segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Por favor!

Prezado amigo[...], não me peça para falar sobre as desavenças da CGADB, nem repercutir informações de outros blogs sobre isso. A entidade há muito não representa os anseios da Assembleia de Deus no Brasil, sendo fonte constante de disputa e chacota nos tribunais. Tenho pouco tempo...

domingo, 18 de agosto de 2013

A fé que precisamos para vencer...


Olhem para José, naqueles dias alquebrados no cárcere depois de ser acusado de assédio à mulher de Potifar. Ou observem-no de um lado a outro daquele fosso em que foi jogado por seus irmãos. Ou, ainda, enquanto se encaminha para a jaula dos ismaelitas. Não havia sorriso, somente resignação. Dois longos anos se passaram desde que o copeiro teve a interpretação de seu veredicto. Eram dias em que José acordava gigante e dormia formiga. Cada espera dando com a porta na cara, voltava sempre à mesma prisão, embora houvesse achado graça aos olhos do carcereiro.

Mas já era próspero (Gênesis 39:2). E esta afirmação em meio às privações que o assombravam é maravilhosa. Por um lado estar no centro da vontade de Deus era uma benção singular, por outro, o Senhor sabia o que José seria. E era com ele! Nas lutas da vida é difícil admitir esta verdade. Quantas vezes choramos desesperados (e Deus consente, somente para aliviar a pressão do alongamento da prova), com Ele bem ali do lado? Podemos sentir sua mão, mesmo naqueles vagos horizontes sem rumo aparente na vida, repetindo em nossos ouvidos: O que faço agora tu não sabes, mas saberás depois!

E tem coisas que Deus nunca dirá. Pormenores que quiça serão revelados naquele dia em que tudo será pleno e perfeito. É a fé que nos move, amanhã será um novo dia. O dia em que a vitória chegará!

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Flashback: o problema do que gravamos ou escrevemos

Pesquei do Blog do meu amigo Pr. Dário José o seguinte vídeo, do Youtube, do Pr. Silas Malafaia de alguns anos e o de hoje, volto a seguir:



A Bíblia diz que nós devemos estar seguros em nosso ânimo, podemos ser traídos pelo que dizemos ou fazemos a qualquer momento. Que Deus tenha misericórdia de nós!

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Chamem a CGADB e a UMADENE!?

Pescado do Gospel Prime, volto em seguida:

O pastor presbiteriano Sérgio Lyra escreveu um livro para mostrar a falta de pastores evangélicos no interior do Brasil, fazendo uma ligação com a falta de médicos, fator que está sendo repensado pelo governo brasileiro. Em “Cidades do Interior”, que está sendo lançado pela editora Ultimato, o autor faz um apelo para o envio de pastores e missionários plantadores de igreja para as regiões Norte e Nordeste. Os dados apresentados na obra mostram que nas cidades pobres menos de 5% da população se declara evangélica. De acordo com o Censo de 2010 apresentado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) há 33 cidades em Pernambuco com menos de 3% de evangélicos e na Paraíba são 90 cidades.

O pastor Sérgio Lyra, que é doutor em ministérios pelo Reformed Theological Seminary questiona os motivos para que as igrejas não estejam presentes nessas comunidades e tenta responder algumas perguntas como “o que as grandes igrejas urbanas fazem em prol da evangelização e da ação social nas cidades do interior?”. Além de levantar esses questionamentos, o pastor oferece algumas propostas para a implantação de projetos missionários nessas cidades levando em consideração a realidade social e religiosa dessas localidades.

Voltei
Não precisa dizer mais nada. Cadê um plano estratégico, leia-se de longo prazo, proposto por algum entidade poderosa para minorar o problema? Não acreditem em tudo que dizem sobre o crescimento evangélico brasileiro.

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Vocês precisam ler isto!


Prezados, alguns inocentes imaginam que podem dissociar o Governo de turno da agenda do movimento homossexual. De fato, o PT e os partidos de esquerda que gravitam ao seu redor não só apoiam tudo que aí está como sonham com outro País, aonde tais relacionamentos serão praxe. Agora, através de um documento divulgado pelo Júlio Severo, é possível saber que milhões estão financiando o lobby.

Leia aqui.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

É atirar e acertar!

Vejam primeiro esta imagem:


É o registro no site HomofobiaMata da morte de Augusto José da Purificação, conhecido na Bahia como Augusto Omolú. Era homossexual e foi morto violentamente. A entidade, que fornece os dados para Governos e mídia, taxou o caso como homofobia. Li o desfecho, excerto logo abaixo, e fui pesquisar no dito cujo, na mosca!
A Polícia Civil da Bahia apresentou nesta segunda-feira (5) o acusado de matar o bailarino e coreógrafo do Balé do Teatro Castro Alves (BTCA), Augusto José da Purificação, de 50 anos, conhecido no meio artístico como Augusto Omolú. A polícia capturou Cléverson Santos Teixeira, de 20 anos na última sexta-feira (2). 
O delegado titular da 23ª Delegacia Territorial em Lauro de Freitas, Região Metropolitana de Salvador, Joélson Reis, revelou que o acusado confessou o crime, ocorrido em junho deste ano, alegando legítima defesa. Foram apresentadas fotos da sequência do crime, explicando que a vítima, após conhecer o acusado em um bar no distrito de Portão, próximo à chácara que tinha na Praia de Buraquinho, fez uma proposta para um programa no valor de R$ 100 reais. 
Não estou diminuindo a gravidade de mais uma morte violenta no Brasil, engrossando as já avultadas estatísticas, denuncio a falsidade daquelas fabricadas pelo lobby para ganhar a opinião pública.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Um convite à adoração!


Há, no Céu, anjos imensos em poder, cuja aparência desmaiariam qualquer mortal, como aconteceu com Daniel*, mas destes Deus já tem a atenção. Por algum motivo insondável Ele quer conquistar você. Louve ao Senhor nesta manhã!

*E levantei os meus olhos, e olhei, e eis um homem vestido de linho, e os seus lombos cingidos com ouro fino de Ufaz; E o seu corpo era como berilo, e o seu rosto parecia um relâmpago, e os seus olhos como tochas de fogo, e os seus braços e os seus pés brilhavam como bronze polido; e a voz das suas palavras era como a voz de uma multidão. E só eu, Daniel, tive aquela visão. Os homens que estavam comigo não a viram; contudo caiu sobre eles um grande temor, e fugiram, escondendo-se. Fiquei, pois, eu só, a contemplar esta grande visão, e não ficou força em mim; transmudou-se o meu semblante em corrupção, e não tive força alguma. Contudo ouvi a voz das suas palavras; e, ouvindo o som das suas palavras, eu caí sobre o meu rosto num profundo sono, com o meu rosto em terra (Daniel 10:5-9)
.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Repliquem esta bomba!

31/07/2012. Acesso o UOL para ler as notícias do dia. Uma das manchetes era essa:

Fui ler a reportagem. É sobre uma jovem estudante de Biomedicina que foi morta a facadas por duas adolescentes no interior de Goiás. Detalhe: mantinha um relacionamento amoroso com uma delas. A polícia encontrou o corpo debaixo da cama da amante. Ela alegou que matou a estudante por motivos passionais, que teria sido traída com outra mulher, etc.

Aí veio o estalo: será que está na estatística do site HomofobiaMata, aquele site mantido pelo lobby gay e utilizado pela grande mídia e pelo Governo Federal? Na mosca! É assim que se fazem as estatísticas que são disseminadas na sociedade.

Clique aqui para ler a reportagem.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Se eles tivessem vontade...

Tenho sido econômico em minhas críticas à CGADB, UMADENE e outras associações de pastores, que deveriam a partir de seus estatutos, elaborar ações estratégicas para várias áreas críticas da Assembleia de Deus no Brasil, claro, cada uma em seu nível de atuação. Não é por nada é que as coisas não mudam. Gosto de críticas que levem a mudanças de paradigmas. Se nada muda, não vou perder meu tempo. Mas... hoje no Facebook do Sammis Reachers, uma imagem me chamou a atenção:


Lembro também das 181 cidades, segundo o levantamento de Ultimato anos atrás, do sertão brasileiro, aonde há menos de 1% de evangélicos.

E aí? Seria razão sobrada para uma AGE ou não? Que tal debater os modismos teológicos, ensinos distorcidos e erros doutrinários, a questão da administração financeira de algumas igrejas, entre outros. Como não falar do problema dos “casados em situação irregular perante a Lei” (mas que vivem melhor do que muita gente casada de papel passado e não são poucos os que vivem de aparência...), que não têm o direito de serem membros efetivos da AD? E o uso indiscriminado da marca Assembleia de Deus por igrejas de fundo de quintal, o que macula as convenções sérias? São questões para as quais a apatia é indiscutível. Não vou propô-las novamente, pesquisem no blog.

O poder dá uma preguiça de pensar no que importa...

segunda-feira, 22 de julho de 2013

Que diferença...

Sem levar em conta o marketing que envolve nossos dias, que diferença entre o Papa, a maior autoridade católica do mundo, e alguns pastores celebridades que temos. Ele ficará hospedado num quarto da própria Arquidiocese do Rio, enquanto nossos pops ao viajar exigem acomodações dignas de celebridades. Sei que uns dirão: As pessoas falam de qualquer jeito... A conferir. Se incluirmos nossos cantores e as exigências sobre restaurantes, aí o tempo fecha!

Daria um bom debate sobre dignidade eclesiástica... E se Jesus viesse a nossos eventos? Onde quereria ficar hospedado e se alimentar?


Mais aqui.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

É tudo verdade...

 
Gente, vocês não sabem! Acompanhei uma visita especial ao Palácio do Planalto, na última segunda! Vou falar rápido porque o tempo está curto. Levei a tiracolo gente do quilate de Bruna Karla, Eyshila, Damares, Ana Paula Valadão. Isso só para citar as cantoras menos famosas. A presidente nos recebeu solícita. Podíamos notar aquele lampejo genuflexo, tipo que bom que vocês vieram! Estavam lá a Gleisi Hoffman e o Gilberto Carvalho. Este senhor sempre me inspira. Era coroinha, olhar profundo. Agora faz o elo entre os movimentos sociais e o Governo. Éramos um movimento social, quase vinte pessoas... O Marcelo Crivella, que é ministro da Pesca e entende tudo de lambaris e anzóis, pescou o fato de que a maioria do nosso grupo representavam as grandes mulheres evangélicas brasileiras. O Gilberto fez questão de frisar, meio que nos restringindo: Ninguém veio pedir nada. Não teve pauta de reivindicação, não teve veto a medida tomada pelo governo ou discutida no Congresso. Foi apenas encontro de mulheres... Oops, estavam eu, ele, Marcelo e outros homens. Bom assim.

A reunião transcorreu maravilhosa. Oramos, cantamos. A Dilma entrou na onda, se emocionou. O coração dela é duro, acostumado nas pelejas comunistas. Perguntou, descontraída, pra Ana: O que é bálsamo de Gileade? A cantora respondeu suavemente, com a aquela voz quase sensual: É um óleo aromático de uma das regiões de Israel. Dilma fez que entendeu com ar sorumbático e mudou de assunto: Quer dizer que ocês louvam? Ora, ora, o violão correu solto. Damares tinha levado uma gaita, sacou a arma, oops, o instrumento e fez os primeiros acordes de Sabor de Mel. Foi mara. Puseram uns microfones, apesar da reunião não estar programada, e elas se revezaram, tipo karaokê sem playback. Ana Paula revelou: A senhora foi muito simpática conosco, nós tivemos momentos de muita emoção aqui, quando cantamos muitas canções, pois somos cantoras. Ninguém entendeu o nexo causal, mas não estávamos ali para coisas complicadas. Segunda não é dia de trabalho em nenhum lugar de Brasília.

Como pedem esses tempos modernos, cada uma fez questão de fotografar com a presidente. Para postar no Instagram, justificaram. Todo mundo tem uma conta na famosa rede social fotográfica para registrar esses momentos diáfanos. Damares até escreveu no dela: Já estamos em Brasília para uma grande missão! Orarmos pela nossa Pátria amada Brasil, e pelas nossas autoridades constituintes! Claro, ela deu uma trombada na língua portuguesa, mas quem não faz isso na grande rede?

O fechamento ficou por conta da Sônia Hernandes. Ela disse palavras profundas (cá pra nós está tão parecida com a Cristina Kirchner, é a idade, né?): Se o povo que se chama pelo meu nome se humilhar e orar eu virei dos altos céus perdoarei seus pecados e sararei vossa Terra, diz a Palavra. A tentativa era reverter a queda de popularidade da presidente. Oops, presidenta. Demora a acostumar, estudanta, clienta, gerenta, docenta, amanta, assistenta...

Antenados como estávamos até esquecemos de evangelizar a presidente, embora orássemos contra a corrupção e para que o País não tenha mensalões e roubalheiras. Eram palavras censuradas por ali, mas no meio de uma oração quem se importa? Fomos embora com a sensação de dever cumprido. Desci a rampa assoviando: Sou humano, não consigo ser perfeito, de Bruna Karla... Esqueci de sair na foto.

Vinha subindo o Eike Batista, prometemos agendar um encontro no porto de Açu... Brasília é assim.

terça-feira, 16 de julho de 2013

Empenhando a palavra no que cremos...

 
Esdras 8:21-23: Então apregoei ali um jejum junto ao rio Aava, para nos humilharmos diante da face de nosso Deus, para lhe pedirmos caminho seguro para nós, para nossos filhos e para todos os nossos bens. Porque tive vergonha de pedir ao rei, exército e cavaleiros para nos defenderem do inimigo pelo caminho; porquanto tínhamos falado ao rei, dizendo: A mão do nosso Deus é sobre todos os que o buscam, para o bem deles; mas o seu poder e a sua ira contra todos os que o deixam. Nós, pois, jejuamos, e pedimos isto ao nosso Deus, e moveu-se pelas nossas orações. 
O cenário era favorável, o rei havia ajudado Esdras na reconstrução de Jerusalém. Mas o episódio em epígrafe relata um feito memorável. Esdras não era um líder como os que pululam em nossos dias. Era alguém com um nome, uma reputação, a zelar. Como tinha dito ao rei que a mão de Deus era sobre sua vida e do seu povo, por coerência, dispensou o pedido por seguranças e exércitos.

As lições são profundas. Quisera ter tempo de expô-las. Desde os púlpitos que temos, por vezes, cheios de promessas sem sentido e vazias. Por vezes, falta serenidade e cumprimento da Palavra falada. Incoerência é o ingrediente principal de nossos dias. Ser crente não é apenas uma questão de pregar, mas viver o que pregamos. O mundo está ansioso por isso.

Deus se move por quem empenha a palavra no que crê! E daí não se move nem com uma jornada do tamanho da de Esdras.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Arminianismo x Calvinismo

Trouxemos ontem, 11/07, para reflexão da Congregação em Desterro I, este instigante tema. Creio que muitos aproveitaram e ampliaram seus conhecimentos...


domingo, 7 de julho de 2013

Resumo do último trimestre

Apresentamos um resumo do último trimestre da EBD, na AD em Jardim Paulista III. Disponibilizamos a quem interesse. É um tema perene: família.


sábado, 6 de julho de 2013

Ah! Se algumas pessoas pensassem assim...

Leio no UOL, volto depois:
Em entrevista exclusiva ao UOL, a poucos dias da chegada do papa Francisco ao Brasil, dom Raymundo Damasceno Assis, arcebispo de Aparecida (SP) e presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), disse que o crescimento de evangélicos no Brasil e no mundo impulsionou um "despertar" da Igreja Católica, que, na opinião dele, estava "acomodada". 
"Talvez nós tenhamos nos acomodado e pode ser que o crescimento do movimento neopentecostal tenha nos feito acordar, nos despertar para a nossa verdadeira missão", disse ele, que ressaltou, no entanto, o aumento da qualidade dos católicos. "Os praticantes são muito mais coerentes com suas práticas e praticam sua fé de modo mais convencido. Isso é muito positivo."
Eu disse isso (sobre acomodação) a uma pessoa e ela ficou furiosa comigo.

Reportagem completa aqui.

Não pude ficar calado...

...aí tive que falar:

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Tópicos na Epístola aos Filipenses

Há bons meses estivemos estudando com nossos irmãos esta carta maravilhosa. Compartilho alguns tópicos.



Foco histórico-geográfico
Filipos foi uma cidade importante do Império Romano, considerada uma porta de entrada da Europa em relação aos visitantes provenientes da Ásia. Localizada no Leste da antiga província da Macedônia, a 13 quilômetros do mar Egeu, no topo de uma colina. Abaixo dela estavam o rio Gangites e a estrada militar Ignatia, que ligava a Europa e a Ásia.

Sua origem remonta aos trácios, povo conquistado em 358 a.C. pelo rei Filipe da Macedônia, pai de Alexandre, o Grande. A cidade recebeu esse nome em homenagem ao seu conquistador. Em 108 a.C. passou ao controle romano. Em 42 a.C., foi palco da batalha de Marco Antônio e Otávio Augusto, que buscavam vingar a morte de Júlio César, contra Brutus e Cássio. Nove anos mais tarde, Otávio, futuro Augusto, venceu Marco Antônio e Cleópatra.

Os veteranos dessas batalhas instalaram-se em Filipos, e a cidade acabou ganhando status de colônia romana e o Ius Italicum, o que a tornava uma réplica menor de Roma. Seus cidadãos tinham cidadania romana e possuíam inclusive direitos de propriedade equivalentes aos de uma terra em solo italiano. Os oficiais políticos eram descendentes dos soldados romanos, o que reforçava ainda mais o caráter latino da cidade, refletindo também seu pensamento e religião. Eram freqüentes os cultos às divindades romanas, como Júpiter, Juno e Marte, e aos antigos deuses italianos. As divindades gregas não tinham muito destaque. Persistia, porém, adoração aos deuses trácios.

Foi a primeira cidade da Europa que ouviu a pregação de um missionário cristão (At 16.6-40). É a cidade de Lídia, a vendedora de púrpura, embora não saibamos por que sendo de Tiatira, estava ali (quem sabe por ser vendedora?). Foi lá que Paulo expulsou o demônio de uma jovem, que caminhava elogiando a religiosidade do apóstolo. Tal fato culminou com sua prisão. De onde foram salvos à meia-noite por um anjo. Lá o carcereiro procurou se matar, mas foi dissuadido pelo apóstolo.

Para complementar esta introdução, leiamos o que diz Barclay sobre a estratégia de Paulo para a pregação em Filipos:
Quando Paulo escolhia um lugar para a pregação do Evangelho o fazia sempre com o olho do estrategista. Não só escolhia um centro importante em si, mas também cuidava para que fosse um ponto chave para toda uma região. Advertiu-se com freqüência que muitos dos lugares escolhidos naquela época por Paulo para a pregação são ainda grandes nós de caminhos e pontos de junção ferroviária. Tal era Filipos. Filipos possuía preeminência ao menos por três razões:
1.      Nos arredores existiam minas de ouro e prata exploradas da antiga época dos fenícios. Ainda que em tempos do Cristianismo estas minas estavam já exaustas, entretanto tinham feito de Filipos o grande centro comercial do mundo antigo;
2.      A cidade tinha sido fundada por Filipe, o pai de Alexandre Magno. Por isso leva seu nome. Filipos foi fundada num lugar chamado Krenides, nome que significa "Os Poços" ou "As Fontes". Krenides era uma cidade muito antiga. Filipe fundou a cidade que leva seu nome por uma razão muito particular. Em toda a Europa não existia um lugar mais estratégico. Há aqui uma cadeia montanhosa que divide a Europa da Ásia, o Oriente do Ocidente. Justamente em Filipos esta cadeia desce formando um passo; portanto Filipos domina a rota da Ásia a Europa que necessariamente deve atravessar esse passo. Por este motivo em 368 A. C. Filipe fundou a cidade que leva seu nome, para dominar a rota do Oriente ao Ocidente. Também por esta razão, muito mais tarde uma das grandes batalha decisivas da história se travou em Filipos; porque ali foi onde Antônio derrotou a Bruto e Casio decidindo assim o futuro do Império romano;
3.      Pouco tempo depois, Filipos alcançou a dignidade de colônia romana. Estas colônias eram instituições admiráveis. Não eram colônias no sentido de avançadas da civilização em regiões inexploradas do mundo. As colônias começaram a ter importância militar. Roma tinha o costume de enviar grupos de soldados veteranos que tinham completo seu período e castigo à cidadania; estes eram levados a centros estratégicos de caminhos. Ordinariamente os grupos constavam de trezentos veteranos, com suas mulheres e filhos. Estas colônias eram os pontos focais dos caminhos do grande Império. Os caminhos tinham sido traçados de tal maneira que podiam ser enviados reforços com toda rapidez de uma colônia a outra, as quais se estabeleciam para proteger a paz e dominar os centros estratégicos mais afastados do vasto Império romano. Em princípio só existiam na Itália; mas logo se disseminaram através de todo o Império que crescia rapidamente. Vemos porque a primeira importância das colônias foi militar; mais tarde o governo romano dava o título de colônia a toda cidade que queria honrar ou recompensar por seu fiel serviço.
Estas colônias tinham uma grande característica própria. Onde quer que existiam, construíam pequenos fragmentos de Roma, e a nota dominante era o orgulho de sua cidadania romana. Falava-se o idioma de Roma; usavam-se vestimentas romanas; observavam-se costumes romanos; seus magistrados tinham títulos romanos e observavam as mesmas cerimônias que em Roma. Onde quer que estivessem, as colônias eram obrigada e inalteravelmente romanas. Jamais se imaginaria assimilarem o povo em que viviam. Eram parte de Roma, miniaturas da cidade de Roma, e não o esqueciam jamais. Podemos perceber o orgulho romano através da acusação contra Paulo e Silas em Atos 16:20-21: “Estes homens, sendo judeus, perturbam a nossa cidade, propagando costumes que não podemos receber, nem praticar, porque somos romanos”. “A nossa pátria está nos céus”, escrevia Paulo à Igreja filipense (3:20). Assim como o romano da colônia não se esquecia nunca qualquer que fosse o meio em que se encontrasse, de que era romano, tampouco eles têm que esquecer, em nenhuma sociedade, que são cristãos. Em nenhuma parte se vivia mais o orgulho de ser cidadão romano que nestas colônias. Uma colônia deste tipo era Filipos.

A leitura do capítulo 16 de Atos, nos informa que a intenção de Paulo fora frustrada pelo Espírito Santo. Por volta do ano 52, ele ia para Bitínia, em sua segunda viagem missionária, quando em sonho foi orientado a ir para a Macedônia. Olhando o mapa, no início, você verá que são destinos opostos. Seu trajeto incluía Trôade, na Ásia Menor, o porto de Neápolis, na Europa e daí Filipos. Vemos como o evangelho havia se tornado universal, pois Paulo ia de um continente ao outro, com os parcos recursos que possuía. O próprio capítulo 16 mostra isso, pois Lídia era uma vendedora asiática de uma das mercadorias mais caras de então, a púrpura, a endemoninhada escrava usada para dar lucro com suas adivinhações era grega, e o carcereiro era romano. Cada um representava uma das classes sociais, não obstante todos terem sido tocados pelo evangelho. Não por acaso, quando os judeus se encontravam e se saudavam, diziam: Paz, quando os romanos escreviam cartas, iniciavam com: Graça, Paulo ao escrever aos filipenses inicia com: Graça e paz...

Paulo chegou a Filipos e logo foi preso, por conta do episódio da moça que adivinhava. Mas foi solto milagrosamente e seguiu para Tessalônica. Entretanto, durante seu ministério foi a igreja de Filipos a ajudá-lo financeiramente. Aliás, Paulo se orgulha de não haver dependido de nenhuma outra.

Divisão da Carta



Introdução 1.1-11
Salvação 1.1-2
Ação de graças 1.3-8
Oração 1.9-11
I. Circunstância da prisão de Paulo 1.12-26
Avançaram o evangelho 1.12-18
Garantiram a bênçãos 1.19-21
Criaram um dilema para Paulo 1.22-26
II. Exortações 1.27-2.18
Vida digna do evangelho 1.27-2.4
Reproduzir a mente de Cristo 2.5-11
Cultivar a vida espiritual 2.12-13
Cessar com murmúrios e questionamentos 2.14-18
III. Recomendações e planos para os companheiros de Paulo 2.19-30
Timóteo 2.19-24
Epafrodito 2.25-30
IV. Advertências contra o erro 3.1-21
Contra os judaizantes 3.1-6
Contra o sensualismo 3.17-21
Conclusão 4.1-23
Apelos finais 4.1-9
Reconhecimento das dádivas dos filipenses 4.10-20
Saudações 4.21-22
Bênção 4.23

Fonte: Bíblia de Estudo Plenitude



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Palavras-chave
Alegria
Alegria na oração (Fp 1:4). Paulo se regozijava não apenas de relembrar os filipenses em suas orações, como nelas orar por eles. Entendem? Não apenas tinha alegria por orar, e a consciência da importância deste ato para o bem dos filipenses, como relembrar cada um daqueles que delas precisavam. Barclay conta que George Reindrop em seu livro No Common Task (Uma tarefa incomum), fala de uma enfermeira ensinou a orar a um doente e ao fazê-lo mudou todo o esquema de sua vida fazendo de uma criatura torpe, desgostada e desanimada um homem cheio de alegria. As mãos da enfermeira lhe serviam para trabalhar, mas também lhe serviam como esquema de oração. Cada um de seus dedos representava a alguém. O polegar, que estava mais próximo, a ela lembrava que devia orar pelas pessoas mais próximas, íntimas e queridas. O índice que se usa para assinalar representava os que nos ensinam e nos assinalam quando nos interrogam. Portanto o índice lembrava a todos seus professores da escola e o hospital. O dedo do meio que é o mais alto representava a todas as pessoas destacadas em todas as esferas da vida e em todos os partidos. O anular que é o dedo mais fraco, como sabe todo pianista, representava aos fracos, afligidos e angustiados. O mindinho é o dedo mais pequeno e menos importante: a enfermeira via-se representada nele.
Alegria de saber que Jesus está sendo pregado (Fp 1:18). Certamente a maior alegria do cristão verdadeiro é distribuir as boas novas do Evangelho. O próprio Jesus enfatizou: De graça recebestes, de graça dai (Mt 10:8). Não podemos fazê-lo constrangidos, mas de bom grado. Esta epístola foi escrita na prisão, mas Paulo não estava preocupado com esta circunstância, trabalhando incansavelmente para anunciar a Jesus (Fp 1:13).

Alegria da fé (Fp 1:25). Alegria por ter encontrado a Cristo, a felicidade maior. Estar alegre na fé é manter uma atitude firme e destemida diante dos desafios da vida. É a alegria de andar com Ele e como Ele andou.

Alegria na comunhão (Fp 2:2). O salmista exclama: Oh! Quão bom e quão suave é que os irmãos vivam em união (Sl 133). É a união a mais bela expressão da igreja (Sl 122:1). Não são os hinos bem ensaiados, nem os jograis bem recitados, nem os versículos bem citados, muito menos um bem adornado templo ou programa televisivo. A maior alegria de Deus é ver seus filhos unidos.

Alegria no sofrimento (Fp 2:17). Policarpo, bispo de Esmirna, que foi martirizado em 155 d.C. e antes disso havia endereçado uma carta aos filipenses, disse antes de ser queimado vivo: Dou-te graças, Pai, porque me julgaste digno desta hora[1]! Quando o procônsul romano, Antonino Pio, e as autoridades civis o instaram a renunciar a fé, afirmou: Há oitenta e seis anos sirvo a Cristo e nenhum mal tenho recebido Dele. Como poderei negar Aquele a quem prestei culto e rejeitar o meu Salvador?

Continua...



Bibliografia
TOGNINI, Enéas. Geografia das Terras Bíblicas. Campo Grande: Imprensa da Fé, 1980.
STAMBAUGH, John E. & BALCH, David L. O Novo Testamento em seu ambiente social. São Paulo: Paulus, 1996.
BARCLAY, William. Comentário no Novo Testamento. Filipenses.




[1] A oração completa de Policarpo no momento fora: Senhor, Deus Onipotente, Pai de Jesus Cristo, teu filho predileto e abençoado, por cujo ministério te conhecemos; Deus dos anjos e dos poderes; Deus da criação universal e de toda família dos justos que vivem em tua presença; eu te louvo porque me julgaste digno deste dia e desta hora; digno de ser contado entre teus mártires, e de compartilhar do cálice de teu Cristo, para ressuscitar à vida eterna da alma e do corpo na incorruptibilidade do Espírito Santo. Possa eu hoje ser recebido na tua presença como uma oblação preciosa e aceitável, preparada e formada por ti. Tu és fiel às tuas promessas, Deus fiel e verdadeiro. Por esta graça e por todas as coisas eu te louvo, bendigo e glorifico, em nome de Jesus Cristo, eterno e sumo sacerdote, teu filho amado. Por Ele, que está contigo, e o Espírito Santo, glória te seja agora e nos séculos vindouros. Sede bendito para sempre, ó Senhor; que o Vosso nome adorável seja glorificado por todos os séculos. Amém!

terça-feira, 25 de junho de 2013

Lições da revolução em gestação no Brasil


Por onde começaria? São tantas coisas pra dizer. Tentarei dar um norte, se não couber tudo no tempo e no espaço dividirei em pedaços.

No Brasil Na Igreja
Vamos primeiros aos atores do movimento. São jovens, em sua maioria. Por conta da idade tendem à gritaria. Isso não deslegitima suas reivindicações, apenas as torna de difícil digestão pelos demais. Não custa lembrar que juventude é sinônimo de vigor, de aposta no futuro, de tudo ou nada. Quanto jovens chutaram o pau da barraca e depois voltaram arrependidos? Na igreja, nos lares, em todos os lugares. Sem essa renovação a sociedade estagna, claro que precisamos ter um pé atrás, nunca esquecendo que já fomos jovens. Mas não podemos tolher a criatividade e a iniciativa juvenil, sob pena de produzirmos jovens apáticos para as necessidades de um mundo em transformação.
Na igreja não é diferente. Quantos jovens foram a lugares que adultos jamais iriam? Jovens missionários estão neste momento desbravando rincões do mundo. Jovens estão desafiando o status quo em faculdades e escolas. Estão anunciando a Palavra de Deus em presídios, sem medir esforços. E consequências. Foram dois jovens que fundaram a Assembleia de Deus no Brasil, inflamados pelo fogo pentecostal. Não esperavam louros ou láureas. Da Suécia partiram para o tudo ou nada. Infelizmente não poucos líderes esquecem que um dia foram jovens. Estão sempre prontos à repreensão gratuita, por vezes, com medo de serem ultrapassados pela mente arguta e com mais facilidade de apreensão. Ao invés de mentoria, cotovelo.
Mas os jovens tendem à necessidade difusa. Por vezes, não sabem direito o que querem. É como aquele menino que chora, mas não sabe dizer onde está a dor, precisa de um adulto que descubra, muitas vezes no tato. A gritaria de agora tem muitos temas. Os adultos do Governo não estão sabendo traduzir. O problema com a gritaria é que quando não damos atenção ou cansa ou aumenta. Do gemido ao berro são poucos passos.
Bons líderes naufragaram tentando entender porque os jovens eram tão rebeldes em um orgão de sua congregação. Outros ignoraram que o jovem é o futuro em desenvolvimento e, de repente, se viram tendo que manter alguém claudicante num posto chave porque não havia ninguém para substituí-lo. Não prestamos atenção, não assumimos responsabilidades, torcemos os narizes nos desvios.
Dilma é petista, pensou que sabia tudo, que as migalhas federais produziriam um exército de autômatos pedintes. Queria conquistar todo mundo com promessas e um País de faz de contas. O cordão de descontentes aumentou, engolfou as deficiências governamentais, expôs a incompetência, a corrução, a roubalheira, as mentiras, as contradições, uma pauta infindável. Tão cedo vai calar, não antes de resultados efetivos. Ou vai ficar como ferida que não sara esperando aquela noite insone pra incomodar.
A liderança evangélica de maneira generalizada pensa que o jovem é bobo, analfabeto espiritual. Eles se informaram, estão conectados. A informação fluida contagiou o grupo, novos métodos de atração se impõem. Os professores de EBD arrancam os cabelos porque as perguntas tem cada vez mais um elevado senso crítico. Eles sabem que estão com a vantagem. As igrejas se isolam em exigências, por vezes, descabidas, eles dão de ombros e dissimulam. Enquanto esperam se atualizam. Os líderes continuam batendo na mesma tecla.
Mas há adultos, afinal todos têm algo sobre o que reclamar. Demandas históricas estão sendo trazidas à tona. Aqueles patetas do Passe Livre cuja pauta única é o ônibus grátis estão perdidos. O que catalisa e eletrifica a multidão é muito mais que isso, são as necessidades que batem à porta todos os dias. Saneamento básico, serviços de qualidade, transparência, qualidade nos gastos, investimentos adequados. Copa ou hospital? é o dilema. Por trás o debate entre a funcionalidade e a opulência.
Os adultos sabem desde sempre que um pedido de contenção quase sempre não combina com o orçamento elástico de algumas lideranças eclesiásticas. Contradizem-se recomendando prudência, gastando a não mais poder para sua satisfação pessoal. Cobradas, usam o surrado argumento da intocabilidade pastoral. As prioridades sobressaem: acomodação, conteúdo ministerial, investimento em igrejas confortáveis. Igreja adequada ou demonstração de poderio? É o eco da inquietação surda de nossos membros.
Aonde vai acabar? Ninguém sabe. Pode ser que desapareça tão rápido quanto surgiu. Vai ficar na história como um tsunami social. Se houver interesse, pode ser que saia algo bom. Algo que moldará nosso futuro como nação. Pode ser que não dê em nada. Não passamos 500 e poucos anos assim, aos solavancos, tentando inventar um País? Não custa nada continuar a propor reformas convenientes.
Uns líderes estão assanhados com os protestos, tentado fazer reengenharia social. Quem sabe sobra alguma coisa... Outros estão nas sombras. Nenhum deles quer mudança de verdade, cada um cultiva seu nicho. Por exemplo, as pessoas também estão de olho neste cipoal de denominações, o que fazer a respeito? Desde 1517 que valsamos a sabor do vento. Se ele mudar vai exigir muito mais equilíbrio.

Quem viver, verá! Parei por aqui, de repente, deu um fastio de palavras... Minha revolução é de um homem só com dez leitores.

sábado, 22 de junho de 2013

O que é a igreja? O que um pastor faz nela? Republicando por ocasião da lição de domingo...


Iniciemos analisando o papel da Igreja, tal qual formulada pelo Senhor Jesus. Dentre as várias atribuições do grupo descritas na Bíblia, estão:

A igreja é uma agência de expansão do reino de Deus. Jesus afirmou: Ide, por todo o mundo... A igreja é o organismo que coordena os esforços no pleno cumprimento de tal ordem. Juntos seus membros se desdobram para cumprir o papel evangelizador, pregando a Palavra de Deus em qualquer oportunidade (II Timóteo 4:2). Não podemos delegar tal ordem ou renunciá-la;

A igreja é a expressão visível da santidade cristã. É o resplendor da presença de Jesus, carta aberta, lida e reconhecida por todos (II Coríntios 3:2). O modo de andar, vestir e se expressar da Igreja reflete o Cristo que habita em nós (Efésios 4:1). Quando não refletimos tal presença, perdemos a capacidade de salgar e brilhar no mundo. E nos tornamos uma noiva que não está preparada para encontrar o Noivo;

A igreja é o alvo prioritário dos ataques malignos (I Pedro 5:8). Num momento tais ataques se dirigem à coletividade, na tentativa de solapar a fé e dispersar a atenção. Noutro, membros desavisados do corpo se tornam presas fáceis dos ataques. À medida que cada membro resiste a tais investidas, preserva todos os demais. Quando cede, todos são prejudicados. Para o bem ou para o mal, não existe individualidade no quesito. Esta é a razão de tanto zelo entre nossos primeiros fundadores, no intuito de que não déssemos escândalo nem a gregos (os de fora), nem aos judeus (os de dentro);

A igreja possui duas conotações: a visível, composta das pessoas que nela congregam, dos templos que ergue, das transações do dia-a-dia. Muitas destas interações estão impregnadas da denominação à qual pertence. Portanto, a igreja visível é uma fachada de um modo particular de enxergar a vida. Já a invisível é composta dos inúmeros membros que não estão ligados senão pelo Espírito Santo. Esta última é a igreja de todos os tempos, comprada e remida com o sangue de Jesus. Esta é a igreja que será arrebatada, não obstante vivamos na primeira.

E o que o pastor faz na Igreja?

O termo pastor ocorre diversas vezes no Novo Testamento. A maioria em relação a Jesus, nosso Sumo-Pastor (I Pedro 5:4). Não há distinção clara entre os termos pastor, presbítero e bispo (ancião). Os homens pastores são lideranças dadas por Deus à determinada congregação (Efésios 4:11), para dela zelarem e cuidarem com dedicação e afinco. O retrato mais vívido deste cuidado está em João 10:12, aonde se diz que o verdadeiro pastor luta pelo seu rebanho, buscando preservá-lo dos ataques do lobo, que personifica o Diabo. Dentre as características atribuídas ao episcopado, Paulo destaca a vigilância (I Timóteo 3:1). Os falsos pastores se tornam indolentes e omissos, deixando as ovelhas à mercê de tais ataques. O texto diz que eles até vêm o lobo vindo, mas, intencionalmente, ignoram o risco para evitar desgastes, com prejuízo do rebanho. Um falso pastor não se importa se perder ovelhas, mas ao verdadeiro, a perda de uma só o leva ao desespero (Lucas 15:4), noites em claro e preocupação. O falso quer apenas se preservar.

O pastor tem como função principal zelar e guiar a igreja aos pastos mais viçosos (Hebreus 13:17), preocupando-se com a alimentação correta de cada ovelha. Quando descobre uma desnutrida, se vê às voltas com o que fazer para tirá-la do fastio. A exemplo dos que não estão com bom apetite, nem todas as ovelhas entendem os gestos do pastor, pensam estar sendo agredidas e discriminadas. A preocupação pastoral, porém, decorre do fato de que haverá de prestar contas daqueles sob sua supervisão (Hebreus 13:17). Como sabemos, o Senhor é zeloso e exigente, não tolera desvios e desatenção.

A preocupação do pastor não é ser amado, nem condescender com os erros das ovelhas. Vara e cajado são suas ferramentas de trabalho. Com uma exorta num desvio, com a outra põe no rumo certo. O apóstolo Paulo, por exemplo, foi, por diversas vezes, alvo de problemas e dificuldades no trato eclesiástico. Não será diferente com os demais.

Cabe ao pastor zelar pela ortodoxia – o correto aprendizado do texto bíblico – e pela ortopraxia – a prática correta da Palavra. Tal preocupação se manifesta com os membros e congregados, mas, também, com as famílias e congregações sob sua responsabilidade. Por falar na família, ressaltamos seu papel como célula mater da sociedade e, por conseguinte, da Igreja. Se a família vai bem, a Igreja vai bem. A igreja é gregária por natureza, ou seja, prioriza o grupo em detrimento do individual. Não há alternativas! Cabe ao pastor zelar pelo bom andamento da educação e do relacionamento familiar, ainda que, por vezes, pareça intromissão. Outrora, os pais viam como positiva tal influência, chegando ao ponto de narrar eventuais desvios para que o pastor, tido, então, como censor, pudesse repreender e questionar um de seus membros. Como fruto de nossos tempos trabalhosos (II Timóteo 3:1) temos que tal interferência é vista como desnecessária e, até mesmo, repreensível. A não ser quando os problemas explodem no seio familiar. Às vezes nem isso... Casais se separam, filhos se desencaminham e o líder não sabe de nada.

Temos dois caminhos possíveis para resolver o impasse. O pastor se torna mero gerente de recursos, humanos e financeiros, decidindo aonde aplicar os dízimos e ofertas, construindo igrejas e reformando os prédios. Ministra a Palavra de forma bem leve, com temas genéricos e pouca aplicação pessoal. Mais autoajuda do que exortação e fica tudo do jeito que está. Providências são adiadas e as repercussões dos problemas omitidas. Pecados são ignorados. É, entretanto, uma opção distante da Bíblia.

A outra hipótese é que as ovelhas compreendam a responsabilidade pastoral. Afinal, a igreja não é um parque de diversões. Está em constante ameaça, por todos os lados. Em Hebreus 13:17 está escrito: "Obedecei a vossos pastores, e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas, como aqueles que hão de dar conta delas; para que o façam com alegria e não gemendo, porque isso não vos seria útil". Sabemos o quanto é difícil cumprir a Bíblia, especialmente em textos que exigem algum tipo de renúncia. A alternativa não é muito boa.

Não se trata de trazer todos os problemas familiares ao pastor. Mas de entender sua real intenção quando providências são tomadas para a ortopraxia de todos. Nenhum pastor sério quer que seu rebanho se perca. Por diversas vezes Paulo relembrou a suas ovelhas que sua maior alegria seria poder revê-los no Céu. Eu desejo o mesmo.

Eu de muito boa vontade gastarei, e me deixarei gastar pelas vossas almas, ainda que, amando-vos cada vez mais, seja menos amado (2 Coríntios 12:15).

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Não concordo com tudo no vídeo, mas...

Vejam este incrível vídeo, pescado por indicação de Augusto Nunes, foi postado segunda, e já passam de 2 milhões as visualizações: