dos recursos, utilização em proveito próprio, desperdício, falta de planejamento, ausência de orçamento, ostentação.

Se uma igreja foca grandes construções, mas não sustenta condignamente seus obreiros, ao menos aqueles responsáveis por igrejas, algo está errado. Afinal é aquele obreiro que mobiliza o carreamento de dízimos e ofertas para a tesouraria central. Que estas palavras não sejam tomadas apenas pelo lado racional, mas a realidade é que não é preciso muito para oferecer de maneira organizada e sensata tal sustento uma vez que nossas igrejas registram crescente arrecadação. Não é possível compreender que uma igreja possa financiar grandes eventos, sabendo que obreiros trabalhadores estão atravessando dificuldades e nada se faz por eles. Ou quando se sabe das dificuldades, mas se fique alheio à questão!

Algumas Convenções resolvem o problema da seguinte forma: quase não consagram ministros. Há um pequeno núcleo favorecido e os outros ficam a ver navios. Aliás, a figura do núcleo apanagiado financeiramente é predominante. Há obreiros que recebem um determinado valor e outros no mesmo patamar de responsabilidade e envolvimento que auferem a metade ou um terço. Porque não abanam o chapéu ou porque não têm um sobrenome famoso.

Eu não sei como é funcionamento da Convenção sob responsabilidade de nosso prezado presidente, neste quesito. Há 2.300 congregações lá, com frisou em entrevista ao Estadão, portanto, dinheiro não é problema. Espero que seja o modelo financeiro a ser seguido pelas demais Convenções.

Oportunamente, abordaremos outras questões. Estas são só para não termos que falar sobre a próxima eleição. Há problemas muitos maiores e mais importantes do que saber quem será indicado para o próximo pleito.

Artigo do Estadão: Eleição já, para não ter de trabalhar,

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Ovelhas comendo feno...


Pesquei esta pérola do Blog do Judson Canto:
O pregador competente reconhece que, se não expuser seu argumento em trinta minutos, é melhor mandar o povo para casa. Quem está habituado a falar em público nunca abusa do privilégio de uma audiência cativada.
Um problema é que, por vezes, nem 30 minutos resta ao pregador. Espreme daqui e dali, sobra 15! Louvor, louvor, louvor e louvor! À pregação sobra quase nada.

O outro é que há poucos pregadores preparados. Geralmente, é mais frase de efeito e chavão. Abençoam todo mundo e exposição bíblica de verdade quase nada. Falta leitura, meditação, esquematização, pesquisa e graça para expor. Depois que os itinerantes se espalharam pelo Brasil é que o negócio pegou fogo. Só querem vender DVD, apostila e livro. Há boas exceções? Com certeza. Mas a maioria é o CTRL + C, CTRL + V. Não seriam capazes de preencher uma redação sobre um tema relevante da Bíblia.

Eu aprendi que as ovelhas até comem feno, na ausência de um capim de boa qualidade. Mas crescem raquíticas pois o feno é somente para períodos em que não há comida abundante no campo ou nos quais é perigoso estar ao ar livre.

A Bíblia está aí, à disposição. Mas o que tem de pregador oferecendo auto-ajuda pro rebanho... Resultado: constipação, raquitismo, falta de firmeza, desesperança, analfabetismo bíblico. Depois eu sou crítico...

Blog do Judson, aqui.