domingo, 22 de junho de 2014

103 anos: o que comemorar?


O dia 18 de junho de 2014 imprime na história a marca dos 103 anos da Assembleia de Deus no Brasil. Não tive tempo para escrever sobre o fato. O faço agora de maneira resumida somente para não perder a deixa. Seguimos a linha crítica do blog, os ufanistas que escrevam em seus próprios espaços virtuais...

Em primeiro lugar, não falamos aqui de uma Assembleia de Deus, para desespero de Gunnar Vingren e Daniel Berg, se vivos estivessem. Tenho certeza que se soubessem aonde ia dar esse rio não cavariam seu olho d'água. Há ministérios às pencas, amparados no pomposo nome assembleiano. Alguns dos quais se distanciam radicalmente da ortodoxia evangélica. A apatia da CGADB para salvaguardar nosso quinhão é evidente.

Em segundo lugar, os projetos de poder se sobrepõe aos anseios do reino. É notório o encastelamento e o fortalecimento de nomes, personalizando a estrutura eclesiástica. Li quase nada sobre isso pelos blogs... Praticamente, não há governança corporativa, exceto por espasmos pontuais. Uma igreja com mais de cem anos deveria ter elaborado algo mais profissional e organizado. Aliás, a festa é o eco desses feudos, com uma comemoração em Belém, sob a égide da Igreja Mãe e outra em São Paulo [e Brasil afora] sob a liderança da CGADB. O episcopalismo se radicou no inconsciente coletivo, embora a liderança jure de pés juntos que somos congregacionais.

A denominação não tem projetos de grande porte. O que há são iniciativas isoladas. A Copa é o retrato disso. Aí vem uns pensadores falar apenas dos desvios doutrinários, esquecendo que muitos deles são apoiados e incentivados pelos próprios pastores. Quem não lembra do GMUH? Curiosamente, a maior ameaça hoje à Assembleia de Deus é a própria Igreja! Não ponham o Diabo nesse angu, há muito ele não precisa mais tentar os crentes assembleianos!

Para não ir mais além, as peças do xadrez assembleiano já se movem para a próxima eleição da Convenção Geral. Engana-se quem pensar que o problema está no pleito. Não, o problema está na incapacidade crônica de pensar na Igreja em detrimento próprio. A AD americana promove eleições até para pastores em TODAS as igrejas sob a coordenação central. Aliás, na América Latina aonde igrejas foram implantadas pelos missionários americanos, exceto o Brasil, segue-se o modelo. Mas esta é apenas uma faceta dos inúmeros problemas estruturais dos quais não conseguimos nos livrar.

Será que a próxima geração de líderes honrará o legado dos pioneiros? Terão a capacidade de fazer as transformações de que precisamos? São as perguntas que me recorre todos os dias. Comemoremos pesarosos...

Vamos a um pouco de história?

No princípio era uma Assembleia de Deus. Oops! Era, mais precisamente, a Missão da Fé Apostólica, primeiro nome em terras tupiniquins. Missionária desde o início, ecoando os princípios da Igreja Primitiva. Quando foi necessário fazer o registro civil, afinal era uma associação com personalidade jurídica, Gunnar Vingren, numa estação de bonde com alguns irmãos, sugeriu duas opções: o nome que conhecemos, utilizado nos EUA, ou Igreja Pentecostal. A primeira opção foi unanimidade.
Assim nasceu nossa querida Assembleia de Deus, evocando os princípios congregacionais das igrejas americanas e suecas que, em parte, financiaram a empreitada missionária dos dois pioneiros e da própria Igreja Batista da qual eram oriundos os 21 membros iniciais e seus fundadores. O termo assembleia carregava aquele nobre sentimento de igualdade, fraternidade e compromisso mútuo. É significativo o registro captado neste trecho de um livro sobre nossa história: ...tanto nos periódicos como nas cartas, os suecos ao falarem uns dos outros, ou de outros pastores brasileiros, sempre se reportam ao “irmão Vingren”, “ irmão Berg”, “irmão Nystron”. Note-se bem: esse tratamento paritário que os pastores (inclusive os pastores-presidentes das igrejas-sede) usam entre si, é o mesmo que todos os crentes, gente comum e sem título, usa entre si. Óbvio, todos são irmãos[1].
Tanto Gunnar Vingren, quanto Daniel Berg, tidos, indiscutivelmente, como fundadores nunca tiveram pendores patrimonialistas. Nunca registraram templos ou bens em seus nomes ou de parentes indefinidamente. Ao transferir o controle para os brasileiros, por volta do ano 1930, nada exigiram como reparação para si ou para outrem. Não há registro de indenizações ou reparações pecuniárias, nem mesmo após suas mortes. E seus filhos e descendentes nunca reclamaram algo neste sentido. O mesmo se pode dizer dos demais missionários estrangeiros que os auxiliariam nos anos mais decisivos da denominação. Ninguém estava fazendo investimento ou acumulando poupança! O detalhe é que eram pessoas humildes, tendo, inclusive, se dirigido aos EUA, entre outras razões, por conta de desemprego e crises financeiras em seu país de origem. Com a explosão numérica da denominação poderiam ter crescido o olho, amealhando quinhões e vantagens.
Outro traço marcante dos anos iniciais de nossa Igreja era que os pastores circulavam livremente em todo Território Nacional. Ou seja, não havia feudos em cidades ou Estados que impedissem a atuação ou grupos reunidos em Convenções distintas. Curiosamente, Vingren nunca gostou da ideia de se ter uma Convenção Geral[2]! Talvez sua mentalidade batista conservasse a ideia de que cada Igreja deveria seguir o modelo da autogestão. Ele pastoreou igrejas tão distantes quanto Belém e Rio de Janeiro. Berg, por sua vez, instalou-se em Vitória (ES) em 1922, apenas onze anos após a fundação da Igreja. Cinco anos depois pastoreou Santos (SP)! Lendo as biografias dos pioneiros presenciamos tal distância de destinos em praticamente todos eles. Tanto faz estarem nos rincões do Nordeste, embrenhados em alguma região amazônica, quanto adentrarem nos templos do Sul do País. Era uma só casa, uma só família, uma só igreja, um só rebanho.




[1] Alencar, Gedeon,  Matriz Pentecostal Brasileira, 2012, Editora Novos Diálogos
[2] Para os suecos as igrejas seriam comunidades livres. Para termos ideia de como levaram o pressuposto a sério, somente em 2004 nasceu a primeira convenção naquele país

sábado, 21 de junho de 2014

Pronto, agora os desigrejados e descolados tem sua própria Bíblia de Estudo!

Augusto Cury lança Bíblia de estudo e diz ser um “cristão sem fronteiras”

O psiquiatra e escritor Augusto Cury, conhecido por seus livros de sucesso, vai lançar uma bíblia de estudo: a Bíblia King James Atualizada “Freemind”, pela Editora Abba Press. O evento de lançamento vai ocorrer no dia 05 de julho, na Igreja Batista do Morumbi, em São Paulo (SP). 


Além da clássica versão King James, a Bíblia também traz cerca de 200 páginas com a tese de doutorado de Augusto Cury, chamada de “Freemind – Mentes Livres” com 24 princípios básicos, além de reflexões, exercícios e dinâmicas, que podem ser praticadas em grupo ou individualmente. A metodologia traz ferramentas psicossociais que auxiliam os usuários de drogas/álcool a lidar com suas mentes. 
Na entrevista a seguir, Augusto Cury admite que já foi “um dos maiores ateus que pisou nesta terra. Mas depois de estudar a personalidade de Jesus sob o crivo da ciência, percebi claramente que ele não cabe no imaginário humano. Tornei-me um cristão sem fronteiras”. 

1. Como a psiquiatria pode contribuir para uma leitura mais profunda da Bíblia? E como a Bíblia pode contribuir para um olhar mais maduro da psiquiatria? É possível fazer a relação entre as duas? 
A psiquiatria é uma área nobre da medicina que estuda a mente humana e procura tratamentos científicos para os transtornos psicológicos. Importantes descobertas da ciência chegaram à conclusão de que na base de muitas doenças psiquiátricas, há, além de fatores genéticos e predisposições familiares, causas relacionadas à falta de proteção emocional, crise no gerenciamento da mente, traumas, perdas, sofrimento por antecipação, conflitos na relação entre pais e filhos e entre casais. 
Mais de três bilhões de pessoas, mais da metade da população mundial, cedo ou tarde desenvolverão uma doença psíquica. E elas não escolhem cor, raça, religião, cultura. E a minoria vai se tratar. E o tratamento é caro. Por isso desenvolvi o “Freemind” e o estou disponibilizando gratuitamente. Embora as editoras que o publiquem, como a Aba Press, tenham seus custos e necessitem cobrar pelos livros, mas eu não recebo literalmente nada, a não ser o prazer em contribuir com a humanidade. 
Aprender a doar-se sem esperar o retorno, entender que por detrás de uma pessoa que fere há uma pessoa ferida, colocar-se no lugar dos outros, nunca exigir o que os outros não podem dar, aprender a arte de perdoar e de se perdoar, contemplar o belo e conquistar aquilo que o dinheiro não compra, são ferramentas psicológicas fundamentais que constam tanto da psicologia moderna como do pool de ferramentas que Jesus, como o Mestres dos mestres, ensinou e trabalhou amplamente em seus discípulos. O Freemind aborda todas essas técnicas. 
Essas ferramentas também constam do programa EI (escola da inteligência) para prevenir ansiedade e outros transtornos emocionais e desenvolver a inteligência socioemocional das crianças. Eu não apenas renunciei aos direitos autorais do Freemind, mas também aos direitos do programa EI. O Freemind é para os adultos e a EI é para entrar na grade curricular das escolas das crianças e adolescentes. Pais e diretores de escolas deveriam conhecê-lo com urgência. É como uma vacina emocional. 
Como toda vacina nenhuma é 100% segura, mas pode ser extremamente útil. Seu filho sabe proteger a emoção e lidar com a ansiedade? Tem autoestima sólida e sabe se colocar no lugar dos outros? Pense nisso e acesse contato@escoladainteligencia.com.br. Quem quiser acessar o Freemind, além da versão King James, acesse o site do escritor. 

2. Muitos relacionam a religião com fanatismo e, consequentemente, com desequilíbrios emocionais e mentais. Que contribuições o Cristianismo poderia dar para nossa saúde mental e emocional? 
O fanatismo, o radicalismo, a rigidez, a necessidade neurótica de estar sempre certo, são sintomas de doenças psíquicas. Se as religiões e as ciências humanas tivessem estudados as ferramentas psicológicas que Jesus utilizou na educação da emoção dos seus alunos ou discípulos, a humanidade não seria a mesma. Por exemplo, no exato momento em que Judas o traiu, ele não fechou as janelas do seu cérebro e, portanto, não reagiu por instinto, condenando e excluindo seu traidor. Ao contrário, para espanto da psiquiatria e psicologia, Jesus abriu as janelas da memória e deu uma resposta bombástica que retirou Judas das fronteiras das janelas Killer ou traumática. Como digo no livro “Felicidade Roubada, o Mestre dos mestres” abriu o circuito da memória do seu traidor. 
O que ele fez? Conquistou o território da emoção para depois o da razão. Ele exaltou seu traidor, o chamou de amigo e lhe fez uma pergunta (Amigo, para que vieste?). Nunca alguém tão grande se fez tão pequeno para transformar os pequenos em grandes. Quase Judas reescreve sua história, corrige seus erros e se torna um grande pensador, mas infelizmente entrou numa janela Killer da culpa fatal e se autopuniu. Muitos pais e casais, inclusive cristãos, destroem suas relações, porque fazem o contrário do que Jesus fez. São especialistas em apontar falhas e criticar. Não entendem que ninguém muda ninguém. Temos o poder de piorar os outros e não de mudá-los. Só podemos contribuir com eles se aprendemos a elogiar antes de criticar. 
Muitos religiosos fundamentalistas cometeram atrocidades em nome de Cristo, feriram, excluíram, mataram. Enfim, criaram um Cristo a imagem e semelhança da sua vaidade. Se de fato conhecessem o homem que dividiu a história, a humanidade não seria manchada de sangue, violência e hipocrisia ao longo das eras. Jesus foi “o poeta da generosidade” e da inclusão social. Investiu tudo o que tinha nos que pouco tinham. Nunca pressionou ninguém a segui-lo. Não queria mentes adestradas, mas mentes livres que o amasse o seguisse espontaneamente. 
Os ensinamentos do maior educador da história é um convite a sabedoria, a tolerância e a saúde emocional. 

3. Você é cristão? Qual sua experiência de fé? 
Fui um dos maiores ateus que pisou nesta terra. Mas depois de estudar a personalidade de Jesus sob o crivo da ciência, percebi claramente que ele não cabe no imaginário humano. Tornei-me um cristão sem fronteiras. Mas não defendo uma religião, e dentro das minhas limitações procuro como escritor através do Freemind contribuir com a saúde emocional de todos os homens. Escrevo para dezenas de milhões de pessoas, inclusive para acadêmicos e ateus. 
Tenho amigos íntimos e preciosos no protestantismo, no catolicismo, no budismo em outras religiões. Acho importante que as pessoas através de suas religiões busquem ao Deus Vivo. Mas não podemos esquecer que uma pessoa é verdadeiramente madura quando ama os que pensam diferente e tem um caso de amor com a humanidade, como amplamente fez Jesus, caso contrário irá atirar pedras. A única vez que ele aceitou estar acima dos homens foi quando tremulava sobre um madeiro. Ele desculpou seus torturadores e abraçou o condenado ao seu lado como um príncipe, mesmo sem usar os braços e ainda protegeu sua mãe com a expressão “mulher, eis ai teu filho”. Parece fria a sua resposta, mas foi carregada de afeto. Lembrou-se que Maria era a mulher das mulheres, mas um dia ela o perderia. Pediu que João cuidasse dela em seu lugar. Ele foi Freemind, teve uma mente livre, mesmo quando o mundo desabava sobre ele. Quem reagiu como ele na história? Freud, Einstein, Marx, Spinosa, Sartre, Kant, Hegel? 

Como digo no livro “Pais inteligentes formam sucessores e não herdeiros”, ele formou pensadores ou sucessores que construíram seu legado e se curvaram em agradecimento a tudo e a todos e não herdeiros irresponsáveis, ingratos, flutuantes e imediatistas e que vivem na sombra dos seus pais e líderes. Ele foi Freemind e produziu inúmeros Freeminds. Quanto ao que sou, minhas interpretações e minha história gritam por mim mais do que minhas palavras. 


*** O diretor editorial da Abba Press e presidente da Sociedade Bíblica Ibero-Americana no Brasil, Oswaldo Paião, explica mais sobre esta edição King James: 

1. Como você poderia descrever a Bíblia Freemind. É uma Bíblia de estudo? Qual o conteúdo desta edição? Como ela pode ser útil para os seus leitores? 
Sim, a Bíblia King James Freemind é uma edição de estudo; reúne o melhor da erudição na tradução dos mais antigos manuscritos bíblicos nas línguas originais (hebraico, aramaico e grego) com a tese de doutorado do conhecido médico, psiquiatra de escritor cristão Dr. Augusto Cury, que para essa edição da King James Freemind crio uma série de exercícios práticos, a cada capítulo da obra, a fim de cooperar com os leitores em suas aplicações diárias. O leitor vai compreender passo a passo que pode sair de um ponto em sua existência para uma dimensão muito mais feliz e livre dos condicionamentos impostos por nossa sociedade (o que o autor chama de “janelas Killer”). É ao abrir de “janelas Light” – ou seja, novas e maravilhosas formas de responder aos problemas e à vida – que o leitor vai alçar voo em sua jornada rumo ao céu. Como nas palavras do Apóstolo Paulo em sua carta à igreja em Roma: “Portanto, caros irmãos, rogo-vos pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é vosso culto lógico” (Rm 12.1 KJA), compreendendo que o significado da expressão grega “logikos” é um viver totalmente “espiritual” cuja “razão” não está nos formalismo da lei nem nos rituais e formalismos do templo, mas em um estilo de vida de profunda comunhão de amor com o Espírito de Deus, o que proporciona a verdade libertação da alma (e da psique) de todos os bloqueios, traumas e condicionamentos sociais e psicológicos (1Pe 2.2 KJA).

2. Qual a contribuição do Dr. Augusto Cury para esta edição da Bíblia King James?
Essa edição de estudo da Bíblia King James Freemind é composta do texto bíblico completo (AT e NT), e ao final, cerca de 200 páginas com a tese do Dr. Augusto Cury, chamada de “Freemind – Mentes Livres” com 24 princípios básicos, além de reflexões, exercícios e dinâmicas, que podem ser praticadas em grupo ou individualmente.

3. Do que se trata a Conferência Freemind? É um projeto a longo prazo? 
A Conferência Freemind, que ocorrerá no próximo dia 05 de julho no auditório da Igreja Batista do Morumbi, é um dia dedicado pelo Dr. Cury a ensinar como os leitores poderão colocar em prática as ferramentas e princípios da sua tese de reprogramação mental, emocional e espiritual a fim de que novos horizontes de felicidade sejam experimentados e a libertação de eventuais amarguras, traumas, vícios, sistemas nervosos e de autopunição (culpa) sejam equacionados e tratados. 

4. Qual será o tema da palestra do Dr. Augusto?
A palestra do Dr. Cury será das 9h30 às 13h30 basicamente sobre o Freemind e sua aplicação prática à vida de cada pessoa e seu circulo de amigos. No final, o Dr. Cury trará uma aplicação especial dos conceitos Freemind para o viver em família e especialmente entre marido e mulher. 

Serviço:
As inscrições para a conferência ainda estão abertas.
Por telefone: (11) 5523-9441 ou 5686-5058
Por e-mail: jorge@abbapress.com.br 
Local: Igreja Batista do Morumbi em São Paulo.
Mais informações: aqui.

Todos os inscritos na Conferência Freenmind receberão gratuitamente uma edição especial e de lançamento da Bíblia King James Freemind com todos os estudos da Conferência num único volume. Além de coffee-breaks e certificados.

Ultimato

Notícia copiada de: http://www.noticiascristas.com/2014/06/augusto-cury-lanca-biblia-de-estudo-e.html#ixzz35HD2PLL0 
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sexta-feira, 20 de junho de 2014

Emblemático dos debates que já travamos aqui


Igreja-Mãe (não gosto do título!) escolheu mil missionárias para enviar ao campo. É disso que falamos desde sempre. Notemos que agora eles já não tem mais vergonha de expor o método. Escolhem, enviam, elas cavam o poço, depois (não sei se é a opção da igreja em destaque) um homem cuida da água. Entenderam ou foi sutil?

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Inscreva-se no Simpósio Ciência e Fé e concorra ao livro Novas evidências…


Existe alguma evidência verossímil de Cristo ser Deus, além de sua própria afirmação?

O Cristianismo se susterá diante dos críticos do século XXI?

Os cristãos do mundo de hoje enfrentam crescentes desafi os para demonstrar que sua fé é tão relevante quanto crível. Em Novas evidências que exigem um veredito, Josh McDowell junta dois best-sellers em um volume, mantendo a clássica defesa da fé e respondendo novas questões apresentadas pela cultura da atualidade.

Neste livro você encontra:
• Novas pesquisas e documentos de evidências arqueológicas dos últimos vinte anos.
• Novos capítulos enfatizando a busca pelo Jesus histórico.
• Nova seção cobrindo tópicos como a natureza da verdade, as respostas ao pós-modernismo, ceticismo, agnosticismo e misticismo, a certeza da visão cristã de mundo e a cognoscibilidade da História.
• Nova organização, mais efi ciente e mais conveniente para o manuseio.
• Novo formato, mais atrativo, contendo elementos para facilitar a utilização do livro, como design das páginas, tabelas, gráfi cos, diagramas e barras laterais.

Novas evidências que exigem um veredito é a ajuda que os cristãos esperavam para defender e apresentar sua fé a mentes céticas e aguçadas.
O autor
Um pioneiro em assunto de relacionamentos e de verdade, Josh McDowell está na vanguarda das tendências culturais com um ministério inovador há cinco décadas.
Josh compartilha a essência da fé cristã na linguagem cotidiana para que jovens, famílias, igrejas, líderes e pessoas de todas as idades estejam preparados para uma vida de fé e com o trabalho no ministério. Isso inclui materiais adequados baseados em anos de experiências, novas tecnologias e parcerias estratégicas.
Desde 1961, Josh já falou em mais de 26.000 encontros com mais de dez milhões de jovens e seus famíliares em 125 países. Ele é o autor ou co-autor de 140 livros, incluindo Mais Que Um Carpinteiro e New Evidence That Demands a Verdict (Nova Evidência que Demanda um Veredito) , reconhecido peloWorld Magazine como um dos 40 melhores livros do século XX. Os livros de Josh estão disponíveis em 100 idiomas diferentes.
Para Josh e Dottie, depois de seu amor pelo Senhor, a família é sua maior alegria e prioridade. Eles estão casados há mais de 40 anos, têm quatro filhos maravilhosos e oito netos queridos.
O Ministério Josh McDowell é uma divisão da Cruzada Estudantil Internacional Para Cristo.

Inscreva-se no Simpósio Ciência & Fé e concorra a cinco livros Razões para crer


Sinopse
A igreja enfrenta uma confusa série de questões que desafiam a verdade ou plausibilidade das alegações cristãs. Razões para Crer proporciona uma resposta informativa e útil para muitas destas questões. Mesmo aqueles que não concordarem com cada argumento ou conclusão, irão se beneficiar com a leitura cuidadosa deste trabalho significativo sobre apologética cristã.
Norman Geisler e Chad Meister reuniram muitos dos mais destacados apologistas de hoje em Razões para Crer, um livro totalmente novo, que serve de excelente recurso para quem procura respostas sobre questões de fé. Bem documentado, mas mesmo assim acessível ao leitor comum, os autores estabeleceram um novo padrão de escrita colaborativa na área da apologética.
Resenha
Diante de uma exposição bíblica e sistemática, alguns dos mais renomados e respeitados teólogos e apologistas internacionais da atualidade – tais como Josh McDowell, Norman L. Geisler, Ron Rhodes entre outros – reuniram-se  e escreveram um verdadeiro manual apologético. A obra aborda vários aspectos da apologia cristã, e está dividida em quatro assuntos base como; O que é apologética e por que precisamos dela; Questões culturais e teológicas na apologética; Defendendo o teísmo cristão; e Movimentos religiosos do mundo. Cada assunto é detalhado através de sub tópicos enriquecendo ainda mais os argumento a favor da Fé Cristã.
Autores
Norman Geisler
É Ph.D. em filosofia, professor universitário há mais de 50 anos, autor, co-autor, editor de mais de sessenta livros e centenas de artigos e um dos mais influentes líderes na área de teologia e apologética cristã na atualidade é também diretor do Southern Evangelical Seminary, e líder apologista cristão.
Chad V. Meister
Professor de Filosofia no Bethel College, em Indiana, EUA. A maioria dos seus livros tem a ver com Deus ou algum assunto relacionado a Deus ou o Cristianismo. Autor de mais de 15 livros e também Co-editor Geral na Cambridge University Press.


Informe-se sobre o evento em: http://addesterro.org/index.php/cienciafe-2014

sábado, 10 de maio de 2014

Salada de sábado!

GMUH I

Parece que arrefeceu o carisma do evento. Os pregadores estão calados e taciturnos. Eventuais candidatos dão de ombros e parecem ignorar a repercussão. A admissão de culpa foi um soco no estômago de muita gente, não na minha. Este blog fanfarrão dá alguns furos de vez em quando. Aqui e aqui vocês poderão ler alguma coisa.

GMUH II

Uma observação importante é que o trabalho dos GMUH nas missões em todo o Brasil poderá sofrer a partir da confissão. Infelizmente, muitas almas irão se perder, se isto acontecer. E não se pode culpar o Diabo.

Pastorado feminino I

Os pastores Renato Vargens e Augustus Nicodemus continuam sua mesopotâmica cruzada contra o pastorado feminino, que, aliás, na surdina envolve a maioria das igrejas históricas. Ninguém é bobo de impedir a atuação das mulheres, diga-se, permitida e incentivada pelos homens. A graça é vê-los argumentar. Missionária? Pooode! Dirigente de crianças (aquelas criaturas quietinhas)? Pooode! Professora de crianças? Pooode! Diaconisa? Não pooode! Presbítera? Não pooode! Pastora? Nem sonhando! E as mulheres de pastores influindo até em consagrações...

Pastorado feminino II

Tem uns assembleianos que brandem os textos dos dois para defender suas posições. Será que fariam o mesmo com o Calvinismo inveterado de ambos? Acho que não. Ortodoxia seletiva é assim.

Pastorado feminino III

O argumento mais interessante dá conta que a opção pelo pastorado feminino seria o indicativo do caos na OPBB (Ordem dos Pastores Batistas do Brasil). Ahã! Sei, todos os problemas, de repente, ficaram menores. Ora, vão pentear macacos! Tantos problemas nas igrejas e justo esse é o X da questão!?

Ensinar a ensinar

Eis o desafio principal da EBD. Precisamos avaliar o saldo das palestras e eventos do gênero. Defendo a criacão de um "ENEM" na EBD. Para que possamos avaliar o desempenho dos alunos e estabelecer políticas de ensino adequadas. Com a palavra a CPAD que detem o monopólio do ensino na AD.

EBO em Abreu e Lima

Esta semana tem início a EBO em Abreu e Lima/PE. Durante o dia e à noite, até as 21:00h, que ninguém é de ferro, teremos estudos e cultos. Participe. Maiores informações no site da COMADALPE (www.comadalpe.org).

Leitura da Bíblia

Você já leu a Bíblia hoje? E esta semana? Já estudou-a este mês? Muito menos. A SBB bate recordes sucessivos de distribuição, porém, a leitura anda escassa.

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Eram línguas de homens?


Alguns fatos me motivam a escrever estas linhas. Em primeiro lugar, estivemos por longas semanas estudando a natureza e a deidade do Espírito Santo nas congregações que auxiliamos. Seus atributos e dons foram alvos de análise perante nossos irmãos. Cremos que houve um grande aprendizado. Em segundo lugar, recrudesce os ataques à atualidade dos dons. De expoentes mais famosos a personagens caricatos, todos parecem irmanados em fazer calar o Espírito Santo, inibindo seu vento. Em terceiro lugar, a apatia dos pentecostais para assuntos mais aprofundados e/ou para buscar mais de Deus neste particular. Não esqueçamos a premissa paulina de I Coríntios 12:31: Buscai, com zelo, os melhores dons...

Nada do que vai aqui é inédito, seria muita pretensão. É apenas uma apanhado. O termo língua (glôssa) no Novo Testamento grego ocorre 50 vezes[1]. Falar em línguas é uma promessa de Jesus aos seus seguidores (Marcos 16:17). Por que, pois, há tanta celeuma? Penso que é ponto pacífico o que aconteceu à Igreja Primitiva, não restando maiores questionamentos quanto àquele episódio de Atos 2. Por que o há na Igreja hodierna?

Um dos mais acabados e falaciosos argumentos quanto à cessação dos dons defende que as línguas faladas em Pentecostes eram humanas. Dialetos e idiomas de quatorze nações, segundo a argumentação, teriam sido faladas naquele conclave em Jerusalém. Enumeremos as contraposições:

1) Todos os judeus falavam ou conheciam o hebraico à época. O menino aos treze e a menina aos doze (alguns autores divergem quanto à idade exata) participariam de uma cerimônia que os definiria para sempre como participantes do povo judeu. Para provar sua identidade, ele ou ela, eram obrigados a recitar passagens inteiras decoradas da Torá. Aqueles que estavam na cidade de Jerusalém, exceto por autoridades, soldados e algumas poucas pessoas, eram todos judeus da Dispersão. Logo, se Deus queria lhes falar por que não usar seus discípulos em hebraico?

2) Todos os visitantes e habitantes de Jerusalém conheciam o grego, que era a língua franca do mundo do Novo Testamento. O versículo 5 deste capítulo fala de prosélitos, ou seja, gentios convertidos ao judaísmo, que tinham de passar pela cerimônia de batismo, que incluía a leitura de porções da Torá e além disso conheciam a língua grega. Se Deus lhes queria falar por que não usar seus discípulos em grego? O que queremos provar com isso é que não haveria uma alegada dificuldade de comunicação, a ponto de uma mensagem ser encaminhada aos ouvintes em uma língua particular. Todos a entenderiam em, ao menos, dois idiomas conhecidos e utilizados (havia ainda outra língua falada pelo povão: o aramaico). E nem mesmo os apóstolos tinham dificuldade na evangelização, ou seja, não era necessário nenhuma intervenção sobrenatural para que se fizessem entender ao pregar o Evangelho ao mundo conhecido de então!

3) Em Éfeso havia uma comunidade evangelizada por Apolo, grande orador e expositor, mas não batizado no Espírito Santo. Doze pessoas exclamaram: Nem ouvimos dizer que existe o Espírito Santo! quando Paulo perguntou se eram batizados no Espírito Santo. Todos falavam a mesma língua. Paulo orou por eles, foram batizados e tanto falavam em línguas, quanto profetizavam. Havia Deus perdido a mão? Detalhe: Todos já eram salvos e, sem saber, já eram habitação do Espírito Santo! Apenas não haviam recebido o revestimento de poder decorrente do batismo. Esta história está no capítulo 19 do livro de Atos.

4) Em Atos 10:44-47 temos outra história interessante. Gentios ouviam Pedro pregando, provavelmente em grego (língua franca, lembram?) e veio sobre eles o batismo no Espírito Santo e falavam em línguas estranhas. O texto ainda arremata: ...também sobre os gentios foi derramado o dom do Espírito Santo; pois os ouvíamos falando em línguas... ou seja, inequivocamente não eram línguas de homens, pois que os discípulos não precisavam ser evangelizados!

5) Os apóstolos singraram muitos mares em busca de almas. Paulo, sozinho, percorreu milhares de quilômetros pela Europa e Ásia, inclusive em algumas cidades mencionadas no Pentecostes. Não lhes parece estranho que nunca o texto bíblico tenha dito que pregaram em línguas? Se as línguas são idiomas, então, concluímos que em várias vezes os apóstolos e demais discípulos seriam usados neles para a pregação do Evangelho. Aonde estão as referências? Filipe, por exemplo, se dirigiu ao eunuco (Atos 8:29) quando este lia uma narrativa da Septuaginta ou LXX, a versão em grego do Velho Testamento. E não lhe falou em outra língua senão em grego!

6) Partamos do princípio que as línguas eram idiomas, sobrenaturalmente aprendidos por ocasião do derramamento do Espírito Santo. Ora, os discípulos alcançaram muitos povos e escreveram muitas cartas evangelísticas e exortativas. Haveria Deus falhado em usá-los de tal forma a que escrevessem no idioma destes destinatários? Não há um só manuscrito do NT (embora destinados a povos distintos) que esteja em outras línguas que não grego, hebraico ou aramaico! Ou só lhes daria por milagre a fala naqueles estrangeiros idiomas?

7) Ouçamos Paulo em I Coríntios 14:2: Porque o que fala em língua desconhecida não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende, e em espírito fala mistérios. Como assim, não fala aos homens, senão a Deus, se há defensores das línguas como idiomas? Fala em espírito? Mistérios? É um versículo chave para desfazer a insensatez. Continue lendo os versículos seguintes, o contexto é claríssimo. Somente alguém mal intencionado, tentando provar uma tese inexistente, poderia afirmar que Paulo fala de línguas humanas.

8) Em I Coríntios 13:1 está a pá de cal no assunto. Ainda que em fale as línguas dos homens e dos anjos...

A conclusão óbvia é que não eram línguas humanas as que os discípulos falaram em Atos. Ainda resta outra questão: Então como se explica o espanto daquelas quatorze nações ao ouvirem os discípulos falando em seus idiomas? Nada mais que a operação de outro dom. Sobrenaturalmente, o Espírito Santo usava seus discípulos naquele momento no idioma deles, através do dom de interpretação de línguas. Não apenas ouviam em grego ou hebraico, o que soaria natural para os ouvintes, como nos idiomas nativos. Aí, sim, um espantoso milagre!

Por aqui conta-se que um dos Lundgren, poderosos donos de tecelagens em Paulista, Pernambuco, passava em frente à uma de nossas congregações, quando ouviu alguém lá dentro falando em alemão para ele. Acorreu ao recinto, pensando encontrar algum parente conhecido. Era um irmão sendo usado por Deus para comunicar as Boas Novas. Certamente, aquele irmão nunca mais pregou em alemão. Era um milagre.

[1] Concordância Fiel do Novo Testamento Grego-Português, Volume I, 1994, Editora Fiel

domingo, 20 de abril de 2014

O que aconteceu a Jesus no intervalo entre sua morte e ressurreição?


Que Jesus morreu na sexta-feira, mais precisamente, quinta-feira, pois o dia judaico começa ao anoitecer (daí a contagem dos três dias), todo mundo sabe. O que pouca gente presta atenção é ao período compreendido entre sua morte e ressurreição, no domingo. Temos poucas indicações bíblicas, mas são referências poderosas.

Em primeiro lugar, Jesus morreu ao entregar o espírito. José de Arimateia, discípulo oculto de Jesus, solicitou seu corpo para colocá-lo numa tumba nova (Mateus 27:57; Marcos 15:43; Lucas 23:50, 51; João 19:38, 39). Nicodemos, outro discípulo oculto, levou cem arráteis de um composto de mirra e aloés para untar o defunto. E assim aquele corpo, que nas últimas horas havia padecido toda sorte de sofrimentos, pôde, enfim, ser colocado em paz.

Como Jesus em tudo se tornara semelhante aos irmãos (Hebreus 2:17), seu espírito unira-se à alma e já não partilhavam aquele corpo morto. Entendemos pela Palavra de Deus que os mortos justos iam a um compartimento do Hades, um lugar sombrio e temporário que será destruído no fim dos tempos (Apocalipse 20:11-15), conforme relatado por Jesus na enigmática parábola de Lucas 16:20. Este local era dividido entre justos e ímpios. Cremos que este foi o estágio inicial de sua peregrinação pós-morte (Efésios 4:9).

Com a chegada de Jesus ali aconteceu um dos momentos mais alegres e movimentados naquele lugar. Aquele que havia sido testemunhado pelos profetas, prenunciado como já vivente entre os homens por Lázaro, entre outros, estava bem ali. Todos podiam vê-lo, tocá-lo, ouvi-lo. Certamente uma euforia espetacular permeava o ambiente. Cremos que Ele se pôs a confirmar inúmeras profecias e consolar os justos a respeito do que viria. Mas não por muito tempo. Uma outra etapa estava aguardando Jesus.

Em I Pedro 3:19 está escrito que Cristo foi e pregou aos espírito em prisão. Que espíritos eram esses? Onde estavam? Certamente os ímpios mortos de todos os tempos, logo ali do lado. Satanás com seu dom para a mentira, tanto vociferava que a providência de Deus falhara para os justos, quanto assegurava que os ímpios não deveria crer na realidade da existência do Filho de Deus. Jesus não foi ali para pregar libertação e perdão, mas juízo e revelação (Colossenses 1:23). Imaginemos que tais pessoas estavam em desespero, sem alternativas, neste momento Jesus entra em cena. O Hades ficaria vazio! Ao contrário, Jesus, veio desmascarar para aqueles que ali estavam a mentira repetida pelo Inimigo.

Não foi pregar aos anjos caídos. Eles já o conheciam desde os céus. Foi tomar sua autoridade (Colossenses 2:15)! E não apenas isso: Tomou a chave da morte e do inferno (Apocalipse 1:18), esvaziando totalmente o poder do Diabo.

Algo mais aconteceu ali. Jesus esvazia a parte do Hades aonde se agrupavam os justos e os coloca num novo lugar, o Paraíso, para um descanso até o dia da ressurreição final. O próprio Jesus dissera isto ao ladrão na cruz: Hoje estarás comigo no Paraíso... (Lucas 23:43). Agora podiam descansar sem serem torturados pelas palavras do Diabo. Desde então todos os mortos salvos por Cristo se dirigem a este lugar.

Uma nova etapa se descortina. Cristo é o Cordeiro de Deus, que foi oferecido como libação pelos nossos pecados. Mas seu sacrifício não estaria completo se não fosse aceito por Deus. Nos céus há um tabernáculo como mostrado a Moisés (Hebreus 8:2; 9:11,24) e nele Cristo entrou como Cordeiro. É disso que trata o capítulo 24 do livro de Salmos, versículo 7: Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó entradas eternas, e entrará o Rei da Glória. O Cristo, em corpo glorificado, foi acolhido no Céu.

O resultado imediato da aceitação de seu sacrifício é que assentou-se à direita de Deus em seu trono (Apocalipse 3:21). Jesus não usurpou o direito de sentar ali, Ele conquistou através de sua obra completa e eficaz.

Na manhã do domingo já um longo périplo havia chegado ao fim. Nada nem ninguém poderia detê-lo jamais.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Crentes comunistas em Paulista e Abreu e Lima, Pernambuco

Leiam este excelente registro histórico, enviado pelo meu amigo Professor Mário Sérgio...

sexta-feira, 11 de abril de 2014

Perdendo as oportunidades...


Lançaram o filme Noé, que pouco tem a ver com a história bíblica? É do jogo, eles sempre fazem isso. Foi assim com Moisés, com Davi (da Record) e sempre será, porque as produtoras querem edulcorar a Bíblia, dando uma versão de saga às histórias ali contidas. Mas, quanto nos esforçamos para que a verdadeira história de Noé venha à tona? Ficamos reclamando, criticando, xingando atores, etc. Isto resolve o problema? Certamente, não. Vou aprofundar um pouco mais a corda: Quantos críticos do filme leram o livro do Gênesis completo? Quantos estão percebendo que vivemos os mesmos dias, coma  diferença de séculos? Alguns se prestam a repetir correntes da Internet, mas não conhecem o Noé da Bíblia!

Jean Willys é um calo? É um jogador político. Está buscando a eleição defendendo seu grupo. O que fizemos de prático, digamos, este ano sobre o grupo que Jean diz representar? Oramos fervorosamente quantas vezes pelos gays? Quantos jejuns essa massa facebookiana fez para que o Brasil não seja mais presa desses grupos de pressão? Quantas igrejas você viu fazendo movimentos de oração e jejum contra a esquerdização de nossa Nação? Pelo contrário, grandes líderes flertam abertamente com o modelo. E o representante da maior denominação evangélica brasileira já disse que não há melhor governo que o atual!

O que motivou essas linhas? Bem, ontem, me perguntaram o que as igrejas estavam fazendo sobre os problemas que acometem o crescimento econômico de nosso Estado. A violência cresceu em lugares como Suape, Goiana, Vitória. Os aluguéis explodiram. Porém, se abriu um mar de oportunidades. Somente no canteiro de Suape há mais de 40.000 pessoas vindas de todas as partes do Brasil e do mundo. Vitória vê os estrangeiros de Estados e países invadindo suas empresas. Alguns passaram a morar na região. Com Goiana não é diferente. Quantos piauienses (o Estado menos evangelizado do Brasil) estão trabalhando em Pernambuco? Não podemos evangelizar o Piauí como queríamos (as iniciativas de orgãos como a UMADENE são nulas), mas eles estão entre nós!

Por outro lado, crescem a prostituição, o uso de drogas, o consumo de álcool. O que a Igreja está fazendo a respeito de maneira organizada? Quase nada! A não ser por iniciativas isoladas.

Daqui a dois meses é Copa do Mundo. De que maneira estamos nos preparando para evangelizar pessoas para as quais jamais pregaríamos? Os árabes, os indianos, os ricos europeus? Eles vão se espalhar por todo Brasil, mas eu quero focar Pernambuco. Estarão em nossas praias, comerão em nossos restaurantes, se estenderão por nosso litoral. Que faremos para alcançá-los? Por exemplo, em Itamaracá não tem Copa, mas uma delegação de 400 europeus já reservou um hotel! Um trajeto de setenta quilômetros nos parece um atrativo interessante para fazer algo. Qual o quê? Parcos estrategistas vamos perdendo as oportunidades.

Pense nisso!

Veja esta notícia!

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Compartilhando um desafio


Há quatro semanas estamos abordando o assunto Pneumatologia. O Espírito Santo, sua pessoa, seus ofícios, seus dons e vários temas conexos. Concluímos a primeira etapa e gostaria de compartilhar com meus dez leitores um desafio que foi lançado à congregação: buscar com fervor, conforme I Coríntios 12:31, os dons para hoje. Estão dispensados os que não creem em sua atualidade, é um direito. Para os demais, gostaria de fundamentar o desafio:

1) Há uma necessidade de operações espirituais entre nós. Cultos frios, monótonos, sem graça, sem vida? Clamemos pela ação poderosa do Espírito de Deus!

2) As pessoas precisam de salvos preparados para agir como nos dias apostólicos. Há cegos querendo ver, surdos querendo ouvir, paralíticos querendo andar. Roguemos para que Deus use seus servos através do dom da cura;

3) Há inúmeras manifestações espirituais na Igreja hoje e toda sorte de motivações. Como discernir entre elas? Através do discernimento de espíritos.

Enfim, mesmo aqueles que não creem no batismo do Espírito Santo, nem na atualidade dos dons, são unânimes ao compreender que o mundo precisa de seus efeitos.

Fujamos da acomodação!

segunda-feira, 31 de março de 2014

Uma discussão saudável


No encerramento do trimestre em nossa EBD surgiu um questionamento interessante. O assunto era sobre o legado de um homem de Deus, Moisés. Versava um dos oradores sobre como pastores já falecidos e outros vivos eram referenciais para nossa geração e como pouco a pouco estavam desaparecendo. Citou nominalmente o Pr. Isaac Martins Rodrigues, da Convenção Abreu e Lima, o Pr. José Leôncio, da Convenção Recife e vários outros. É um eco de posts e pensamentos de muitos saudosistas nas redes sociais. Algumas pessoas gostam de publicar fotos deste ou daquele pastor e dizer: Este era um homem de Deus. Outros ainda: Aquele é que era um homem de Deus. Tenho desconfiança da tendência, até porque conheço os procedimentos de alguns daqueles que enaltecem o legado de tais homens.

Ao final, eu propus a seguinte reflexão: E nós o que estamos legando? Tais homens foram baluartes, desbravadores, visionários. Mas seus sucessores tem feito muito mais cada um a seu modo. E o convite da Palavra de Deus é que, para a glória de Deus, possamos cada um de nós fazer cada vez mais!

Em João 14:12 Jesus afirmou: Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço, e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai. Ou seja, o meu ministério terreno em carne findou. De nada adianta vocês olharem para minha trajetória e relembrar o que fiz, se não estiverem dispostos a fazer muito mais, afinal as necessidades persistem no mundo e não acabarão tão cedo. Paulo sentia-se motivado por esta sensação. Devia como disse a gregos e judeus.

Não desejo tanto ser lembrado pelo que eu fiz, apenas. Quero que as pessoas com as quais convivo e lidero sintam-se desafiadas a fazer muito mais para a glória do Senhor Jesus. Sim, é possível fazer cada vez mais quando olhamos para as necessidades e oramos para que sejamos o instrumento usado para saná-las. A alternativa é a covardia. E há muitos covardes publicando frases bonitas de homens do passado, sem empurrarem nenhuma pedra no presente.

Também não quero menosprezar os obreiros citados. O que quero enfatizar é que tiveram uma oportunidade e a aproveitaram dentro de suas limitações e possibilidades. O Pr. Leôncio ou o Pr. Isaac, por exemplo, não tinham à disposição esta maravilhosa ferramenta que é a web para levar os ensinamentos a quem deveria ouvi-los. Nós temos. Não tinham e-mail, nem Facebook. Nós temos. Com as ferramentas que temos, aproveitemos a oportunidade que Deus nos dá. Não devemos ficar meditando apenas no que fizeram ou exaltando suas qualidades, temos um plano divino em curso que depende de nossa ação e atitude. Se o próprio Jesus desafiou seus discípulos a suplantá-lo, que diremos dos demais?

Hoje, o que de prático você fez para aproveitar a oportunidade que Deus te deu? Ah! Mas eu não sou pastor. É outro engano crasso. O trabalho mais vultuoso da Igreja é feito por incríveis anônimos que só a eternidade vai revelar. Cada um faz um pouquinho, sem esperar reconhecimento humano, e Deus se encarrega de registrar, para relatar naquele dia em que estaremos em frente ao seu trono. Sigamos em frente. É preciso sonhar e colocar o pé na estrada.

sábado, 29 de março de 2014

Planejamento é essencial na liderança eclesiástica!


Planejar é ter habilidade de definir prioridades, determinar etapas e antever riscos e oportunidades, produzindo respostas consistentes a três questões fundamentais: Onde estamos? Aonde queremos chegar? Como vamos fazer para chegar lá? Para compreender adequadamente o termo, não podemos esquecer a famosa pirâmide das decisões:

A pirâmide acima representa os vários níveis decisórios de qualquer organização. No nível estratégico são tomadas decisões de longo prazo. Tais decisões se refletem de maneira duradoura e permanente, marcando profundamente uma organização, seja por seus reflexos positivos ou negativos. O nível tático se ocupa de como atender a médio prazo as decisões estratégicas. E o operacional em implementar ações para o curto prazo. Observemos que o nível estratégico se ocupa de objetivos globais para organização.



Tomando como exemplo uma igreja temos que o pastor, atuando no nível estratégico, estabelece como meta 200 almas num ano. Os órgãos evangelísticos, nível tático, irão se preocupar em criar campanhas para alcançar tal meta. E os membros de tais órgãos, que por sua vez ocupam o nível operacional da igreja, irão se desdobrar a cada domingo para participar das ações do nível tático, buscando cumprir a meta do nível estratégico.


O planejamento se ocupa de harmonizar o funcionamento destes níveis com as demandas do ambiente onde a organização atua. Quando não há este entrosamento, entre outras alternativas:
- A comunicação interna está com problemas
- As metas estratégicas são irreais 
- Existem problemas de endomarketing [1], como falta de motivação
- Os níveis estão indefinidos, todos mandam e ninguém obedece
- Existem crises de comando
- A organização perdeu o foco

O planejamento deve levar em conta os pontos fortes e os pontos fracos da organização. Os pontos fortes são o que de melhor ela tem a oferecer, áreas onde há domínio de conhecimento estratégico [2]. E os pontos fracos são os gargalos que atravessados em seu caminho atrasam a consecução das metas. É interessante notar que a reboque das tais, conseguimos galgar patamares até então não vislumbrados. Uma igreja na intenção de alcançar uma determinada quantidade de almas, pode se tornar uma líder regional. É um efeito colateral.

Entre outras etapas, o planejamento compreende:
- Definição dos objetivos
- Elaboração das ações a serem implementadas para alcançá-los
- Definição dos indicadores e metas
- Implementação das ações
- Avaliação dos resultados
- Revisão e ajuste dos rumos

No nível tático há uma preocupação interessante, muitas vezes não levada em conta pelas igrejas. Chama-se logística. Logística é disponibilizar os recursos humanos, materiais e financeiros da maneira adequada ao longo do percurso desejado para obtenção da meta. Tom Peters, autor e conferencista, coloca sua necessidade da seguinte forma [3]:
Visão? Claro. Estratégia? Sim. Mas quando você vai para a guerra deve ganhar usando logística superior. Depois que a Guerra do Golfo acabou, a mídia focalizou a estratégia que foi usada por Colin Powell[4]  e executada por Norman Schwarzkopf [5]. Na minha opinião, o cara que ganhou a Guerra do Golfo foi Gus Pagonis, o gênio que cuidou de toda a parte logística. Não importa o quanto a sua visão e a sua estratégia sejam brilhantes se você não puder ter os soldados, as armas, os veículos, a gasolina, a comida - as botas, pelo amor de Deus! - para dar às pessoas certas, no lugar certo, na hora certa.
Pagonis certa vez afirmou que sua inspiração foi Alexandre, o Grande. De fato, o exército grego deve suas vitórias á capacidade logística de seu general. Alexandre foi o primeiro a empregar uma equipe especialmente treinada de engenheiros e contramestres, além da cavalaria e infantaria. Esses primitivos engenheiros desempenharam um papel importante para o sucesso, pois tinham a missão de estudar como reduzir a resistência das cidades que seriam atacadas. Os contramestres, por sua vez, operacionalizavam o melhor sistema logístico existente naquela época. Eles seguiam à frente dos exércitos com a missão de comprar todos os suprimentos necessários e de montar armazéns avançados no trajeto. O exército grego consumia diariamente cerca de 100 toneladas de alimentos e 300.000 litros de água! 
O exército de 35.000 homens de Alexandre, o Grande, não podia carregar mais do que 10 dias de suprimentos, mas mesmo assim, suas tropas marcharam milhares de quilômetros, a uma média de 32 quilômetros por dia. Seu exército percorreu 6.400 km, na marcha do Egito à Pérsia e Índia, a marcha mais longa da história. Outros exércitos se deslocavam a uma média de 16 ou 17 quilômetros por dia, pois dependiam do carro de boi, que fazia o transporte dos alimentos. Um carro de boi se deslocava a aproximadamente 3,5 quilômetros por hora, durante 5 horas até que os animais se esgotassem. Cavalos moviam-se a 6 ou 7 quilômetros por hora, durante 8 horas por dia. Eram necessários 5 cavalos para transportar a mesma carga que um carro de boi. 
Também inovou nos armamentos. Seus engenheiros desenvolveram um novo tipo de lança, chamada sarissa, que tinha 6 metros de comprimento, largamente utilizada pela infantaria. Com esse armamento derrotou um exército combinado de persas e gregos de 40.000 homens perdendo apenas 110 soldados.  Em 333 a.C., seu exército derrotou um exército de 160.000 homens comandados por Dário, rei da Pérsia. Devido a esse sucesso, a grande maioria das cidades se rendeu ao exército macedônico sem a necessidade do derramamento de sangue. Assim, Alexandre o Grande criou o mais móvel e mais rápido exército da época. 
Portanto, planejamento é a palavra chave para qualquer igreja. Vemos isto na ação de Deus, quando permitiu que a Grécia fosse um império mundial, para se utilizar de sua língua, permitiu que Roma fosse uma nação dominadora para se aproveitar do gênio de seus generais, na construção de estradas, por exemplo. Nem sempre é uma atitude simpática, porque o planejamento, como já dissemos, em seu nível mais elevado vê o horizonte a longo prazo. Para alcançá-lo, às vezes, é necessário sacrificar algo do presente. É exatamente por isso que muitas vezes não entendemos os planos de Deus!

A alternativa é a ação contingencial. Contingência é agir somente e se um problema acontecer. É uma ação emergencial e reativa, que somente é posta em prática quando ocorre um problema. A definição se aplica a várias situações do dia-a-dia. Da ladeira que só foi isolada com lona após a chuva arrastar dois ou três casebres, até o Bolsa Família, que minora a fome, mas não tira da miséria. Na igreja a falta de planejamento produz ações atabalhoadas,  imediatistas e de pouco resultado prático como as que vemos vez por outra. Portanto, sejamos pró-ativos, nos antecipando aos problemas e propondo soluções inovadoras para os problemas que nos cercam.

O mais o Senhor fará!

[1] Endomarketing, em termos resumidos, é como os agentes internos de uma organização a enxergam. Membros, funcionários, diretores e terceirizados, por exemplo.
[2] Também chamado know-how, literalmente, domínio do processo de como fazer. A Assembléia de Deus, por exemplo, tem o know-how do evangelismo pessoal. Foi com esta ferramenta que a igreja explodiu em crescimento, mas tem fraco desempenho na ação social de longo prazo, não tem know-how na área.
[3] http://vocesa.abril.com.br/evolucao/aberto/ar_127821.shtml
[4] Secretário de Defesa americano no período da I Guerra do Golfo
[5] General que coordenou a ofensiva na ocasião

sexta-feira, 28 de março de 2014

Usos e costumes à luz da Bíblia

Desonestidade Sutil

“Você, que murcha a barriga para tirar foto: cuidado, Deus está vendo!”.
Tropecei nessa divertida frase no facebook. Ela apareceu em plena repercussão das minhas confissões sobre honestidade do Ponto Final 347. Deu pano pra manga. Houve gente compreensiva (não há um justo sequer!), gente misericordiosa (temos um advogado junto ao Pai), gente inconformada (dado ao tempo transcorrido, devíeis ser mestres…) e gente chocada, quase escandalizada (como, desonesto?! Você?!).
Acabou sendo um bom tempo de conversas sobre mentiras inocentes (quando o telefone toca e você pede para dizer que não está, ou quando você, com medo de encarar a briga, diz à esposa que ela está apenas, hã “cheiinha”) oudesonestidades inofensivas (que “não fazem mal a ninguém”).
Em algumas conversas, o assunto se estendeu para verdades cruéis (que acabam sendo usadas como armas), amor destrutivo (que “passa a mão na cabeça” do filho delinquente ou que nunca abre a portinha da gaiola de ouro) etc., como versões leves de desonestidade.
De todas essas conversas anotei exemplos do que chamamos de desonestidades sutis, porque sua tipificação (ou reconhecimento) no comportamento das pessoas é tão difícil que crente algum deveria se atrever a julgar. Mas pensamos que, por outro lado, não devem ser excluídas do ensino na igreja, porque precisam ser denunciadas, de modo que cada um tenha referenciais em relação aos quais examinar as próprias faltas, para crescer.
Eis algumas situações comuns de desonestidade sutil.
Quando se “pede oração” pelo pecado confesso de um irmão, temos o caso de intercessão ou uma desonestidade? Seria uma atitude espiritual ou simples fofoca?
Quando eu me esqueço de citar a fonte de uma ideia ou de um conceito-chave, ao escrever, estou sendo desonesto? Ou apenas esquecido?
Quando “disponibilizo” na internet a versão digitalizada de um livro que não é meu (portanto, apenas uma cópia, “que não tira pedaço de ninguém”), sem autorização do autor ou da editora, sob pretexto de incentivar o estudo e o conhecimento bíblico, estou, de fato, “colaborando com a divulgação do evangelho”?
Quando eu “baixo” um aplicativo, e também seu número serial (sem o qual o aplicativo não roda), estou sendo moderno e descolado? Ou levemente desonesto, ao me apropriar de uma cópia de algo que não é meu?
Brasília tem uma feira dos importados, vulgo “feirinha do paraguai”. É uma feira com infra-estrutura montada pelo governo. Não me lembro o que fui comprar lá, mas encontrei um irmão da igreja. Ao me ver, ele exclamou: “Você aqui?!”. Senti que havia escandalizado o irmão. Felizmente, na conversa, sob pretexto de esclarecer uma dúvida, pude mostrar a nota fiscal da minha compra. Ufa!
Uma prática comum das conversas por email é a expressão: “só agora vi seu email”. É normal as mensagens se perderem em caixas postais movimentadas ou desorganizadas. Em especial, se a pessoa não mantém um bom filtro de SPAMs. Mas pode ser que essa frase queira dizer: “só agora li seu email”. A pessoa “só” trocou “vi” por “li”. Então, ela pode ter visto e não lido. Mas a circunstância a obrigou a se manifestar. A saída levemente desonesta é fazer a troca: só agora vi seu email. Sai justa.
Como julgar? Tantas podem ser as desculpas e atenuantes, verdadeiras, para essas situações: ignorância, desconhecimento, imperícia ao falar ou escrever, desleixo, “desligação” etc. Como lidar com essas situações de penumbra, em que todos os gatos são pardos? Penso em duas abordagens possíveis. Na primeira, estamos olhando para os outros; na segunda, para nós mesmos.
Quando percebemos uma possível desonestidade sutil em outra pessoa, é melhor não julgar (no sentido de um rito sumário, que desemboca em um veredito condenatório). É pensar o melhor dela. Como gostaríamos que pensassem de nós, se a situação de dúvida nos fosse desfavorável. Se houver intimidade (e oportunidade) para uma conversa, talvez seja edificante esclarecer, a partir de perguntas (de quem deseja saber). Então, se for o caso, pode ser útil uma respeitosa exortação em tom genérico. Jamais para condenação, mas para ensino.
Quando, entretanto, desconfiamos que é o nosso próprio coração que nos está enganando com convincentes desculpas e argumentos, esgotados os recursos da oração e da leitura devocional das Escrituras, a solução é a igreja. A amizade espiritual dos irmãos nos ajudará. É procurar gente de confiança e “confessar”. Não conheço nada mais honesto que a confissão da desonestidade. Em especial para irmãos de fé. Eles nos ajudarão a descobrir se estamos sendo sutilmente desonestos ou se não há nada de mais no que fazemos ou fizemos. Em tudo isso, avultam duas palavras: obediência e submissão.
Agora, cá entre nós: você murcha a barriga para tirar foto? :-)
Pescado de Rubem Amorese

sexta-feira, 21 de março de 2014

Esperando os primeiros e últimos frutos


Sede pois, irmãos, pacientes até à vinda do Senhor. Eis que o lavrador espera o precioso fruto da terra, aguardando-o com paciência, até que receba a chuva temporã e serôdia (Tiago 5:7)

A Bíblia é muito rica em metáforas. A figura de linguagem é a expressão mais acabada da sabedoria oriental. Qualquer elemento da natureza, em sua maravilhosa economia, era suficiente para abordar a vida de uma maneira peculiar. A sociedade agropastoril, predominante em Israel, mesmo nos tempos de Jesus e a dependência da água como elemento essencial numa das regiões mais secas do planeta, tornavam as histórias sobre frutos, plantações e colheitas impactante para o ouvinte.

O assunto em pauta é item escasso em nossos dias: paciência. Plantadores há muitos, mas daqueles que esperam o tempo apropriado da colheita há poucos. Não raro o desespero toma conta do coração e se abandona uma horta minguada, ao invés de adubá-la e aguá-la, esperando dias melhores. Adoniram Judson pregou na Birmânia por seis anos até conseguir sua primeira conversão. E tantos outros missionários tiveram a mesma dificuldade. Não devemos desanimar diante dos desafios ao trabalho que fazemos na Obra do Senhor.

A chuva temporã caía durante o outono no tempo de semear a terra garantindo assim, a colheita do inverno. Sem essa chuva a semente não germinava, daí sua necessidade para fazer brotar a semente. A serôdia caia durante as primeiras semanas da primavera antes da colheita, ela era necessária para fazer com que a plantação amadurecesse para a colheita. No ciclo das chuvas a fé cresce ou diminui. Um dia acordamos tocando no trono de Deus, noutro não sabemos mais se Ele está ao nosso lado.

Sei o quanto isso é difícil de viver na prática. Falar é fácil. Mas se nossos passos fizessem brotar jardins tenderíamos a desprezar o Deus das flores. A dificuldade vem para nos comprovar que tudo depende DEle. Se Ele está à frente de nossos empreendimentos, tudo vai dar certo para a glória de seu Nome.

Descansemos com paciência. Fiel é o que prometeu!

terça-feira, 18 de março de 2014

1º Simpósio Ciência&Fé

As igrejas que estamos auxiliando promoverão dia 24/06/2014, um simpósio. O tema é a análise da criação divina. Convidamos um cientista, o Prof Ricardo Marques, para fazer a exposição. Se você mora por aqui e quiser participar, será bem-vindo. Maiores detalhes em nosso portal. Ore, divulgue, participe!

quinta-feira, 13 de março de 2014

Introdução à Pneumatologia

O que é?

A doutrina do Espírito Santo, também chamada pneumatologia (o termo é derivado de duas palavras gregas, pneuma, vento, espírito, e logia, estudo) é uma das bases de nossa igreja. Nascemos no Pentecostes e vivemos de modo pentecostal, crendo na manifestação dos dons em nossos dias.

Base bíblica

O Espírito é uma pessoa. Esta afirmação se opõe aos ensinamentos das Testemunhas de Jeová, segundo o qual é a força ativa de Deus. Seu hálito, sem ímpeto. Eles pensam assim por uma exegese errada de passagens como Jó 33:4. Compreendemos que uma pessoa é independente quando manifesta algumas características que aparecem no texto bíblico. Vejamos: 1) Possui emoção e ação independente:
  1. Ele unge (Is 61:1)
  2. Ele se entristece (Ef 4:30)
  3. Ele geme por nós (Rm 8:26)
  4. Ele testifica (Rm 8:16)
  5. Ele convence-nos dos nossos pecados (Jo 16:8)
  6. Ele age sobre o corpo de uma pessoa (At 8:39)
  7. Ele gera vida no caos (Gn 1:2)
2) Possui vontade própria
  1. Ele nos dá os seus dons, por sua deliberação (I Co 12:11)
  2. Ele impede que façamos algo com o que não concorda (Atos 16:6,7)
3) É distinto
  1. É distinto de Jesus e de seu Pai (Mt 3:16)
  2. É distinto de outras pessoas (At 15:28)
A deidade do Espírito Santo. Não há dúvida na Bíblia que o Espírito Santo é parte integrante da Trindade, portanto, ente divino. Porém, para solidificar nossa fé e ampliar nosso conhecimento, vamos a algumas referências que comprovam tal afirmação. Por 16 vezes ele é relacionado às outras duas pessoas da Trindade (algumas referências: Gn 1:2; Êx 31:3; Nm 24:2; II Cr 15:1; Jó 33:4; Is 40:13, 61:1; At 16:7; Rm 8:14; I Co 2:11, 3:16, 6:11; I Jo 4:2). Uma das mais surpreendentes declarações a respeito deste assunto ocorre em João 14:16, quando Jesus prediz que outro Consolador será enviado. Há duas palavras gregas para outro, allós e eterós. Allos significa outro do mesmo tipo, substância e espécie, mesma palavra utilizada na parábola dos talentos e das sementes. Já eterós significa igualdade diferenciada, como no caso dos sexos. Outra imagem vívida da palavra está em II Coríntios 6:14. Além disso, há outros atributos que comprovam sua divindade. Vejamos: - Onisciência (I Co 2:11,12; At 5) - Onipresença (Sl 139:7) - Onipotência (Gn 1:2; Jó 33:4; Sl 104:30) Para concluir, mentir a Deus, é mentir ao seu Espírito (At 5). O Espírito Santo é associado em termos de igualdade ao Pai e ao Filho (Mt 28:19; II Co 13:14).

Bibliografia Ryrie, Charles C, Teologia Básica, Mundo Cristão Coene, Lothar, Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento, Vida Nova

Questão acessória: Quem não é batizado no Espírito Santo é salvo? Certamente! Crer em Jesus como Salvador e entregar-se ao seu senhorio é o requisito para a salvação. Se não cremos no batismo no Espírito Santo, apenas não vamos usufruir das bençãos decorrentes disto.

quinta-feira, 6 de março de 2014

Parecer contra o retété!?

O assunto é antigo, mas só agora eu soube. E como soa atual... Destaque para a coragem da denominação. Clique na imagem para visualizar melhor.

Fonte: http://sidneiemoura.blogspot.com.br/2011/04/igreja-deus-e-amor-proibe-retetes-e.html

segunda-feira, 3 de março de 2014

Dando notícia...


Acabo de chegar da Consciência Cristã, em Campina Grande/PB. Evitei postar algo mais extenso sobre o evento por pura falta de tempo. Mas gostaria de fazê-lo agora. Não que seja porta-voz oficial. Também não vou me estender... Em suma:

1) Há salvação para nossos jovens. Eles estavam presentes em grande número e prestando atenção à mensagem a todo momento!

2) Há salvação para a pregação bíblica expositiva. Paul Washer, Ronaldo Lidório, Russel Shedd, Geremias do Couto e outros usaram o microfone sem rodeios ou salamaleques. Bíblia, Bíblia e mais Bíblia. E o povo ouvindo com atenção. Para se ter ideia, a predica de Paul não termina antes das dez e, no máximo, cem pessoas, no meio de oito ou nove mil, saem! Duas manhãs com mais de cinco mil pessoas no auditório principal!

3) Há salvação para a Igreja. As pregações foram cristocêntricas. Nada de vãs teologias, filosofias travestidas de Bíblia, etc. A Igreja quer ouvir a Palavra de Deus. Não sei se em todos os lugares isto está sendo possível.

4) Não tenho muitas informações sobre Paul Washer, mas suas pregações foram uma paulada terrível em três pragas que se espalharam por nossas igrejas. Primeiro, ênfase na prosperidade como finalidade de nossa existência. Segundo, tratar a exposição de usos e costumes como exposição bíblica. Terceiro, ausência da pregação sobre o pecado e a redenção. Na segunda, à noite, ele mal terminou a pregação. Veio sobre o povo um quebrantamento sobrenatural. Sem forçar a barra, sem agonia, somente com a Bíblia.

Encerro com um pensamento pessoal: E se os pregadores pentecostais adicionassem um pouco mais de Bíblia às suas pregações. Conhecimento + Graça = Crescimento qualitativo! Se os tradicionais chegaram tão longe...Rsrsrs!

Agora, só no ano que vem.