quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Olha aí o que eu digo sobre rádios, TVs e igrejas...

Leio no UOL, sobre as dificuldades da Record (grifos meus):
O rombo, segundo algumas fontes, passa de R$ 200 milhões – valor que a Record não confirma. A conta da Olimpíada passada, a subutilização do Recnov e os sucessivos erros de planejamento, além de altos salários pagos aos seus diretores e artistas estão entre as despesas que mais contribuíram para se chegar a um valor tão absurdo.
O dinheiro da igreja, pela cessão de horários na madrugada, há algum tempo se tornou insuficiente para equilibrar ou ao menos reduzir o volume das despesas. A Record, sempre muito econômica na abertura dos seus intervalos comerciais, agora se vê obrigada a adotar uma política diferente. E é exatamente isso que a sua direção ainda não tem decidido. Não existe, pelo menos até agora, uma definição do que será feito ou do que será possível fazer daqui pra frente, mas se tem a certeza de que apenas reduzir a folha de pagamento, com a dispensa de alguns funcionários, se tornou insuficiente para cobrir um buraco tão grande.
Nenhuma emissora de TV e rádio de igrejas se paga. A pólvora vem dos dízimos e ofertas. Fazer programação assim é fácil. Releiam aquele grifo em azul... E o pessoal ainda quer multiplicar os elefantes. Já há pastores com inveja de Marcelo Rossi...

Continua aqui.

4 comentários:

Ir. Marcos Evandro disse...

Paz do Senhor, caro Ev. Daladier, a grande questão é quão necessário é uma BOA programação EVANGÉLICA, não GOSPEL "e quando digo ou me refiro a essa palavra me dá náuseas", para os telespectadores CRENTES, vistos que nas programações presente não tem muita coisa proveitosa para se ver, salvo as reportagens. Tomando como exemplo aqui em PE o canal 14 tem servido de benção para os evangélicos. No que vale salientar que o investimento da Igreja que mantem as programações, merece todo nosso prestígio, ainda que esse não seja o objetivo da mesma, visto a preocupação com a evangelização do PR. Presidente da mesma, pois abrange horários que os crentes de todas as idades possam assistir e não um só horário assim não obtendo o êxito esperado "VIDAS". Mais sei que apenas acrescento aquilo que o senhor já sabe e com certeza entende. Desde já agradeço a oportunidade de compartilhar essas linhas com o amado. Paz do Senhor
Ir. Marcos Evandro

Daladier Lima disse...

De fato, irmão Marcos Evandro, são necessárias rádios e TVs com programação evangélica. MAS que se busque a auto-sustentação destas iniciativas. Via de regra, carreiam-se dízimos e ofertas em grande volume, para uma audiência pífia. Sem falar que as rádios via internet tomaram o mercado, a custos infinitamente menores.

Abraços!

Ir. Marcos Evandro disse...

Paz do Senhor, caro Ev. Daladier, não sei se me foi ensinado de uma maneira diferente das demais, mais entendo que as Igrejas que se predispõem em investir em programas televisivos de maneira que passam a entrar nas casas de muitos evangélicos e não evangélicos, levando aquilo que chamamos de EVANGELIZAÇÃO, não devemos logo pensar em retorno (R$), pois é investimento para o próprio crente e mais ainda, para toda uma plateia que talvez tenham outra impressão dos nossos cultos. Por exemplo: Que separamos os homens das mulheres, que temos rituais e entre outras situações que já vi, de vários não frequentante dos nossos cultos ASSEMBLEIANOS, dizerem quando os prestigiam pela 1° vez, que é diferente do que eles pensavam. Então pensemos que não todos, mais alguns PASTORES lideres de Igrejas, tem visões tão além, que na administração dos Dízimos e Ofertas ou alguma outra fonte de verba da Igreja, se esforça para manter um canal de TV, que muitas vezes nem se paga, mais e o amor as VIDAS? Quanto a mais uma fonte de EVANGELIZAÇÃO? Visto que temos tantos canais que mostram aberrações. É isso que entendo querido e amado Ev. Daladier, agora se alguma Igreja que não tenha a intenção de investir nesse meio de TV, mais o faz por meio da internet, rádio e ou do modo que nossos "PAIS" começaram com as Campanhas Evangelizadoras; bom, ótimo, perfeito. O que não podemos é ficar parados??? E nisso sei que concordamos em gênero, numero e grau. Evangelista, tenho aprendido e sei que isso também é do perfil da vossa mui digna Igreja e Ministro, mais no seu comentário anterior senti falta da Paz do Senhor. Porem sei que o fez pela falta de tempo. Gostaria de mais uma vez agradecer por ter a oportunidade de compartir essas linhas com o prezado ministro. Paz do Senhor.

Daladier Lima disse...

Prezado Irmão Marcos Evandro,

A questão levantada no post é estabelecer prioridades. Quanto custa comprar e manter uma rádio? R$ 4.000.000,00 da aquisição + R$ 200.000,00 mensais? Ou algo assim? Este dinheiro investido em templos e infraestrutura teria maior retorno e crescimento a médio e longo prazo? Quantos templos de pequeno e médio porte seriam construídos? Quarenta em um ano? O Valdomiro gastava (agora a bala acabou) R$ 200 milhões por ano com a Band. Ele até poderia não ser conhecido pelo Brasil afora, mas os templos se multiplicariam em pouco tempo (ainda que eu saiba que o grosso das ofertas no caso dele vem da exposição dos milagres...).

Com um portal de qualidade, uma equipe de seis pessoas, com dedicação exclusiva, e a colaboração das igrejas e superintendências teríamos uma abrangência maior (o limite é o mundo) gastando menos de 5% deste valor e, certamente, teríamos dez vezes mais audiência. Nada contra quem tem dinheiro para investir, afinal gasta-se como quer. A qualidade do gasto é que está em discussão. Entre comprar/alugar um canal de TV mais um de rádio, para ter a abrangência X é possível gastar bem menos e ter 10 x X na web, gastando 95% menos. O que falta a muitos portais é conteúdo atualizado, atrativo e dinâmico (aliás, uma das pressões que fazemos é para que o da COMADALPE melhore cada vez mais neste quesito, ainda não chegamos nem a 10% do conteúdo proposto no projeto que detalhamos). E a tendência de audiência só cresce na web. Os anunciantes estão migrando em massa para esta mídia. Se a questão é atingir alvos, nada parece tão promissor.

Do ponto de vista institucional uma rádio ou TV parece mais chamativa, tanto que onze entre dez igrejas desejam, talvez porque palpável, talvez por conta de algo para chamar de seu, mas dinheiro não dá em árvore e, como o senhor disse, nosso chamado não é para sermos banqueiros. Ainda tem o elefante branco e a equipe monstruosa frente à da web. Uma pessoa só, pagando R$ 400,00 de hospedagem das músicas pode manter uma rádio 24h! Procure saber porque boas rádios antigas de nosso Estado estão falidas ou foram vendidas.

E para onde iria a economia? Agora mesmo, conforme reportagem do Mensageiro da Paz, o Pr. Nilton Didini está alarmado com a ausência de corais e maestros que os queiram reger. Boa parte do problema se resume à falta de investimento nos maestros, quais sejam ajuda de custo, passagens e material. Tenho um amigo que se movimenta entre cinco, seis corais num dos bairros recifenses, mal ganhando a passagem. O correto seria investir no levita, mesmo que ele se desdobrasse para ajudar várias congregações, com dedicação exclusiva. É uma prioridade pra ontem, que todo mundo vai empurrando com a barriga. E há outras, mas não quero cansá-lo.

Abraços!