segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Milagre! Milagre!

Parece que finalmente um livro vai reconhecer o potencial de uma mulher assembleiana, colocando-a no seu devido lugar. É a biografia de Frida Vingren, a ser lançada este mês pela CPAD. O escritor é Isael Araújo. Convém manter um pés atrás, afinal é uma biografia oficial. Já sabem como funciona... Por enquanto o resumo da ópera é este:


Já encomendei o meu. Pra não perder a deixa, o outro livro 100 mulheres que fizeram a história das Assembleias de Deus no Brasil há exemplares portentos de mulheres, que tomaram conta de igrejas por décadas. Isto mesmo, pastorearam por décadas ADs, como Mailte Brusaca e Antonieta Rosa. Agora que o bolo cresceu...

Mais aqui.

domingo, 5 de janeiro de 2014

A Globo x Ceia do Senhor


Causou furor na internet a informação [não confirmada por mim que não assisto novelas] que a Globo promoveu uma Ceia do Senhor, no contexto de determinado culto numa novela, e Kleber Lucas cantou nela. Os evangélicos se irritaram pela ordem:

1) Pela promoção do tipo de culto. Interessante notar que a Globo já promoveu outros cultos em suas novelas e não houve protesto algum ou ao menos com tanta proporção. Culto por culto... Outrossim, há um certo mito de que devemos estar mais santificados na Ceia. Na verdade, devemos estar sempre em santidade e em qualquer culto;

2) Porque os atores nem estão aí para o que está acontecendo. Sorriem felizes e descontraídos, comendo o pão e bebendo o vinho como se fosse uma festa qualquer. O duro deste blog é dar às coisas o nome que elas tem! Portanto, aí vai: é EXATAMENTE este o comportamento de determinados crentes na Ceia! E até de muitos obreiros! Exigimos que os atores tenham respeito, quando muitos de nós não tem. Esta é a infeliz realidade;

3) Porque Kleber Lucas participou da cena. Ora, desde quando cantores de forma generalizada estão preocupados com o ambiente do qual participam? São raríssimos os casos em que um cantor se preocupa se há reverência, santidade, atenção, adoração verdadeira numa apresentação. Boa parte gosta dos shows, por exemplo, promovidos à custa de muita vibração, azaração e longe da presença de Deus. Não me causa nenhuma surpresa;

4) A participação de evangélicos em geral nas novelas da Globo. Os evangélicos globais, via de regra, não estão preocupados com evangelismo ou evangelização, mas com seu próprio bolso. Se a Globo paga, eles vão. Definitivamente não estão preocupados com Cristo.

Conheci, bem de perto, um irmão que chegava na Ceia às 20:15h. Tão logo entornava o cálice ia embora. Perguntei, curioso, o por quê de tal atitude. Ele respondeu: E eu estou preocupado em perder tempo! Não importava a essência do culto, a mensagem da noite, a comunhão com os irmãos.

Se tivesse um Facebook, ele estaria irado com a Globo!

Pastores perdidos na internet!?

Prezados, dez leitores, o mar não está pra peixe! Ou melhor, da rede muita gente está balançando e caindo. A internet tem um modo particular de funcionamento. É uma comunicação de muitas vias, nada de mão única ou mão dupla, são muitas mãos e muitos atropelos.

Um pastor conectado, do Rio de Janeiro, estado grande e desenvolvido, grande escritor (ao menos do ponto de vista de lançamentos de livros, seria um Gabriel Chalita evangélico) se viu dia desses acossado pela quantidade de mensagens contrárias às suas teses. E explodiu: Como pode? Um pessoal que está nascendo a barba querer saber de teologia mais que eu? Perdeu a estribeira e malhou a audiência. Ameaçou retirar o perfil do Facebook, meneou a cabeça, depois acedeu. Chegou a era digital!

Já a outra igreja mantém um portal desatualizado. Nos comentários, um membro tascou: Tem dinheiro pra tudo, menos pra fazer as atualizações!? Ele reclamava entre outras coisas das fotos dos eventos sem legenda. É que os mantenedores da página colocam as fotos, mas não dizem a que locais e datas se referem. Pra quem postou fica fácil, mas a grande rede é internacional. Lugares que são comuns a nós, pouco ou nenhum significado possuem para visitantes distantes.

E tem o caso do ministério que não tem home page. Os fatos são narrados a partir dos perfis de membros e líderes. Quem é friend sabe, quem não é...

Triste! Continuamos com os mesmos erros a respeito da televisão. Agora em escala planetária.

Você tem Português fluente?

......Inglês fluente?
......Você, provavelmente, já escutou essa pergunta em inúmeras entrevistas ao concorrer a uma vaga, sempre disputadíssima, para um emprego. Mas as coisas estão mudando. Em pouco tempo, a pergunta que você ouvirá será: Português fluente?
......Pareceria normal, se a questão estivesse sendo feita em alguma loja de produtos brasileiros em Miami, mas o que surpreende é que um número cada vez maior de empresas, aqui mesmo no Brasil, tem procurado por profissionais que se destaquem, não só pelo domínio de uma outra língua, mas sim pela fluência da nossa própria.
......O conceito lógico de que, na sua língua nativa, cada um se expressa como pode e de que todos se entendem muito bem nos parece perfeitamente razoável, e durante muito tempo, as empresas o consideraram como axiomático. O mercado, porém, sempre atento a qualquer indício de mudança, começa a relacionar quedas constantes de lucratividade com mensagens truncadas entre funcionários e com e-mails que massacram o bom português e que circulam livremente pela Internet, “democratizando” de modo homicida a imagem da empresa e de seu autor.
......Segundo Laila Vanetti, mestre em lingüística pela Unicamp e diretora da Scritta – Cursos e Consultoria em Linguagem Escrita – a habilidade que uma pessoa demonstra com relação à língua determina a eficiência da comunicação. “Em uma entrevista de seleção ou de promoção, quanto mais o candidato compreender os processos de formação do texto, mais ele estruturará seu pensamento para escrever e falar corretamente e, de maneira concisa e clara, transmitirá uma imagem de seriedade e de competência para o entrevistador”, afirma ela, que já ministrou inúmeros treinamentos em Comunicação Escrita para executivos e empresários por todo o país.
......A afirmação de Laila Vanetti com relação à Língua Portuguesa encontra sua confirmação em qualquer um que precise ministrar uma apresentação para os seus superiores ou clientes. As palavras não saem, a informação passada fica incompleta, o assunto não é desenvolvido com a destreza e a clareza que deveria e, por fim, o nervosismo toma conta da situação. O caso se torna ainda mais grave quando a “platéia” não conhece as competências do profissional que dirige a apresentação, que é imediatamente tomado por um embuste por mais que domine tecnicamente o assunto apresentado. O resultado pode ser desastroso para a carreira do apresentador e para a própria empresa em que ele trabalha ou que ele representa.
......Essa situação é cada dia mais comum no mercado corporativo e por conta disso as empresas querem dos seus funcionários, em todos os escalões, uma boa comunicação. O número de palestras e apresentações vem se multiplicando a cada dia, e, para agravar esse quadro, se um executivo antes pedia para que sua secretária redigisse uma pauta de reunião ou um memorando para um cliente, agora ele mesmo deve arregaçar as mangas e encarar a tarefa mais simples de escrever um e-mail, que, não raro, pode se tornar bem complexa e ter algumas conseqüências nada desejáveis.
Com foco no problema da comunicação empresarial, várias instituições têm mudado os seus processos de seleção, contratação e promoção de funcionários. A Língua Portuguesa começa a tomar uma posição de destaque em entrevistas e reuniões se tornando decisiva na contratação.
......O que antes era considerado uma exceção em processos de seleção, hoje se torna normal e essencial: a análise da linha de raciocínio do candidato a partir de uma redação ou de uma simples conversa. “A linguagem utilizada por uma pessoa é a expressão de como ela organiza seus pensamentos, se você se comunica mal é porque não estrutura adequadamente suas idéias. Se a sua comunicação é truncada, incompleta e ambígua, não espere que o gerente de RH da empresa na qual você almeja trabalhar vá lhe dar muito crédito”, declara Laila Vanetti. “Já escutei diversos diretores e gerentes de recursos humanos dizerem que descartavam funcionários que não sabiam falar ou escrever corretamente”, reafirma.
......Uma só conclusão pode ser tirada – a competência da comunicação está se tornando um fator eliminatório no mercado de trabalho e uma arma poderosa para quem a domina. Portanto, na sua próxima entrevista, fique atento ao seu Português, ele pode ser a diferença entre estar ou não empregado.
......Agora eu lhe pergunto: você tem português fluente?


Conrado Adolpho Vaz (www.conrado.com.br) é educador, empresário, estrategista e palestrante. Sua formação vem de escolas de excelência como ITA e Unicamp. Há mais de 10 anos vem preparando profissionais dos mais diversos ramos de atividade em suas aulas, palestras e treinamentos. Suas áreas de atuação são: marketing, vendas, atendimento, marketing educacional, marketing pessoal e desenvolvimento pessoal.

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

O que não mudou em 2013 no mundo evangélico...

Fazer uma lista dessas não é fácil. Há opiniões e gostos diferentes a ressaltar. Falo por mim. Alguns itens são reminiscências do blog. Volteiam à minha cabeça. Não há como esquecê-los. Não há nível de importância. Absolutamente aleatório... É reflexão, sem carapuças. Temos, porém, que tomar exemplos da realidade. O blog é propositivo e realista. Enfim, não mudaram:

1) A impressão de que os pastores adoram pessoas que os bajulem e se comprazem em estar cercados do maior número possível de aduladores! Com o Facebook a coisa se adensou. O que tem de líderes adulando seu superior... A meritocracia tem descido a níveis críticos...

2) O desfoque do que é missão. A Igreja não faz missão, ela é a missão! Construir uma igreja, evangelizar aos domingos, manter uma vida irrepreensível, custear missões transnacionais, ensinar a Palavra, orar, jejuar são aspectos de uma mesma missão, um tão importante quanto o outro!

3) A teimosia em pregar sobre a mulher do fluxo de sangue. De 52 possibilidades de pregações ouvidas aos domingos, 20 são sobre o assunto diretamente e 20 são citações relacionadas. Por que se gosta tanto da história é um mistério que persiste há décadas... Se somarmos os outros cultos, aí a coisa fica crítica!

4) A teimosia em pregar sobre o Novo Testamento. Novamente dos 52 domingos de um ano, em 45 teremos pregações sobre esta parte da Bíblia. Não sabemos o porquê! Minha teoria particular é que dá muito mais trabalho pregar em Jeremias ou Isaías.

5) A intensa repetição de hinos nos eventos. Os orgãos se sucedem mas os hinos continuam os mesmos. E a ladainha monocórdica também! Não mudou também a tendência de ressaltar um ou outra voz, pondo-lhe um microfone adiante. É grupo ou pessoa? Não chegamos a um consenso.

6) A teimosia em confundir quantidade com qualidade. Exposição midiática com representatividade espiritual. Tais aparições só obscurecem o senhorio de Cristo sobre a vida da Igreja. Há momentos vergonhosos em 2013, nos quais parece que queríamos ser maiores que o próprio Jesus.

7) A teimosia em cantar hinos antropocêntricos. Há vinte e tantos anos meu professor de música dizia que massageiam nosso ego. Não conseguimos superar o afago...

8) A tentação megalomaníaca. Quanto maior, melhor: templos, orgãos, eventos. Tudo e todos do mesmo jeito Brasil afora. Se, por exemplo, a quantidade de decisões fosse proporcional à de fotos de eventos postadas neste espaço virtual, o Brasil todo já seria evangélico!

9) A miopia bíblica. Portar, até portamos, já ler, estudar e meditar é outra história.

10) A teimosia em lançar Bíblias de Estudo. É a Bíblia do Obreiro Aprovado, para obreiros reprovados em teologia. A Bíblia da mulher que ora, para as mulheres que não oram, só falam da vida alheia, com o perdão da generalização. Bíblia do Jovem, que passa o dia no Facebook. Bíblia de Estudo de estudiosos que falam obviedades. E vai por aí afora...

11) A fome e a ânsia por cargos e espaços. Dos mais elevados orgãos às minúsculas células todos querem ser e aparecer. Isso citando ao pé da letra: Convém que Ele cresça e eu diminua... É brincadeira?

12) A teimosia departamental. Surgiu uma necessidade se cria um departamento. Ninguém pensa: é possível separar um grupo dentro do orgão para fazer este trabalho, que, por vezes, é o mesmo trabalho de forma mais aprimorada. Por outro lado, um conjunto quer cantar melhor? Cria-se um grupo de louvor dentro dele! Ao invés de aprimorar o grupo todo. Aí vem superintendente, supervisor, mestre, contra-mestre, secretária, tesoureira, caixa, aniversário, despesas, espaços em cultos (que já são exíguos) para cada novo departamento. O ministério de Dilma perde de lavada.

13) A falta de aplicação do que aprende na EBD e nas EBOs. O estudo flui, o aprendizado está por toda parte. Já colocar em prática... O que tem de vídeo no YouTube ensinando sobre a Bíblia não se conta. As pessoas os assistem, até vibram com eles, mas desistem de colocar as premissas em prática.

14) A teimosia de pregadores em usar chavões e frases de efeito. Toque no seu irmão, diga para ele isso ou aquilo, grite para estourar os ouvidos do Diabo, urre perante seu Deus e vai por aí afora. O que dizer dos que imitam outros pregadores? Uma lástima!

15) A teimosia em afetar poder. Uns gritam, outros imitam línguas, outros pulam. Não à toa um dos vídeos que bombou na web em 2013 mostrava um trampolim humano no púlpito. Poder não tem a ver com gestualização, nem com olhos esbugalhados, socos ao vento. Poder tem a ver com unção e graça visando resultados práticos para o reino de Deus! Se almas, por exemplo, não se convertem temos que reavaliar que poder é esse!

16) O desleixo com o Sertão brasileiro. Milhões de pessoas habitam o semi-árido nordestino. Uma região relativamente fácil de alcançar, se houvesse boa vontade e desejo sincero. Salvo as raras e honrosas exceções, continuamos só tendo olhos para o exterior...

17) A teimosia em confundir usos e costumes com doutrinas bíblicas. E até justificar certas opções distorcendo textos bíblicos.

18) A teimosia em confundir movimento com avivamento. A turma até sacoleja e faz uns gestos irreconhecíveis. No fim, não sobra nada e vai todo mundo pra casa. O verdadeiro avivamento traz compromisso com a Obra de Deus. Avivamento que não leva as pessoas para a evangelização, por exemplo, é mero fogo de palha!

19) A teimosia em receitar fórmulas para o agir de Deus. Quer um novo emprego? Siga tais e tais passos. Um novo relacionamento? Siga os sete passos. Resultaram em retumbante fracasso. Deus não trabalha no timing do homem!

20) A associação cada vez maior com a política secular. Aliás, tem Câmara de Vereadores perdendo para algumas igrejas. Estouraram vários casos ao longo de 2013 que não deixaram dúvidas sobre essa constatação. A apropriação indébita, a locupletação, o nepotismo, o apadrinhamento, o fisiologismo floresceram e criaram raízes no ano que se finda.

21) A falta de transparência com o dinheiro alheio. Os pastores, com o perdão da generalização, esquecem que gerem recursos públicos e que devem prestar contas ao maior número possível de um grupo seguro dentro da Igreja. Infelizmente, corremos o risco de assaltos e por isso é desaconselhável a exposição desenfreada de cifras. Entretanto, não podemos ter caixas pretas em nossas administrações financeiras. Curiosamente, ao serem pilhados com a boca na botija, muitos ungidos fogem pela tangente...

22) A tentativa de terceirizar as culpas. É o Diabo, são os neo-pentecostais, é o PL 122/2006, são alguns movimentos sociais. Na maioria esmagadora de nossas dificuldades nós fomos os primeiros empecilhos para crescer e se organizar. Por capricho pessoal, omissão, leniência ou miopia, nós fomos os culpados. Que Deus nos ajude a ver a dimensão de suas possibilidades em nós em 2014!

Talvez eu aumente a lista.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

A quem interessa Jesus numa manjedoura?


Saltou aos meus olhos as representações de Jesus, sempre na manjedoura. Não que tenha sido diferente desde que se comemora o Natal e que não se deseje a vinculação entre seu nascimento e a data comemorativa. Uma outra questão está no background da cena. Há interesse em vê-lo neste exato lugar. E daí não retirá-lo mais!

Interessa à Igreja Católica. O nascimento de uma criança é um momento único na vida de uma pessoa. Com a imagem da manjedoura eles conseguem uma atenção que jamais teriam de outra forma. Quantos não passam o ano longe da igreja e no Natal a visitam.

Interessa ao comércio. Claro, evidente, o link é inevitável. As vendas crescem. Os preços sobem como nunca. O comércio pode diversificar seus produtos e aumentar a oferta.

Interessa às pessoas distantes de Deus. Jesus numa manjedoura não julga, não condena. Deixemos o Filho de Deus sempre criança, assim ele não chega ao estágio descrito nos dois primeiros capítulos do Apocalipse. Lá está escrito que não mais pode ser contido numa estrebaria. Detém todo poder no Céu e na Terra, sonda e conhece seus servos e a Igreja!

Em suma, Jesus numa manjedoura não interfere em nada de errado que se faz no Natal.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Um Jesus cansado faz milagres, o que não fará hoje, entronizado?


Você sabia: Que quando Jesus curou a filha da mulher siro-fenícia, em Marcos 7:24, estava extremamente exausto, a ponto de pedir que ninguém o incomodasse? Mas a insistência e a fé da mulher moveu o seu coração, de maneira que Jesus expulsou à distância o espírito maligno que atormentava a criança. Agora, imagine hoje, com todo poder e autoridade em suas mãos, o que o Senhor não fará por você?

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Uma reflexão aos pastores...

Hoje é Dia do Pastor. Eu sou evangelista com ação pastoral em três congregações. Gostaria de lhes dirigir a palavra, meus prezados amigos. Sei que poucos pastores lerão estas linhas. Dos que lerem a maioria vai ignorar. Não vejo problema. Já ignorei textos de outros... Diversas destas linhas já estavam esboçadas em minha mente. Faltava-lhes dar forma, ao menos virtual.

Dentre as várias abordagens possíveis, gostaria de falar de tempo e energia. É que nunca gastamos tanto de ambos em coisas tão longe dos interesses do Reino de Deus. Quanto tempo temos gastado na leitura na Palavra de Deus? Quanta energia temos empreendido para ler e compreender um livro massudo? Quanto temos nos esforçado para anunciar Jesus, longe dos holofotes, visitando pessoas em suas casas? Quanto tempo e energia temos gasto debatendo questões administrativas e eclesiásticas, cujo único fim é a elevação de nomes e denominações? Quanto tempo gasto com futrica e debates que não produzem efeito prático? Quanto tempo temos gasto lendo e assistindo TV, filmes, séries e até mesmo novelas que apenas nos esvaziam dos valores bíblicos?

As respostas a estas perguntas me preocupam. E vou dar ao menos uma justificativa. Nunca ouvi falar de alguém que adulterou gastando tempo em compor uma apostila para seus líderes ou preparando o sermão do culto dominical. Mas já ouvi de pessoas que estando em debates sobre poder, dinheiro, espaço, acabaram dando espaço a pecados vergonhosos. Afinal um abismo chama outro abismo. Sem contar que os mortos e feridos aumentam o montante do combate pessoal e particular, nada a ver com a verdadeira guerra contra o Inferno e o pecado.

Nestas horas lembro de Davi. Idealista, corajoso, destemido, estrategista. Mas tão acomodado e distante da guerra verdadeira, perdeu-se nos braços de Bate-Seba. Não consigo esquecer de um irmão numa das cidades do Recife. Queria ser consagrado ao ministério a qualquer custo. Vivia nas esquinas e ao término dos cultos debatendo o que era bom ou mau para a Igreja, o que o pastor fazia ou deixou de fazer. Terminou no suicídio!

Sei que não é o que gostariam de escutar. Assinto com grande tristeza, mas é assim que a vida ministerial funciona. Ouço de obreiros cansados, mas muito menos pelo trabalho propriamente dito do que pelas ânsias por poder e cargos. Lamentavelmente, nossa energia se dissipa sem que movamos um prego nos limites do reino de Deus.

E não é Ele quem ganha com tanto desperdício... Que Deus nos guarde.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Dave Hunt coloca o Calvinismo em cheque!

Um vídeo prazeroso para uma manhã de domingo. No Brasil eles emitem suas doxas, até sobre as igrejas pentecostais históricas.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

SUICÍDIO PASTORAL

Um artigo que eu gostaria de ter escrito...

Por Izadil Tavares

Chega-nos notícia triste e preocupante: num període 30 dias, três pastores evangélicos suicidaram-se nos Estados Unidos. Como sobre qualquer fato trazido à tona, chovem comentários de toda espécie; uns, que merecem reflexão, e outros completamente dispensáveis.

Creio que o primeiro ponto a lamentar não é a condição, digamos, profissional daquelas pessoas, mas o fato de serem nossos semelhantes, seres humanos, homens. Claro que a atividade que exerciam leva-nos a um segundo ponto a lamentar, uma vez que tinham a tarefa de conduzir almas.

Se levarmos em conta a questão de sua humanidade, a explicação daquelas ocorrências tornar-se, de certo modo, compreensível: a causa foi doença. Doença do equilíbrio emocional, que, talvez, a Psiquiatria e a Psicologia possam ajudar a esclarecer. Quem se suicida não está sadio; não está no domínio adequado à normalidade da existência. Logo, os três pastores foram, no mínimo, vítimas do desequilíbrio emocional. Como não sou experto nas matérias que se aplicam a determinar causas psiquiátricas, nem psicológicas, calo-me, entristecido pela perda de semelhantes.

Agora, um ponto crucial: os suicidas eram pastores evangélicos. Sabe-se que o exercício da função pastoral impõe a condição de guia, de condutor de almas nos caminhos do evangelho. O pastor é, ao mesmo tempo, "guia" de almas, "enfermeiro" de corações, "professor" de incautos, "pai" de aflitos, "amigo" de "isolados". O pastor tem de ser o "profissional da inclusão". Como entender que abandone suas ovelhas e pratique ato tão devastador?

Imaginemos o peso das responsabilidades que coloquei sobre os ombros de um verdadeiro pastor. Aqui não faço qualquer referência aos milhares de mercenários que há por aí. Trata-se de uma carga pesadíssima para qualquer ser humano. Isso justifica que se desequilibrem ao ponto do suicídio? Claro que não.

Vivemos uma época em que as pessoas são excessivamente cobradas quanto àquilo que fazem. Com a atividade pastoral a pressão não é menor. O pastor está constantemente sob os olhares das ovelhas (que não são tão ovelhas assim). Em muitas igrejas modernas o pastor não passa de um funcionário pago para "exercer bem" o seu papel. O pastor saiu da condição de líder em sua comunidade para a condição de liderado por uma administração eclesiástica, pronta para substituí-lo, se "necessário".
Por outro lado, há sistemas em que os pastores passaram a ser executivos; espécie de empresários voltados para o crescimento de seus "ministérios". Por isso, não repartem responsabilidades, acumuilam funções, resolvem todas as questões relativas às "suas" igrejas. Esses tais, por força do rumo de suas atividades, paulatinamente se desviaram de serem "enfermeiros" de corações, "professores" de incautos, "pais de aflitos", "amigos" de isolados", para serem "diretores" de um sistema que, sem dúvida, lhes afogará a condição de seres humanos e, principalmente a condição de "servos de Deus". Assim, já não têm tempo para uma "igreja", para seus membros, pois estão envolvidos com a avidez de "ampliarem suas estacas".

Que trajeto fazem esses homens? O mesmo trajeto de grande parte dos executivos mundanos, cujo coração não suporta a pressão dos negócios e sucumbem aos infartos, aos AVCs, aos cânceres, quando são felizes. Os infelizes metem uma bala na cabeça, infelizmente.

Não me ponho a julgar aqueles três pastores americanos; não conheço a história deles, mas não posso deixar de trazer essas observações. Como já manifestei, as causas dos suicídios podem ser explicadas pela Medicina, assim,esses atos podem ser causados pore enfermidades mentais ou não.
Todavia, não seria bom se nossos pastores meditassem nisso? Não seria bom se dividissem um pouco suas cargas administrativas, fazendo o que fizeram os discípulos que deram início ao trabalho eclesiástico? Aqueles pastores tiveram bom senso: reunidos concluíram pela necessidade do diaconato (At 6. 1-7).

Também a igreja moderna poderia se voltar para o modelo primitivo: "E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns" (At 4.32).

Não se trata, necessariamente da distribuição absoluta dos bens materiais; mas, trata-se da necessidade de repartir e de assumir responsabilidades que não pesem demasiado sobre os ombros deu um ou de dois.

Vamos rever nossos caminhos, antes que ocorram infortúnios irreparáveis para pessoas e para a Igreja!

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Nosso lugar na história

Este humilde aprendiz já viu um pouco de filmes reais. Aqueles fatos que ocorrem na esquina, nas ruas, nos púlpitos. Tudo é história. Há os atores, protagonistas, coadjuvantes. Todos são importantes. Desde aqueles personagens mais inverossímeis, até os que se acham e depois perdem todo balanço ao longo da narrativa. Precisamos ter consciência de que somos parte da história, mesmo quando ainda não compreendemos nosso papel, nosso script. A diferença fundamental entre a gravação de uma ficção e o que acontece na vida real não são os personagens, nem os efeitos, nem o roteiro, é que a história não se repete.

Olho para Paulo e o vejo em diversas situações aproveitando as oportunidades. Seja quando se separou de Barnabé, e seguiu um caminho oposto com Silas, quando expulsou o demônio da mulher que o atormentava com elogios, quando confrontou Pedro a respeito da salvação dos gentios. Paulo manteve a porta da oportunidade aberta, para que não pudesse perder nenhum relance.

Um pai, vez ou outra, precisa dar um grito em casa. O vaqueiro na boiada. Todos, enfim, podem perder aquele momento definitivo, a menos que tomem a decisão correta. Como será nosso lugar na história? Não aquela história oficial, cheia de omissões, socorrendo as contingências, mas aquela correta e da qual todos sabem? Como você se referiria a si mesmo, confrontado com sua vida? Você aproveitou as oportunidades ou foi omisso? Você tomou as decisões possíveis e necessárias ou se acovardou?

Conheci gente que começou muito bem, altaneiro, vigoroso, apegado. O tempo se encarrega de talhar os fracos e eles foram ficando pelo caminho. Dúvidas existenciais, falta de compromisso, falta de reconhecimento. São tantos os motivos que desfiguram nossos quadros... Um ou outro aparece novamente na narrativa. A maioria fica na memória. Tenhamos cuidado. Devemos ir até o fim (Daniel 12:13). É lá que a história termina.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

A janela 10/40 brasileira que não interessa a quase ninguém!

Dá-se o nome, prezado leitor, de janela 10/40 à coordenadas geográficas do mapa mundi na qual estão alguns dos mais perigosos países para a pregação do evangelho. A referência é chamativa e serve até mesmo a propósito nada cristãos. Destacamos a importância de termos em mente que algumas pessoas no mundo não podem testemunhar de Cristo, nem ir à uma igreja. Devemos orar por este objetivo.


Porém, temos algo parecido no Brasil. Sim, prezados. Nesta faixa marrom do mapa abaixo é quase proibido falar do Evangelho. Em alguns lugares se perde o emprego. Em outros se perde a família. A hegemonia católica se impõe e desafia o evangelismo. Pior, algumas igrejas brasileiras afeitas à região fecham os olhos. A alegria que existe, por vezes, para enviar um missionário em missões transnacionais não é a mesma para enviar alguém até Cajazeiras ou ao Sertão do Piauí.


Oremos por nossa janela 10/40. Pode não chamar muito a atenção, mas há almas perdidas nela.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Tropas com a moral em baixa...

Moral da tropa é uma expressão de origem militar, para indicar o nível de ânimo de uma unidade em combate. Pode, perfeitamente, ser apropriada para indicar o ânimo de uma igreja em prol de determinado objetivo. Nos modernos cursos de auto-ajuda, os palestrantes utilizam as mais diversas técnicas para enfatizar a necessidade que equipes têm de se manter motivadas. O homem é o único ser do mundo que pode mudar para outra casa, outra escola, outra igreja, por pura insatisfação. Um gato enxotado volta sempre à mesma casa. Jamais veremos um cachorro com as malas nas costas indo embora, insatisfeito com a casa aonde vive. Mesmo famélico, vai ao açougue mendigar os restos e volta abanando o rabo para seu pobre dono.

Na Bíblia, há diversos momentos que tais sentimentos permeiam as narrativas. A tropa estava desestimulada, por exemplo, quando Davi chegou a Ziclague (I Samuel 30). Os soldados de Davi haviam caminhando três dias e estavam exaustos. Mas o pior os aguardava. Os amalequitas haviam invadido a cidade e levado os habitantes cativos. Também queimaram a cidade à fogo. Os soldados choraram tanto que não lhes sobrou mais forças. Recriminaram tanto o líder que intentavam matá-lo apedrejado. Neste contexto Davi reanimou-se, elevou o moral da tropa e conseguiu vencer os invasores e recuperar o que havia sido saqueado.

Neste texto queremos nos ater em algumas daquelas influências que fazem a moral da tropa evangélica minar. Atenção para a paráfrase com as tropas militares. Quem lê, entenda:
- Ordens confusas. O capitão dá uma ordem em oposição à do coronel, seu superior. A tropa não sabe a quem seguir. Feita a opção começam os questionamentos e a confusão. O tempo gasto na apuração de onde começou a contradição é precioso. Resultado: a perda de uma guerra por vezes;

- Falta de referencial. Os oficiais das Forças Armadas são conhecidos por serem homens experimentados naquilo que impõem aos seus subordinados. Por vezes, o treinamento para aprovação numa patente superior é esmagador em relação à anterior. Cada homem prova seu valor para ascender. Quando a ascensão se dá por apadrinhamento, por nepotismo e outras pragas os preteridos tendem a relaxar e ficar desmotivados;

- Falta de comando. É aquele quadro no qual todos mandam e ninguém obedece. Falta punição aos faltosos. Critério nas ordens. Elas mudam a todo momento. Organograma indefinido. Um caos administrativo total. Empoderando as pessoas erradas, premiando a incompetência, gastando perdulariamente, priorizando as coisas e pessoas erradas, dando espaço para o fuxico e a rádio patrão, na qual notícias infundadas correm soltas, certamente perde-se o ânimo da tropa. Por vezes, a falta de comando ocorre pela ausência do líder aonde e quando é necessário;

- Falta de iniciativa. O que fazer diante de uma ameaça? O comandante da unidade não pode divagar. Ele tem que tentar a melhor alternativa. Ou tentar qualquer uma na falta de uma melhor. O que não pode haver é inação. Do contrário, a moral escorre pelo ralo. Foi assim que aconteceu com Babilônia, uma fortificada cidade cujo rei tendo às portas os medo-persas promoveu uma festa e morreu embriagado. Dizem alguns historiadores que os soldados estavam tão bêbados que não puderam reagir. Iniciativa também equivale a tempo. Um minuto perdido numa batalha, pode significar a perda de uma guerra;

- Covardia. Há inúmeros relatos de comandantes que fugiram na batalha. Os soldados foram mortos por pura covardia. O covarde nem sempre é o que corre, mas também o que não age. No calor da batalha os fracos voltam. É o que aconteceu a Gideão. Vinte e duas mil pessoas voltaram para casa. Um comandante corajoso inspira coragem a seus subordinados fazendo-os cometer atos de bravura impensáveis. Assisti filmes históricos sobre a Segunda Guerra Mundial, que é uma fase bem documentada, nos quais batalhões inteiros fizeram coisas incríveis somente por inspiração de seu comandante;

- Prepotência. Às vezes, os soldados seguem as ordens, mas apenas para preservar sua pele. É uma situação surreal. O comandante pensa que é seguido, respeitado, na verdade o que acontece é puro medo. O ânimo se esvai quando a loucura toma o lugar da prepotência e o comandante começa a dar ordens tresloucadas. A tropa não obedece e ele começa a torturar os subordinados. Outro aspecto da prepotência é a falta de análise. Tão cheio de si, o comandante se lança à batalha sem analisar as consequências. Perda na certa, não raro da própria tropa. Por outro lado, a prepotência se manifesta na falta de humildade para reconhecer erros e aprender com eles. Quando ocorrem, fica procurando a quem culpar. Com medo a soldadesca não alerta o comandante dos problemas. Ruína certa;

- Mitomania. Muitos comandantes dormem sonhando com o reconhecimento. Eles não aguardam que tal venha em decorrência de sua qualidade de comando e do tempo que é o senhor da história. Querem aparecer a qualquer custo, rapidamente. Propaganda é o seu forte. Aliás, seu único forte. O resultado é que a tropa nas coxias faz as maiores zombarias;

- Indiferença. Há líderes aos quais não interessa o assunto. Não estão nem aí para a motivação da tropa, apenas estão preocupados em manter o status quo, enquanto flanam aqui e ali.

Que Deus nos ajude a sermos líderes conforme o seu coração.

terça-feira, 12 de novembro de 2013

O Deus Mídia


Quem diria? Nem a escatologia mais refinada apontou o midiatismo como deus destes dias finais. A TV dita os costumes, distorce as verdades sobre Deus e sobre os homens, escraviza a audiência, rouba tempo do sono, da reunião familiar e da Igreja. Somatiza os medos e anseios, ainda os mais distorcidos e é festejada como inovação. O que parecia entretenimento, virou doutrinação grosseira e impositiva. Não reze pela cartilha e você estará perdido. Os atores foram eleitos à condição de pensadores, mais: emitem fatwas para a divergência. Os apresentadores dominam a pauta social. Se eles quiserem...

Cria seus mitos, evangélicos, inclusive, depois os devora e descarta. Utilitarista, pragmática, autofágica. Quem poderá detê-la? Uma mídia evangélica? Como? Se no nascedouro o processo travestido de Igreja faz suas vítimas? O arremedo que temos já deixou quantos pelo caminho? Aliás, interagindo com suas premissas as igrejas estão deixando as pessoas na estrada sangrando. Só lhes interessa num processo útil, depois são solenemente ignoradas. Inconfessáveis reuniões são feitas nas quais os donos do pedaço arrancam dinheiro de pastores ávidos por aparecer e empoderar impérios religiosos, ou ao menos mostrar que tem tal poder.

A internet não foge à regra. Blogs à sua maneira fazem o trabalho sujo. Se não tivermos cuidado somos engabelados na masmorra tecnológica. Expostos em nossas entranhas nos tornamos vulneráveis às tendências idiotizantes. O Facebook revelou o que pensa e como age a massa gospel. E ela carece do mesmo problema de todas as Outras pessoas. Conseguimos tornar inerte a ação do Evangelho. O processo não é novo, torna-se a cada dia mais revelador da verdadeira alma evangélica. Que Deus nos ajude...

Tristes tempos!

sábado, 9 de novembro de 2013

Dia da Bíblia: comemore conosco!



Teremos uma programação especial com foco evangelístico, comemorando o Dia da Bíblia. No dia 07, estaremos evangelizando todo o bairro. No dia 08, um desfile culminando com uma Concentração Evangelística, às 14:00h. Junte-se a nós!

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Retratos da cena evangélica


Feira de tecidos. Feirantes vários. Vários evangélicos entre eles. Concorrência acirrada.

Duas irmãs chamam uma concorrente, não evangélica, num canto. Reclamam do preço que pratica.

Em dado instante disparam em línguas estranhas. Grande é o alarido, ao qual acodem inúmeras outras pessoas.

A duas dirigem palavras de ordem em profecia àquela senhora. Dizem que ela deve ser mais humilde, que Eu sou grande, que humilho e exalto.

Uma observadora evangélica julga. É carne. A reunião se dispersa...

Minutos depois chego ao recinto. O gerente maçom me indaga: O que acho? Não tenho juízo formado. Ele me segreda já ter participado de outras reuniões evangélicas assembleianas, nas quais ouviu profecias e línguas. Lembra que sentiu poder no ar. Desconfia que desta vez parecem mais possuídas do que usadas por Deus...

Dou de ombros, aproveito para falar de Jesus e da doutrina pneumatológica.

Seria a cena um impedimento a que se abra uma fresta?

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Uma imagem que vale um milhão de palavras!

Difícil explicar. Meu amigo virtual Artur Souza, depois de OITO anos de preparação estará sendo ordenado presbítero. Vocês não leram errado, OITO ANOS!

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Ajude-nos a encontrar Lutero!


Começou assim. Todo mundo queria ser o reformador. Fizeram vários clones, masculinos e femininos. Com as portas envidraçadas das catedrais não é mais possível afixar tese alguma. Aí criaram a blogosfera evangélica e nela afixaram suas próprias teses. A vantagem consolidada da internet fez com que as mais esdrúxulas ideias corressem o mundo, sob o manto de uma nova Reforma. Muitos Luteros à solta... Veio o Facebook e se tornaram uma legião.

Depois, ficou difícil identificar qual dos clones é o ponto de partida. Todos parecem nos ideais, nas minúcias, nem tanto. Primeiro, ninguém quer renunciar ao status quo. Alegam que não conseguiriam sobreviver sem dinheiro e sem roupas. Ano Novo chegando... Ninguém quer se esconder, todos querem aparecer, ter os quinze minutos de fama. Uns ou outros, protegidos de príncipes como o original, pensam que castelos são lugares soberbos. Mal apertam as coisas, fogem e deixam outro clone em seu lugar. Ou não deixam ninguém! Deu de ultimamente os Luteros causarem escândalos e divisões. O pecado e a ganância deles está carcomendo o legado da própria Reforma de 1517.

A maioria dos clones não sabe o que é traduzir uma mísera linha das línguas originais. Embora todos fiquem encantados com as músicas hebraicas e insiram em suas prédicas os termos gregos. Mal pronunciado é verdade, mas inserem e impostam. E como impostam!? Às vezes, só é possível identificar a impostura olhando com lupa. Alguns deles não sabem nem mesmo o que querem. Pois ao verem satisfeitos seus desejos, partem em busca de novidades. Impressas suas teses dariam um livro.

Outra característica que os une é seu despreparo intelectual. Alguns forjam diplomas, outros fazem uns cursos de teologia de seis meses, profundos como um pires. Não leem a Bíblia, não oram, não jejuam, não estudam, não pesquisam, não se aprofundam. Querem apenas mudança. Não querem se doar, ajudar, se desgastar pelo trabalho árduo do dia-a-dia eclesiástico. Deram-se vários títulos: conferencista, palestrante, bispo, apóstolo, televangelista. Pasmem! já há Luteros autoproclamados querubim e serafim! Uns já ensaiam vôos em pleno púlpito, outros derrubam pessoas durante as prédicas somente assoprando.

Criaram até um dia para relembrar que todos devem almejar uma Reforma para chamar de sua. Neste fazem shows evangélicos, travestidos de culto, põem a multidão para sacolejar, gritar e pular e no fim vai todo mundo embora, sem saber o que é fé, graça, Escritura, Cristo ou glória a Deus. Sem contar os milhões desviados para a promoção dos eventos. Aliás, os próprios cantores são reformadores à sua maneira. Uns cobram 10, outros 20, outros 80 mil por uma apresentação. O que há de ser um reformador sem dinheiro e sem jatinho?

Toda Igreja agora tem um ou mais Luteros. Quando ela não os apóia eles criam clones e ficam em casa. Basta que sejam preteridos numa ocasião ou que o pastor não dê aquela oportunidade. Outros Luteros ficam emburrados quando não reconhecidos. Todos se acham com potencial. A maioria tem certeza que é a última coca-cola no deserto. O que os distingue é a fome pelo poder. Cada um quer seu próprio nicho, de tal maneira que se fossemos criar uma igreja para cada conjunto de especificações deles, faltariam terrenos.

Ajude-nos a encontrar o verdadeiro Lutero. Está cada dia mais difícil.

domingo, 3 de novembro de 2013

Excelente dica!

Que tal uma Bíblia completa com mapas, referências e diversas versões para leitura e estudo em seu PC? Faça o download da TheWord. Instruções aqui.

sábado, 2 de novembro de 2013

Reforma Protestante faz 496 anos - Dá para comemorar?


 
 No dia 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero, publica suas famosas 95 teses na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, protestando contra diversos pontos da doutrina da Igreja Católica Romana, propondo uma reforma no catolicismo romano. Os princípios fundamentais da Reforma Protestante são conhecidos como os Cinco Solas.
A Reforma iniciada por Lutero, embora tenha sido motivada primeiramente por razões religiosas, também foi impulsionada por razões políticas e sociais.
Como gosto de filmes vou sugerir alguns para quem quiser entender um pouco aquele conturbado momento histórico: Sobre Lutero há dois bons filmes, um antigo, feito em 1953, em preto e branco distribuído pela Comev no Brasil, com o título "Martinho Lutero" e o mais recente de 2003, "Lutero".
Ao ver esses filmes, dá-se para ver como foi a Reforma, do que ela pretendia libertar os seres humanos, e, também, no que nós, reformados, protestantes e evangélicos, nos tornamos no curso dos séculos, voltando ás práticas das quais aquele evento histórico pretendia nos libertar.
A ironia de toda a história é que a Reforma Protestante acabou por, de certa forma, salvar a Igreja Católica da força obscurantista que haveria de destruí-la, caso a Reforma não lhe tivessem servido de advertência histórica quanto ao fato que há limites para o que o abuso humano feito em nome de Deus.
No entanto, o que se faz nos dias atuais em nome de Deus, é igual, ou até pior do que o que se fazia no século XVI, visto ser incompatível não somente com a Palavra, mas também com os tempos e as luzes de esclarecimento que há mais disponível hoje do que naquela época.
Nos dias de Lutero, o clero católico vendia o céu, agora é só ligar a televisão para vermos pastores evangélicos venderem a Terra. As nossas indulgências já não tem a ver com a salvação, mas com a prosperidade terrena.
Assim, não busque por relíquias sagradas entre nós, e bulas papais, mas sim enxergue o sal grosso, as campanhas de prosperidade, as barganhas com Deus e, sobretudo veja como tudo era e continua a ser movido pelo dinheiro e pelo poder.
Mais do que nunca, se precisa de uma Revolução Espiritual em nós, pois uma uma nova Reforma provavelmente não resolveria, sob pena de que vejamos a Nova Era e todas a filosofias orientais dominarem a Terra, e isto apenas porque o Cristianismo insiste em não se converter à Graça de Deus, pois, prefere o poder que alcançou na Terra do que os tesouros do Reino de Deus.
Não há o que comemorar no dia da Reforma Protestante! Temos que ver Lutero e a Reforma e tentar discernir o nosso tempo, antes que seja tarde.