quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Vamos nos mudar!


O blog está de casa nova. Mudamos de endereço:
Aguardamos nossos amigos por lá!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

A burra de Balaão na CNN!


Usa-se a expressão "burra de Balaão" quando a mensagem de alerta vem de um local improvável. A Bíblia conta a história do profeta ganancioso que não queria ouvi-lo (Números 22-24) e lançou-se numa operação para encontrar com Balaque, rei dos moabitas, com a finalidade de amaldiçoar a nascente nação israelita. Mas Deus frustou seus planos no caminho falando-lhe através da burra, que na verdade, era uma jumenta[1]. O resto é história.

Desta vez é a CNN que trouxe uma reportagem sobre citações que não estão na Bíblia. De fato, tanto lá nos EUA como aqui a Bíblia é o livro mais citado de forma errada. Leiamos uma parte da reportagem (citações em azul não estão na reportagem):
Os políticos, palestrantes motivacionais, treinadores - todos os tipos de pessoas - citam passagens das citações que, na verdade, não têm nenhum lugar na Bíblia, os estudiosos religiosos dizem. Estas passagens fantasmas incluem: 
"Deus ajuda quem se ajuda." (que é o nosso Deus ajuda, quem cedo madruga)
"Poupe o bastão, estrague a criança."
E há essa paráfrase freqüentemente citada: Satanás tentou Eva a comer a maçã proibida no Jardim do Éden. Nenhuma dessas passagens aparecem na Bíblia, e esta última é realmente anti-bíblica, os estudiosos dizem.
Se formos comparar com as palavras ditas em nossos púlpitos a coisa toma ares de alarme. Justo porque nossos pregadores não leem a Bíblia. Há até mesmo poucos pastores que a leram toda em sua vida, Resultado: ignorância bíblica. Aliás, esta também é a conclusão da reportagem.

Lendo o livro "Fatos e personagens de perseguições a evangélicos" do Josué Sylvestre, nos deparamos com a constatação de que muitos crentes foram vitoriosos em seus embates com os padres católicos, nos duros anos de perseguição no Nordeste, pelo simples fato de que liam a Bíblia. Os sacerdotes católicos, por sua vez, só conheciam os documentos do magistério romano.

A reportagem detecta acertadamente que o problema é a falta de leitura. Vocês sabem que no ENEM do ano passado, 500.000 pessoas tiraram nota zero em redação. O brasileiro lê pouco. Na igreja já foi-se um tempo que não havia Bíblias, hoje é o contrário, há Bíblias demais. O que falta é apetite. Desde aquele jovem que vara as madrugadas jogando e nas redes sociais, mas alega falta de tempo para ler as Escrituras, até aquele obreiro que se põe a ler a Bíblia na hora do culto, ao invés de meditar em casa. Uma lástima!

Claro, claro, a reportagem da CNN puxa para seu lado humanista, quando fala a respeito do Gênesis, por exemplo, mas não deixa de ser um sintoma dos nossos dias.

Que a burra fale, quando não queremos falar.

Leia a reportagem completa, em inglês, clicando aqui.

[1] Equus caballus cavalo (macho) ou égua (fêmea)
Equus asinus jumento (macho) ou jumenta (fêmea)*
Jumento + égua = burro (macho)ou mula (fêmea)
Cavalo + jumenta = bardoto (macho ou fêmea)
*Asno e jegue são outros nomes para o jumento

Fonte: Mundo Estranho, Editora Abril
http://mundoestranho.abril.com.br/materia/qual-a-diferenca-entre-jumento-mula-burro-jegue-e-asno

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Subsídio para 8ª lição - Não matarás - 22/02/2015

Lê-se lô tirtsachá

Este mandamento oferece uma dificuldade de compreensão para quem não conhece a língua hebraica. Conta-nos Betty Bacon[1] que Allan Kadeck critica este mandamento porque enquanto Deus disse: Não matarás, logo adiante manda matar. Há alguns verbos para matar em hebraico. Um é harag:


Que significa assassinar. Aquele ato cruel e covarde praticado contra alguém indefeso e fora de uma guerra. É o caso de Gênesis 4:8, quando Caim matou seu irmão Abel. Em seguida, temos tabach:
Que tem a ideia de trucidar, matar, massacrar. Um exemplo de seu uso é a entrada de Nabucodonozor em Jerusalém, trucidando seus moradores (Jeremias 25:34). Temos também naká, que é a palavra utilizada para a ação do anjo que matou 185.000 assírios do exército de Senaqueribe: 
Naká significa ferir, golpear, bater, atingir, abater, matar. Temos ainda a palavra qatal:

Katal significa simplesmente matar. Seus usos estão em Jó 24:14; 13:15 e Salmos 139:19. Seu uso se refere sempre ao assassinato violento. Temos também shachat, que na maioria de suas ocorrências se refere à morte de animais, sendo traduzido por imolar.


Ratsach é um verbo exclusivo do hebraico. Conforme o DITVT[2] refere-se sempre a assassinar. Há diversas ocorrências em Números com a conotação de homicídio culposo (quando não há intenção de matar). Neste caso o culpado deveria fugir para as cidades de refúgio, nas quais estaria sob a guarda do sacerdote. Somente em Provérbios 22:13, ocorre em referência à morte de um homem por um animal.

Devemos compreender que as mortes decorrentes da invasão na Terra Prometida eram a execução da sentença divina sobre os povos daquela região.

Explicação de Norman Geisler

PROBLEMA: Nos Dez Mandamentos, Deus proíbe matar, ao dizer: "Não matarás". Entretanto, em Êxodo 21:12 Ele ordenou que aquele que ferisse um outro homem, e este morresse, deveria também ser morto. Isto não é uma contradição, Deus ordenar que não matemos, e depois ordenar que matemos?

SOLUÇÃO: Uma grande confusão tem surgido por causa da incorreta tradução do sexto mandamento, que assim dá a entender o que de fato não foi comandado por Deus. A palavra hebraica usada na proibição deste mandamento não é a palavra usual para "matar" (harag). A palavra usada é o termo específico para "assassinar" (ratsach).

Uma tradução mais adequada deste mandamento seria: "Não assassinarás". Ora, Êxodo 21:12 não é um mandamento para que se assassine alguém, mas é um mandamento para se aplicar a pena capital no caso desse crime capital. Não há contradição alguma entre o mandamento que diz que as pessoas não devem cometer o crime do assassinato e o mandamento que diz que as autoridades estabelecidas devem executar a pena capital no caso desse tipo de crime.

Fonte: MANUAL POPULAR de Dúvidas, Enigmas e "Contradições" da Bíblia - 
Norman Geisler - Thomas Howe.

[1] Estudos na Bíblia Hebraica, Bacon, Betty, Edições Vida Nova
[2] Dicionário Internacional de Teologia do Velho Testamento, Harris, Laird, Edições Vida Nova

domingo, 15 de fevereiro de 2015

O incrível show de Josh na Consciência Cristã!

O grande Josh McDowell deu-nos uma aula/workshop sobre manuscritologia... Igreja lotada, jovens sem dar um pio, mais de 450 pessoas na Assembleia de Deus em Campina Grande. O Josh é uma expositor que interage com seus ouvintes. Não deixa ninguém perder a conexão. No workshop poder observar com lupa, textos e toques um pergaminho com mais de 1400 anos. Técnicas, tintas e objetos de leitura e escrita milenares. Um mergulho excepcional. Um detalhe: precisamos repensar nossos trabalhos com jovens. O Josh aliou fé, vibração, atratividade e argumentação embasada. Um espetáculo! E olha que é um assunto dos mais difíceis...



















quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Subsídio para a 7ª Lição - Honrarás teu pai e tua mãe - 08/02/2015


O conceito de família presente na Palavra de Deus é composto de uma hierarquia aonde os pais reinam absolutos. Os filhos devem respeitá-los, honrá-los e ampará-los em alguma dificuldade. As razões para esta atitude ideal são a mais diversas, dentre as quais destacamos:

1) Os pais geraram e cuidaram de seus filhos
Estes possuem uma dívida de gratidão por terem vindo ao mundo. Foram gerados em amor e criados com cuidado, atenção e carinho. Na família houve o primeiro cuidado que os filhos poderiam receber no mundo
2) Os pais os sustentam 
Ao menos até a fase adulta os filhos dependem financeiramente de seus pais. Eles não proveem apenas comida, mas roupas, calçados, acessórios, material escolar, mensalidades e uma gama imensa de gastos que as crianças e adolescentes não poderiam pagar.

3) Os pais são mais velhos e experientes
Dada a vivência dos pais eles poderão ajudar seus filhos em meio às dificuldades da vida.

4) Os pais são referenciais para a vida dos filhos
Os complexos de Electra e Édipo cujos estudos foram largamente documentados por Freud, o pai da psicanálise, demonstram que o filho depende da mãe e a filha do pai. Moralmente, é na família que a criança vai buscar as primeiras referências. A primeira noção de carinho, amor, amizade, silêncio, diálogo...

Claro que estamos falando de famílias estruturadas. A carência de algumas destas características, porém, não autoriza um filho maltratar seus pais. Muito pelo contrário. Também os filhos podem aprender o que não fazer, a partir do exemplo de seus pais. Cabe, por exemplo, ao filho amar seus pais mesmo que tenha sido abandonado, não os conheça ou tenham um comportamento reprovável na sociedade. E o mesmo é devido aos pais adotivos. Aqui vale o ditado, pai não é apenas quem gera, mas quem cuida. Filhos traumatizados por agressões, violação sexual, pobreza, vícios são convidados nesta lição a superar o passado, sob pena de transferir os reflexos destas vivências para seus próprios filhos.

Honrar pai e mãe é o primeiro mandamento com promessa. E a promessa diz respeito a dias mais longos. A quebra deste esteio é a razão pela qual ficamos cada vez mais estarrecidos com nossos jovens e a violência que os afeta. Entre 1980 e 2011, as mortes não naturais e violentas de jovens – como acidentes, homicídio ou suicídio – cresceram 207,9%. Se forem considerados só os homicídios, o aumento chega a 326,1% [1].

Junte-se a tais estatísticas o comportamento desregrado dos jovens na sociedade atual. Insubordinação, desrespeito, agressão, drogas, álcool. Não é a família que está falida, o problema está na ausência dela. O número de divórcios cresce exponencialmente, deixando pelo meio do caminho relacionamentos fragmentados e filhos desorientados. As mães são obrigadas a trabalhar para dar conta das necessidades crescentes. Os pais não tem paciência, nem devotam tempo ao sacerdócio familiar. O resultado é esta doença social que presenciamos: os filhos morrendo mais cedo por desprezar seus pais!

O comentarista esclarece um aspecto interessante. Em Israel não havia aposentadoria, portanto, nada mais lógico que o filho sustentasse seus pais na velhice. Mas alguns filhos se arvoravam num artifício que permitia àqueles que contribuíssem de forma rotineira para o Templo, fazer a alegação de que esta contribuição substituía o cuidado pelos pais. Jesus reprovou essa farisaica ideia. Paulo foi além, escrevendo a Timóteo: Mas, se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé, e é pior do que o infiel (1 Timóteo 5:8).

Nos EUA é comum a família abandonar seus idosos em asilos. Não há problema se realmente o idoso inspira cuidados e a família não tem tempo para dar. Porém, deixá-los e ignorar completamente sua existência nada mais é do que desumanidade. Há diversos relatos de filhos que só comparecem a tais lugares quando chega a notícia do sepultamento. E outros ignoram até isso!

Neste ínterim há uma outra passagem que é mal interpretada por alguns leitores. Em Lucas 9:59, está escrito:
E disse a outro: Segue-me. Mas ele respondeu: Senhor, deixa que primeiro eu vá a enterrar meu pai. Mas Jesus lhe observou: Deixa aos mortos o enterrar os seus mortos; porém tu vai e anuncia o reino de Deus (Lucas 9:59-60)
Era comum a um filho, especialmente, primogênito, somente se afastar de sua família após a morte de seus pais. Os pais daquele homem não estavam mortos. Ele estava pedindo a Jesus para não se ausentar antes que morressem. 

Devemos ter muito cuidado porque a Igreja tem sentido o impacto das transformações sociais. Entre nós há várias famílias desestruturadas, fruto de relacionamentos fortuitos, sem referencial. O que tem causado inúmeros transtornos. Não podemos abrir mão de honrar nossos pais e de tê-los na mais alta estima. É bíblico, cristão e humano!

Assista ao vídeo!


[1] http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/tag/mortes-violentas-de-jovens/

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Subsídio para a 6ª Lição - Santificarás o sábado - 08/02/2015



Dez coisas que você precisa saber sobre o sábado:

1) Que o sábado era para Israel. O sinal de uma aliança perpétua entre Deus e seu povo (Êxodo 31:13). Como, aliás, o são centenas de promessas e mandamentos do Velho Testamento;

2) Que o simples acendimento de uma chama de fogão (ainda que isto fosse um sacrifício muito maior nos tempos do êxodo) implicava na transgressão do 4º mandamento (Êxodo 35:3). Que não se poderia preparar comida neste dia (Êxodo 16:23);

3) Que a transgressão deste mandamento era punida com a morte do transgressor (Êxodo 35:2);

4) Que a cada sete anos havia o ano sabático, no qual o campo descansava e os credores eram perdoados (Êxodo 25:4ss). Neste ano nada era plantado. O povo vivia do que brotasse e do que nascesse por conta própria. Ou seja, contextualizando, se quisermos guardar o sábado neste ano viveríamos apenas das economias;

5) Que a cada 49 anos era o sábado dos sábados, o quinquagésimo é o ano do jubileu. A partir do sétimo mês haveriam diversas festas deveriam ser realizadas. E além de tudo o que acontece no sétimo ano, os escravos seriam libertados e as terras recebidas como pagamento de dívidas seriam devolvidas. Para guardar este calendário era necessário realizar as festas e o descanso;

6) Que o sábado foi criado por causa do homem (Marcos 2:27). Para ser um dia de descanso e adoração ao Senhor. Se vamos cumpri-lo, devemos cumprir toda a Lei. A começar pela circuncisão (I Coríntios 7:18)! A Igreja Primitiva faz questão de ressaltar que as reuniões mais importantes, como o ágape e a Ceia, eram realizadas num domingo (Atos 20:7). Esse dia passou a ser chamado de Dia do Senhor (Apocalipse 1:10), porque nele Jesus ressuscitou (Mateus 28:1) e apareceu aos discípulos (Atos 20:19);

7) Em nenhum momento o Senhor Jesus ou qualquer dos apóstolos ordenou que a Igreja guardasse o sábado ou a Lei. A palavra sabbaton[1] ocorre 68 vezes no NT. Na maioria das vezes Jesus está contestando os escribas e fariseus sobre o entendimento do assunto. Há apenas três recomendações para os gentios, da parte da Igreja Primitiva (Atos 16:20):
a) Que vos abstenhais das coisas sacrificadas aos ídolos;
b) Que vos abstenhais do sangue e da carne sufocada;
c) Que vos abstenhais da fornicação. 
Paulo dedica uma epístola completa a desfazer tal tendência. É a Carta aos Gálatas;

8) Que o argumento de se guardar o sábado porque o termo domingo é um nome pagão cai por terra, uma vez que TODOS os demais nomes dos outros dias também o são[2]. Vejamos:

Domingo - Dia do Sol
Segunda - Dia da Lua
Terça - Dia de Marte
Quarta - Dia de Mercúrio
Quinta - Dia de Júpiter
Sexta - Dia de Vênus
Sábado - Dia de Saturno

9) Que os judeus procuravam matar Jesus porque ele violava o sábado (João 5:18). Paulo, escrevendo aos Colossenses afirmou: Ninguém vos julgue... por causa dos sábados... (Colossenses 2:16);

10) Que se vamos realmente cumpri-lo, devemos trabalhar no domingo, porque já aproveitamos o sábado para descansar. Inclusive não deveríamos parar em feriados que não ocorram num sábado. Quem se habilita?

Abaixo, o vídeo com o mesmo assunto deste subsídio.


[1] Concordância Fiel do Novo Testamento, Editora Fiel
[2] Wikipédia

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Dons espirituais: A premissa da necessidade


Cessacionistas ou não concordam que o registro de Atos é verídico. Comos e porquês é que geram a celeuma. Em minhas pesquisas encontrei uma vertente interessante, não exatamente inédita: os dons seriam úteis no contexto da Igreja Primitiva.

Há um vídeo do Pr. Augustus Nicodemus* que é elucidativo deste "modus pensandis". O argumento básico é que hoje temos o Espírito Santo habitando em nós e a Bíblia à disposição para exame. Mas há algo interessante a destacar: a atualidade, se não dos dons como advogam, mas da necessidade dos mesmos! É, no mínimo, insensibilidade não perceber que a Igreja carece, entre seus membros, e o mundo, por extensão, de cura, por exemplo. Do corpo, da alma, da mente.

Penso que somente alguém insano não concebe que operadores de maravilhas, discernidores de espíritos e profetas entre nós é algo de extrema urgência. Podemos até não crer que os dons são para hoje, mas sua necessidade é premente. Até mesmo como elemento de atração das massas aos templos.

Alguém duvida?

Link

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Mais sobre línguas estranhas



O vídeo acima correu as redes sociais. Os que gostam de criticar os pentecostais (e nessa hora ninguém faz a conhecida divisão entre pentecostais e neopentecostais) brandiram-no como um libelo. Está vendo aí, etc. Há um aspecto importante que gostaria de dar relevo aqui.

Se você assistiu ao vídeo percebeu que a tese do autor é baseada em três premissas:
1) Que são línguas de homens, são idiomas. Já refutamos este argumento aqui;
2) Que as línguas faladas em geral nas igrejas são monossílabos o mais próximo possível do idioma dos falantes. Eu já assisti americanos e alemães, por exemplo, falando em línguas estranhas com incrível proximidade com brasileiros;
3) Que estudos linguísticos científicos determinaram tal proximidade.
A partir destas três premissas o autor chega à conclusão de que é, no máximo, uma êxtase coletiva.

Aí veio o estalo. Já li vários estudos linguísticos que determinaram o seguinte: o grego de João e Pedro é inferior ao grego de Lucas, Hebreus e cartas paulinas. Estaria o Espírito Santo comprometido em sua mensagem à humanidade pela limitação dos instrumentos humanos dos quais se utilizou? Aliás, este padrão se repete no Antigo Testamento. O hebraico chegou ao apogeu no reinado de Davi. Quem conhece um pouco da língua percebe a predominância de palavras mono e dissílabas durante o Pentateuco.

Outra questão importante a respeito das línguas. Jonas pregou em que língua para os assírios? Ele falava hebraico e eles uma língua cuneiforme? Qual a língua que Abraão falava? Ele não veio de Ur? Lá se falava hebraico? Qual a língua que os hebreus falavam ao chegar no Egito? Hebraico? E quatrocentos anos depois...? Qual a língua que falavam ao sair? Como preservariam? São questões em aberto.

E não esqueça do dom de variedade de línguas!

Faço a seguinte proposta: Se as línguas de Atos eram idiomas e a habilidade de falar nos tais é o cumprimento dos sinais que se seguirão aos que crerem, desconfio que está faltando alguma coisa à igreja moderna. Porque são tantas as nações que não ouviram a Palavra em sua própria língua. Não é?

sábado, 31 de janeiro de 2015

Perguntas fundamentais a calvinistas e arminianos


Prezados leitores, sei que comungam das duas visões. Uns calvinistas, outros arminianos. Há, porém, algumas poucas e fundamentais perguntas a serem feitas aos dois grupos, especialmente num momento de recrudescimento da tensão (preencha o espaço com arminiano ou calvinista, conforme suas convicções):

- Amigo(a) _______________ tens lido a Bíblia? Sim!? Sei como é importante a leitura de livros inspirados, escrito por homens e mulheres cristãos, além da leitura secular, mas estás dando prioridade à Palavra de Deus? Por que, por exemplo, não iniciar a leitura da Bíblia toda este ano? Ou a leitura no Novo Testamento? Leio postagens de metas de ler esse ou aquele outro livro da tua linha teológica, até postas a capa deles. Deixa te dizer uma coisa: Se eu lesse e relesse todos meus 400 e tantos livros nada se compararia à minha surrada Bíblia!

- Prezado(a) _______________ és um bom filho? Bom pai? Bom marido? Bom cidadão? Bom funcionário? Bom amigo? Bom vizinho? Bom membro? Digo isto porque é necessário dar exemplo aos de fora e aos de dentro da Igreja, sejam judeus, sejam gregos, como disse Paulo. Embora compreenda que devemos fazer isto não para ser salvo, mas por ser salvo, de fato, sem estereótipos, podes ser conhecido e reconhecido, por tua conduta, como um salvo? Ou tua luz não brilha? És sal que salga realmente? Fazes a diferença por onde passas?

- Amigo(a) _______________ por falar em Igreja, tens estado nos cultos? Ou ficas apenas influenciando com tuas ideias pessoas com ou sem afinidade com o que crês? Tens ido, por exemplo, aos templos dos que creem de forma diferente da tua, somente para atacar, contrapor e causar escândalo? Em que ministérios estás envolvido em tua Igreja? Ou és um peso morto de insatisfação?

- Prezado(a) _______________ tens influenciado o mundo ao teu redor? Ou tens sido influenciado? Tens falado de Cristo a teus amigos desviados ou incrédulos? Tens estendido as mãos para ajudá-los, dando bom testemunho de hospitalidade e fraternidade cristã? Ou tens te omitido como o sacerdote da parábola do bom samaritano? Amas a mediocridade e a indolência? O Diabo é teu inimigo?

- Amigo(a) _______________ teus estudos bíblicos tem produzido mais santidade? Ou apenas inchaço carnal do tipo que se sobrepõe e orgulha de esmagar o parco conhecimento dos demais? Tens sentido mais a presença de Deus? Tens orado mais? Jejuado mais? Tua prioridade é aquilo que é supérfluo? Ou tens orado pelos mais fracos, mais pobres, mais necessitados? Tens lembrado, por exemplo, dos irmãos em perseguição mundo afora, aonde não podem sequer portar uma Bíblia?

- Prezado(a) _______________ sabias que esta polêmica tem pelo menos quinhentos anos? Ou seja, são coisas do tipo: Quem são as duas testemunhas de Apocalipse 11? Por que só existe vida na Terra? Por que são vinte e quatro anciãos e quatro seres viventes? As respostas a perguntas assim não fazem a menor diferença para a tua salvação! Ao fim das contas, não importa se foste calvinista ou arminiano. Somente se teu nome está no Livro da Vida. Quer tenha sido escrito por algum desígnio eterno ou por tua aceitação a Cristo! Eu, você, nós. precisamos é estar preparados para o Arrebatamento da Igreja. Aliás, a volta de Jesus te soa necessária e iminente?

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Subsídio para a 5ª aula - 01/02/2015 - Não tomarás o nome do Senhor em vão


O poder das palavras no mundo antigo

As palavras e nomes, especialmente, tinham uma atenção especial no Velho Testamento e no mundo oriental. Alguns exemplos são fundamentais para entendermos o assunto:

a) Quando uma pessoa adoece gravemente os rabinos lhe mudam o nome, para que ela possa melhorar. E ponhem um nome com carga positiva. Claro é uma mandinga ligada à Cabala, mas alguns dos religiosos judeus acreditam;

b) Quando alguém era capturado seu nome era mudado, preferencialmente, para nomes que honrassem os deuses do captor. Foi assim com José, mudado para Zafenate-Panéia, Daniel, Hananias, Misael e Azarias, mudados para Beltessazar, Sadraque, Mesaque a Abede-Nego, respectivamente.

c) William Barclay nos ensina que as palavras para um oriental era altamente importante. Por isso o hebreu comum falava pouco. O vocabulário hebraico tem menos de dez mil palavras; o grego tem duzentas mil. Ele conta a seguinte história:
O professor Paterson recorda um incidente que Sir Adam Smith relata. Em uma ocasião em que Sir George Adam Smith viajava pelo deserto asiático, um grupo de maometanos lhe deram as costumeiras boas-vindas: Salam Aleiku "A paz seja contigo". No momento não perceberam que era um cristão. Mas, quando descobriram que haviam proferido uma bênção a um infiel, apressaram-se a voltar pedindo que a devolvesse. A palavra era como uma coisa que se podia enviar para fazer coisas e a ela se podia trazer de volta.
Assim o nome era importante em qualquer contexto. Como, aliás, eram as palavras todas. Um juramento judeu não precisava de documentos. Era apenas proferido diante dos anciãos, à porta da cidade, e ninguém o quebrava. Jonas não disse nada ao capitão senão: Eu sou hebreu e temo ao Deus que fez o mar e a terra seca. Pronto, era a senha para uma série de ideias sobre o povo do profeta.

O nome de Deus

Neste contexto temos o nome de Deus. Devemos distinguir o nome dos títulos. Seu nome é Yavé, mais conhecido como Jeová. Era escrito Yhwh. A vocalização mais adequada se perdeu diante da proibição.


Por que, então, se tornou Jeová? Há duas razões. Primeiro, as vogais de Adonay foram adicionadas para evitar a pronúncia em vão. Ainda hoje, quando um leitor judeu encontra Yavé com as vogais de Adonay, pronuncia este último ou HaShem (que significa o Nome).



Em segundo lugar, quando houve a tradução para o latim, que se tornou língua franca na ascensão do Império Romano, palavras hebraicas iniciadas por Y, foram vertidas para I. Na Reforma o I foi para o alemão J, daí Jesus. Interessante notar que os judeus mantém a transliteração em seus manuscritos do nome Yavé. O que contradiz certo movimento herético.

O significado de Yavé é “Eu Sou” ou “Sempre estarei sendo”, ou como utilizam os judeus “o Eterno”. O vocábulo é uma abreviação da frase “Eu sou o que sou” dita por Deus a Moisés, quando este lhe perguntou que nome diria aos israelitas influenciados por tantos deuses no Egito (Êxodo 3:13,14).

Tomar seu nome em vão

Vivemos dias complicados. As pessoas clamam o sangue por brincadeira. Falam de Deus como se fosse uma pessoa qualquer. Precisamos resgatar o respeito pelas coisas divinas, sob pena de banalizar o nome do Senhor e atrairmos castigo para nós. Estamos na graça, mas Jesus referendou a importância deste mandamento como ensina a presente lição. O uso mágico do nome de Deus ou de Jesus como amuletos e palavras de ordem não funciona, como não funcionou no caso dos filhos de Ceva (Atos 19.14-16).

Leiamos este interessante parágrafo do Pr. Luiz Sayão sobre a importância e a utilização do nome de Deus:
Talvez a maior confusão na prática esteja no mal uso da frase “o que vocês pedirem em meu nome, eu farei” (João 14:14 – NVI). A palavra de Jesus não significa que basta mencionarmos o seu nome, e tudo acontecerá automaticamente. Pedri alguma coisa “em nome de Jesus” significa pedir alguma coisa segundo a vontade de Deus (1 João 5:14). Pedir em nome de Jesus é pedir o que Jesus pediria. Pedir em seu nome é como “agir por procuração”: não é a minha vontade que será feita por meio de Jesus, mas sim a vontade dele que se realizará por meio da minha oração.
Alguns dos "nomes" de Deus

Alguns dos nomes (boa parte deles denotam a ação de Deus num determinado contexto, são, portanto, títulos):
Nome                                                 Significado
Javé                                                    O Auto-Existente – o nome próprio de Deus
Elohim                                                Forte
El-olam                                               Deus eterno
El-Shadai                                           Todo-Poderoso
El-Elyon                                              Deus Altíssimo
Adonai                                                Senhor, Soberano
Jeová-Jireh                                         O SENHOR Proverá
Jeová-Nissi                                         O SENHOR é minha bandeira
Jeová-Shalom                                    O SENHOR é Paz
Jeová-Tsidkenu                                  O SENHOR é nossa justiça
Jeová-Shamá                                     O SENHOR está ali (presença)
Jeová-Tsavaot                                    SENHOR dos Exércitos, Salvador e Protetor
Santo de Israel                                   Santidade
Rocha                                                 Confiável
Abir                                                     Poderoso
Gibor                                                  Valente, Poderoso
Tsadiq                                                Justo, Reto
Qoneh                                                 Zeloso
Ancião de Dias                                 Juízo, Eternidade
Altíssimo                                            Transcendente
Abba                                                  Pai
Despotes (grego)                             Senhor
Theos (grego)                                   Deus
Kyrios (grego)                                   Senhor

Fonte: www.prazerdapalavra.com.br

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Os homens não x Os homens sim


O brilhante economista norte-americano Canice Prendergast lançou, em 1993, um artigo intitulado A Theory of Yes Men. É um estudo sobre a importância da discordância numa organização. A discussão básica do livro se dá em torno do diagrama abaixo:

Adaptado de O Livro dos Negócios, Exame

Em todas organizações as pessoas dizem sim com medo de perder seu emprego, seu cargo, sua posição hierárquica, amizades, networking. Por vezes, é exatamente sim o que querem ouvir gerentes e líderes. É o que lhes infla o ego e os faz pensar que estão no rumo certo. Mas esta tendência tem se mostrado danosa para a estratégia organizacional. Um líder eficaz compreende que é humano e suas decisões são limitadas. Ouvindo não ele será obrigado a repensar suas escolhas e evitar erros mais rapidamente do que aqueles que só aceitam submissão.

Os homens sim acabam sacrificando um precioso aliado da organização: a comunicação. A verdade tomba no terreno da mediocridade. A mentira se instaura e prejudica o relacionamento entre as pessoas com seus sinais trocados. Quando a gerência descobre o problema já é tarde demais.

Há uma analogia que se conta, na qual a liderança só enxerga a copa das árvores, os liderados conhecem o terreno, as raízes, ou seja, as dificuldades efetivas para alcançar determinado objetivo. Evidentemente, não é um caso de cegueira, mas de perspectiva. O Royal Bank of Scotland (RBS) enfrentou perdas bilionárias entre 2008 e 2009, mas nas reuniões seus altos executivos sempre aprovavam as decisões e omitiam os riscos potenciais. É esse o padrão de grandes falências do mundo corporativo.

Nas igrejas não é diferente. Afinal, toda igreja é uma organização. Quem discorda, mesmo que respeitosamente, é taxado como irresponsável, provocador, semeador de contendas. Isso pra dizer o básico. Porque não raro é associado ao próprio Diabo. Quem nunca ouviu de alguém que foi comparado a Datã, Coré e Abirão, os famosos dissidentes do povo de Israel? As pessoas não compreendem que pastores e líderes podem falhar, mesmo sendo escolhidos por Deus e tendo a melhor intenção possível. Somente alguns milhares de reais jogados no lixo ou pessoas chateadas adiante é que se percebe que o alerta de outrora era pertinente.

Por outro lado, os homens não devem se especializar na oferta de alternativas. Dizer não, não resolve o problema! Há pessoas que se especializam na discordância. Discordam por discordar e não se preocupam em pensar na solução. São tão negativas que bloqueiam a criatividade.

Nelson Rodrigues, nosso melhor frasista, dizia que toda unanimidade é burra. Redobre o alerta quando todos dizem sim. E seja humilde para compreender a discordância!

Conheça o artigo de Canie clicando aqui.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Uma análise sobre vitaliciedade

Clique na barra de ferramentas abaixo para ler em tela cheia ou aumentar o zoom!

 

O que acontece à Igreja?


Nunca fomos bons para dar respostas às dificuldades do mundo. Lembro de um filme que assisti cuja trama versava sobre um homem preso injustamente. Sua esposa buscava consolo e o capelão lhe dizia: Aguarde, a justiça vai prevalecer, etc. Um dia, cansada de esperar, ela se dirigiu ao mesmo e disse: Teólogos esperam. E agiu por conta própria, libertando seu marido e punindo os agressores. Guardadas as devidas proporções, somos predominantemente reativos.

Os últimos dias tem sido terríveis para a Igreja. As drogas se alastram. A prostituição campeia na sociedade em que vivemos. O crime ganha proporções épicas. O pecado asfixia a santidade. As injustiças sociais se agravam. Alguns fortes caem. As pessoas fogem dos templos e/ou abandonam seus postos. E o que fazemos? Apenas constatamos nossa incapacidade. Um amigo meu fez uma pesquisa para seu mestrado e ficou estupefato. Mais de metade dos grandes traficantes dos presídios pernambucanos são filhos de crentes. Boa parte deles filhos de componentes e dirigentes do Círculo de Oração!

Sei como é fácil dar de ombros, mas também observo como nossa trajetória nos trouxe até aqui. Éramos humildes, é fato. Mas crescemos e endurecemos nossa cerviz, como ocorreu a Israel. Enquanto nos preocupamos, por exemplo, com os eventos enquanto urgência imediata para a demarcação de nossa atuação institucional, nossa necessidade de quebrantamento aumenta. Padecemos institucionalmente de um mal crônico: a auto-suficiência.

Dos mais altos escalões (Oh! Senhor, como é difícil ter a humildade de compreender isto?) aos congregados mais recentes achamos que podemos resolver as coisas ao nosso modo. Excluímos Deus de nossas urgências porque o que primeiro Ele cobrará é o reconhecimento de sua soberania. Ele reclama por nosso retorno ao primeiro amor.

Boa parte dos crentes que conheço ponderam: É a volta de Jesus! Evidentemente é uma das possibilidades. Mas será só isso? Sei que é fácil dizer também: Assim é a vontade de Deus. Isso elimina completamente nossa responsabilidade. E é, aliás, o refúgio daqueles que fogem da culpa, dos covardes. Quantos pecadores aos quais pregamos nos dizem: Quando eu morrer Deus faça de mim o que quiser? Auto-isenção total! A Bíblia diz que devemos lançar sobre o Senhor nossa ansiedade, não nossa responsabilidade.

Uma das grandes armas de Jesus para se diferenciar dos demais líderes de sua época foi sua empatia com as dores daqueles que o cercavam. Os rabinos estudavam e se aprofundavam na Tanach, mas pouco faziam pelos problemas cotidianos. À Igreja Primitiva se juntou tal empatia com a operação de milagres. Em nossos dias a empatia desapareceu e os milagres sumiram. Temos grandes e preciosos templos, prata e ouro, mas já não podemos dizer: Levanta-te e anda, como bem refletiu Tomás de Aquino. Conheço profundos teólogos que não movem uma pá na Obra do Senhor. Ordenam, dirigem, mas nada prático fazem diretamente.

Mas há duas variáveis críticas nesta equação: 1) Vamos tomando nosso lugar na vala comum da indiferença; 2) Não reconhecemos nossa dificuldade de lidar com a questão. Ora, o primeiro passo para a cura de uma doença é o reconhecimento do seu diagnóstico. As pessoas estão empoderadas do ponto de vista humano? Por que nós líderes não nos desempoderamos a nós mesmos para lhes dar o exemplo de humildade? As pessoas estão inchadas? Por que nossos gestos contribuem para o inchaço? Não há solução neste impasse.

Das coisas mais simples às mais complexas precisamos muito mais do que teorias e proibições. Há um vento de doutrina? Desvelemo-nos na pregação e estudo da Palavra? Ouvi Norman Geisler recomendar na Consciência Cristã/2013, a dez mil pessoas, que lessem e meditassem na Palavra como recurso contra a apostasia. Ele dizia: Perguntei aos técnicos do FED (Banco Central americano) o que faziam para descobrir as fraudes. Eles responderam: Nos aperfeiçoamos na cédula verdadeira!

Nós, assembleianos, passamos tanto tempo preocupados com o invólucro que esquecemos o conteúdo. Restou do frasco bem pouco perfume. Faltou-nos estudo da Palavra, em muitos lugares os cultos de doutrina são apenas desfile de costumes. Em nossas EBDs não há aprendizado adequado para as crianças (e em muitos casos nem instalações para isso). Nossos jovens foram mimados com cantilenas e abobrinhas. Agora que as grandes redes interligam gente de todo lugar vai ficando difícil elucidar as lacunas. Como poderemos resolver o problema se os líderes não leem a Bíblia e não a estudam? Oração é um bicho papão, jejum, caviar! Paciência! Não dá pra oferecer uma resposta eficiente andando em círculos.

A Igreja não tem solução para os problemas do mundo porque não estamos fazendo nossa lição de casa. Deus não se engana com metas, propósitos, projetos, estratégias, articulações, formalidades, salamaleques. A menos que Ele veja algo prático acontecer. No mais é somente faça o que eu digo e não faça o que eu faço. Assim nada muda. O que mais me dói é perceber que podemos fazer algo, mas, simplesmente, não queremos. Somos atrapalhados por nós mesmos porque queremos preservar nosso status quo.

É mais ou menos como o Brasil. País formado de pessoas inteligentes, capazes e capacitadas, povo trabalhador e honesto em sua maioria. Mas que fica correndo atrás de frivolidades e não atua nas necessidades estruturais. Pior, não reconhece as tais. Preferindo o engodo, a ignorância e a fraude. Quer crescer, mas não sabe pra onde. Não usa a energia que tem para a solução dos problemas. Dá lugar e espaço a fanfarrões e conversadores. Um amigo historiador cravou: A Assembleia de Deus mais parece o PMDB. Grande, influente e cheio de caciques, sem projeto nacional, mas sempre presente em todos os governos. Não é um bom retrato, mas é a cara da Igreja.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Frida Vingren, breve resenha do livro homônimo!

Ao saber que a biografia de Frida Vingren foi contemplada com o 2º lugar em vendas da CPAD, no ano de 2014, categoria livros nacionais, republico este post de março do ano passado. Aproveitamos para estimular a comprar deste valioso livro.


Um mês atrás foi lançado o livro Frida Vingren, do Pr. Isael de Araújo. Prometi a meus dez leitores uma resenha. Infelizmente, meu tempo está curto. Frida é um daqueles personagens que galvanizam minha atenção. Não apenas por ser mulher, esta questão de gênero não me comove, mas por seu trabalho, por sua história e pelos desvarios que a acometeram. Mas, vamos por partes, espero que me acompanhem.

O escritor é um pastor conhecido entre os assembleianos. Pesquisou in loco algumas das indicações históricas. Frida já foi alvo de vários autores, mas é uma iniciativa excelente dar-lhe voz, mais uma vez. Aliás, ela é o tipo de personagem que se ergue cada vez mais por sua biografia, falem mal ou bem dela. A história está bem contada e documentada. Os detalhes que foram omitidos (digo isto por conhecer alguns de outro escritor) numa obra oficial não chegam a fazer muita falta.

Ressalto algumas passagens que grifei, numa outra ordem de importância que não a cronológica:

Ministério feminino

Ralando...
Em 27 de maio de 1917, Frida foi ordenada missionária da Igreja Filadélfia de Estocolmo, para trabalhar no Brasil, principalmente como bibelkvinna (antiga palavra sueca para designar uma mulher que exercia o ministério de ensinadora da Palavra de Deus nas igrejas) (pág 32). Vingren começou a realizar cultos na prisão no Rio [1929], tendo à frente do trabalho a sua esposa Frida, junto com muitos outros irmãos e irmãs.
Coitada, sem crachá...
Na abertura dos cultos, era ela quem fazia a leitura bíblica com a igreja. Quando Gunnar se ausentava em suas viagens, era Frida quem pregava a mensagem nos cultos e também cuidava de outras atividades da igreja. Ela gostava de ministrar estudos bíblicos (pág 76). Frida era um dos pregadores mais ativos nesses trabalhos evangelísticos ao lado de seu esposo, e de dois jovens evangelistas: Paulo Leivas Macalão e Sylvio Brito (pág 81).
 Mas, antes os detalhes do processo...
Nessa época, mulheres crentes batistas que desejassem atuar na obra de Deus podiam ser consagradas evangelistas ao frequentar a escola bíblica em Orebro ou Gotabro (pág 23). Em novembro de 1915, foram enviadas 21 evangelistas, para diversas regiões do país [Suécia]. Doze eram mulheres e nove homens (pág 24). Na realidade, a maioria dos evangelistas suecos eram mulheres (pág 28).
Será que foram aprimorar o crochê no seminário?
[Palavras de Gunnar Vingren:] Eu mesmo fui salvo por uma irmã evangelista que veio visitar e realizar cultos na povoação de Bjorka, Smaland, há quase trinta anos [1930]. Depois veio uma irmã dos EUA e me instruiu sobre o batismo no Espírito Santo. Também quem orou por mim para que eu recebesse a promessa foram irmãs (pág 113).
Tudo indica que não. Note: quinze anos antes de Frida já evangelistas faziam o trabalho missionário através da Suécia.
Em junho de 1930 Signora Dragland visitou o Brasil em direção à Argentina. Ela pregou a palavra num domingo e três pessoas foram salvas. Ela já atuava como evangelista há onze anos, tendo viajado através da Suécia, Noruega e Finlândia (pág 115).
Definitivamente, não!
Dois anos após a realização da primeira escola bíblica [1916], a Igreja Filadélfia em Estocolmo anunciou que "irmãs que tivessem a mesma chamada[...] para pregar o evangelho" eram bem-vindas, ressalvando-se a capacidade do ambiente. Se houvesse falta de lugar, os homens teriam precedência, embora a chamada pudesse ser a mesma (pág 27). O ano de 1928 começou com Frida pregando nos cultos da igreja no Rio de Janeiro, nos dias 2 e 6 de janeiro.
Finalmente, o primor! Antes como hoje!
Como evangelistas, as mulheres exerciam trabalho pioneiro. Seu principal encargo era ganhar as pessoas para a fé cristã. Quando o grupo de novos convertidos crescia, então algum presbítero de alguma localidade mais próxima, vinha e batizava e dirigia a santa ceia (pág 29).
Compare!
... em alguns lugares onde não houver pastores ou irmãos competentes para ministrarem a palavra, então, poderão as irmãs dirigir o serviço do Senhor, provisoriamente até o comparecimento do pastor ou dos irmãos enviados por outras igrejas...[1930] (pág 120). Isso deve acontecer somente quando não existam na igreja irmãos capacitados para pastorear ou ensinar (pág 121).
Até hoje as irmãs os esperam no Círculo de Oração... Rsrsrs!

 Anos de chumbo
Muitos crentes tiveram as suas casas e tudo o que lhes pertencia completamente destruídos em muitos lugares durante o trabalho de evangelização. Alguns foram feridos à faca e machucados com paus e outros instrumentos. Pernas foram quebradas e cabeças esmagadas, e muitos morreram devido à tortura por que passaram, para não falar de coisas piores que muitos irmãos passaram antes de morrer [1924] (pág 68).
Sustento e dificuldades financeiras

Quanta semelhança com nossos dias? E depois da partida nada levaram, somente um buquê de flores! Para muitos que exigem presentes nos aniversários e indenizações pelo trabalho na Igreja...
Quanto ao sustento financeiro, os Vingren viviam em 1930 pela fé em Deus, dependendo de ofertas enviadas do exterior, que não eram regulares (pág 124). Nos primeiros meses de 1931, Vingren e Nystrom lutavam com dificuldades financeiras para publicar o Mensageiro da Paz (pág 131). A família viveu com quase nada durante esse tempo (pág 139). Durante os meses de abril a junho, os Vingren não receberam nenhum sustento dos EUA (pág 150).
Argúcia
Neste ano [1926], Frida escreveu um artigo defendendo o uso da imprensa escrita na pregação do evangelho...
A grande divisão de 1930..32

Primeiro o pretexto...
Também separou Emília Costa como diaconisa [1928], a única que ocupou esse cargo na igreja (pág 92). ...Deolinda, a primeira mulher brasileira separada evangelista [1929] (pág 101)... setembro[1929], dia 27, Vingren pregou concernente aos dons espirituais e sobre o direito de a mulher falar na Igreja. Um dos crentes foi usado por Deus em profecia e falou que Vingren não temesse, mas que continuasse a ensinar a sã doutrina, e predisse que muitos se levantariam contra ele (pág 102). Samuel Nystrom não se humilhou e continuou sustentando que a mulher não podia pregar nem ensinar, só testificar (pág 104). ...Otto Nelson, escreveu uma carta para Estocolmo queixando-se de que haviam missionários colegas seus que desejavam impedir a atuação de sua esposa [Adina Nelson] (pág 106).
Primeiras divisões
Vingren lançou um novo jornal... O Som Alegre e teve seu primeiro número circulando em dezembro de 1929 (pág 104).
A partida final
Para Frida era como arrancar o coração do seu peito quando pensava em deixar o Brasil para talvez nunca mais voltar (pág 147). Em 14 de agosto de 1932, num culto de domingo à noite, Vingren entregou oficialmente a Assembleia de Deus no Rio de Janeiro ao missionário Samuel Nystrom... Contavam-se mais de 2.000 membros (pág 154).
Mortes precoces. Seria a pressão da missão?
...no dia 29 de junho de 1933, com 53 anos de idade, ele [Vingren] partiu para a eternidade... (pág 166). Frida piorou outra vez, e depois de um mês no hospital, findou seus sofrimentos... Era o dia 30 de setembro de 1940. Frida estava com 49 anos (pág 177).
Atuação vergonhosa dos companheiros no fim da vida
Após a morte de Vingren, Frida desejou ardentemente retornar ao Brasil... Mas o pastor Lewi Pethrus não aprovou a ideia... Frida decidiu que iria a Portugal,... Por volta de 1936,... Frida adoeceu. Nesta época, além de sentir muitas dores no corpo e os tratamentos nos hospitais não resolverem sua enfermidade, Frida teve de padecer a acusação de alguns pastores da Igreja Filadélfia de Estocolmo de que ela sofria de problemas mentais.
Eu sei que a história não foi essa. Frida não era doente senão por almas. Os líderes de então não toleravam tal obsessão. Também não toleravam sua argúcia, seu envolvimento, sua capacidade, sua tenacidade, seu mérito. E muitos hoje não toleram suas atitudes.

Finalizo transcrevendo as palavras de um de seus grandes opositores:
A irmã Frida [após a morte de Vingren despiram-na do título de missionária] tinha muitos talentos naturais, além dos que o Senhor especialmente lhe concedeu. Tinha facilidade de aprender; assimilar e de se expressar; além disto retinha a sua originalidade; tanto a sua linguagem falada como a escrita, tinha simplicidade e clareza, e sabia cativar os que a ouviam...
O seu zelo e dedicação ao Senhor, fizeram-na procurar poder que vem do alto, e de lá veio a sua impetuosidade e firmeza nos trabalhos a que se dedicava, tornando-se assim, um instrumento de benção para muitos. Nunca me esqueço do tempo em que trabalhamos juntos no Pará. Muitas noites, sozinha no seu quarto, lutando, permanecia em oração até à madrugada, tudo para que as bençãos de Deus descessem sobre o trabalho; Deus respondia e ainda animava outros a entrar na mesma cooperação de oração.
A sua impetuosidade, algumas vezes, levou-a além do que era prudente e útil, naqueles momentos; porém, depois, reconhecendo isto, lamentava que tal sucedesse. Entretanto, é preferível ter um espírito ardente e zeloso do que ser morno e nada efetuar. Ela ganhou muitas almas para Cristo. Paz seja sobre a sua memória (pág 179).
Infelizmente, somos, por vezes, muito bons para homenagens póstumas. Às vezes, nem isso.

Vale a pena comprar. Recomendo enfaticamente!

Link para o livro na CPAD, aqui.

O sofrimento possível

William Lane Craig, em seu livro Apologética para as questões difíceis da vida, conta de um amigo que fazia caridade visitando pessoas doentes e distribuindo flores para elas. Certa vez esse amigo encontrou uma mulher cega, dependente de um aparelho para surdez, sentada numa cadeira de rodas e gravemente cancerosa, cujo nome era Mabel. Tinha 89 anos e vivera isolada pelos últimos 25 anos.

No Dia das Mães, ele se aproximou e pôs uma flor em suas mãos. Ela tentou cheirar a flor e lhe perguntou:
- Obrigada, você foi muito amável, mas posso dar essa flor a alguém? Ele assentiu e imediatamente a levou pelos corredores. Enquanto passava dizia a quem encontrava: Essa flor vem de Jesus...! O rapaz se interessou e perguntou-lhe:
- Mabel, em que você pensa quando está aqui? Ela respondeu:
- Penso em Jesus.
- Mas como assim? - Ele não conseguia pensar em Jesus por cinco minutos!?
- Penso em como ele tem sido tão bom para mim. Tremendamente bom para mim! E então cantarolou o hino:

Cristo é tudo para mim
Viver, sonhar, cantar
É minha força, meu bordão
Sem Ele que penar
Quando em pesar a Ele vou
Pois o meu Jesus jamais falhou
Quando em pesar, faz-me alegrar
Cristo é meu

Que você pode ouvir no vídeo abaixo da Alessandra Samadello, a partir dos 1:47s:

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

O que podemos fazer diante da grandeza de Deus!?

Onde estão os deuses egípcios?

Créditos: universal.globo.com - Clique para ampliar

A lição da EBD domingo passado versa sobre o segundo mandamento: Não terás outros deuses diante de mim. Todos sabemos que a exclusividade é uma característica do nosso relacionamento com Deus. Ele não dá sua glória a ninguém (Isaías 42:8). O assunto da lição abrange o conceito de monoteísmo e, em dado instante, o contrasta com as deidades egípcias. De fato, as ordenanças do Decálogo são profiláticas. O povo que saía de um verdadeiro caldeirão de deuses precisava compreender que são todos ídolos passageiros. Participei ajudando em duas classes e lancei a questão:

Onde estão os deuses egípcios?

Ainda deu tempo para uma chegada na classe de inglês da EBD na Sede em Abreu e Lima, aonde os competentes Eudes e Josué conduzem tanto o aprendizado da língua quanto de Bíblia. Coisa chique. Where are the Egyptian gods? É uma pergunta chave para compreender a questão.

Nenhum deles sobreviveu ao tempo. Os séculos provaram sua nulidade. A poeira do deserto os levou, assim como seus adoradores. Vale a pena confiar no Deus verdadeiro. Este o tempo não carrega...

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Subsídio para a 4ª Lição da EBD - 25/01/2015 - Não farás imagens de escultura!


Gostaria de propor uma abordagem interessante para compreendermos a influência dos ídolos e imagens na cosmovisão cristã. Recorro à dinâmica do símbolo de Paul Tillich[1]. De fato, o ídolo nada mais é do que a representação simbólica da cosmovisão religiosa de um grupo ou pessoa, à qual outros devem aderir ou re-significar. O objeto, na teologia de Paul, é aquilo que representa de maneira objetiva uma realidade subjetiva. Cada vez que um fiel toma em sua mão um pedaço do pão, por exemplo, ele é mentalmente transportado para a crucificação.

Então o ídolo não é apenas uma escultura, ornada em ouro ou prata, ou uma coluna de pedra mas a delimitação do poder divino, reduzindo-o às medidas físicas ou à influência do objeto que o representa. Ora, Deus enche a terra e o céu, e até mesmo o céu dos céus não pode contê-lo (II Crônicas 6:18)!

Que fique claro, porém, que um ídolo não é apenas um objeto ou pessoa, mas qualquer coisa;
1) À qual direcionemos a atenção como faríamos a Deus;
2) A que atribuamos poder como atribuímos a Deus;
3) Que adoramos como adoraríamos a Deus!

Creio que assim a lista do que é idolatria se amplia...

Outra questão importante é compreender que Deus não parece com nada que ele criou. Logo a nada pode ser associado. Aqui se incluam coisas, pessoas, locais, objetos, anjos, seres espirituais, etc. Em Isaías 45:6 há esta argumentação: "A quem me assemelhareis, e com quem me igualareis, e me comparareis, para que sejamos semelhantes?" Então, se Deus não parece com nada que Ele criou, a nada pode ser comparado anulando o poder de qualquer outro objeto de adoração ou devoção.

Por fim, a idolatria católica. Bem, em primeiro lugar, temos a questão da hábil exploração de vulnerabilidades. A figura da mãe, do protetor desta ou daquela especialidade ou profissão, ou seja, risco. Ao invés de elevar teologicamente seus membros, prefere mantê-los na ignorância, para poder manipulá-los. Em segundo lugar, temos a atribuição real de poder aos santos, aos quais diz apenas venerar. Eu propus a seguinte situação:
Imagine que um devoto se dobra à Maria em Goiana, Mata Norte pernambucana, às 18:00h, convencionada como hora da Ave Maria. Outro devoto de ajoelha em Palmares, Mata Sul, 180 quilômetros de distância entre os dois pontos. Maria ou ouviria a ambos? Certamente não, pois não é Onisciente!
 Agora imagine que um devoto grita por Maria em Campina Grande, sertão paraibano, pedindo água. Outro devoto de ajoelha em Sergipe com o mesmo intuito, 500 quilômetros de distância entre os dois pontos. Maria socorreria a ambos ao mesmo tempo? Certamente não, pois não é Onipresente!
O que dizer da atribuição de poder que se dá a Santo Antonio, casamenteiro? Aquela moça enfia uma faca numa bananeira ou faz outra mandinga qualquer porque compreende que o santo pode resolver seu problema! Não é apenas veneração é atribuição de poder!

Dia desses uma senhora devota travou o seguinte diálogo comigo:
- Por que vocês não gostam de Maria?
- Quem lhe disse isso?
- Vocês não veneram ela, então é porque não gostam...
- A senhora gosta de sua mãe?
- Sim.
- Mas venera?
- Não, claro que não.
- Então, gostamos de Maria, mas não a adoramos.
- Hum... não gostar da mãe do Salvador, a mãe de Deus!
- Quem veio a existir primeiro: Jesus ou Maria?
- Claro que foi Maria, ela não é a mãe?
- Então, vamos ler em sua própria Bíblia Católica. Comecemos por Hebreus 1:1, Colossenses 1:17... - depois de lidas as passagens na própria Bíblia dela, retrucou:
- Ah! Vocês gostam é de confundir.

E ainda tem o vergonhoso sincretismo. Diversas igrejas católicas catalisam a adoração aos inúmeros deuses das religiões afro harmonizando com personagens bíblicos. Um acinte sob todos aspectos. Uma coisa é um determinado orixá, outra um personagem da Bíblia.

Por fim, por que tantos então se beneficiam com milagres se os santos católicos nada podem fazer do lado de cá? A explicação está em Mateus 5:45.

[1] Tillich, Paul, Teologia Sistemática, Editora Sinodal

Contradições...

Este blog já se ocupou bastante das contradições evangélicas. E elas são muitas. Hoje voltamos a uma delas que já foi abordada sob outro prisma. Como sabem as igrejas em geral se especializaram em produzir eventos. Antes promovíamos reuniões de oração, de avivamento, de evangelização e era algo íntimo à comunidade eclesiástica. Agora só restou o glamour... De péssimo gosto, diga-se de passagem. E nos expomos ao máximo. Se é uma boa estratégia fica para outro post, o cerne deste pequenos post é um evento que será realizado em São Paulo, cujo poster de divulgação está logo abaixo. Volto em seguida:


Estes eventos de gosto duvidoso pululam Brasil afora e não seriam motivo de admiração para nós a não ser pelo saco de gatos que é a constelação de preletores e cantores. Juntar num mesmo evento Cláudio Duarte, Josué Gonçalves entre outros é abusar da ortodoxia evangélica brasileira. 

Já acusei o golpe aqui outras vezes. Quando é pra falar e vender livros de apologética, esbravejar contra ou a favor deste ou daquele posicionamento teológico esse pessoal está sempre disposto. Agora quando chamados à coerência...

É o mesmo caso do Ministério Feminino. A CPAD e seus luminares escrevem as maiores bravatas contra, etc. e tal. Mas vão promover um Congresso de Escola Dominical que terá entre os palestrantes o Pr. Stan Toler, que não apenas apoia, como já consagrou mulheres. Ele mesmo me disse em e-mail! Pior: duas mulheres pastoras americanas estarão entre os preletores!



Dias atrás enviei um e-mail ao Pr. Stan Toler. Eis a resposta, transcrição e tradução abaixo:


Pergunta: Dear, I would like to know the position of Pastor Stan Toler about female priesthood, ie women in the pastorate. He agrees? Or disagree? Anyway, how you see the issue?

Prezados, eu gostaria de saber a posição do Pastor Stan Toler sobre sacerdócio feminino, ou seja, as mulheres no pastorado. Ele concorda? Ou discorda? De qualquer forma, como vê a questão?


Resposta: As a General Supt in the Church of the Nazarene, I ordained many women who serve as pastors. Hope that helps! :)
ST

Como Superintendente Geral da Igreja do Nazareno, eu ordenei muitas mulheres que servem como pastores. Espero que ajude! :)
ST 


Precisa dizer mais o que? Detalhe: duvido que um pastor da Igreja do Nazareno no Brasil fosse convidado para um evento desses.