segunda-feira, 4 de junho de 2012

A parte que nos cabe

Junte o Festival Promessas, um culto na IURD, com Edir Macedo, outro na IMPD, com Valdomiro Santiago. Some os livros de apologética, mais as novelas, os contorcionismos dos políticos evangélicos. O que resta? Sobrou pra todo mundo? Não, esqueci bastante gente. A Globo não entende os evangélicos, morde e assopra. Edir está olhando pra seu quinhão. Valdomiro, bem Valdomiro é o que é. A Apologética está descartada como missão para aproximar o homem de Deus. O liberalismo é condenável, certamente. Os milagres são necessários, claro, evidentemente. Os políticos evangélicos e sua praxis são a cereja do bolo.

Agora deixe todo mundo pra lá. Vamos analisar a parte que nos cabe. Aqueles que são sérios segundo um esquema hipotético. O que estamos fazendo? Vamos mirar a blogosfera, pra começo de conversa. São decorridos 150 dias do ano de 2012. Quem de nós disse para si mesmo e para Deus: Eu vou entrar num caminho de jejum e oração para que Deus me use com autoridade e poder na grande rede? Falamos e nossa retórica é plausível. Mas isto não vira pão na casa da viúva de Sarepta! Captou?

Se Valdomiro pode ser escrachado, o que os críticos vão por na mesa? O povo não quer milagre como enigma ou moldura, quer por necessidade. Nesta hora vãos tormentos assolam doentes de câncer, que vêem minguar suas opções. O que será? Deem-lhe um livro de apologética!? Ensinem-lhe que a semeadura está errada. Se vai minorar a sua dor, ele não quer nem saber de você. Os jovens vão para o Promessas porque falta teologia, maturidade cristã básica. Ela está nos livros e seminários, encastelada em sua mesmice. Ela precisa descer de suas prateleiras e alimentar o faminto. Ah! Se me abençoarem com uma oferta eu prego na sua igreja. Se comprarem X livros meus, eu ensinarei.

Em carne e osso, tudo muda muito pouco. O inchaço ofusca a glória divina. A preocupação com os projetos particulares anestesiam as urgências coletivas. Eles estão na praça, ganhando dinheiro e sugando nosso povo. A culpa é nossa! Dói, mas não muda nada se não admitirmos a parte que nos cabe.

Um comentário:

Francisco Evangelista disse...

Texto muito bom. Publiquei em meu blog www.franciscoevangelista.com