sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Frida e o trabalho das mulheres já incomodava há 83 anos!

Trecho de carta enviada pelos obreiros nordestinos a Lewi Pethrus relatando a discordância com a atuação de Frida Vingren e seu trabalho. Aí uns bobinhos pensam que o problema é de hoje, do feminismo, sei lá o quê. Clique nas imagens e leia esta raridade.


Fonte: Acervo pessoal de Gedeon Alencar

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Dissecando um e-mail sobre o post anterior


Recebi um e-mail de um pastor assembleiano amigo. É um homem de larga experiência pastoral, tendo atuado em missões no Exterior. Ele sempre lê o blog, está entre os dez leitores. É, tenho poucos... não temo a insignificância... Como não me autoriza a publicação do nome e do conteúdo, vou pontuar e omitir certas referências pessoais que não prejudicarão o debate da questão.

Antes, algumas premissas:
1) Este blog nunca defendeu a ordenação de mulheres. Revirem a busca, no canto esquerdo. O que fizemos desde sempre foi alertar para a dissimulação, evidenciando que ou cumprimos o que está na Bíblia, o que seria impossível dada a quantidade de missões que nós, os homens, entregamos às mulheres em nossa igrejas, ou paramos com tanta bobagem sobre o assunto. Vou evidenciar algumas delas quando fizer a análise do e-mail;

2) Não defenderia a ordenação feminina perante minha Convenção. Jamais incluiria tal assunto numa pauta. Primeiro, porque não tenho envergadura para guiar pautas, segundo, porque há tantos outros problemas mais urgentes. Não é?

3) O desafio lançado desde 2006, lá se vão tantos anos..., é: a argumentação utilizada NÃO é bíblica, mas pura conveniência. Já demonstrei isso tantas e tantas vezes. Claro, claro, os opositores não desejam argumentar. Especialmente, quando o contraditório não se apóia em cosmovisão, mas em fatos. É o caso do famoso vídeo de Augustus Nicodemus sobre o assunto, postado e repostado tantas vezes. Perguntei ao Augustus, num post: Sua igreja envia missionárias? Ele respondeu, rispidamente: Envia, mas elas sabem ler a Bíblia e não querem ser pastoras. Quem entende um negócio desses? Vão, plantam igrejas, administram bens, ungem, oram, batizam, pregam, ensinam. O que mais é pastorear? O crachá? Ah!...

4) A rigor não tenho gurus. Leio muito, pesquiso razoavelmente, tenho luz própria, aliada a uma visão bem ampla da Igreja. As pessoas com as quais converso, interajo, partilho pensamentos e conhecimentos podem me influenciar. O que mais é cosmovisão? É incrível, mas minha querida mãe, assembleiana da gema, das antigas, do tipo que não veste nem maiô em praia, tem me oferecido, mesmo involuntariamente, muito mais reflexão neste quesito do que os expoentes da teologia brasileira;

5) A Igreja da qual faço parte esposa e endossa toda postura sobre o assunto que está disseminada na denominação no Brasil. Ou seja, é contrária ao pastorado feminino. Não só isso, mas NÃO consagra diaconisa, prebístera ou pastora. Está fora de questão, que em algum momento, nossa amada COMADALPE tenha adotado tal ideia. Porém, sinto-me livre para pensar o contrário e até justificar tal posição nos termos respeitosos que sempre nortearam minha pontuações. Ocasionalmente, tenho sido mais incisivo quando vejo tal debate aqui e acolá. Me arrogo o direito de discordar. Não abro mão dele, nem com um trem carregado de chumbo. Agora mesmo o assunto recrudesceu quando o Facebook de alguns pastores passou a alardear o pastorado feminino como o mal do século. Paciência! Haja miopia! Tantos e tantos problemas nas igrejas e justo isso é a causa? Não vou nesse vagão...

Mas vamos lá? Vou com ele em azul e eu em vermelho.

Sim, comemos nas mãos suecas, americanas, filandesas, inglesas. E daí? O material que tínhamos disponíveis era este, hoje podemos contar com materiais hispânicos, koreanos, europeus de forma abrangente. E daí? Simplesmente a preferência americana foi porque a CPAD, formada no Rio, teve forte influência americana. Seus missionários se concentraram mais lá. E daí?

Estava evidenciando um paradoxo. Recebemos avidamente o ensino americano, mas quando este feriu nossa cosmovisão, nosso brio, recusamos tais ensinamentos? Stanley Horton, por exemplo, subscreve o documento oficial da Assembly of God, dando pleno aval ao pastorado feminino. Vamos deixar de editá-lo?Nem questionei a qualidade das fontes americanas. Não é sobre isso que falamos, mas sobre a seletividade oportunista dos nossos líderes.

E daí? Daí que só nos interessou nos americanos o que nos foi conveniente. Exemplo, somente para divagar e ampliar a discussão: a eleição de pastores nas igrejas Assembleias de Deus de matriz americana. Na América Latina, via de regra, aonde a AD americana implantou igrejas existe eleição pastoral! Por que, na Bíblia, não poderíamos ter tal opção? Ah! Porque A ou B desejam se eternizar no poder!? Também não dá.

O fato delas serem palestrantes, não lhes dá as credenciais bíblicas para a consagração pastoral, ainda que o façam. Maria, mãe de Jesus, tinha credenciais melhores e maiores, foi digna de elogios angelicais, reverenciada e respeitada pelo próprio Mestre. Não entendo o porque de Jesus não consagrá-la pastora, apóstola, presbítera!? Deveria pelo menos deixar uma deixa para os discípulos e a separar para diaconisa, assim como Marta, Maria, Cloé. Sinceramente não entendo, porque Jesus não deixou uma lista de indicação.

Vamos por partes. Há duas questões levantadas no post: 1) Por que pastores abertamente contrários à ordenação feminina participam de eventos nos quais há preletoras? Pelo bem da coerência deveriam abrir mão de tal participação, uma vez que o argumento paulino do silêncio é o principal utilizado. Se Paulo diz que a mulher esteja calada na Igreja, por que deixá-la com a preleção? Pior, por que endossar a concessão pregando ao lado delas ou ouvindo-as? 2) Por que denominá-las, outrora ao menos, conferencistas ou palestrantes, enquanto homens são preletores? Se ambos farão a mesma coisa: pregar e ensinar, por que dividir as qualificações?

Vou devolver suas perguntas com outras: Quantos homens Jesus consagrou a diácono, presbítero ou pastor? Onde está a lista de indicação de homens que o Mestre deixou para tais cargos? Por outro lado, mesmo sendo Paulo tão rigoroso com os costumes judaicos e influenciado por tal cosmovisão por que se dobrou ao vento do Espírito (palavras da Assembly of God, para apoiar o pastorado feminino: quem somos nós para impedir o Espírito Santo?) e pôs Febe como diaconisa, além das demais mulheres do capítulo 16 de Romanos? Temos, então, que tais cargos surgiram da necessidade da Igreja.

O que dizer do ósculo? Gosto sempre de utilizar tal argumento, não que queira beijar os irmãos por aí, muito menos as irmãs. A questão é que tal procedimento é típico da cultura judaica!? Assim como é típico de tal cultura o desprezo pela mulher. Um rabino dizia em prece, pela manhã: Te agradeço, ó Deus, porque não me fizeste gentio, escravo ou mulher. Um rabino jamais ensinaria uma mulher a Lei, era tido como algo desprezível e humilhante. E aí? Vamos cumprir a doutrina do ósculo ou não? Dizemos, americanamente, que uma doutrina é ensinamento contido em mais de uma passagem bíblica, o ósculo tem cinco! Paulo encoraja vivamente a prática!

Uma pena que não estarei lá, pediria para tirar um bocado de foto, eu anotando os estudos, me alegrando se a mensagem tiver unção, e repassando para meus liderados o que aprendesse com elas, e ainda assim elas não seriam consagradas a pastoras. Sei que muita gente de outras tribos de Israel queriam ser levitas e vemos casos na Bíblia, por não haverem levitas ou não darem o devido valor bíblico a tais, em muitas cidades fizeram sacerdotes para si, mas Deus nunca aceitou. Por que só os levitas não seria Deus discriminador??? Nem o rei podia entrar no lugar Santo e no lugar Santíssimo, não seria Deus discriminador? Deus coloca o homem como o cabeça da casa e não a mulher, não seria Deus discriminador??? 

Eu gosto de ver esse pessoal argumentando, no meio vemos as verdadeiras razões ocultas sob o manto de eisegese e conveniência bíblica. Aliás, a Bíblia pode ser usada como uma carapuça, não é? Vamos ao que interessa. Primeiro, sua colocação sobre ouvir e aprender com as mulheres do evento, mesmo sob os holofotes não me surpreende. É exatamente esta contradição evidenciada tantas vezes aqui. Colocamos as mulheres nos seminários, damos espaço de liderança para grupos de 200, 300 pessoas, a depender do tamanho da igreja mulher lidera até 1.000 vozes em um coral, por exemplo. Enviamos como missionária. Mulheres de pastores mandam e desmandam no ministério, a ponto de influenciar indicações ministeriais. Depois, dizemos: Somos contra o ministério feminino.

Esse blog é contra a DISSIMULAÇÃO! Pela enésima vez: Ou as calamos e cumprimos EXATAMENTE o que está nos textos que utilizamos para justificar este posicionamento ou, então, é só conversa fiada!

Quanto aos levitas, lembra que Davi comeu o pão do sacrifício? Não era permitido... Se formos usar esse tipo de argumento... Uma coisa é uma questão de ordem: Deus usar uma só tribo, fazer um dos cônjuges cabeça do lar, etc, outra coisa é dar com uma mão e tirar com a outra. Do mesmo jeito que não concordamos com uma mulher que manda no marido usando o argumento bíblico, abrimos mão de certos trabalhos mais complicados, como as classes infantis da EBD e o Círculo de Oração, de forma conveniente e sorrateira. Depois que as mulheres almejam aqui e ali algum espaço, negamos o crachá.

Por oportuno: Um lar no qual o marido morreu é um lar sem cabeça?

Eu vi algumas pastoras na Argentina com seus esposos que eram marionetes nas suas mãos e os problemas familiares não demoraram a vir. Hoje o ministério Pastoral feminino na Argentina é motivo de piada.

Qual o nexo? Tais maridos já eram marionetes no lar! Por outro lado, não há problemas nos lares de pastores (do sexo masculino)? Há as pencas! O ministério pastoral feminino é motivo de piada em qualquer lugar do mundo. Porque da mulher se cobra muito mais. Ela tem que provar que vai dar tudo certo, tanto como pastor, quanto como mulher. A qualquer deslize os críticos se aproveitam, como se não houvessem problemas nas igrejas dirigidas por homens. Um grande escritor assembleiano disse que é comum que nas igrejas dirigidas por pastoras hajam heresias, sendo que 99% dos desvios doutrinários foram criados por homens! Ou seja, se uma mulher criar uma heresia é tida como o buraco negro do ministério. E todos esquecem os problemas causados por homens.

Quando o pastor é o Pastor da Igreja o Ministério feminino é só uma ferramente para perpetuar o poder da família. 90% se o índice não for maior de pastoras, são esposas de pastores que lideram igrejas por que será???? 

Espere aí? Perpetuar-se no poder? O que mais homens fizeram e fazem ao longo da história da Igreja é isso! Normalmente, o pastor assembleiano brasileiro passa para filhos, netos e parentes seu pastorado. É uma constatação generalizada. As esposas de pastores que se tornam pastoras o fazem com a anuência dos mesmos. Está clara a vantagem familiar. Típica, aliás. Aqui nem há gregos, nem troianos, todos morrem no mesmo mar! Jurando de pés juntos que confiam na vontade de Deus... Confiam com seu espaço delimitado e ampliado o máximo possível!?

Minha esposa foi missionária, dirigiu culto, deu estudos bíblicos, me ajudou na missão. É um braço direito aqui, mas não busca o pastorado. E, meu amigo, se disser a ela o senhor não gostaria de ouvi-la!!!

Incluí a menção à sua esposa por uma necessidade colateral. Primeiro, incutiram a impossibilidade nas mulheres em geral. Deixar dirigir culto? Poode! Dar estudo bíblico? Poode! Ajudar na missão (não cozinhar, nem cuidar das crianças, mas absorver parte do pastorado, que é a realidade)? Poode! Segundo, muitas mulheres ajudam bastante mas não querem o pastorado com medo da oposição que se fará à sua aspiração, então anulam tal anseio, dissimulando-o e negando veementemente. É aquela história do adolescente apaixonado que coloca defeito na moça, somente para desviar a atenção. Terceiro, há inúmeras mulheres de pastores que não querem ser pastoras, até por questões denominacionais, MAS mandam como se fossem. Mais dissimulação ainda. Não conheço sua esposa, nem sei se é do tipo e não me interessa, mas deixo um abraço dizendo que 50% do sucesso de seu ministério se deve a ela.

Em tempo: minha mulher não gosta nem de dirigir, nem de falar ao microfone. Até canta, daí em diante, não quer. Treme e dá um nó só de saber que vai ter oportunidade...

É... eu  tenho visto os milagres que tem feito os americanos, que hoje não são exemplo para ninguém. Até diria aos meus alunos fuja da teologia americana e de sua forma de ver e viver o evangelho. Besteira pode chamar de pregadora, preletora, conferencista, isso não vai mudar a condição de consagração pastoral. Meu Jesus não consagrou, não deixou nenhuma direção acerca disso. O Velho Testamento, que é sombra, não consagrou sacerdotisa. Jesus não separou Apóstola, nem Paulo, Pedro, Tiago e João o fizeram, prefiro olhar para eles, do que me alimentar com conversa, que não produz fruto nenhum.

Gracas a Deus continuamos a não consagrar, o que Jesus não consagrou nem tampouco os apóstolos, prefiro ficar com o que Jesus deixou e  na doutrina dos apóstolos. Salve 2014.

Começo pelo fim. Esse post não é exatamente alimento, é debate. Tem gente que não gosta, foge, prefere falar de anjos e auréolas. Eu não fujo. Quando é um assunto que não conheço, me informo. Agora mesmo estou comprando um livro sobre Frida, lançado pela CPAD, resenharei aqui, tem tudo a ver. Se o autor não escondeu nada... 

Quando ao título no panfleto é mais uma faceta da dissimulação. Como já afirmei, se fosse mulher era palestrante nos antigos cartazes de CAPED e assemelhados, se homem, preletor. Hoje, já nivelaram. E elas falando na condição de ensinadoras o que é uma aberração diante dos argumentos que usamos para não as consagrar.

Jesus não separou apóstola. De fato, o próprio título é tardio. Não se encontra nos evangelhos. Caiu a ficha? As funções que endeusamos (não retirar o peso espiritual delas, apenas evidenciando a supremacia na qual as envolvemos) não foram criadas por Jesus. Aonde tem pastor presidente no NT? Conferencista? Diretor de missões? Coordenador de evangelismo? Vice-presidente? Tesoureiro? Gestor? Superintendente? Dirigente de Círculo de Oração? Maestro? Dirigente de Mocidade? Donde concluímos que há tantas e tantas coisas que Jesus não fez, ordenou ou determinou para sua Igreja e nós damos tanto valor. Não é?

Ahhh antes que me crucifique, dizendo que mando as irmãs fazer crochê (o argumentinho mais besta), que as mulheres fiquem caladas, saiba que eu quero que elas falem muito, ensinem muito, preguem muito, palestrem muito, só não vão ser consagradas viu, assim como os de Judá (de onde veio Jesus), Efraim, José, Rubem... nunca serão sacerdotes, pois isso é exclusivo para Levi.

Esta questão do crochê surgiu no seguinte contexto: Não queremos consagrar pastoras, mas permitimos e até incentivamos que nossas irmãs façam seminários teológicos. Podem até ensinar neles, fazerem pós, mestrado e tudo o mais permitido aos homens. Participam ativamente das famosas aulas de administração eclesiástica, etc. Pra quê? Sei como é difícil falar de paradoxos para um pastor assembleiano, mas não é para quebrar com mais qualidade a regra que estabelece que deveriam estar caladas?

Continue querendo que elas falem e preguem muito. Foi sempre assim. Nós é que nunca queremos ver do que são capazes nossas irmãs. Pra não ficar no será, procure no YouTube as pregações de Helena Raquel, assista com espírito desarmado e o senhor chegará a conclusão que há bem poucos pregadores em nossas igrejas à altura dela. Essa é a verdadeira questão, mulheres muito mais capazes do que nós, para as quais não queremos dar um simples crachá!

Pedro, também, já pensou um dia que o Espírito Santo não seria dado aos gentios...

Abraços!

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

Por falar em ordenação de mulheres ao pastorado...



Em agosto haverá a comemoração do Centenário da Assembleia de Deus nos EUA. Como sabemos dez entre dez luminares da denominação no Brasil comeram nas mãos americanas em algum momento da vida. Seja através da tradução de livros e materiais da CPAD ou no aprendizado de conceitos chave criados pelos irmãos da outra América, como ficou chique dizer em conferências e palestras. Aliás, 80% ou mais do cast de escritores da editora assembleiana é americano.

Ok. Então, está posto que são nossa inspiração. Nosso elo ancestral com o conhecimento. Nossos seminários estão impregnados de seus conceitos. Acho que ninguém duvida disso. Ocorre que naquele encontro, do qual participarão muitos expoentes brasileiros, na grade de programação tem algumas pessoas interessantes.

Temos Raegan Glugosh, pastora ordenada pela Assembleia de Deus americana*. Enfermeira, atua com bebês abandonados e mantém uma missão na Romênia. Temos a Ann Marrie, missionária na Eurásia, tão enviada como qualquer outra pastora da missão. Ao contrário daqui. Temos também Elizabeth Mittelstaedt que é missionária em vários países da Europa, aonde lançou uma revista feminina chamada Lídia. Ela ministra eventos sobre liderança evangélica feminina. E temos a Mary Mahon, Ph.D. em Educação Intercultural (quem imaginava que as mulheres iam aprimorar o crochê nos seminários...?), missionária e dedicada a missões na Costa Rica.

As cinco mulheres trarão muito conhecimento e quebrarão, certamente, a regra ortodoxo brasileira segundo a qual mulheres devem estar caladas na Igreja. Como eu gosto de chamar as coisas pelo nome e até, eventualmente, algumas pessoas se indispõem comigo por causa disso, farei duas colocações:

1) Nenhum participante brasileiro deixará de participar do evento por causa disso. Ao contrário, certamente as ouvirão com avidez, Se eu tivesse dinheiro iria, para, entre outras coisas, fotografar o semblante embevecido dos participantes brasileiros e publicar aqui;

2) Na programação não são distintas como ocorria por aqui. Quando uma mulher participava, dissimulava-se tal fato colocando palestrante, enquanto os homens eram chamados de preletores. A regra perdeu para a lógica, como mostra este link;

O mais incrível é ainda ter quem acredite na dissimulação. E ainda outro assunto interessante no âmbito deste evento, mas deixa para outra hora. Esses americanos fazem milagres...

*A AD americana ordena mulheres desde 1918.

Meu amigo, Judson Canto, relembra que o ano de 1908 está errado para o início da consagração de mulheres ao pastorado nas AD americanas, uma vez que foi fundada em 1914. O ano correto, pois, é 1918. De qualquer modo, é um bom tempo e um excelente argumento contra os que apontam a tendência como ecos do feminismo. Este último movimento que só surgiria como o conhecemos a partir de 1960.

Site do evento aqui. Aqui o link do que a AD americana pensa da ordenação de mulheres ao pastorado.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Falsa coerência!

Recentemente, alguns comentários que fiz em um post meu no facebook renderam repercussão inesperada. Por isso, resolvi trabalhar um pouco mais o assunto, evitando assim, qualquer possibilidade de ambiguidade.
O assunto começou com um comentário que fiz sobre a atitude de John Piper, teólogo e pastor americano no Congresso de Lausanne em 2010:

“Deparei-me agora com uma informação que me deixou profundamente decepcionado. John Piper, pastor e teólogo americano que sempre admirei, teria se recusado a pregar no congresso de Lausanne em 2010, pelo simples fato de uma mulher ter sido convidada para conduzir um estudo bíblico, ocupando, assim, o púlpito da conferência. A mulher em questão é ninguém menos que Ruth Padilla (filha do René Padilla, um dos maiores teólogos latino-americanos), que sequer é pastora, mas apenas teóloga, sendo a única mulher entre os preletores. Piper teria dito que se ela subisse ao púlpito, ele não iria. Os organizadores do congresso disseram então que ele poderia ficar em casa, pois ela iria. Ele, então, teria voltado atrás e aceitado o convite. Quando ela subiu ao púlpito para ministrar o estudo, uma turma contrária de homens (pastores/líderes) se levantou e abandonou o recinto. Fico me indagando o que esses homens teriam feito quando aquela mulher de moral duvidosa invadiu o recinto onde estava Jesus e derramou sobre ele o perfume que lhe havia custado um ano de prostituição. Fico ainda imaginando se eles teriam aceitado o testemunho de Maria Madalena acerca da ressurreição de Jesus. Tudo isso me enoja e revela o quão distantes estamos da mensagem subversiva do Filho de Deus.”

Não sei ao certo as razões que levaram Piper recusar-se a subir ao púlpito. Se foi por ter que dividi-lo com uma mulher (já que ele é contrário à ordenação feminina), ou por causa da teologia que ela defende, e da qual seu pai é um dos maiores representantes (Missão Integral). Por qualquer que tenha sido a razão, nada justifica a deselegância, ainda que transpareça certa coerência. E o pior é que houve reação em cadeia. Outros líderes se viram no direito de fazer o mesmo, boicotando o estudo bíblico que Ruth ministrou. Quando chegou a vez de Piper, ele a corrigiu publicamente, comentando um suposto erro de interpretação que ela teria feito.

Bastou que eu expressasse minha decepção para virem críticas de todos os lados, principalmente da ala mais conservadora dos reformados. Alguns chegaram a pedir que eu me retratasse, pois teria dado um falso testemunho sobre aquele santo homem de Deus.

Se quiser ter a sensação de ter mexido num vespeiro, critique algum baluarte da verdade numa rede social qualquer. Experimente criticar Calvino, Lutero, Spurgeon, ou alguns dos atuais como John Piper, R.C. Sproul ou Augusto Nicodemos. Protestantes que tanto criticaram o dogma da infalibilidade papal, agora o atribuem aos heróis da ortodoxia. Pelo menos os ídolos da veneração católica não fazem bem nem mal, posto que são apenas representações feitas em escultura de homens e mulheres que serviram a Deus em seu próprio tempo. Já os protestantes têm ídolos que, apesar de não terem sido oficialmente canonizados, parecem estar acima do bem e do mal. Alguns ainda vivem. São de carne e osso e não de gesso, e por isso, passíveis de erro e de acerto.

Apesar da dívida que temos com eles, devemos reconhecer que são filhos de seu próprio tempo. Cada qual pintou seu próprio quadro com as tintas que as Escrituras lhes deram. Porém, envolveram a tela numa moldura feita a partir de pressupostos culturais e sociais de sua época. Aliás, isso não depõe contra eles. Pelo contrário: os isenta de muita coisa. Como explicar, por exemplo, o fato de Calvino ter enviado Serveto para a fogueira? Ou o vício de tabagismo de Spurgeon? Ou o fato de Lutero, logo após ter afixado suas teses no castelo de Wittemberg, ter se dirigido a um bar para beber cerveja? Aliás, isso nem de perto poderia se comparar ao seu reconhecido antissemitismo. Não estou aqui fazendo juízo de valores, mas mostrando que eram seres humanos passíveis de erro. Algumas de suas atitudes nem sequer eram consideradas erros à época. Vários deles eram escravagistas, nem por isso sentiram-se culpados. LEIA +

http://www.hermesfernandes.com/2014/01/batisterios-cheios-de-ratos-num-museu.html

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Como as mulheres foram liberadas para cantar na Igreja...


Aconteceu assim. Depois do ano 100 d.C., não muito perto, nem muito longe, estavam reunidos todos os líderes, sob a coordenação do pastor J, o presidente do conselho. O assunto fora mencionado pelo irmão D, que era responsável por uma congregação, e sempre trazia estas inquietações polêmicas.
- Irmãos, gostaria de saber o seguinte: as mulheres podem cantar á frente do público em nossas igrejas? - inquiriu ele.

A pergunta caiu como uma bomba. O irmão C, sempre muito bibliocêntrico, pediu a palavra: - Prezados, está escrito na Lei que os levitas seriam eternamente os dirigentes do louvor e do serviço na congregação. Portanto, não vejo com bons olhos tal concessão. Não é bíblica.

O irmão F veio em socorro de D: - Mas, Miriam não cantou do outro lado do mar? Débora não cantou após Jael matar Sísera? Estamos na Graça, isto já não está anulado?

O irmão C retrucou: - Todas as mulheres que cantaram na Bíblia foram exceções. Miriam cantou porque Moisés estava ocupado com a vara e Arão o ajudava. Débora cantou porque Lapidote era frouxo, e veja que o texto diz que ela cantou com Baraque, logo não estava sozinha. Jesus disse que na Graça, nenhum til da Lei cairá porque Ele a veio cumprir. O Concílio de Jerusalém nada fala a respeito. Nem mesmo os concílios posteriores. Portanto, irmãos, paremos de inovar e voltemo-nos para a Palavra que é nossa regra de fé e prática. Aliás, no Novo Testamento nenhuma mulher cantou, exceto aquela multidão que louvou no Apocalipse, onde, provavelmente, estavam muitas mulheres, mas isso será no fim dos tempos, não vamos antecipar as coisas. Além disso estou conjecturando, aquilo seria cantar ou louvar, há controvérsias.

O irmão G gritou do fundo da sala: - Por milênios os levitas cantaram e estava muito bom, que novidade é essa? Não vejo necessidade disso agora. Quem foi que inventou esta história, foi você D? Quem daria notas melhores e mais afinadas do que os levitas?

Os presentes se dividiram e a balbúrdia cresceu. O presidente, irmão J, solenemente bateu seu martelo de nogueira na mesa e pediu silêncio. Em seguida, disse: - Silêncio! Vamos ouvir o irmão A. Ele é um ancião e há muito faz teologia interpretativa para nós. O que o senhor tem a dizer?

- Bem - pigarreou A - o irmão C já bebeu na minha fonte. De fato, não há no Livro Sagrado quaisquer menção á mulheres cantando, salvo raríssimas exceções. Isso é uma inovação. Muitas mulheres ajudaram Paulo, alguns nomes, inclusive, são ambíguos, não há como saber se são de homens ou mulheres, é o caso de Júnias. Então, enxergo como uma inovação desnecessária, importada do Ocidente. Na Bíblia só há exceções para os casos em que faltam homens. É o caso de Débora.

- Ok. Vamos encerrar a reunião e o assunto - disse o presidente - Seja transcrito na ata que tal posição é a adotada por nós.

D ponderou: - Com licença, presidente. O salmo 34, uma cantiga de ninar para as crianças se sentirem nos braços da mãe, foi "cantado" por Jesus na cruz. Não é possível que em todos estes anos nenhuma mulher tenha cantado o mesmo salmo, enquanto embalava seus filhos. Me lembro de ter passado e visto várias mães cantando com e para seus filhos e até mesmo na igreja já observei esta atitude. Algumas até já cantaram no microfone da minha congregação...

A reunião veio abaixo: - O quê?!!!

O irmão C se imiscuiu: - Meu prezado irmão D, temos que decidir se vamos seguir a Palavra de Deus, ou se vamos seguir sua lógica. Que história é essa de dar oportunidade às mulheres para cantar? Ou o senhor segue a Bíblia ou se torna um herege. Que eisegese barata!

Uma voz baixa partiu do lado, era L: - A verdade é que as mulheres já cantam em várias de nossas igrejas. Melhor, ministram louvores para todos nós. Eu diria que ensinam cantar mesmo, e algumas vezes cantam melhor que os homens! Confesso que já pensei em colocar uma delas como maestrina.

C voltou-se contra ele: - Mas Paulo disse que a mulher estivesse calada e não somente isso, não a permitiu ensinar! Se há alguma congregação na qual as mulheres andam ensinando corinhos ou hinos, então as heresias já tomaram conta de nós, especialmente se seus maridos estiverem no meio da congregação! Era só o que faltava, vamos ouvir o canto das sereias!

N gritou do outro lado: - Ainda bem que nessa reunião só tem homem! Podemos dizer o que quisermos ser contestação.

V ainda tentou: - Meu irmão C, e você também N, estou vendo que o problema é freudiano. Os senhores não querem ouvir a voz das mulheres para não se embevecer com elas. Têm medo de ouvir um hino cantando por uma mulher? Ou que elas cantem melhor do que nós?

O irmão P entrou no debate: - Sabe qual é o problema? O senhor, irmão J, nunca estabeleceu uma regra uniforme no assunto. Aí uma mulher canta aqui, outra canta ali, o pessoal acaba gostando, depois para proibir, dá nisso. Temos que ter uma regra uniforme: mulher não canta e ponto final. Vocês sabem como as mulheres são habilidosas, acabariam cantando a qualquer momento.

D jogou lenha na fogueira: - Não sei qual o problema da mulher cantar na igreja. Lembro das prostatis, que tomavam conta das comunidades quando muitos homens de um local morriam. Elas cantavam sim com os que ficavam, ainda recitavam textos da Torá e lideravam reuniões comunitárias, uma coisa que fora proibida no Talmude.

C cortou a argumentação: - Estão vendo? Ele quer tomar a exceção pela regra. A regra é mulher não cantar, nem falar, nem ensinar. Em todo livro de Atos, qual mulher cantou? Não existe em toda a Bíblia o termo cantora, a não ser em Esdras! Fiquemos com Paulo e ponto final presidente.

V voltou: - Prezado C, sua mulher canta em casa?

C vociferou: - Claro! Paulo disse que em casa elas podiam cantar, até mesmo tirar dúvidas com seus maridos. Na igreja é que não podem cantar, liderar ou ensinar! Eu não quero mulher nenhuma, afora minha esposa e em casa, cantando no meu ouvido.

V incendiou: - Minha casa é uma extensão da igreja. Lembra que muitas igrejas começaram em lares? Na Bíblia até galo canta, porque minha mulher não cantaria? Sofonias manda as filhas de Sião cantarem, se fizeram isso ou não é outra história!

D disse: - Por falar em ensinar, as mulheres que ensinam às crianças na sinagoga estão erradas?

S ajuntou: - É, estão erradas? Paulo disse que não eram para ensinar!

C, sempre à seu estilo, disse: - A regra é mulher não cantar, nem falar, nem ensinar, é a letra da Lei, não sou eu quem faz as regras. Temos colocado mulheres para ensinar às crianças porque elas são mais jeitosas e a maioria dos homens não quer ensinar crianças, é uma questão pragmática. São muito irriquietas, etc e tal. Você, S, quer ensinar crianças? Outra coisa: quem leva o filho para o Bar Mitsvá? É o pai, D, é o pai. O pai é quem declara a maioridade dos filhos.

D disse: - Não entendo. Agora pode. Mas cantar no púlpito não pode. É uma questão de conveniência. É o caso daquelas mulheres que estão sendo enviadas como missionárias? Quem vai cantar no culto delas enquanto homens não se convertem.

C retrucou: - A regra é só enviar homens ou casais. Em todo o Novo Testamento nenhuma mulher foi enviada, nem há um versículo que apoie tal iniciativa. A única exceção de missões lideradas por uma mulher foi a jovem na casa de Naamã.

S interveio: - Ah, mais ali ela não foi enviada, tinha sido sequestrada. A questão é: mulheres que estão sendo enviadas por algumas de nossas igrejas. Sinceramente, não sei como se faz uma aberração dessas.

L disse: - Acho que poderíamos deixá-las cantar uma vez ou outra. Tem até uns hinos que os homens cantam que foram compostos por mulheres. Ela pode compor, mas não pode cantar? E para compor ela não cantou? Além do mais, não sei nas igrejas de vocês, mas vez por outra na minha as mulheres são usadas em cânticos espirituais. O que fazer? Proibir o próprio Espírito Santo de usá-las?

T ajudou: - Lembremos que elas são maioria.

C interveio novamente: - É assim que nasce uma heresia. Primeiro, uma ideia conveniente, apesar de absurda, depois a maioria e vão esquecendo o que disseram os santos apóstolos. Quem compôs os salmos? Homens. Quem cantou na prisão? Paulo e Silas. Ora essa!

J sempre político ponderou: - Quem aqui canta?

Todos levantaram os braços.

- Dos que levantaram o braço, quem é filho de Levi?

A ficha caiu. A reunião terminou, as mulheres continuaram cantando, e continuam até hoje.

Pra quem já pegou o bonde andando, ou seja, as mulheres cantando, está aí a história até então não contada.

A incoerência dos palestrantes evangélicos

- Alô? É o pastor Almir Serrano?
- Sim. Quem fala?
- Oh! Meu amado pastor. Aqui é o Luiz Calado?
- Fale aí meu presidente? O que é que manda?
- Liguei para bater um papo contigo.
- Estou ouvindo...
- Olha, é que não sei se o irmão deu uma olhada no cartaz do evento... aquele que o senhor vai participar...
- Dei... minha foto ficou muito boa, se é isso que o senhor quer saber. Deram alguns retoques, remoçaram uns dez anos (risos)
- Não, amado, não é nada disso. Não sei se o irmão percebeu, mas, como direi?... tem uma irmã escalada no evento para trazer uma Palavra. Mas não se preocupe que é sobre Família e EBD. O irmão vai ficar com a maior parte dos demais temas.
- Não entendi...
- Eu leio sempre seu blog e vejo que o irmão é radicalmente contra mulheres no ministério...
- Ah! Mas essa é outra história, não tenho problemas...
- Ainda bem, meu querido. Estava preocupado...
- Ela é pastora?
- Não.
- Ah! Então, fica tranquilo... o que eu escrevi era sobre mulheres pastoras. P-a-s-t-o-r-a.
- Ela é só diaconisa.
- Não me debrucei ainda sobre este detalhe, mas acho que pode. Pastora é que não pode mesmo.
- Tem mais uma coisa. O irmão se importa se a aula dela anteceder à sua no domingo à tarde?
- Não, por que?
- É que o senhor bateu bastante na tecla de que a mulher não deve ensinar e vai estar na platéia...
- Ah! É outro contexto... Não tem problema. Por aqui eu vou aos Círculos de Oração, aonde mulheres dirigem e pregam... O problema é a consagração pastoral. Entendeu? Se complicar eu saio e só entro na minha aula.
- É por isso que nós tivemos o cuidado de colocar no cartaz palestra, ao invés de estudo, abaixo da foto dela. Ano passado fizemos outro semelhante, aí colocamos palestrante. O Julinho ainda disse: Preletora? Eu recusei imediatamente. Imagina?
- Muito bem. Boa providência...
- Ah! Amém. Agora posso dormir mais tranquilo. Gostei de ver sua postura ao separar as coisas. Fica na paz.
- Amém!

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Agora Marco Feliciano está certo!

Aplaudo sua iniciativa de processar o Porta dos Fundos, pelos vídeos em série no último Natal. O humor passou dos limites. Reproduzo trecho de longo artigo do Reinaldo Azevedo:

No dia 16 de março daquele mesmo ano, oito dias depois, registrei post a covardia do New York Times. O jornal publicou um anúncio, que custou US$ 39 mil, que convidava os católicos a abandonar a sua religião, classificando de equivocada a lealdade a uma fé marcada por “duas décadas de escândalos sexuais envolvendo padres, cumplicidade da Igreja, conluio e acobertamento, da base ao topo da hierarquia”. Eis o anúncio.
anúncio contra os católicos
Pois bem. A blogueira Pamela Geller, que comanda a página “Stop Islamization of America”, tentou pagar os mesmos US$ 39 mil para publicar no mesmo New York Times um anúncio convidando os muçulmanos a abandonar a sua religião. O texto afirma: “Junte-se àqueles que, como nós, colocam a humanidade acima dos ensinamentos vingativos, odiosos e violentos do profeta do Islã”. Assim:
anúncio contras o islã
Sabem o que aconteceu? Com a coragem do humorista Fábio Porchat e de seus amigos, o New York Times se negou a publicar o anúncio. Eileen Murphy, porta-voz do NYT, repete a resposta que teria sido enviada a Pamela quando houve a recusa: “Nós não nos negamos a publicar. Decidimos adiar a publicação em razão dos recentes acontecimentos no Afeganistão, como a queima do Corão e o assassinato de civis por um membro das Forças Armadas dos EUA. Acreditamos que a publicação desse anúncio agora poderia pôr em risco os soldados e civis dos EUA, e nós gostaríamos de evitar isso”.
E não se tocou mais no assunto.
Leia íntegra aqui.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Você, jovem, estaria habilitado?

Estamos estudando o livro de Daniel, começamos pelos primeiros quatro capítulos. Desafiamos a igreja a trazer perguntas sobre esta parte do livro. A pergunta mais criativa irá ganhar um brinde. Pesquisando nas traduções disponíveis, o que é um bom exercício para uma boa interpretação, encontrei a tradução da NVI para o capítulo 1:4. Dentre as qualidades exigidas para aqueles que fossem selecionados para assistir à corte, estavam:

showing aptitude for every kind of learning
Mostrar aptidão para todo o tipo de aprendizagem.
Não confundir aprendizagem com sacanagem. Estar apto para aprender sempre foi o requisito indispensável para pessoas de sucesso. Infelizmente, muitos jovens evangélicos sabem tudo sobre o que não interessa.

well informed
Bem informado.
Não é sobre BBB14 que estamos falando. É sobre as coisas que interessam e que nos cercam. É aqui que está a grande dificuldade de muitos que participam das redações em concursos. Estão desinformados e não conseguem falar sobre cinco temas de interesse imediato e produtivo. Cabeça vazia é oficina do Diabo. Pronto, falei! Abaixo o politicamente correto!

quick to understand
Facilidade de aprendizado.
Sabe como essa capacidade se desenvolve? Com foco naquilo que queremos aprender. Claro que um ou outra pessoa tem dificuldades de aprendizado, mas no geral nossa mente se expande através do exercício mental. Via de regra, muitos jovens não querem pensar. Não desenvolvem senso crítico. São marias vai com as outras, e, infelizmente, esta regra se aplica até mesmo a jovens universitários.

Você, jovem, se enquadraria no perfil?

Todo mundo quer estar no palácio, já qualificar-se e preservar a vida espiritual...

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Coincidências Extraordinárias ou Pequenos Milagres?

Nos anos que antecederam ao nazismo, antes das nuvens da guerra encobrirem a Europa oriental, era comum entre os judeus, cansados dos pogroms, da pobreza e do desespero, enviar seus filhos para os Estados Unidos, onde havia a oportunidade de uma vida melhor.

Desde meados de 1900, os pais economizavam e guardavam seus rublos para pagar pela longa e árdua viagem de seus filhos e filhas, que viajavam sozinhos a bordo de navios em situação deplorável e que ofereciam condições desumanas e destino incerto. Uma vez que a passagem para cada uma dessas traiçoeiras viagens custava uma pequena fortuna e representava uma soma considerável para as famílias empobrecidas, era comum que os pais optassem por enviar seus filhos um por um, em vez de enviá-los todos de uma só vez. O sonho de todos os pais era que seus filhos alcançassem o refúgio americano para depois se juntarem a eles. Neste ínterim, as crianças ficavam com parentes, que cuidariam delas e ajudariam na espera que, com freqüência, durava meses ou até anos. Às vezes, a tão esperada reunião jamais acontecia...

Anya Gold fora a escolhida em sua família. Ela era a mais velha de oito irmãos e, em 1930, seus pais, que eram poloneses, disseram que era hora de ela partir. Eles tinham economizado dinheiro suficiente para uma passagem e haviam decidido que Anya seria a primeira a ir. Seus pais lhe disseram que logo se juntariam a ela.

Anya cresceu em Baltimore, sob a proteção de uma tia carinhosa, à espera de sua família. Mas eles nunca vieram...

A família demorou anos para juntar dinheiro para outra passagem, quando, então, caíram nas garras de Hitler. Ao longo dos anos, Anya recebera em Baltimore cartas esporádicas da Polônia, trazendo notícias da família e em ocasiões especiais, como o bar-mitsvá de seus irmãos, seus casamentos, o nascimento dos netos etc. Ela esperava ansiosa por essas cartas e saboreava cada uma delas. Então, elas pararam de chegar...

Anya temia o pior, mas somente após a guerra ela conseguiu saber, de modo conclusivo, o destino de sua família. Alguns poucos sobreviventes de sua cidade natal na Polônia chegaram a Baltimore no final da década de 1940 e trouxeram a notícia que ela já sabia, mas temia ouvir: toda a sua família fora morta. Todos haviam sido mortos em campos de concentração.

Era difícil seguir adiante depois de tudo isso, mas mesmo os sobreviventes começaram a reconstruir suas vidas. A memória de sua família ardia em sua mente, coração e alma. Anya sabia que a melhor maneira de homenagear a herança de sua família era criando o seu próprio legado. Ela esperava casar-se e ter muitos filhos. E cada um carregaria o nome de um de seus irmãos.

Assim, Anya casou-se com um homem maravilhoso chamado Sol, e sua vida juntos era quase poética. Eles realmente eram almas gêmeas, e o amor de um pelo outro era profundo. Eles ansiavam por filhos – carne de sua carne, sangue de seu sangue –, mas, nesse ponto, sentiam-se frustrados. Esse era o único tormento em sua relação, que de outro modo seria perfeita: eles não tinham filhos.

Após anos de tentativas e de buscas por especialistas de todas as partes do mundo, Anya e Sol encararam a realidade.

— Você adotaria? – Anya perguntou a Sol.

Anya já havia considerado essa opção muito tempo antes, mas por dentro ela se debatia. Ela não queria criar o filho de outra pessoa. Ela queria embalar em seus braços o seu próprio recém-nascido. Ela não podia imaginar que sentiria o mesmo em relação a uma criança adotada. Ainda assim, ela não tinha alternativa. Os médicos haviam anunciado que eles jamais teriam filhos – uma sentença de morte para seus sonhos e esperanças.

Seu marido parecia mais seguro:

— Sim, vamos adotar – ele respondeu.

Eles entraram em contato com uma agência judaica em Nova York e souberam que uma mãe adolescente acabara de entregar seu bebê para adoção. Eles viajaram para Nova York com grande empolgação, mas, lá chegando, todas as suas esperanças se esvaíram. A funcionária da agência, nervosa, balbuciou uma desculpa:

— Sinto muito – disse ela –, mas, no final das contas, a avó decidiu criar o bebê.

Será que a viagem até Nova York tinha sido uma perda de tempo?

— Sabe – falou a funcionária da agência –, eu tenho uma garotinha maravilhosa, chamada Miriam, que precisa desesperadamente de um lar.

Miriam era adorável e afetuosa, mas ela já tinha oito anos. Apesar de terem concordado, relutantemente, em encontrar a menina, e de terem sido cativados pela sua doçura, eles não conseguiam aceitar a idade dela.

— Eu queria muito um bebê bem novinho, que me reconhecesse como sua única mãe – explicou Anya. — Quero um recém-nascido para embalar em meus braços.

— Eu compreendo – disse a funcionária. — Mas Miriam já passou por muitas coisas em sua curta existência, e certamente iria usufruir muito de um lar amoroso.

— Sinto muito, mas não – disse Anya com remorso.

Mais um ano sem perspectivas se passou. Anya entrara em contato com várias agências em todos os Estados Unidos, mas era incrivelmente difícil encontrar um bebê. Durante esse tempo, o intenso desejo de Anya por um bebê consumia todo o seu ser – uma dor intensa e uma enorme sensação de vazio.

—Sabe – ela comentou com seu marido certa noite —, talvez nós tenhamos descartado a idéia de adotar Miriam rápido demais. Ela era realmente uma criança muito cativante. Há alguma coisa nela que tocou meu coração de uma maneira especial.

Sol olhou para ela pensativo.

— Já se passou um ano inteiro – disse ele. —Será que ela ainda está disponível?

Ela estava, conforme disse a funcionária da agência por telefone.

— Não há muitas pessoas interessadas em uma menina de nove anos – ela explicou solenemente –, então, sim, ela ainda está disponível...

—Mas há um problema – ela acrescentou. — Seu irmãozinho foi encontrado na Europa e se juntou a ela em nosso orfanato. Os irmãos são inseparáveis e nós prometemos a eles que seriam adotados conjuntamente. Você consideraria a idéia de ficar com as duas crianças?

De volta a Nova York, Sol e Anya encontraram os irmãos e, mais uma vez, Anya sentiu-se atraída pela doçura de Miriam. Moishe, seu irmão de seis anos, também era adorável.

Anya e Sol se entreolharam silenciosamente, transmitindo sua concordância. Vamos em frente!, diziam os seus olhos.

Já em Baltimore, Anya acompanhou as duas crianças através da entrada de sua nova casa, e elas olhavam a mobília com olhos arregalados. O pequeno Moishe era mais tímido e contido, enquanto Miriam era curiosa e aventureira. Ela andava excitada por toda a sala, tocando todos os enfeites que adornavam a lareira e as mesas. De repente, ela parou bem em frente ao piano e sua face ficou branca. Ela apontou para uma foto. Com uma voz firme, Miriam perguntou:

— Por que você tem uma foto da minha bubbe (avó) em cima do seu piano?

— O quê? – perguntou Anya, confusa.

— Minha bubbe. Por que a foto da minha bubbe está no seu piano?

Anya olhou para o retrato de sua falecida mãe. Do que aquela garotinha estava falando?

Miriam correu para a única mala que ela trouxera consigo do orfanato. Ela tirou uma antiga foto de dentro de uma bolsa surrada e levou para Anya.

— Veja – disse, apontando –, eu também tenho essa foto. É da minha bubbe!

— Minha mãe – sussurrou Anya, quase inaudível.

— Você quer ver uma foto da minha mãe? – perguntou Miriam. Ela correu para a mala para buscar outra foto. — Quer ver como ela era? Ela entregou a Anya a foto de alguém que ela conhecia muito bem.

— Sara! – gritou Anya com as pernas bambas.

— Como você sabe o nome da minha mãe? – a criança perguntou, confusa.

Sem saber, Anya havia adotado os dois filhos órfãos de sua irmã Sara.

Eles eram carne de sua carne, sangue de seu sangue.

Eles eram... seus.

Extraído de PEQUENOS MILAGRES JUDAICOS, livro que reúne outras 57 histórias similares a esta. Via Editora Sêfer

domingo, 12 de janeiro de 2014

Pior do que estar perdido e pensar que estás salvo!

A assertiva de Jesus à igreja em Sardes é enfática: Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives, e estás morto. Há muitos anos nos debatemos com os escândalos no meio eclesiástico. São inegáveis os atos que se sucedem a cada dia. Igrejas sérias tem procurado disciplinar seus membros, outras dão de ombros e até abrem mais espaço ainda na tentativa de abafar os casos.

Porém, há alguns aspectos na questão que queremos detalhar:
- O pecador não permanece na congregação dos justos (Salmos 1:5). Ainda que determinados líderes sejam lenientes com o pecado, escondendo-o, a tendência é que ele reapareça mais abrangente e cruel, acabando por jogar nas trevas aqueles que o praticam, e, por vezes, aqueles que o encobrem;

- Não nos enganemos: O Senhor Jesus conhece os seus (Salmos 1:6)! Sabe exatamente os que estão vivos, porque ligados na videira verdadeira (João 15:4). Podemos até pregar, chamar a atenção e operar milagres, mas a vara que não estiver ligada na videira verdadeira será rejeitada no último dia (Mateus 25:12). Os galhos cortados da árvore não murcham e secam de imediato. É um processo longo e doloroso, no qual o galho sabe que está sem seiva e morrerá lentamente e a árvore sabe que o perdeu;

- O perdido, perdido está. Entretanto, aquele que tido por salvo, salvo não está, por sua condição de pecado encoberto, terá pior castigo, pois que conhecedor da verdade e não praticante dela (Mateus 7:2; Tiago 1:23).

- Não se engane. Há aqueles que esperam um castigo divino, quando não vem raciocinam: Acho que não fiz nada errado. Deus está ocupado com aquele pecador maior do que eu ali... O que é pior Deus castigar ou esquecer?

Deus tenha misericórdia de nós!

sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Milagre! Milagre!

Parece que finalmente um livro vai reconhecer o potencial de uma mulher assembleiana, colocando-a no seu devido lugar. É a biografia de Frida Vingren, a ser lançada este mês pela CPAD. O escritor é Isael Araújo. Convém manter um pés atrás, afinal é uma biografia oficial. Já sabem como funciona... Por enquanto o resumo da ópera é este:


Já encomendei o meu. Pra não perder a deixa, o outro livro 100 mulheres que fizeram a história das Assembleias de Deus no Brasil há exemplares portentos de mulheres, que tomaram conta de igrejas por décadas. Isto mesmo, pastorearam por décadas ADs, como Mailte Brusaca e Antonieta Rosa. Agora que o bolo cresceu...

Mais aqui.

domingo, 5 de janeiro de 2014

A Globo x Ceia do Senhor


Causou furor na internet a informação [não confirmada por mim que não assisto novelas] que a Globo promoveu uma Ceia do Senhor, no contexto de determinado culto numa novela, e Kleber Lucas cantou nela. Os evangélicos se irritaram pela ordem:

1) Pela promoção do tipo de culto. Interessante notar que a Globo já promoveu outros cultos em suas novelas e não houve protesto algum ou ao menos com tanta proporção. Culto por culto... Outrossim, há um certo mito de que devemos estar mais santificados na Ceia. Na verdade, devemos estar sempre em santidade e em qualquer culto;

2) Porque os atores nem estão aí para o que está acontecendo. Sorriem felizes e descontraídos, comendo o pão e bebendo o vinho como se fosse uma festa qualquer. O duro deste blog é dar às coisas o nome que elas tem! Portanto, aí vai: é EXATAMENTE este o comportamento de determinados crentes na Ceia! E até de muitos obreiros! Exigimos que os atores tenham respeito, quando muitos de nós não tem. Esta é a infeliz realidade;

3) Porque Kleber Lucas participou da cena. Ora, desde quando cantores de forma generalizada estão preocupados com o ambiente do qual participam? São raríssimos os casos em que um cantor se preocupa se há reverência, santidade, atenção, adoração verdadeira numa apresentação. Boa parte gosta dos shows, por exemplo, promovidos à custa de muita vibração, azaração e longe da presença de Deus. Não me causa nenhuma surpresa;

4) A participação de evangélicos em geral nas novelas da Globo. Os evangélicos globais, via de regra, não estão preocupados com evangelismo ou evangelização, mas com seu próprio bolso. Se a Globo paga, eles vão. Definitivamente não estão preocupados com Cristo.

Conheci, bem de perto, um irmão que chegava na Ceia às 20:15h. Tão logo entornava o cálice ia embora. Perguntei, curioso, o por quê de tal atitude. Ele respondeu: E eu estou preocupado em perder tempo! Não importava a essência do culto, a mensagem da noite, a comunhão com os irmãos.

Se tivesse um Facebook, ele estaria irado com a Globo!

Pastores perdidos na internet!?

Prezados, dez leitores, o mar não está pra peixe! Ou melhor, da rede muita gente está balançando e caindo. A internet tem um modo particular de funcionamento. É uma comunicação de muitas vias, nada de mão única ou mão dupla, são muitas mãos e muitos atropelos.

Um pastor conectado, do Rio de Janeiro, estado grande e desenvolvido, grande escritor (ao menos do ponto de vista de lançamentos de livros, seria um Gabriel Chalita evangélico) se viu dia desses acossado pela quantidade de mensagens contrárias às suas teses. E explodiu: Como pode? Um pessoal que está nascendo a barba querer saber de teologia mais que eu? Perdeu a estribeira e malhou a audiência. Ameaçou retirar o perfil do Facebook, meneou a cabeça, depois acedeu. Chegou a era digital!

Já a outra igreja mantém um portal desatualizado. Nos comentários, um membro tascou: Tem dinheiro pra tudo, menos pra fazer as atualizações!? Ele reclamava entre outras coisas das fotos dos eventos sem legenda. É que os mantenedores da página colocam as fotos, mas não dizem a que locais e datas se referem. Pra quem postou fica fácil, mas a grande rede é internacional. Lugares que são comuns a nós, pouco ou nenhum significado possuem para visitantes distantes.

E tem o caso do ministério que não tem home page. Os fatos são narrados a partir dos perfis de membros e líderes. Quem é friend sabe, quem não é...

Triste! Continuamos com os mesmos erros a respeito da televisão. Agora em escala planetária.

Você tem Português fluente?

......Inglês fluente?
......Você, provavelmente, já escutou essa pergunta em inúmeras entrevistas ao concorrer a uma vaga, sempre disputadíssima, para um emprego. Mas as coisas estão mudando. Em pouco tempo, a pergunta que você ouvirá será: Português fluente?
......Pareceria normal, se a questão estivesse sendo feita em alguma loja de produtos brasileiros em Miami, mas o que surpreende é que um número cada vez maior de empresas, aqui mesmo no Brasil, tem procurado por profissionais que se destaquem, não só pelo domínio de uma outra língua, mas sim pela fluência da nossa própria.
......O conceito lógico de que, na sua língua nativa, cada um se expressa como pode e de que todos se entendem muito bem nos parece perfeitamente razoável, e durante muito tempo, as empresas o consideraram como axiomático. O mercado, porém, sempre atento a qualquer indício de mudança, começa a relacionar quedas constantes de lucratividade com mensagens truncadas entre funcionários e com e-mails que massacram o bom português e que circulam livremente pela Internet, “democratizando” de modo homicida a imagem da empresa e de seu autor.
......Segundo Laila Vanetti, mestre em lingüística pela Unicamp e diretora da Scritta – Cursos e Consultoria em Linguagem Escrita – a habilidade que uma pessoa demonstra com relação à língua determina a eficiência da comunicação. “Em uma entrevista de seleção ou de promoção, quanto mais o candidato compreender os processos de formação do texto, mais ele estruturará seu pensamento para escrever e falar corretamente e, de maneira concisa e clara, transmitirá uma imagem de seriedade e de competência para o entrevistador”, afirma ela, que já ministrou inúmeros treinamentos em Comunicação Escrita para executivos e empresários por todo o país.
......A afirmação de Laila Vanetti com relação à Língua Portuguesa encontra sua confirmação em qualquer um que precise ministrar uma apresentação para os seus superiores ou clientes. As palavras não saem, a informação passada fica incompleta, o assunto não é desenvolvido com a destreza e a clareza que deveria e, por fim, o nervosismo toma conta da situação. O caso se torna ainda mais grave quando a “platéia” não conhece as competências do profissional que dirige a apresentação, que é imediatamente tomado por um embuste por mais que domine tecnicamente o assunto apresentado. O resultado pode ser desastroso para a carreira do apresentador e para a própria empresa em que ele trabalha ou que ele representa.
......Essa situação é cada dia mais comum no mercado corporativo e por conta disso as empresas querem dos seus funcionários, em todos os escalões, uma boa comunicação. O número de palestras e apresentações vem se multiplicando a cada dia, e, para agravar esse quadro, se um executivo antes pedia para que sua secretária redigisse uma pauta de reunião ou um memorando para um cliente, agora ele mesmo deve arregaçar as mangas e encarar a tarefa mais simples de escrever um e-mail, que, não raro, pode se tornar bem complexa e ter algumas conseqüências nada desejáveis.
Com foco no problema da comunicação empresarial, várias instituições têm mudado os seus processos de seleção, contratação e promoção de funcionários. A Língua Portuguesa começa a tomar uma posição de destaque em entrevistas e reuniões se tornando decisiva na contratação.
......O que antes era considerado uma exceção em processos de seleção, hoje se torna normal e essencial: a análise da linha de raciocínio do candidato a partir de uma redação ou de uma simples conversa. “A linguagem utilizada por uma pessoa é a expressão de como ela organiza seus pensamentos, se você se comunica mal é porque não estrutura adequadamente suas idéias. Se a sua comunicação é truncada, incompleta e ambígua, não espere que o gerente de RH da empresa na qual você almeja trabalhar vá lhe dar muito crédito”, declara Laila Vanetti. “Já escutei diversos diretores e gerentes de recursos humanos dizerem que descartavam funcionários que não sabiam falar ou escrever corretamente”, reafirma.
......Uma só conclusão pode ser tirada – a competência da comunicação está se tornando um fator eliminatório no mercado de trabalho e uma arma poderosa para quem a domina. Portanto, na sua próxima entrevista, fique atento ao seu Português, ele pode ser a diferença entre estar ou não empregado.
......Agora eu lhe pergunto: você tem português fluente?


Conrado Adolpho Vaz (www.conrado.com.br) é educador, empresário, estrategista e palestrante. Sua formação vem de escolas de excelência como ITA e Unicamp. Há mais de 10 anos vem preparando profissionais dos mais diversos ramos de atividade em suas aulas, palestras e treinamentos. Suas áreas de atuação são: marketing, vendas, atendimento, marketing educacional, marketing pessoal e desenvolvimento pessoal.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

O que não mudou em 2013 no mundo evangélico...

Fazer uma lista dessas não é fácil. Há opiniões e gostos diferentes a ressaltar. Falo por mim. Alguns itens são reminiscências do blog. Volteiam à minha cabeça. Não há como esquecê-los. Não há nível de importância. Absolutamente aleatório... É reflexão, sem carapuças. Temos, porém, que tomar exemplos da realidade. O blog é propositivo e realista. Enfim, não mudaram:

1) A impressão de que os pastores adoram pessoas que os bajulem e se comprazem em estar cercados do maior número possível de aduladores! Com o Facebook a coisa se adensou. O que tem de líderes adulando seu superior... A meritocracia tem descido a níveis críticos...

2) O desfoque do que é missão. A Igreja não faz missão, ela é a missão! Construir uma igreja, evangelizar aos domingos, manter uma vida irrepreensível, custear missões transnacionais, ensinar a Palavra, orar, jejuar são aspectos de uma mesma missão, um tão importante quanto o outro!

3) A teimosia em pregar sobre a mulher do fluxo de sangue. De 52 possibilidades de pregações ouvidas aos domingos, 20 são sobre o assunto diretamente e 20 são citações relacionadas. Por que se gosta tanto da história é um mistério que persiste há décadas... Se somarmos os outros cultos, aí a coisa fica crítica!

4) A teimosia em pregar sobre o Novo Testamento. Novamente dos 52 domingos de um ano, em 45 teremos pregações sobre esta parte da Bíblia. Não sabemos o porquê! Minha teoria particular é que dá muito mais trabalho pregar em Jeremias ou Isaías.

5) A intensa repetição de hinos nos eventos. Os orgãos se sucedem mas os hinos continuam os mesmos. E a ladainha monocórdica também! Não mudou também a tendência de ressaltar um ou outra voz, pondo-lhe um microfone adiante. É grupo ou pessoa? Não chegamos a um consenso.

6) A teimosia em confundir quantidade com qualidade. Exposição midiática com representatividade espiritual. Tais aparições só obscurecem o senhorio de Cristo sobre a vida da Igreja. Há momentos vergonhosos em 2013, nos quais parece que queríamos ser maiores que o próprio Jesus.

7) A teimosia em cantar hinos antropocêntricos. Há vinte e tantos anos meu professor de música dizia que massageiam nosso ego. Não conseguimos superar o afago...

8) A tentação megalomaníaca. Quanto maior, melhor: templos, orgãos, eventos. Tudo e todos do mesmo jeito Brasil afora. Se, por exemplo, a quantidade de decisões fosse proporcional à de fotos de eventos postadas neste espaço virtual, o Brasil todo já seria evangélico!

9) A miopia bíblica. Portar, até portamos, já ler, estudar e meditar é outra história.

10) A teimosia em lançar Bíblias de Estudo. É a Bíblia do Obreiro Aprovado, para obreiros reprovados em teologia. A Bíblia da mulher que ora, para as mulheres que não oram, só falam da vida alheia, com o perdão da generalização. Bíblia do Jovem, que passa o dia no Facebook. Bíblia de Estudo de estudiosos que falam obviedades. E vai por aí afora...

11) A fome e a ânsia por cargos e espaços. Dos mais elevados orgãos às minúsculas células todos querem ser e aparecer. Isso citando ao pé da letra: Convém que Ele cresça e eu diminua... É brincadeira?

12) A teimosia departamental. Surgiu uma necessidade se cria um departamento. Ninguém pensa: é possível separar um grupo dentro do orgão para fazer este trabalho, que, por vezes, é o mesmo trabalho de forma mais aprimorada. Por outro lado, um conjunto quer cantar melhor? Cria-se um grupo de louvor dentro dele! Ao invés de aprimorar o grupo todo. Aí vem superintendente, supervisor, mestre, contra-mestre, secretária, tesoureira, caixa, aniversário, despesas, espaços em cultos (que já são exíguos) para cada novo departamento. O ministério de Dilma perde de lavada.

13) A falta de aplicação do que aprende na EBD e nas EBOs. O estudo flui, o aprendizado está por toda parte. Já colocar em prática... O que tem de vídeo no YouTube ensinando sobre a Bíblia não se conta. As pessoas os assistem, até vibram com eles, mas desistem de colocar as premissas em prática.

14) A teimosia de pregadores em usar chavões e frases de efeito. Toque no seu irmão, diga para ele isso ou aquilo, grite para estourar os ouvidos do Diabo, urre perante seu Deus e vai por aí afora. O que dizer dos que imitam outros pregadores? Uma lástima!

15) A teimosia em afetar poder. Uns gritam, outros imitam línguas, outros pulam. Não à toa um dos vídeos que bombou na web em 2013 mostrava um trampolim humano no púlpito. Poder não tem a ver com gestualização, nem com olhos esbugalhados, socos ao vento. Poder tem a ver com unção e graça visando resultados práticos para o reino de Deus! Se almas, por exemplo, não se convertem temos que reavaliar que poder é esse!

16) O desleixo com o Sertão brasileiro. Milhões de pessoas habitam o semi-árido nordestino. Uma região relativamente fácil de alcançar, se houvesse boa vontade e desejo sincero. Salvo as raras e honrosas exceções, continuamos só tendo olhos para o exterior...

17) A teimosia em confundir usos e costumes com doutrinas bíblicas. E até justificar certas opções distorcendo textos bíblicos.

18) A teimosia em confundir movimento com avivamento. A turma até sacoleja e faz uns gestos irreconhecíveis. No fim, não sobra nada e vai todo mundo pra casa. O verdadeiro avivamento traz compromisso com a Obra de Deus. Avivamento que não leva as pessoas para a evangelização, por exemplo, é mero fogo de palha!

19) A teimosia em receitar fórmulas para o agir de Deus. Quer um novo emprego? Siga tais e tais passos. Um novo relacionamento? Siga os sete passos. Resultaram em retumbante fracasso. Deus não trabalha no timing do homem!

20) A associação cada vez maior com a política secular. Aliás, tem Câmara de Vereadores perdendo para algumas igrejas. Estouraram vários casos ao longo de 2013 que não deixaram dúvidas sobre essa constatação. A apropriação indébita, a locupletação, o nepotismo, o apadrinhamento, o fisiologismo floresceram e criaram raízes no ano que se finda.

21) A falta de transparência com o dinheiro alheio. Os pastores, com o perdão da generalização, esquecem que gerem recursos públicos e que devem prestar contas ao maior número possível de um grupo seguro dentro da Igreja. Infelizmente, corremos o risco de assaltos e por isso é desaconselhável a exposição desenfreada de cifras. Entretanto, não podemos ter caixas pretas em nossas administrações financeiras. Curiosamente, ao serem pilhados com a boca na botija, muitos ungidos fogem pela tangente...

22) A tentativa de terceirizar as culpas. É o Diabo, são os neo-pentecostais, é o PL 122/2006, são alguns movimentos sociais. Na maioria esmagadora de nossas dificuldades nós fomos os primeiros empecilhos para crescer e se organizar. Por capricho pessoal, omissão, leniência ou miopia, nós fomos os culpados. Que Deus nos ajude a ver a dimensão de suas possibilidades em nós em 2014!

Talvez eu aumente a lista.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

A quem interessa Jesus numa manjedoura?


Saltou aos meus olhos as representações de Jesus, sempre na manjedoura. Não que tenha sido diferente desde que se comemora o Natal e que não se deseje a vinculação entre seu nascimento e a data comemorativa. Uma outra questão está no background da cena. Há interesse em vê-lo neste exato lugar. E daí não retirá-lo mais!

Interessa à Igreja Católica. O nascimento de uma criança é um momento único na vida de uma pessoa. Com a imagem da manjedoura eles conseguem uma atenção que jamais teriam de outra forma. Quantos não passam o ano longe da igreja e no Natal a visitam.

Interessa ao comércio. Claro, evidente, o link é inevitável. As vendas crescem. Os preços sobem como nunca. O comércio pode diversificar seus produtos e aumentar a oferta.

Interessa às pessoas distantes de Deus. Jesus numa manjedoura não julga, não condena. Deixemos o Filho de Deus sempre criança, assim ele não chega ao estágio descrito nos dois primeiros capítulos do Apocalipse. Lá está escrito que não mais pode ser contido numa estrebaria. Detém todo poder no Céu e na Terra, sonda e conhece seus servos e a Igreja!

Em suma, Jesus numa manjedoura não interfere em nada de errado que se faz no Natal.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Um Jesus cansado faz milagres, o que não fará hoje, entronizado?


Você sabia: Que quando Jesus curou a filha da mulher siro-fenícia, em Marcos 7:24, estava extremamente exausto, a ponto de pedir que ninguém o incomodasse? Mas a insistência e a fé da mulher moveu o seu coração, de maneira que Jesus expulsou à distância o espírito maligno que atormentava a criança. Agora, imagine hoje, com todo poder e autoridade em suas mãos, o que o Senhor não fará por você?

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Uma reflexão aos pastores...

Hoje é Dia do Pastor. Eu sou evangelista com ação pastoral em três congregações. Gostaria de lhes dirigir a palavra, meus prezados amigos. Sei que poucos pastores lerão estas linhas. Dos que lerem a maioria vai ignorar. Não vejo problema. Já ignorei textos de outros... Diversas destas linhas já estavam esboçadas em minha mente. Faltava-lhes dar forma, ao menos virtual.

Dentre as várias abordagens possíveis, gostaria de falar de tempo e energia. É que nunca gastamos tanto de ambos em coisas tão longe dos interesses do Reino de Deus. Quanto tempo temos gastado na leitura na Palavra de Deus? Quanta energia temos empreendido para ler e compreender um livro massudo? Quanto temos nos esforçado para anunciar Jesus, longe dos holofotes, visitando pessoas em suas casas? Quanto tempo e energia temos gasto debatendo questões administrativas e eclesiásticas, cujo único fim é a elevação de nomes e denominações? Quanto tempo gasto com futrica e debates que não produzem efeito prático? Quanto tempo temos gasto lendo e assistindo TV, filmes, séries e até mesmo novelas que apenas nos esvaziam dos valores bíblicos?

As respostas a estas perguntas me preocupam. E vou dar ao menos uma justificativa. Nunca ouvi falar de alguém que adulterou gastando tempo em compor uma apostila para seus líderes ou preparando o sermão do culto dominical. Mas já ouvi de pessoas que estando em debates sobre poder, dinheiro, espaço, acabaram dando espaço a pecados vergonhosos. Afinal um abismo chama outro abismo. Sem contar que os mortos e feridos aumentam o montante do combate pessoal e particular, nada a ver com a verdadeira guerra contra o Inferno e o pecado.

Nestas horas lembro de Davi. Idealista, corajoso, destemido, estrategista. Mas tão acomodado e distante da guerra verdadeira, perdeu-se nos braços de Bate-Seba. Não consigo esquecer de um irmão numa das cidades do Recife. Queria ser consagrado ao ministério a qualquer custo. Vivia nas esquinas e ao término dos cultos debatendo o que era bom ou mau para a Igreja, o que o pastor fazia ou deixou de fazer. Terminou no suicídio!

Sei que não é o que gostariam de escutar. Assinto com grande tristeza, mas é assim que a vida ministerial funciona. Ouço de obreiros cansados, mas muito menos pelo trabalho propriamente dito do que pelas ânsias por poder e cargos. Lamentavelmente, nossa energia se dissipa sem que movamos um prego nos limites do reino de Deus.

E não é Ele quem ganha com tanto desperdício... Que Deus nos guarde.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Dave Hunt coloca o Calvinismo em cheque!

Um vídeo prazeroso para uma manhã de domingo. No Brasil eles emitem suas doxas, até sobre as igrejas pentecostais históricas.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

SUICÍDIO PASTORAL

Um artigo que eu gostaria de ter escrito...

Por Izadil Tavares

Chega-nos notícia triste e preocupante: num període 30 dias, três pastores evangélicos suicidaram-se nos Estados Unidos. Como sobre qualquer fato trazido à tona, chovem comentários de toda espécie; uns, que merecem reflexão, e outros completamente dispensáveis.

Creio que o primeiro ponto a lamentar não é a condição, digamos, profissional daquelas pessoas, mas o fato de serem nossos semelhantes, seres humanos, homens. Claro que a atividade que exerciam leva-nos a um segundo ponto a lamentar, uma vez que tinham a tarefa de conduzir almas.

Se levarmos em conta a questão de sua humanidade, a explicação daquelas ocorrências tornar-se, de certo modo, compreensível: a causa foi doença. Doença do equilíbrio emocional, que, talvez, a Psiquiatria e a Psicologia possam ajudar a esclarecer. Quem se suicida não está sadio; não está no domínio adequado à normalidade da existência. Logo, os três pastores foram, no mínimo, vítimas do desequilíbrio emocional. Como não sou experto nas matérias que se aplicam a determinar causas psiquiátricas, nem psicológicas, calo-me, entristecido pela perda de semelhantes.

Agora, um ponto crucial: os suicidas eram pastores evangélicos. Sabe-se que o exercício da função pastoral impõe a condição de guia, de condutor de almas nos caminhos do evangelho. O pastor é, ao mesmo tempo, "guia" de almas, "enfermeiro" de corações, "professor" de incautos, "pai" de aflitos, "amigo" de "isolados". O pastor tem de ser o "profissional da inclusão". Como entender que abandone suas ovelhas e pratique ato tão devastador?

Imaginemos o peso das responsabilidades que coloquei sobre os ombros de um verdadeiro pastor. Aqui não faço qualquer referência aos milhares de mercenários que há por aí. Trata-se de uma carga pesadíssima para qualquer ser humano. Isso justifica que se desequilibrem ao ponto do suicídio? Claro que não.

Vivemos uma época em que as pessoas são excessivamente cobradas quanto àquilo que fazem. Com a atividade pastoral a pressão não é menor. O pastor está constantemente sob os olhares das ovelhas (que não são tão ovelhas assim). Em muitas igrejas modernas o pastor não passa de um funcionário pago para "exercer bem" o seu papel. O pastor saiu da condição de líder em sua comunidade para a condição de liderado por uma administração eclesiástica, pronta para substituí-lo, se "necessário".
Por outro lado, há sistemas em que os pastores passaram a ser executivos; espécie de empresários voltados para o crescimento de seus "ministérios". Por isso, não repartem responsabilidades, acumuilam funções, resolvem todas as questões relativas às "suas" igrejas. Esses tais, por força do rumo de suas atividades, paulatinamente se desviaram de serem "enfermeiros" de corações, "professores" de incautos, "pais de aflitos", "amigos" de isolados", para serem "diretores" de um sistema que, sem dúvida, lhes afogará a condição de seres humanos e, principalmente a condição de "servos de Deus". Assim, já não têm tempo para uma "igreja", para seus membros, pois estão envolvidos com a avidez de "ampliarem suas estacas".

Que trajeto fazem esses homens? O mesmo trajeto de grande parte dos executivos mundanos, cujo coração não suporta a pressão dos negócios e sucumbem aos infartos, aos AVCs, aos cânceres, quando são felizes. Os infelizes metem uma bala na cabeça, infelizmente.

Não me ponho a julgar aqueles três pastores americanos; não conheço a história deles, mas não posso deixar de trazer essas observações. Como já manifestei, as causas dos suicídios podem ser explicadas pela Medicina, assim,esses atos podem ser causados pore enfermidades mentais ou não.
Todavia, não seria bom se nossos pastores meditassem nisso? Não seria bom se dividissem um pouco suas cargas administrativas, fazendo o que fizeram os discípulos que deram início ao trabalho eclesiástico? Aqueles pastores tiveram bom senso: reunidos concluíram pela necessidade do diaconato (At 6. 1-7).

Também a igreja moderna poderia se voltar para o modelo primitivo: "E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns" (At 4.32).

Não se trata, necessariamente da distribuição absoluta dos bens materiais; mas, trata-se da necessidade de repartir e de assumir responsabilidades que não pesem demasiado sobre os ombros deu um ou de dois.

Vamos rever nossos caminhos, antes que ocorram infortúnios irreparáveis para pessoas e para a Igreja!

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Nosso lugar na história

Este humilde aprendiz já viu um pouco de filmes reais. Aqueles fatos que ocorrem na esquina, nas ruas, nos púlpitos. Tudo é história. Há os atores, protagonistas, coadjuvantes. Todos são importantes. Desde aqueles personagens mais inverossímeis, até os que se acham e depois perdem todo balanço ao longo da narrativa. Precisamos ter consciência de que somos parte da história, mesmo quando ainda não compreendemos nosso papel, nosso script. A diferença fundamental entre a gravação de uma ficção e o que acontece na vida real não são os personagens, nem os efeitos, nem o roteiro, é que a história não se repete.

Olho para Paulo e o vejo em diversas situações aproveitando as oportunidades. Seja quando se separou de Barnabé, e seguiu um caminho oposto com Silas, quando expulsou o demônio da mulher que o atormentava com elogios, quando confrontou Pedro a respeito da salvação dos gentios. Paulo manteve a porta da oportunidade aberta, para que não pudesse perder nenhum relance.

Um pai, vez ou outra, precisa dar um grito em casa. O vaqueiro na boiada. Todos, enfim, podem perder aquele momento definitivo, a menos que tomem a decisão correta. Como será nosso lugar na história? Não aquela história oficial, cheia de omissões, socorrendo as contingências, mas aquela correta e da qual todos sabem? Como você se referiria a si mesmo, confrontado com sua vida? Você aproveitou as oportunidades ou foi omisso? Você tomou as decisões possíveis e necessárias ou se acovardou?

Conheci gente que começou muito bem, altaneiro, vigoroso, apegado. O tempo se encarrega de talhar os fracos e eles foram ficando pelo caminho. Dúvidas existenciais, falta de compromisso, falta de reconhecimento. São tantos os motivos que desfiguram nossos quadros... Um ou outro aparece novamente na narrativa. A maioria fica na memória. Tenhamos cuidado. Devemos ir até o fim (Daniel 12:13). É lá que a história termina.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

A janela 10/40 brasileira que não interessa a quase ninguém!

Dá-se o nome, prezado leitor, de janela 10/40 à coordenadas geográficas do mapa mundi na qual estão alguns dos mais perigosos países para a pregação do evangelho. A referência é chamativa e serve até mesmo a propósito nada cristãos. Destacamos a importância de termos em mente que algumas pessoas no mundo não podem testemunhar de Cristo, nem ir à uma igreja. Devemos orar por este objetivo.


Porém, temos algo parecido no Brasil. Sim, prezados. Nesta faixa marrom do mapa abaixo é quase proibido falar do Evangelho. Em alguns lugares se perde o emprego. Em outros se perde a família. A hegemonia católica se impõe e desafia o evangelismo. Pior, algumas igrejas brasileiras afeitas à região fecham os olhos. A alegria que existe, por vezes, para enviar um missionário em missões transnacionais não é a mesma para enviar alguém até Cajazeiras ou ao Sertão do Piauí.


Oremos por nossa janela 10/40. Pode não chamar muito a atenção, mas há almas perdidas nela.